A cirurgia redutora de volume pulmonar apresentou avanços, e...

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Q3256583 Medicina
A cirurgia redutora de volume pulmonar apresentou avanços, em relação à cirurgia introduzida nos anos 1990, com a introdução da cirurgia videoassistida, melhoras na anestesia e no pós-operatório.

Assinale a alternativa correta a esse respeito.
Alternativas

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Tema central: Cirurgia redutora de volume pulmonar (CRVP) na DPOC enfisematosa. O objetivo é retirar áreas hiperinfladas e pouco funcionantes, reduzindo a hiperinsuflação, melhorando a mecânica ventilatória e a eficiência diafragmática. Avanços com VATS (videoassistida) reduziram morbidade e melhoraram o pós-operatório.

Gabarito: B

Justificativa da alternativa correta: A seleção de candidatos baseia-se no National Emphysema Treatment Trial (NETT) e diretrizes GOLD/UpToDate. São preferidos pacientes com dispneia significativa (p.ex., mMRC ≥ 2) e limitação ao esforço mensurada no TC6 com distância intermediária (tipicamente entre ~100–450 m após reabilitação), o que indica limitação funcional, mas reserva suficiente para se beneficiar do procedimento. Esses critérios ajudam a evitar extremos: pacientes muito incapazes (alto risco) ou com boa tolerância ao esforço (baixo benefício). Referências: NETT/NEJM; GOLD 2024; UpToDate.

Análise das alternativas incorretas:

  • A – Inverte critérios fisiológicos. Para CRVP busca-se hiperinsuflação com VR ≥ 150% e TLC/CPT ≥ 100–120%. Além disso, DLCO ≤ 20% é contraindicação por alto risco de mortalidade no NETT; deseja-se DLCO acima desse limiar. Portanto, VR < 150% e CPT < 120% não refletem o fenótipo alvo.
  • C – “Exacerbadores” frequentes não são os que mais se beneficiam; eles têm maior risco perioperatório e pior prognóstico. Benefício maior ocorre em enfisema heterogêneo, predomínio em lobos superiores e baixa capacidade de exercício (pós-reabilitação) segundo o NETT.
  • D – Tabagismo ativo é contraindicação. Exige-se abstinência tabágica sustentada (≥ 4–6 meses) e conclusão de reabilitação pulmonar antes da CRVP. Fumar eleva complicações e reduz benefício.
  • E – O melhor perfil anatômico é predomínio em ápices (lobos superiores), heterogêneo. Predomínio basal associa-se a menor benefício e maior risco (NETT, GOLD 2024).

Dicas de prova e pegadinhas:

  • Grave os limiares de exclusão do NETT: FEV1 ≤ 20% + enfisema homogêneo ou DLCO ≤ 20% = alto risco.
  • Pense em CRVP quando houver hiperinsuflação importante (VR ≥ 150%) e enfisema apical heterogêneo.
  • Sempre verifique abstinência tabágica e reabilitação pulmonar prévia.

Referências úteis: NETT (NEJM 2003); GOLD 2024; UpToDate – Lung volume reduction surgery for emphysema; Harrison’s Principles of Internal Medicine.

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