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Q3256567 Medicina
Uma paciente de 37 anos iniciou quadro diagnosticado como asma por volta dos 15 anos de idade; apresentava crises graves de dispneia e ficava bem no período intercrises. A paciente apresentava como comorbidades a obesidade, RGE, ansiedade e depressão. Usava sertralina, clonazepan e uso irregular de omeprazol. Foi medicada inicialmente com ICS e SABA e depois com ICS + LABA, com alívio discreto das crises, que tinham forte intensidade. Aos 20 anos, necessitou de intubação (IOT), recebendo alta com prednisona 20 mg/dia, sendo encaminhada ao pneumologista. A espirometria era normal, o RX de tórax era normal. A dose de ICS/LABA foi aumentada, e a paciente perdeu seguimento. Após história de mais 5 episódios de IOT, que tinham como característica extubação precoce, geralmente com um a dois de IOT, foi encaminhada a um centro de referência.

Assinale a alternativa que apresenta a conduta correta.
Alternativas

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A questão em foco envolve o manejo de uma paciente com diagnóstico presumido de asma, mas que apresenta um quadro clínico atípico, com crises severas e necessidade recorrente de intubação. O tema central é o diagnóstico diferencial em casos de asma de difícil controle.

Justificativa para a alternativa correta (C):

A alternativa C sugere a necessidade de revisar o diagnóstico de asma. A paciente tem um histórico de crises graves, necessidade de intubação e um curso clínico atípico, fatores que nos levam a considerar diagnósticos diferenciais, como a discinesia de cordas vocais. Esta condição, também conhecida como disfunção das cordas vocais, pode imitar a asma, causando episódios de dispneia. A laringoscopia durante uma crise pode confirmar este diagnóstico, mostrando a adução paradoxal das cordas vocais.

Análise das alternativas incorretas:

A: A ideia de que a falha terapêutica está exclusivamente relacionada ao refluxo gastroesofágico (RGE) é limitada. Embora o RGE possa exacerbar a asma, não é a única explicação para crises tão severas e intubações frequentes. A cirurgia antirrefluxo sem confirmação de que este é o principal fator seria uma abordagem prematura.

B: Buscar o fenótipo de asma e o uso de imunobiológicos é uma abordagem válida para asmas severas, mas nesta paciente, a revisão do diagnóstico é mais urgente devido ao padrão atípico e à ausência de resposta ao tratamento convencional.

D: A associação de LAMA (Antagonista Muscarínico de Longa Ação) pode ser benéfica em alguns casos de asma, mas, novamente, sem revisão diagnóstica, pode não abordar a causa subjacente dos sintomas. Omalizumab é indicado para asma alérgica severa, mas somente após confirmação desse fenótipo.

E: Relacionar a asma exclusivamente à obesidade e iniciar azitromicina sem confirmação de inflamação não é apropriado. Além disso, a presença de eosinofilia ou IgE elevada indicaria mais a asma atópica, não a obesidade.

Diretrizes médicas relevantes: Segundo o GINA (Global Initiative for Asthma), a revisão do diagnóstico é crucial em casos de asma grave e de difícil controle. A discinesia de cordas vocais deve ser considerada e investigada em pacientes com crises severas não explicadas.

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