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Q737868 Medicina
O câncer de mama é a neoplasia maligna de maior prevalência em mulheres. O diagnóstico precoce (prevenção secundária) segue sendo a melhor estratégia para reduzir a morbi-mortalidade relacionada à doença. Nesse sentido, é fundamental reconhecer a presença de fatores de risco associados ao câncer de mama. Quanto aos fatores de risco, verifica-se que
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Tema central da questão: O conhecimento dos fatores de risco para o câncer de mama é indispensável para prevenção secundária. Saber identificar corretamente estes fatores ajuda o ginecologista e o obstetra a atuar no diagnóstico precoce e orientar condutas apropriadas.

Justificativa para a alternativa correta (B): Densidade mamográfica aumentada refere-se a mamas compostas predominantemente por tecido fibroglandular, visualizado como áreas brancas na mamografia. Estudos demonstram que mulheres com mamas densas apresentam risco até quatro a seis vezes maior de desenvolver câncer de mama, independente de outros fatores (risco independente). Essa relação se deve tanto ao maior número de células epiteliais sujeitas a transformações malignas quanto à dificuldade de detecção de lesões em mamas densas, o que pode mascarar tumores na imagem (INCA – Fatores de risco). É consenso em diretrizes nacionais e internacionais tal associação.

Análise das alternativas incorretas:

A) Errada. Mesmo ingestão moderada de álcool (acima de 10g/dia) aumenta o risco de câncer de mama. O consumo alcoólico tem relação direta e dose-dependente com maior incidência dessa neoplasia (INCA, UpToDate).

C) Errada. A terapia hormonal na pós-menopausa com apenas estrogênio ou associação estrogênio-progestagênio pode aumentar o risco de câncer. Porém, o risco é significativamente maior com a associação. Dizer que “apenas quando ocorre associação” está incorreto, pois o estrogênio isolado também eleva o risco, embora em menor proporção (Diretrizes Brasileiras para o Câncer de Mama, Cap. 2).

D) Errada. A obesidade aumenta o risco principalmente após a menopausa. Em mulheres pré-menopáusicas, a relação é pouco significativa ou até inversa. Portanto, não é um fator independente do estado menopausal (INCA, PCDT Câncer de Mama).

Dica para provas: Atenção a termos absolutos e palavras como “apenas”, “independe” e “não”, pois frequentemente tornam uma afirmação incorreta.

Resumo: Densidade mamográfica aumentada é, de fato, um fator de risco independente para câncer de mama, respaldado por evidências científicas e diretrizes oficiais. Conhecer esses detalhes pode ser o diferencial para o acerto em questões deste nível!

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A alternativa correta é a B, que afirma que a densidade mamográfica aumentada é um fator de risco independente para o desenvolvimento do câncer de mama. A densidade mamográfica é uma medida da quantidade de tecido glandular em relação ao tecido adiposo no seio e pode ser observada em exames de mamografia. Quanto maior a densidade mamográfica, maior a quantidade de tecido glandular e maior o risco de desenvolvimento de câncer de mama. Isso ocorre porque as células glandulares têm maior probabilidade de sofrer mutações que podem levar ao câncer. Portanto, a identificação da densidade mamográfica é importante para o diagnóstico precoce e prevenção da doença. As outras alternativas (A, C e D) são falsas, pois a ingestão moderada de álcool, a terapia hormonal na pós-menopausa e a obesidade são fatores de risco que aumentam o risco relativo para o desenvolvimento de câncer de mama.

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