Paciente de 28 anos, 4 semanas pós-parto, em aleitamento mat...

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Q4156714 Medicina
Paciente de 28 anos, 4 semanas pós-parto, em aleitamento materno exclusivo, procura atendimento com queixa de dor intensa, vermelhidão e aumento de volume na mama direita há 2 dias. Refere febre de 38,5 ºC e calafrios. Ao exame físico observa-se área eritematosa quente e endurecida no quadrante superior externo da mama direita, sem flutuação evidente.

Qual é a conduta inicial mais adequada para essa paciente?
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O achado-chave é a ausência de flutuação em uma puérpera em aleitamento com dor, eritema, calor, endurecimento mamário, febre e calafrios, o que caracteriza mastite lactacional aguda sem abscesso. Nesse cenário, a conduta inicial não é drenagem nem suspensão da amamentação, mas tratamento clínico.

Tema central: Mastite puerperal sem abscesso
Análise das alternativas
A
Errada
Mamografia não é a conduta inicial no quadro puerperal típico de mastite aguda. O problema imediato é infeccioso-inflamatório e exige tratamento clínico. Pela base, quando há necessidade de imagem por dúvida diagnóstica ou suspeita de abscesso, o exame útil costuma ser a ultrassonografia, não a mamografia.
B
Certa
A alternativa B está correta porque, diante de mastite puerperal sem coleção evidente, a conduta inicial é manter o esvaziamento da mama, preferencialmente com continuidade do aleitamento, e iniciar antibioticoterapia oral. A paciente está estável e não há indicação de via intravenosa ou de drenagem.
C
Errada
Está errada por dois motivos técnicos: suspender imediatamente o aleitamento contraria o manejo inicial da mastite sem abscesso, porque o esvaziamento da mama ajuda a resolver a estase láctea; e antibioticoterapia intravenosa não é a via inicial em paciente estável, sem sinais de gravidade, sem falha de tratamento oral e sem impossibilidade de uso por via oral.
D
Errada
Drenagem cirúrgica imediata é conduta para abscesso mamário, não para mastite não supurada. O enunciado informa ausência de flutuação evidente, justamente o achado que afasta coleção clinicamente manifesta e exclui indicação inicial de drenagem.
E
Errada
Interromper a amamentação é inadequado porque piora a estase láctea, e tratar apenas com anti-inflamatórios é insuficiente diante de febre, calafrios e quadro compatível com mastite infecciosa. Pela base, esse cenário pede antibioticoterapia oral associada à manutenção do esvaziamento mamário.
Pegadinha da questão
A banca opõe endurecimento mamário a abscesso: o endurecimento inflamatório pode sugerir gravidade, mas a ausência de flutuação foi colocada para afastar coleção e excluir drenagem imediata; outra confusão explorada é achar que mastite exige suspender a amamentação, quando aqui manter o esvaziamento faz parte do tratamento.
Dica para questões semelhantes
  • Em puérpera lactante com dor, eritema, calor, endurecimento e febre, pense primeiro em mastite lactacional aguda.
  • Ausência de flutuação aponta contra abscesso clinicamente evidente e favorece tratamento clínico inicial, não drenagem.
  • Na mastite puerperal sem complicação, manter amamentação ou ordenha é parte do manejo porque reduz a estase de leite.
  • Reserve antibiótico intravenoso para cenários com gravidade, falha prévia, necessidade de internação ou impossibilidade de via oral descritos no caso.

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