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Q4156708 Medicina
Paciente de 45 anos, previamente hígida, é avaliada após a detecção de um nódulo na mama direita. Ao exame físico, palpa-se um nódulo único de aproximadamente 2,5 cm no quadrante superior externo da mama direita, de consistência endurecida, móvel, sem retração cutânea ou descarga papilar. O exame físico da axila direita revela ausência de linfonodos palpáveis. Ultrassonografia mamária confirma lesão sólida de 2,4 x 2,6 cm, sem outras alterações associadas. Ultrassonografia de axila não evidencia linfonodomegalias suspeitas. Biópsia core da lesão revela carcinoma invasivo de mama, subtipo HER2-positivo, receptor hormonal negativo, Ki-67 elevado. Exames de estadiamento sistêmico (radiografia de tórax, ultrassonografia abdominal e cintilografia óssea) não mostram evidência de metástases.

Com base nesse quadro, qual a conduta inicial mais apropriada?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: Em câncer de mama inicial HER2-positivo, tumor maior que 2 cm e axila cN0, a diretriz prioriza terapia sistêmica neoadjuvante com quimioterapia associada a bloqueio anti-HER2; no enunciado, o tumor mede cerca de 2,5 cm, é HER2-positivo e não há linfonodos suspeitos nem metástases, o que torna a alternativa com quimioterapia neoadjuvante, trastuzumabe e pertuzumabe a conduta inicial correta.

Tema central: Neoadjuvância no HER2-positivo cT2N0
Análise das alternativas
A
Errada
Errada porque propõe mastectomia imediata em vez de neoadjuvância sistêmica. Além disso, limita o bloqueio anti-HER2 ao trastuzumabe adjuvante, sem contemplar a estratégia preferida para tumor HER2-positivo > 2 cm.
B
Errada
Errada porque radioterapia neoadjuvante não é a conduta inicial padrão para câncer de mama inicial HER2-positivo operável. Nesse cenário, a modalidade que deve ser priorizada é a terapia sistêmica com quimioterapia e anti-HER2.
C
Errada
Errada porque a questão cobra a melhor sequência terapêutica, e não apenas a possibilidade de cirurgia conservadora. Mesmo com ressecabilidade, operar primeiro perde para a neoadjuvância em HER2-positivo >= 2 cm, e a alternativa ainda desloca o trastuzumabe para o adjuvante.
D
Errada
Errada porque omite quimioterapia e terapia anti-HER2 em um carcinoma invasivo HER2-positivo de 2,5 cm, com receptor hormonal negativo e Ki-67 elevado. Axila negativa e ausência de metástases não excluem indicação de tratamento sistêmico.
E
Certa
A alternativa E está correta porque o caso descreve carcinoma invasivo HER2-positivo, receptor hormonal negativo, com cerca de 2,5 cm, configurando doença operável de maior risco. Nessa situação, ASCO e ESMO favorecem neoadjuvância com quimioterapia associada a anti-HER2, e a dupla trastuzumabe + pertuzumabe é a opção padrão/preferencial disponível entre as alternativas. Assim, o tratamento inicial não deve ser cirurgia imediata, mas terapia sistêmica pré-operatória.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre tumor operável e necessidade de cirurgia imediata. O dado decisivo é o perfil HER2-positivo com tumor >= 2 cm, que mantém a indicação preferencial de neoadjuvância mesmo com axila cN0.
Dica para questões semelhantes
  • Em câncer de mama HER2-positivo inicial, verifique o tamanho tumoral: acima de 2 cm, a melhor conduta inicial pode ser neoadjuvância, mesmo sem linfonodo suspeito.
  • Quando a questão pedir conduta inicial, separe a decisão sobre cirurgia da decisão sobre sequência terapêutica.
  • Axila clinicamente negativa não exclui neoadjuvância em HER2-positivo quando o tumor é de maior risco.
  • Se a alternativa trouxer quimioterapia neoadjuvante com dupla anti-HER2 em cT2N0 HER2-positivo, ela está alinhada à diretriz citada na base.

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