Pacientes com câncer de mama HER2-positivo ou triplo-negativ...

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Q4156706 Medicina
Pacientes com câncer de mama HER2-positivo ou triplo-negativo que realizam quimioterapia neoadjuvante e não atingem resposta patológica completa (pCR) se beneficiam de estratégias adjuvantes específicas que aumentam a sobrevida, conforme evidenciado em estudos recentes. Quais são as medicações indicadas para essas pacientes?
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O ponto decisivo é a presença de doença residual invasiva após quimioterapia neoadjuvante em câncer de mama HER2-positivo ou triplo-negativo. Nesse cenário, a base médica indica escalonamento adjuvante específico: T-DM1 para HER2-positivo residual e capecitabina para triplo-negativo residual, o que torna correta a alternativa C.

Tema central: Doença residual pós-neoadjuvância
Análise das alternativas
A
Errada
Errada porque, no HER2-positivo com doença residual invasiva após neoadjuvância, não se mantém trastuzumabe isoladamente como estratégia padrão específica; o escalonamento validado é para T-DM1. No triplo-negativo residual, carboplatina não é a terapia adjuvante clássica com ganho de sobrevida nesse cenário; a droga sustentada pela base é capecitabina.
B
Errada
Errada por incompatibilidade de indicação com o cenário e com o subtipo. Lapatinibe não é o padrão adjuvante específico para HER2-positivo residual após neoadjuvância. Abemaciclibe não pertence ao contexto do câncer triplo-negativo residual; sua indicação citada na base é em doença RH-positiva/HER2-negativa de alto risco.
C
Certa
A alternativa C corresponde às estratégias adjuvantes validadas para doença residual após neoadjuvância. Em câncer de mama HER2-positivo com doença residual invasiva, o estudo KATHERINE demonstrou superioridade de trastuzumabe emtansina (T-DM1) em relação à continuidade de trastuzumabe. Em doença residual HER2-negativa, com benefício particularmente relevante no subtipo triplo-negativo, o CREATE-X demonstrou ganho com capecitabina adjuvante. Portanto, a alternativa acerta os dois pares terapêuticos exigidos pela situação clínica descrita.
D
Errada
Errada porque pertuzumabe não é a resposta-padrão específica para doença residual pós-neoadjuvância no HER2-positivo quando a decisão é entre manter tratamento habitual e escalonar para a estratégia validada, que é T-DM1. Bevacizumabe também não é padrão adjuvante para TNBC residual com benefício comprovado de sobrevida nesse contexto.
E
Errada
Errada porque, no HER2-positivo com doença residual, o fármaco decisivo é T-DM1, não nab-paclitaxel. Quanto ao TNBC, a base reconhece papel do pembrolizumabe quando já integrado ao esquema perioperatório em pacientes selecionadas, mas isso não substitui o par clássico cobrado pela questão; além disso, a alternativa já está invalidada pelo componente HER2 incorreto.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre drogas usadas no tratamento do câncer de mama em geral e a terapia adjuvante especificamente indicada quando não há pCR após neoadjuvância. A armadilha principal é marcar manutenção de trastuzumabe ou lembrar de pembrolizumabe no TNBC, esquecendo que o núcleo cobrado é doença residual pós-neoadjuvante estratificada por subtipo.
Dica para questões semelhantes
  • Se a questão trouxer ausência de pCR após neoadjuvância, pense em escalonamento adjuvante guiado pelo subtipo tumoral.
  • HER2-positivo com doença residual invasiva após neoadjuvância aponta para T-DM1, não para simples manutenção de trastuzumabe.
  • Triplo-negativo/HER2-negativo com doença residual após neoadjuvância aponta para capecitabina como estratégia clássica validada.
  • Não confunda droga útil no neoadjuvante ou em outro subtipo com terapia pós-neoadjuvante especificamente validada para doença residual.

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