Uma adolescente de 14 anos é levada pelos pais ao consultór...

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Q4156693 Medicina
Uma adolescente de 14 anos é levada pelos pais ao consultório devido ao surgimento de aumento da mama esquerda há aproximadamente 5 meses. Ela nega dor local, febre ou secreção mamilar. Ao exame físico, nota- -se ginecomastia unilateral leve, sem sinais inflamatórios ou linfonodos palpáveis. A paciente apresenta desenvolvimento puberal compatível com a idade e os exames laboratoriais (função hepática, renal e perfil hormonal) estão dentro da normalidade.

Qual é a conduta mais adequada neste momento?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Adolescente de 14 anos, com puberdade compatível com a idade, aumento mamário unilateral leve há 5 meses, sem dor importante, secreção, linfonodomegalia, sinais inflamatórios ou alterações laboratoriais, quadro compatível com ginecomastia puberal fisiológica; nesse cenário, a conduta inicial é observação expectante, o que sustenta o gabarito D.

Tema central: Ginecomastia puberal fisiológica
Análise das alternativas
A
Errada
Tamoxifeno não é conduta inicial de rotina em ginecomastia puberal leve, recente e sem dor importante ou repercussão relevante descrita. O erro da alternativa é medicalizar um quadro fisiológico com alta chance de regressão espontânea, sem critério clínico atual para terapia antiestrogênica.
B
Errada
Lipoaspiração com ressecção residual é abordagem cirúrgica precoce e inadequada neste cenário. Faltam os critérios que sustentariam cirurgia, como persistência prolongada, volume importante, fibrose, falha de observação ou repercussão psicossocial relevante.
C
Errada
A alternativa parte de uma sequência terapêutica inadequada para este caso, porque não há indicação atual nem de antiestrogênico nem de cirurgia. O ponto decisivo não é escolher entre remédio e operação, mas reconhecer que o quadro é fisiológico e deve ser inicialmente apenas observado.
D
Certa
A alternativa D está correta porque o quadro descrito é típico de ginecomastia puberal fisiológica, que pode ser unilateral ou assimétrica no início e costuma ser autolimitada. A duração de 5 meses ainda caracteriza quadro recente, e a ausência de sinais de alarme clínicos e laboratoriais afasta causa secundária que exigisse tratamento específico. Por isso, não há indicação atual de antiestrogênico nem de cirurgia; o manejo adequado neste momento é observação clínica com reavaliação.
E
Errada
Adenomastectomia é procedimento cirúrgico sem indicação diante de aumento mamário puberal leve, recente e sem achados suspeitos. Não há massa dura excêntrica, secreção, adenomegalia, persistência prolongada nem outra evidência que justifique exérese.
Pegadinha da questão
A banca explora a tendência de supervalorizar a unilateralidade. Na ginecomastia puberal, unilateralidade isolada não afasta benignidade nem cria indicação imediata de tratamento se o restante do quadro for típico e sem sinais de alarme.
Dica para questões semelhantes
  • Em adolescente com puberdade compatível, quadro leve e recente e exames normais, pense primeiro em ginecomastia puberal fisiológica.
  • Unilateralidade ou assimetria inicial não muda a conduta se não houver secreção, adenomegalia, sinais inflamatórios, alterações hormonais ou massa suspeita.
  • Antiestrogênico não é rotina para todo caso; fica fora da conduta inicial quando não há dor importante, persistência ou repercussão relevante.
  • Cirurgia exige critério concreto de persistência, gravidade ou impacto importante, não sendo primeira medida em quadro de 5 meses.

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