Paciente de 32 anos, sexo masculino, apresenta febre, cefa...

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Q4191156 Medicina
Paciente de 32 anos, sexo masculino, apresenta febre, cefaleia retro-orbitária, mialgia intensa e petéquias em membros inferiores há 4 dias. Exames laboratoriais revelam plaquetopenia (85.000/mm3) e hematócrito elevado. Qual o diagnóstico mais provável?
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: O critério decisivo é a compatibilidade entre febre aguda, cefaleia retro-orbitária, mialgia intensa, petéquias, plaquetopenia e hematócrito elevado, conjunto que caracteriza dengue com sinais hemorrágicos e hemoconcentração por extravasamento plasmático.

Tema central: Diagnóstico de dengue
Análise das alternativas
A
Errada
Leptospirose pode dar febre, cefaleia e mialgia, o que gera confusão, mas o padrão mais característico não é o descrito aqui. Faltam achados clássicos como sufusão conjuntival, dor em panturrilhas e, nas formas graves, icterícia e injúria renal. Além disso, dor retro-orbitária, petéquias com trombocitopenia e hematócrito elevado não formam o conjunto típico de leptospirose e favorecem dengue.
B
Errada
Febre tifoide não se encaixa porque seu padrão esperado é de febre prolongada com sintomas gastrointestinais, toxemia e eventualmente roséolas tíficas. O eixo do caso é outro: cefaleia retro-orbitária, mialgia intensa, petéquias, plaquetopenia e hemoconcentração, combinação que não corresponde à síndrome entérica típica da febre tifoide.
C
Errada
Malária pode cursar com febre, cefaleia e mialgia, mas isso é insuficiente para escolhê-la. O padrão clássico envolve paroxismos febris, anemia e esplenomegalia, enquanto o caso traz manifestação hemorrágica cutânea, trombocitopenia e hematócrito elevado associados à dor retro-orbitária, conjunto muito mais compatível com dengue.
D
Errada
Febre amarela pode ter febre, cefaleia, mialgia e até manifestações hemorrágicas nas formas graves, mas o quadro típico esperado inclui toxemia, icterícia e acometimento hepático e renal. Esses elementos não aparecem no enunciado. Já a associação de dor retro-orbitária, petéquias, plaquetopenia e hemoconcentração aponta de forma mais consistente para dengue.
E
Certa
A alternativa E está correta porque reúne, no mesmo quadro, os achados clínicos e laboratoriais mais coerentes com dengue: dor retro-orbitária e mialgia intensa são típicas da síndrome febril da doença; petéquias e trombocitopenia traduzem manifestação hemorrágica; e o hematócrito elevado sugere hemoconcentração por extravasamento plasmático. Essa associação semiológica e fisiopatológica é a que melhor explica o caso.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre síndromes febris com mialgia intensa. O ponto que resolve não é a mialgia isolada, e sim a combinação de dor retro-orbitária com petéquias, trombocitopenia e hematócrito elevado, que caracteriza muito melhor dengue.
Dica para questões semelhantes
  • Valorize dor retro-orbitária como achado fortemente sugestivo de dengue quando aparece junto de febre e mialgia.
  • Petéquias ganham peso diagnóstico quando vêm acompanhadas de plaquetopenia em síndrome febril aguda.
  • Hematócrito elevado, nesse contexto, deve ser lido como hemoconcentração por extravasamento plasmático, não como dado isolado inespecífico.

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