Homem de 28 anos, com diagnóstico de Linfoma de Hodgkin, es...

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Q4156667 Medicina
Homem de 28 anos, com diagnóstico de Linfoma de Hodgkin, está em tratamento quimioterápico associado à rituximabe, droga anti-CD20, há 3 meses. Está em programação para realizar transplante de células tronco hematopoiética (TCTH). Assinale a alternativa correta em relação à indicação das vacinas para esse paciente.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O critério que decide a questão é o calendário vacinal do receptor de TCTH: diante de quimioterapia em curso, uso de rituximabe e transplante programado, a diretriz de imunização pós-TCTH indica reiniciar as vacinas inativadas entre 3 e 6 meses após o transplante, enquanto vacinas vivas permanecem contraindicadas no período atual e no pós-transplante precoce.

Tema central: Vacinação no TCTH
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque corresponde ao esquema aceito nas diretrizes para receptores de TCTH: após o transplante, a memória imunológica prévia não é considerada confiável e o paciente deve ser revacinado. Nesse contexto, as vacinas inativadas podem ser iniciadas entre 3 e 6 meses após o TCTH, conforme o tipo de vacina e a recuperação clínica/imunológica. Esse é exatamente o marco temporal cobrado na questão.
B
Errada
Está errada porque a questão cobra o momento apropriado de vacinação no contexto do TCTH, e a referência decisiva é o calendário pós-transplante. Além disso, o paciente está em quimioterapia e em uso de rituximabe, que depleta linfócitos B e reduz a resposta humoral às vacinas; portanto, não se pode afirmar genericamente que as vacinas inativadas estejam indicadas "nesse momento" como resposta correta do caso. Segurança de vacina inativada não equivale a indicação temporal adequada.
C
Errada
Está errada porque a vacina influenza nasal é vacina viva atenuada. Em paciente com imunossupressão relevante por quimioterapia e rituximabe, além do contexto de candidato a TCTH, vacinas vivas estão contraindicadas. A alternativa tenta confundir a formulação intranasal viva com a vacina influenza inativada.
D
Errada
Está errada porque vacinas atenuadas não são liberadas 6 meses após TCTH. Pelas diretrizes citadas na base, elas em geral só podem ser consideradas a partir de 24 meses após o transplante, e ainda assim apenas se houver reconstituição imune adequada e ausência de imunossupressão ativa/GVHD. O prazo de 6 meses se relaciona a vacinas inativadas, não às vivas.
E
Errada
Está errada porque a vacina da febre amarela é viva atenuada e não está indicada rotineiramente 12 meses após TCTH. Quando considerada por risco epidemiológico, sua aplicação é tardia e condicionada à recuperação imune e à ausência de imunossupressão. Portanto, a alternativa erra tanto pela natureza da vacina quanto pelo marco temporal.
Pegadinha da questão
A banca explorou duas confusões reais: tomar vacina inativada como automaticamente indicada durante a quimioterapia atual e aplicar aos imunizantes vivos o mesmo raciocínio temporal usado para vacinas inativadas no pós-TCTH.
Dica para questões semelhantes
  • Em TCTH, pense primeiro em revacinação pós-transplante, não em aproveitar automaticamente o esquema vacinal prévio.
  • Associe o marco de 3 a 6 meses ao início de vacinas inativadas após TCTH.
  • Se a vacina for viva atenuada, exclua no imunossuprimido em quimioterapia/anti-CD20 e no pós-TCTH precoce.
  • Rituximabe não torna vacina inativada perigosa por si; o problema central é a baixa imunogenicidade e o momento oportuno.

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