Em relação às neoplasias pancreáticas, é correto afirmar que
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Tema central: Neoplasias pancreáticas. Saber fatores de risco genético e características clínicas das neoplasias do pâncreas é essencial para provas e prática médica. A questão aborda relações genéticas e indicações clínicas baseadas em evidências.
Justificativa da alternativa correta (C): Portadores de mutações BRCA1 e BRCA2, associadas a neoplasias mamárias, realmente apresentam risco aumentado para adenocarcinoma pancreático. Diversos estudos internacionais e literatura de referência (ex: Harrison’s Principles of Internal Medicine, 20a ed, capítulo sobre “Câncer de Pâncreas”) confirmam a associação.
Essas mutações prejudicam a reparação do DNA, elevando o risco de múltiplos tumores, incluindo o de pâncreas. Meta-análises recentes mostraram um risco relativo aumentado de 2 a 3 vezes para portadores dessas mutações. Atenção para candidatos: não apenas história familiar, mas mutação comprovada eleva expressivamente esse risco.
Análise das alternativas incorretas:
A) ERRADA. A pancreatite crônica hereditária realmente aumenta risco de adenocarcinoma pancreático (RR de 50 a 80 vezes), mas a mutação do CFTR está mais relacionada à fibrose cística, enquanto as mutações mais ligadas à pancreatite hereditária são no gene PRSS1 (pegadinha clássica na banca!).
B) ERRADA. A maioria dos adenocarcinomas pancreáticos é esporádica, sem casos familiares. A frase inverte o padrão epidemiológico conhecido.
D) ERRADA. O carcinoma espinocelular pancreático é extremamente raro; o subtipo mais comum é o adenocarcinoma ductal, representando cerca de 90% dos casos.
E) ERRADA. Cistadenomas serosos do pâncreas não têm indicação formal de ressecção em todos os casos: possuem baixo potencial de malignização; o acompanhamento pode ser suficiente em lesões pequenas (SBAD, 2022, consenso sobre cistos pancreáticos).
Dicas para provas: Fique atento a associações genéticas (BRCA1/2, Lynch, PRSS1), subtipos histológicos, indicações de tratamento e pegadinhas de nomenclatura (exemplo: CFTR x PRSS1).
Mensagem final: Reconhecer fatores genéticos é diferencial em oncologia! Treine sempre a leitura crítica das alternativas e busque as referências em grandes consensos (ex: UpToDate, Harrison’s, SBAD).
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