Qual o achado endoscópico NÃO tem relação com a doença celía...

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Q679546 Medicina
Qual o achado endoscópico NÃO tem relação com a doença celíaca?
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Tema central da questão: A pergunta abrange os achados endoscópicos típicos da doença celíaca, que é uma enteropatia autoimune desencadeada pelo glúten em indivíduos geneticamente predispostos. Dominar a diferenciação entre alterações visíveis na endoscopia e alterações somente histológicas é um ponto-chave em provas para Médico em Endoscopia.

Justificativa para a alternativa correta (D):
A alternativa D (“Alargamento e achatamento das vilosidades intestinais”) está incorreta como achado endoscópico porque descreve uma alteração histopatológica, só detectável na biópsia duodenal. Na prática, trata-se da “atrofia vilositária”, critério padrão-ouro para diagnóstico da doença celíaca, mas que não é visível diretamente durante a endoscopia, apenas ao microscópio.
Segundo o livro “Harrison’s Principles of Internal Medicine” (20ª edição): “A atrofia vilositária, evidenciada na histologia intestinal, constitui o principal achado diagnóstico histológico da doença celíaca.”

Análise das alternativas incorretas:

  • (A) Redução ou ausência das pregas duodenais: Freqüente em doença celíaca, ocorre pela perda da arquitetura vilositária, tornando as pregas de Kerckring menos pronunciadas ou ausentes. Achado endoscópico clássico.
  • (B) Aparência nodular das pregas duodenais: Conhecido como scalloping, representa áreas elevadas e sulcos devido à destruição vilositária irregular. Descrito nos consensos nacionais sobre doença celíaca.
  • (C) Padrão mosaico da mucosa: A mucosa adquire aspecto “mosaicado” devido ao relevo desigual provocado pelo dano vilositário. Também frequentemente relatado em exames endoscópicos.

Estratégia de prova: O enunciado usa o termo não tem relação e traz termos semelhantes entre endoscopia e histologia. Sempre leia atentamente para diferenciar se o cobrado é achado endoscópico (visível ao endoscopista) ou histológico (visível apenas no microscópio). Essa sutileza frequentemente é utilizada como “pegadinha”.

Resumo segundo diretrizes: Os achados endoscópicos da doença celíaca incluem: redução/ausência de pregas, scalloping e padrão mosaico (SBCD, Consenso Brasileiro de Doença Celíaca, 2012). A análise da arquitetura vilositária é feita apenas pela biópsia.

Conclusão: Distinguir o que é visto na endoscopia do que só se confirma na histologia é fundamental para não errar esse tipo de questão.
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A doença celíaca é uma condição autoimune em que o sistema imunológico reage de forma anormal ao glúten, afetando o revestimento do intestino delgado. A endoscopia é um exame importante para diagnosticar a doença celíaca, uma vez que permite visualizar as alterações na mucosa intestinal. As opções A, B e C estão relacionadas às alterações endoscópicas comumente associadas à doença celíaca, como a redução ou ausência das pregas duodenais, a aparência nodular das pregas e o padrão mosaico da mucosa. Já a opção D, o alargamento e achatamento das vilosidades intestinais, é um achado que não está relacionado à doença celíaca, mas sim a outras condições, como a síndrome de Zollinger-Ellison. Portanto, a resposta correta é a alternativa D.

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