Paciente do sexo masculino, 69 anos, submetido à gastrectomi...
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Tema central: Esta questão aborda as técnicas de reconstrução do trânsito gastrointestinal após gastrectomia, conhecimento fundamental para médicos em endoscopia e cirurgia do aparelho digestivo.
Análise da alternativa correta (C – Reconstrução em Y de Roux):
A reconstrução em Y de Roux consiste em seccionar o jejuno cerca de 20-30 cm após o ligamento de Treitz e criar duas alças:
- Alça alimentar (ou eferente): Leva os alimentos do estômago ao intestino delgado.
- Alça biliar (ou aferente): Transporta bile e sucos pancreáticos, sendo a porção denominada “fundo cego”.
A presença de uma anastomose gastrojejunal ampla em duas bocas, sendo uma em fundo cego e outra a alça alimentar, indica classicamente o Y de Roux. Essa técnica previne refluxo biliar, diminui gastrite e é preferida em gastrectomia para câncer, conforme evidências do World Journal of Gastroenterology e diretrizes das sociedades cirúrgicas.
Análise das alternativas incorretas:
A) Billroth I: Aqui, há anastomose direta entre o estômago e duodeno (gastroduodenostomia), não forma duas bocas nem fundo cego.
B) Billroth II: Faz-se anastomose do remanescente gástrico ao jejuno (“em ansa de alça”), mas não há Y nem exclusão total do duodeno, e geralmente se observa refluxo biliar, distinto do achado descrito.
D) Heineke-Mikulicz: Técnica de plastia para estenoses (não para reconstrução pós-gastrectomia); não se aplica ao contexto do caso.
Estratégia para provas: Atenção ao termo “fundo cego” e à descrição de “duas bocas”. Na reconstrução em Y de Roux, é obrigatório existir uma extremidade exclusiva para secreções biliares. Em casos de Billroth II pode-se confundir, mas geralmente há presença de refluxo biliar e não há a descrição exata de duas bocas com fundo cego.
Diretrizes e evidências: Segundo o UpToDate: “A reconstrução de Roux-en-Y reduz significativamente o refluxo biliar e as complicações a longo prazo no remanescente gástrico” (Sessão: Técnicas de reconstrução gástrica pós-gastrectomia). Esse conceito é chave e está alinhado com práticas seguras em oncologia gástrica (Sabiston, Tratado de Cirurgia, p. 1313-1314).
Resumo: Reconhecimento dos termos técnicos, correlacionando-os à anatomia cirúrgica, é essencial para gabaritar este tipo de questão em concursos.
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