Paciente foi submetido a endoscopia devido queixas de reflux...
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A questão aborda a classificação de Los Angeles para esofagite de refluxo, uma ferramenta essencial na endoscopia para avaliar a gravidade da esofagite erosiva. Entender essa classificação é crucial para um médico especializado em endoscopia, pois auxilia no diagnóstico e manejo da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE).
De acordo com a classificação de Los Angeles, que é amplamente aceita e utilizada nas diretrizes médicas, os graus de esofagite são baseados na extensão das erosões esofágicas:
- Grau A: Uma ou mais lesões mucosas (erosões) menores que 5 mm, não confluentes.
- Grau B: Uma ou mais lesões mucosas maiores que 5 mm, mas sem continuidade entre as pregas da mucosa.
- Grau C: Lesões ao longo de no mínimo duas pregas da mucosa, mas ocupando menos de 75% da circunferência esofágica.
- Grau D: Lesões ocupando pelo menos 75% da circunferência esofágica.
No enunciado, temos um achado endoscópico de erosões confluentes ocupando cerca de 70% da circunferência esofágica. Isso se encaixa diretamente no Grau C, já que as erosões são confluentes e ocupam mais de uma prega, mas menos de 75% da circunferência total.
Vamos analisar as alternativas:
- Alternativa A - Grau B:
Incorreta. O Grau B se refere a erosões maiores que 5 mm, mas que não são confluentes, o que não corresponde aos achados descritos. - Alternativa B - Grau D:
Incorreta. O Grau D envolve erosões que ocupam pelo menos 75% da circunferência, o que é mais extenso do que o indicado na descrição. - Alternativa C - Grau C:
Correta. As características das erosões descritas (confluentes e ocupando cerca de 70% da circunferência) são compatíveis com o Grau C. - Alternativa D - Grau A:
Incorreta. O Grau A envolve erosões menores que 5 mm e não confluentes, claramente não aplicável ao caso apresentado.
Para médicos em endoscopia, compreender e aplicar a classificação de Los Angeles é essencial para o diagnóstico correto e para orientar o tratamento da DRGE, geralmente envolvem medidas dietéticas, uso de inibidores da bomba de prótons e, em casos severos, intervenção cirúrgica.
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