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Q679534 Medicina
Paciente foi submetido a endoscopia devido queixas de refluxo com pirose retroesternal intensa. Os achados endoscópicos foram: erosões eritematofibrinosas confluentes que ocupam cerca de 70% da circunferência esofágica. Pela classificação endoscópica Los Angeles da esofagite, marque a CORRETA:
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A questão aborda a classificação de Los Angeles para esofagite de refluxo, uma ferramenta essencial na endoscopia para avaliar a gravidade da esofagite erosiva. Entender essa classificação é crucial para um médico especializado em endoscopia, pois auxilia no diagnóstico e manejo da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE).

De acordo com a classificação de Los Angeles, que é amplamente aceita e utilizada nas diretrizes médicas, os graus de esofagite são baseados na extensão das erosões esofágicas:

  • Grau A: Uma ou mais lesões mucosas (erosões) menores que 5 mm, não confluentes.
  • Grau B: Uma ou mais lesões mucosas maiores que 5 mm, mas sem continuidade entre as pregas da mucosa.
  • Grau C: Lesões ao longo de no mínimo duas pregas da mucosa, mas ocupando menos de 75% da circunferência esofágica.
  • Grau D: Lesões ocupando pelo menos 75% da circunferência esofágica.

No enunciado, temos um achado endoscópico de erosões confluentes ocupando cerca de 70% da circunferência esofágica. Isso se encaixa diretamente no Grau C, já que as erosões são confluentes e ocupam mais de uma prega, mas menos de 75% da circunferência total.

Vamos analisar as alternativas:

  • Alternativa A - Grau B:
    Incorreta. O Grau B se refere a erosões maiores que 5 mm, mas que não são confluentes, o que não corresponde aos achados descritos.
  • Alternativa B - Grau D:
    Incorreta. O Grau D envolve erosões que ocupam pelo menos 75% da circunferência, o que é mais extenso do que o indicado na descrição.
  • Alternativa C - Grau C:
    Correta. As características das erosões descritas (confluentes e ocupando cerca de 70% da circunferência) são compatíveis com o Grau C.
  • Alternativa D - Grau A:
    Incorreta. O Grau A envolve erosões menores que 5 mm e não confluentes, claramente não aplicável ao caso apresentado.

Para médicos em endoscopia, compreender e aplicar a classificação de Los Angeles é essencial para o diagnóstico correto e para orientar o tratamento da DRGE, geralmente envolvem medidas dietéticas, uso de inibidores da bomba de prótons e, em casos severos, intervenção cirúrgica.

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Comentários

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A resposta correta é a alternativa C, Grau C. Os achados endoscópicos descritos na questão, como as erosões eritematofibrinosas confluentes que ocupam cerca de 70% da circunferência esofágica, correspondem ao Grau C na classificação endoscópica Los Angeles da esofagite. O Grau C é caracterizado por lesões continuas que afetam mais de 75% da circunferência esofágica, e podem ser isoladas ou confluentes. Já o Grau A é caracterizado por lesões que afetam até 5mm do esôfago distal, enquanto o Grau B afeta mais de 5mm, mas menos de 75% da circunferência esofágica. O Grau D é o mais grave, com presença de estenose esofágica. É importante conhecer a classificação endoscópica Los Angeles da esofagite para realizar um diagnóstico preciso e definir o tratamento adequado para cada paciente.

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