Mulher, 60 anos, pós-menopausa, com diagnóstico de carcinom...

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Ano: 2023 Banca: VUNESP Órgão: EsFCEx Prova: VUNESP - 2023 - EsFCEx - Oficial - Mastologia |
Q2263061 Medicina
Mulher, 60 anos, pós-menopausa, com diagnóstico de carcinoma ductal in situ, grau nuclear 2, RH+, foi submetida à cirurgia conservadora e radioterapia.
A melhor conduta é:
Alternativas

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Tema central: O caso aborda a terapia hormonal adjuvante no carcinoma ductal in situ (CDIS) RH+ após cirurgia conservadora e radioterapia, em paciente pós-menopausa.

Raciocínio Clínico e Justificativa da Alternativa Correta:

Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Câncer de Mama do Ministério da Saúde, mulheres pós-menopáusicas e RH+ com CDIS podem se beneficiar do tamoxifeno como terapia adjuvante. Tanto a dose tradicional (20 mg/dia por 5 anos) quanto a dose reduzida (5 mg/dia por 5 anos) apresentam evidência para a redução da recorrência de CDIS, com menor incidência de efeitos colaterais nas doses menores. O estudo TAM-01 reforçou que 5 mg/dia é eficaz, sendo alternativa válida à dose padrão. Portanto, a alternativa D está correta por contemplar ambas as estratégias respaldadas.

Crítica das Alternativas Incorretas:

A) Tamoxifeno 10 mg a cada 2 dias por 5 anos: Inadequada. Esta posologia não é respaldada por diretrizes, podendo comprometer a eficácia terapêutica.
B) Tamoxifeno 20 mg/dia por 10 anos: O uso prolongado (10 anos) não é rotina para CDIS, mas sim para carcinoma invasivo sob avaliação de risco; o tempo padrão é 5 anos.
C) Inibidor de aromatase por 5 anos: Restringe-se a situações especiais e tumores invasivos; em CDIS, especialmente nos que não apresentam contraindicação ao tamoxifeno, este é a escolha principal.
E) Tamoxifeno 5 mg/dia por 5 anos: Embora correta, é menos abrangente que a alternativa D, pois desconsidera a dose tradicional de 20 mg/dia, igualmente eficaz e usual.

Estratégia de Prova:

Fique atento a detalhes de dosagem e duração do tratamento para cada situação clínica. Abordagens alternativas só são corretas quando explicitadas em diretrizes ou respaldadas por estudos robustos. Pegadinhas frequentes envolvem alterar doses e tempos de tratamento. Sempre relacione o subtipo histológico, status hormonal e contexto de tratamento ao protocolo recomendado.

Referência: Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Câncer de Mama (Ministério da Saúde), páginas 38-40. Estudo TAM-01 (J Clin Oncol, 2019).

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Comentários

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A alternativa D é a correta. A paciente em questão tem um carcinoma ductal in situ, que é um tipo de câncer de mama não invasivo. Em mulheres pós-menopausa, com receptores hormonais positivos (RH+), como é o caso desta paciente, a terapia hormonal é comumente utilizada como tratamento adjuvante. O tamoxifeno é um modulador seletivo dos receptores de estrogênio que é muito utilizado nestes casos. As diretrizes atualmente recomendam uma dose de 20 mg por dia durante 5 anos. No entanto, estudos recentes sugerem que uma dose menor de 5 mg por dia pode ser tão eficaz quanto a dose padrão, com menos efeitos colaterais. Portanto, ambas as doses estão corretas, o que faz da opção D a mais adequada. As outras alternativas apresentam doses e durações de tratamento que não seguem as recomendações atuais.

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