Relacione os subtipos de lesão glaucomatosa com o respectivo...
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Tema central: A questão aborda subtipos de lesão glaucomatosa e seus padrões característicos no disco óptico. Essa classificação é fundamental para o diagnóstico e acompanhamento do glaucoma em Oftalmologia, uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo.
Justificativa da alternativa correta (A):
A alternativa A relaciona corretamente os subtipos descritos com seus respectivos padrões:
- Isquêmico focal (1): Perda focal de tecido nos polos superior e/ou inferior, com preservação relativa do restante do anel neurorretiniano. É o famoso notch, típico do dano glaucomatoso inicial. Segundo o Protocolo Clínico do Ministério da Saúde (2023), p. 22: “A perda localizada aparece nas regiões temporal superior e temporal inferior, com escavação vertical aumentada”.
- Glaucomatoso miópico (2): Perda focal nos polos superior/inferior + crescente temporal, mas sem miopia degenerativa. Caracteriza um padrão morfológico frequentemente confundido, porém é definido pela ausência de degeneração miópica clássica junto à lesão focal glaucomatosa.
- Senil esclerótico (3): Escavação rasa em forma de pires, suave declive e aspecto “roído por traças”. Visto em idosos, normalmente associado a alterações tróficas.
- Alargamento concêntrico (4): Perda difusa, acometendo todo o nervo óptico, típico de evolução mais crônica e insidiosa.
Análise das alternativas incorretas:
- B: Troca os padrões do isquêmico e do miópico, erro comum por semelhança nos termos.
- C: Associa erroneamente o alargamento concêntrico ao padrão do miópico, contrariando a literatura.
- D: Mistura as características da escavação típica do senil com as do alargamento e focal.
Dica de prova: Fique atento(a) a termos como “focal”, “concêntrico”, “crescimento temporal” e “escavação rasa”. Eles são palavras-chave para diferenciar padrões lesionais no disco óptico. Palavras como “difusa” ou “toda a cabeça do nervo” referem-se sempre a processos de alargamento concêntrico.
Segundo o PCDT Glaucoma/MS (2023), áreas de dano localizadas no nervo óptico são marcadores precoces de lesão, justificando a importância da identificação e diferenciação dos subtipos em questão.
Resumo final: Para o diagnóstico preciso do tipo de lesão glaucomatosa, utilize sempre as descrições morfológicas clássicas como guia, pois são consenso em diretrizes nacionais e internacionais, incluindo UpToDate e “Vaughan & Asbury’s General Ophthalmology”.
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