A tonometria é a medida objetiva da pressão intraocular. Den...
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Tema central: A questão aborda a tonometria, exame essencial para medir a pressão intraocular (PIO), fundamental no diagnóstico do glaucoma. Reconhecer os fatores que podem gerar erros na tonometria é crucial para uma atuação precisa em Oftalmologia.
Justificativa da alternativa correta (B):
A alternativa B está incorreta pois uma córnea mais fina tende a gerar leitura subestimada da PIO, ou seja, o valor mostrado será menor do que o real. Isso ocorre porque o tonômetro de aplanação de Goldmann (TAG), padrão-ouro no exame, utiliza a resistência da córnea para calcular a pressão. Uma córnea mais fina oferece menos resistência e "cede" mais facilmente ao contato do aparelho, reduzindo a leitura. Assim, ao contrário do que diz a alternativa, córnea mais fina NÃO resulta em valores mais altos da PIO. Esse conceito é amplamente reafirmado nas principais referências, como o livro Vaughan & Asbury Oftalmologia Geral (2020) e revisado por diretrizes da Sociedade Brasileira de Glaucoma.
Análise das alternativas incorretas:
A) O excesso de fluoresceína causa semicírculos muito espessos e pequenos.
Verdadeiro. Durante a tonometria, excesso de fluoresceína realmente altera o aspecto dos semicírculos do menisco no TAG, gerando espessamento e dificultando a leitura correta.
C) O edema de córnea pode resultar em uma pressão intraocular menor que a verdadeira.
Correta. O edema corneano deixa a córnea mais mole, o que reduz a pressão lida pelo aparelho, gerando um falso negativo.
D) A pressão exercida pelos dedos do examinador pode alterar o valor real da pressão intraocular.
Correto. Pressionar inadvertidamente o globo durante o exame pode provocar leituras elevadas e irreais da PIO.
Dicas e estratégias: Fique atento a termos como “mais alta” ou “mais baixa”; essas palavras costumam ser pegadinhas. Sempre associe a fisiologia da córnea às medições do tonômetro, e lembre-se que fatores como edema, espessura corneana e manejo técnico interferem diretamente nesses valores.
Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Glaucoma: "A precisão da tonometria é afetada por fatores anatômicos e técnicos, devendo sempre ser considerada a espessura corneana central."
Resumo Final: Na tonometria, córneas mais finas subestimam a PIO. Seja rigoroso na identificação dos fatores técnicos e de anatomia ocular ao interpretar resultados de pressão intraocular.
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