A tomossíntese (mamografia 3D) apresenta melhor acurácia em ...

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Ano: 2023 Banca: VUNESP Órgão: EsFCEx Prova: VUNESP - 2023 - EsFCEx - Oficial - Mastologia |
Q2263034 Medicina
A tomossíntese (mamografia 3D) apresenta melhor acurácia em relação à mamografia digital em:
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Tema central: A questão aborda as vantagens da tomossíntese mamária (mamografia 3D) na detecção de lesões mamárias, comparando-a à mamografia digital convencional. Entender as particularidades de cada exame é fundamental na rotina da mastologia, especialmente ao identificar lesões suspeitas para câncer de mama.

Análise da alternativa correta (C): Assimetrias focais e áreas de distorção são achados mamográficos que muitas vezes indicam malignidade, especialmente quando não associados a calcificações. A tomossíntese propicia imagens em cortes finos da mama, minimizando a sobreposição dos tecidos e facilitando a identificação dessas alterações. Como cita o protocolo do Ministério da Saúde, seção 3.7: “tem o potencial de aumentar a detecção precoce de lesões ocultas por sobreposição de estruturas e pequenos tumores, em especial aqueles não calcificados, que se apresentam como assimetrias, distorções arquiteturais e nódulos espiculados.” Estudos robustos apontam incremento real na acurácia diagnóstica para essas alterações com a tomossíntese.

Análise das alternativas incorretas:

A) Carcinoma lobular: Não é uma apresentação radiológica específica; o carcinoma lobular tende a se apresentar como áreas de distorção ou assimetrias—portanto, não é o principal alvo da tomossíntese comparada à digital.

B) Microcalcificações: Embora possam ser detectadas pela tomossíntese, não há ganho significativo comprovado em relação à mamografia digital para microcalcificações puras, pois ambas as técnicas apresentam similar capacidade para este perfil.

D) Lesões nodulares: A detecção de nódulos pode ser beneficiada pela tomossíntese, mas a grande vantagem é nas distorções arquiteturais e assimetrias, onde a sobreposição de tecidos é um maior limitador da mamografia 2D.

E) Mamas densas: Embora a tomossíntese melhore a interpretação em mamas densas, o principal diferencial não é a densidade em si, e sim os padrões radiológicos como distorções e assimetrias.

Ponto crítico e estratégias: Atenção à formulação da questão: “melhor acurácia em relação à mamografia digital” sinaliza uma comparação direta, exigindo do candidato conhecimento sobre quais padrões radiológicos se beneficiam mais do método 3D. Pegadinhas comuns envolvem confundir achados (microcalcificações x distorções).

Resumo final: A tomossíntese demonstra maior eficácia na identificação de assimetrias focais e distorções arquiteturais devido à eliminação da sobreposição dos tecidos, conforme preconizam as diretrizes atuais e evidências científicas internacionais.

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A tomossíntese, também conhecida como mamografia 3D, é um método de imagem de mama que permite uma avaliação mais detalhada da estrutura do tecido mamário. A alternativa C é a correta porque a tomossíntese mostra superioridade em relação à mamografia digital na detecção de assimetrias focais e áreas de distorção. Isso ocorre porque a tomossíntese gera imagens em fatias do tecido mamário, o que permite uma visualização mais clara dessas áreas, reduzindo a probabilidade de oclusão por tecido superposto que pode ocorrer na mamografia convencional 2D. Portanto, a tomossíntese é mais precisa na detecção de alterações sutis na simetria e forma do tecido mamário, as quais podem indicar a presença de uma anormalidade.

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