Em 25 de fevereiro de 1972, correspondência trocada
entre funcionários da Superintendência de Desenvolvimento do
Maranhão (SUDEMA) expressava o receio de que o Maranhão
“ficasse para trás” nas comemorações do sesquicentenário da
Independência, que se aproximava. Afligia-os o fato de não haver
quase nada a ser publicado sobre a independência do Maranhão,
razão pela qual recorreram à reedição do livro História da
Independência da Província do Maranhão (1822-1828),
publicado por Luís Antonio Vieira da Silva, em 1862.
A preocupação fazia sentido. Afinal, em 150 anos de
Independência — a rigor, 149 no Maranhão —, o livro de Vieira
da Silva permanecia como única obra de fôlego sobre temática
tão revisitada pela historiografia brasileira, mas, ao que parece,
desconfortável para a historiografia maranhense, ao menos
enquanto persistiu uma tradição historiográfica ocupada com a
“manifestação do nacional” em território colonial.
Marcelo Cheche Galves. A Independência do Maranhão entre
Efemérides. In: Almanack (33), 2023 (com adaptações).
A partir do texto apresentado, assinale a opção correta a respeito
da Independência do Brasil, da adesão do Maranhão e de suas
comemorações.