Questões Militares
Sobre temas educacionais pedagógicos em pedagogia
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O poeta inglês John Milton (1608-1674), na sua obra Paraíso Perdido, escreve que:
“Do homem primeiro canta, empírea Musa,
A rebeldia e o fruto que vedado,
Com seu mortal sabor nos trouxe ao Mundo
A morte e todo o mal na perda do Éden
Até que homem maior pôde remir-nos
E a dita celestial dar-nos de novo”.
MILTON, John. Paraíso Perdido. Tradução de António José de Lima Leitão. São Paulo: Martin Claret, 2018, canto I.
Marque a opção que apresenta a passagem bíblica que se relaciona integralmente com o trecho acima.
( ) Para o evangelista Marcos, a Cruz de Cristo é o locus theologicus privilegiado para o reconhecimento de Jesus como o “Cristo”, o “Filho de Deus”. Porém, considerando que os destinatários do evangelho de Marcos são cristãos provenientes do paganismo, um mundo cultural acostumado com homens gloriosos e divinizados, a plena compreensão de Jesus, como Messias e Filho de Deus, só se dará no fim, com sua Paixão, Morte e Ressurreição, como bem ressaltou o centurião que, vendo o modo como Jesus morria, disse: “Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus” (Mc 15,39b).
( ) Quanto ao título “Filho de Deus e Messias”, Jesus nunca disse, de própria iniciativa, “eu sou o Filho de Deus” ou “eu sou o Messias”. E, no evangelho segundo Marcos, quando Jesus pergunta a respeito de sua identidade e Pedro responde: “Tu és o Cristo” (Mc 8, 29), Ele adverte aos discípulos para não falarem a ninguém a este respeito e faz o primeiro anúncio da Sua Paixão. A reserva de Jesus a esse título deve-se ao fato desse estar eivado de uma forte conotação política e triunfante. No seu tradicional significado, esse título não era adequado para exprimir a verdadeira identidade de Jesus.
( ) “Filho do Homem” é outro título que goza de amplo significado metafórico no Antigo Testamento, ora indicando simplesmente uma maneira redundante de falar de si mesmo: todo homem é um “filho do homem”, ora indicando um “personagem celeste” (Dn 7,13). No entanto, ao usar esse título, Jesus o aplicou a si mesmo ou a outrem? Grande parte dos exegetas afirma que o fato de, na tradição sinótica, este título se encontrar exclusivamente nos ditos nos quais Jesus fala de si mesmo, é um indicativo de que o Jesus da história utilizou este título em primeira pessoa, referindo-se ora à sua condição humana, ora à sua condição de personagem celeste na linha de Daniel 7.
( ) No que diz respeito à importância dada aos títulos cristológicos atribuídos a Jesus, faz-se necessário distinguir os diferentes níveis de significados que alguns títulos assumem no Antigo Testamento. Por exemplo, o título “Filho de Deus” tem um amplo significado metafórico no Antigo Testamento, indicando: “o povo eleito por Deus”, “o Rei Davi” como representante de Deus diante do povo, as “pessoas justas e piedosas diante de Deus”. Contudo, quando este título “Filho de Deus” vem aplicado a Jesus no Novo Testamento é preciso estar atento para saber se tem mero significado metafórico vetero-testamentário, ou se tal título se eleva a um significado ontológico, indicando a própria filiação divina eterna de Jesus.
( ) A cristologia do Kerigma primitivo é decididamente uma cristologia funcional e seu centro é a ressurreição de Jesus. No kerigma são ressaltadas as ações e gestos de Jesus (milagres) e a ação de Deus em favor do seu Filho. A ressurreição indica o ingresso de Jesus no estado escatológico e sua exaltação como Senhor.
( ) O ponto alto da cristologia do Novo Testamento é o prólogo do evangelho segundo João. O evangelista parte da eternidade e da preexistência do Filho junto do Pai; para, em seguida, afirmar a sua encarnação: “No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus [...] E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,1.14a).
( ) No Novo Testamento temos uma pluralidade de cristologias, uma vez que um é o Jesus histórico e outro é o Cristo da fé. Uma coisa é a soteriologia e outra coisa é a cristologia. A pluralidade de cristologias revela o modo uniforme dos autores sagrados se aproximarem do mistério de Jesus Ressuscitado e comunicá-lo às suas Comunidades.
( ) A cristologia do Kerigma primitivo constitui a primeiríssima compreensão que os Apóstolos e a comunidade primitiva tiveram do mistério de Cristo. Tal cristologia parte do alto, ou seja, da divindade para a humanidade de Jesus. O discurso de Pedro no dia de Pentecostes (At 2,14-39), é paradigmático de todo discurso missionário da Igreja Primitiva.
A respeito da teologia trinitária, analise as assertivas abaixo.
I. É um princípio unitário da teologia trinitária o fato de que ad extra do mistério de Deus, todas as ações das pessoas são comuns, exceção feita para o mistério da Paixão e morte de Jesus, o qual foi entregue à morte pelo Pai e experimentou a estranheza do Pai e do Espírito Santo que o abandonaram.
II. A Santíssima Trindade é o mistério central da fé cristã. Embora no Antigo Testamento tenha vestígios deste mistério, a plena revelação da Santíssima Trindade se deu com a revelação de Jesus Cristo. Ele é a imagem do Deus invisível e somente nele o homem tem pleno acesso ao mistério de Deus em si mesmo.
III. A distinção real das pessoas da Trindade reside unicamente nas interrelações: o Pai é referido ao Filho, o Filho ao Pai, e o Espírito Santo aos dois. Quando se fala das três pessoas, considerando as relações, crê-se, todavia, em uma só natureza ou substância, a divina. Pois tudo é uno (nelas) lá onde não se encontra a oposição de relação.
IV. “Pai”, “Filho” e “Espírito Santo” não são simplesmente nomes que designam modalidades do ser divino. As Pessoas divinas são realmente distintas entre si. Deus é único, mas não solitário. A Unidade divina é Trina. Chegamos ao mistério de Deus através da história da salvação, mas, ao mesmo tempo, a exigência de esclarecer esse mistério vem da própria historia salutis, que ficaria sem fundamento sem essa consideração do que é Deus em si mesmo.
Sobre as assertivas acima, é correto afirmar que
CONCÍLIO DE CONSTANTINOPLA. Símbolo da fé constantinopolitano. In: DENZINGER, Heinrich; HÜNERMANN, Peter (org.). Compêndio dos símbolos, definições e declarações de fé e moral. Tradução de José Marino Luz e Johan Konings. São Paulo: Paulinas: Loyola, 2007. p. 66-67
Por esse enunciado do Compêndio dos Símbolos, definições e declarações de fé e moral, mais conhecido como Denzinger – Hünermann (DH), compreende-se que a fé cristã não é um pronunciamento sobre o mundo, mas sobre Deus como realidade pessoal. Crer em Deus implica ter fé em sua existência e em sua ação livre, soberana. À luz desta fé pessoal em Deus, o ser humano pode se referir ao mundo na sua qualidade de criado.
As opções a seguir estão correlacionadas ou são interpretações do enunciado acima, exceto:
Sobre o tema, analise as assertivas abaixo.
I. A Tradição é transmissão, leitura e interpretação no interior da Igreja.
II. A Tradição é consequência natural do caráter histórico da revelação cristã.
III. A Tradição se encontra na tensão dialética entre história e escatologia, entre fidelidade à origem e afã de chegar à meta da união definitiva com Cristo.
IV. A Tradição, embora seja um princípio teológico, pode ser compreendida em chave antropológica e cultural; tratase de transmitir de uma geração para outra uma herança cultural ou legado, no caso, a verdade sobre Deus.
Sobre as assertivas acima, é correto afirmar que
Associe as colunas relacionando os temas da “doutrina da Sagrada Escritura” com os seus respectivos enunciados que explicitam os temas.
Tema da doutrina da Sagrada Escritura
(1) Cânon (2) Inspiração (3) Caráter normativo da Escritura (4) Suficiência material e formal da Escritura na transmissão da Revelação
Enunciado que explicita o tema
( ) A Sagrada Escritura é Palavra de Deus na palavra humana e, quanto à sua interpretação, deve-se tomar em consideração, tanto o componente divino, quanto o humano.
( ) É a presença do Espírito Santo que cunha de tal modo a capacidade natural de conhecimento, que a testemunha da revelação reconhece no acontecimento real e perceptível, e, em sua exposição, a Palavra de Deus que se expressa nele e a consigna por escrito.
( ) Entendem-se os 46 livros do Antigo Testamento e os 27 escritos do Novo Testamento que constituem, quer separadamente, quer em conjunto, o testemunho autêntico da Palavra de Deus, dada na história de Israel e em Jesus Cristo, aceita no testemunho do povo de Deus de Israel e no testemunho da Igreja.
( ) Os enunciados constitutivos da fé da Igreja e relevantes para a salvação dos homens devem estar fundamentados na Sagrada Escritura, e os enunciados doutrinários singulares ou complementares, que somente se evidenciaram no desenvolvimento posterior, devem ser, ao menos, conciliáveis com a substância da revelação testemunhada na Escritura.
A sequência correta dessa classificação é:
“Aprouve a Deus na sua bondade e sabedoria, revelar-se a Si mesmo e dar a conhecer o mistério da sua vontade (cf. Ef 1,9), segundo a qual os homens, por meio de Cristo, Verbo encarnado, têm acesso ao Pai no Espírito Santo e se tornam participantes da natureza divina (cf. Ef 2,18; 2 Pd 1,4). Em virtude desta revelação, Deus invisível (cf. Cl 1,15; 1Tm 1,17), na riqueza do seu amor fala aos homens como amigos (cf. Ex 33,11; Jo 15,14-15) e convive com eles (cf. Br 3,38), para os convidar e admitir à comunhão com Ele. Esta ‘economia’ da revelação realiza-se por meio de ações e palavras intimamente relacionadas entre si, de tal maneira que as obras, realizadas por Deus na história da salvação, manifestam e confirmam a doutrina e as realidades significadas pelas palavras; e as palavras, por sua vez, declaram as obras e esclarecem o mistério nelas contido. Porém, a verdade profunda, tanto a respeito de Deus como a respeito da salvação dos homens, manifesta-se-nos, por esta revelação, em Cristo, que é, simultaneamente, o mediador e a plenitude de toda a revelação” (DV 2).
CONCÍLIO ECUMÊNICO VATICANO II, 1962-1965. Dei Verbum. Vaticano: Santa Sé, 1965. Disponível em: https://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19651118_dei-verbum_po.html. Acesso em: 14 de fev. de 2023.
Com base nessa leitura, é correto afirmar que a revelação é
Leia a tirinha abaixo.

A respeito da tirinha acima, a partir da didática da professora, é correto afirmar que
BERGMANN. Jonathan. SAMS. Aaron. Sala de Aula Invertida - uma metodologia ativa de aprendizagem. Grupo Editorial Nacional. Editora LTC, p. 11.
Sobre o conceito de sala de aula invertida, dentro de metodologias ativas, assinale a opção correta.
I. As metodologias ativas propõem um tipo de inovação incremental que pode ser adotado dentro do circuito escolaruniversitário, sem desorganizar a estrutura clássica das instituições de ensino.
II. As metodologias ativas dependem muito da atuação humana – professores, alunos, especialistas, representantes da comunidade –, enquanto as metodologias ágeis focam o elemento tempo, seu desdobramento em uma linha do tempo.
III. As metodologias imersivas e as analíticas não dependem das tecnologias e com isso seguem no padrão das estruturas convencionais do ensino.
IV. Estudantes e profissionais deixam o papel passivo e de meros receptores de informações, que lhes foi atribuído por tantos séculos na educação tradicional, para assumir um papel ativo e de protagonistas da própria aprendizagem.
Estão corretas apenas as assertivas
Associe as colunas, relacionando as metodologias com seus respectivos princípios essenciais.
Metodologia
( 1 ) Ativas
( 2 ) Ágeis
( 3 ) Imersivas
( 4 ) Analíticas
Princípio essencial
( ) engajamento e diversão; experiência de aprendizagem; tipos de aprendizagem: pressupõe aprendizagem experiencial e aprofundada.
( ) economia da atenção; microtudo; mobilidade; conexão contínua. Tipos de aprendizagem: microaprendizagem e aprendizagem just-in-time
( ) adaptação; personalização; inteligência humanocomputacional; tipos de aprendizagem: adaptativa e personalizada.
( ) protagonismo do aluno; colaboração; ação-reflexão; tipo de aprendizagem: colaborativa.
A sequência correta dessa classificação é:
I. Na construção do conhecimento na sociedade da informação, o conhecimento é fragmentado e dependente, interligado, não sendo intersensorial.
II. Conhecer significa compreender todas as dimensões da realidade, captar e expressar essa totalidade, de forma cada vez mais ampla e integral.
III. É possível conhecer mais e melhor conectando, juntando, relacionando, acessando o objeto de todos os pontos de vista, por todos os caminhos, integrando-os da forma mais rica possível.
IV. Pensar é aprender a raciocinar, a organizar logicamente o discurso, submetendo-o a critérios, como a busca de razões convincentes, inferências fundamentadas, organização de explicações, descrições e argumentos coerentes.
Estão corretas apenas as assertivas
Associe as colunas relacionando Arquitetura Pedagógica com suas respectivas funções/características.
Arquitetura Pedagógica
(1) Aspectos organizacionais (2) Conteúdo (3) Aspectos metodológicos (4) Aspectos tecnológicos
Função/característica
( ) Materiais instrucionais e/ou recursos informáticos a serem utilizados: objetos de aprendizagem, software e outras ferramentas de aprendizagem. ( ) Definição do Ambiente Virtual de Aprendizagem e suas funcionalidades, ferramentas de comunicação tais como vídeo e/ou teleconferência, entre outros. ( ) Propósitos do processo de ensino-aprendizagem a distância, a organização do tempo e do espaço e as expectativas na relação da atuação dos participantes ou da também chamada organização social da classe. ( ) Atividades, formas de interação/comunicação, procedimentos de avaliação e a organização de todos esses elementos numa sequência didática para a aprendizagem.
A sequência correta dessa classificação é:

Qual epistemologia a figura representa?
A partir desta concepção de pessoas, Rogers (1970) propõe que na Escola sejam definidas novas alternativas para lidar com a sala de aula, baseando-se em objetivos e valores, pelos quais educadores e estudantes devem lutar.
Sobre tais objetivos e valores, informe verdadeiro (V) ou falso (F) para as assertivas abaixo e, em seguida, marque a opção que apresenta a sequência correta.
( ) O objetivo deve ser o de dirigir o foco da aprendizagem a quem aprende e não a quem ensina. ( ) As qualidades requeridas do facilitador são autenticidade, confiança, aceitação do outro e compreensão empática. ( ) O professor deve ter a exata medida do interesse dos estudantes pelo seu trabalho, na medida em que eles são livres para participar ou estar ausentes das atividades. ( ) A relação pedagógica deve ter cooperação significativa, influenciando na visão do mundo do sujeito, lhe permitindo evoluir de uma perspectiva subjetivista para a objetividade. ( ) A relação pedagógica deve ter caráter não-ameaçador, fundamentada em relações pessoais adequadas, baseadas no respeito mútuo e no modelo professor ensina e o estudante aprende.
Marque a opção que apresenta a sequência correta.

I. O corpo docente das organizações de ensino do SISTENS será composto por professores integrantes da carreira de magistério superior e da carreira de magistério do ensino básico, técnico e tecnológico e por militares qualificados e designados para o desempenho das atividades de ensino, denominados instrutores. II. O corpo docente das organizações de ensino do SISTENS poderá ser complementado somente por professores com certificação emitida pelo SISTENS ou por militares convidados. III. O SISTENS promoverá a valorização do pessoal ligado às atividades de ensino, assegurando o aperfeiçoamento profissional continuado, bem como períodos reservados a estudos, pesquisa, planejamento e avaliação, incluídos na carga de trabalho.
Estão corretas apenas as afirmativas: