Questões Militares
Sobre uso dos conectivos em português
Foram encontradas 407 questões
Leia o texto, para responder à questão.
É conceito da moda. Usam em encontros motivadores.
Na Física, é a volta à forma original após uma deformação.
O termo se origina da capacidade de ricochetear, de saltar
novamente. Por extensão, usamos para falar de quem sofre
pressão e consegue manter seus objetivos.
Uma pessoa resiliente ideal teria três camadas. Na primeira, suporta: recebe o golpe sem desabar. Ouve a crítica e
não “desaba”, vive a frustração sem descontrole, experiencia
a dor e continua de pé. A primeira etapa da resiliência é administrar o golpe, o revés, o erro, a decepção. O tipo ideal que
estamos tratando sabe a extensão da dor, mas se considera
(ou é de fato) mais forte do que as ondas das adversidades.
O segundo estágio é a recuperação/aprendizagem.
Combinam-se os dois conceitos. Sinto o golpe, não desmonto (fase um) e ainda recupero a posição anterior ao golpe
com o acréscimo de algo novo. Toda dor contém sua lição.
Ninguém duvida disso. O resiliente consegue aprender com
o golpe sentido.
O terceiro momento do modelo perfeito é a ressignificação da estratégia e da consciência a partir do aprendizado.
O tipo aqui descrito nunca se vitimiza, mesmo se for a vítima.
Não existe lamúria ou sofrimento para o mundo. A dor existe,
foi sentida, houve reação com aprendizado e dele surgiu um
novo ser, mais forte e mais sábio.
É bom descrever tipos perfeitos. Quase sempre são inexistentes. São como a biografia de santos medievais: sem
falha, diamantes sem jaça; modelos e, como tal, inatingíveis.
Existe um propósito didático de mostrar a perfeição para nós
que chafurdamos no lodo da existência banal. Todos temos
graus variados de resiliência diante da vida. Ninguém é o tipo
ideal. Uma coisa não invalida a outra.
Como narrativa de santos, o modelo perfeito serve como
para indicar o ponto no qual não me encontro, porém devo
reagir para almejá-lo. Sempre é bom ser resiliente e todos
os palestrantes e livros têm razão: sem resiliência em algum
grau, épico ou homeopático, é impossível enfrentar o mundo.
O conto extraordinário de Kafka, Um Artista da Fome, fala
de um homem com extrema resiliência para aguentar jejuns
prolongados. Era um herói! Ao final, emitiu a verdade surpreendente. Ele não era um homem de vontade férrea, apenas
nunca havia encontrado um prato que… o seduzisse realmente. Seu paladar nunca fora tentado. Creio ser a receita
geral da resiliência: a serenidade diante das coisas que, na
verdade, não nos atingiram. Esperança ajuda sempre.
(Leandro Karnal. Os heróis da resiliência. Disponível em:
https://cultura.estadao.com.br. Acesso em 20.01.2021. Adaptado)
Fazendo uso de um conectivo para ligar as orações acima, qual destes explicitaria CORRETAMENTE a relação de sentido que se estabelece entre as orações?
A partir dessa perspectiva, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma sobre os elementos coesivos.
( ) No fragmento “... somos obrigados a ver o conteúdo por si só, nu e cru, sem adornos...”, identifica-se a presença da coesão por elipse do sujeito. ( ) Na passagem “Após enxergar um post sem esses números...”, o conector destacado, considerando-se sua semântica corretamente analisada, exprime uma noção de tempo. ( ) Na frase “... quanto mais radical um post, mais engajamento ele gera...”, a palavra em destaque reforça a ideia de congruência e de moderação que perpassa as postagens. ( ) Em “Ele oculta totalmente os likes, coraçõezinhos, joinhas, retuítes, compartilhamentos mas também outras métricas...”, o conector sublinhado inicia uma oração que exprime ideia de contraste.
A sequência correta é

TEXTO III
Mulheres de Atenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Vivem pros seus maridos
Orgulho e raça de Atenas
Quando amadas, se perfumam
Se banham com leite, se
Arrumam
Suas melenas
Quando fustigadas não choram
Se ajoelham, pedem, imploram
Mais duras penas; cadenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Sofrem pros seus maridos
Poder e Força de Atenas
(...)
Elas não têm gosto ou vontade
Nem defeito, nem qualidade
Têm medo apenas
Não têm sonhos, só têm
Presságios
O seu homem, mares,
Naufrágios Lindas sirenas, morenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Temem por seus maridos
Heróis e amantes de Atenas
As jovens viúvas marcadas
E as gestantes abandonadas
Não fazem cenas
Vestem-se de negro, se
Encolhem
Se conformam e se recolhem
Às suas novenas, serenas
(HOLANDA, Chico Buarque de. Meus caros amigos. LP, 1976.
Phonogram/Philips)

Observe o emprego do conectivo “E” no seguinte enunciado e assinale a alternativa em que ele foi empregado no mesmo sentido.
“É uma santa. Diziam os vizinhos. E D. Eulália apanhando.”
O problema é que, passada a pandemia, a elite, hoje solidária, retomará seus afazeres privados, mas nada da duríssima realidade de seus miseráveis compatriotas terá mudado. Assim, a solidariedade ante o padecimento dos desafortunados, embora louvável e necessária, não é suficiente. É preciso que a sociedade, em especial a elite política e econômica, considere inaceitável que a maioria de seus conterrâneos viva apartada daquilo a que chamamos de civilização.
Adentramos o século 21, quando as maravilhas das tecnologias digitais multiplicam o conforto e a sofisticação das sociedades, mas há uma parte significativa dos brasileiros que vive como se ainda estivéssemos no século 19 – sem acesso a equipamentos públicos que a esta altura já deveriam ser universais.
Assim, não se trata mais de uma crise social e sanitária. É uma crise vital. Para enfrentá-la, não basta ser solidário. Está na hora de lutar, para que a sociedade se transforme, de tal maneira que todos os que aqui vivem, sem exceção, sejam afinal tratados com um mínimo de dignidade.
Leia o texto para responder à questão:
A tecnologia contra o vírus
Além de confrontar a humanidade, em nível pessoal e
civilizacional, um dos efeitos da pandemia é transportar o
futuro de um horizonte longínquo para o aqui e agora. Com
o confinamento generalizado, a sociedade está sofrendo
um choque de digitalização. Mas enquanto o mundo do
trabalho e o do lazer têm tempo para se adaptar a esse
futuro tornado prematuramente contemporâneo pela força
de um vírus, aqueles que combatem este vírus com tecnologias como inteligência artificial (IA), robótica e big data
precisam acelerar dramaticamente seus procedimentos
para enfrentar a velocidade da sua disseminação. Afinal,
além de permitir a continuidade do trabalho e das relações
sociais, essas tecnologias podem fazer a diferença entre a
vida e a morte no front de batalha.
Segundo a revista especializada em saúde STAT, a IA
está sendo experimentada pelas redes hospitalares para pré-
-examinar e instruir possíveis infectados; identificar pacientes de alto risco para que os médicos possam se antecipar
proativamente; examinar profissionais de saúde na linha de
frente; detectar a covid-19 e diferenciá-la de outras doenças
respiratórias; prever quais quadros irão se deteriorar; rastrear
leitos e equipamentos; acompanhar os pacientes fora do
hospital; detectar a distância altas temperaturas e impedir
que pessoas doentes entrem em espaços públicos; e avaliar
respostas a tratamentos experimentais.
Além disso, a IA pode acelerar a criação de remédios e
vacinas, prever a evolução da epidemia, mensurar o impacto
de políticas públicas e aprimorá-las para nos defender contra
os surtos futuros que com toda probabilidade virão.
Um rastreamento robusto do vírus é decisivo para frear
os primeiros estágios de um surto e será decisivo para as
estratégias de transição da quarentena para as atividades
normais. O procedimento tradicional de rastrear e notificar os
contatos de um infectado é lento, mas pode ser feito instantaneamente através da localização e dos dados dos celulares e
de aplicativos para notificação de resultados positivos.
Em tempos excepcionais, os processos regulatórios
também precisam avançar em condições excepcionais.
Como tudo o mais nesta pandemia, a chave está na agilidade. Assim como os tecnólogos estão acelerando seus
processos de criação e produção de novas máquinas, as
agências reguladoras, autoridades políticas e sociedade
civil precisarão acelerar o processo de deliberação sobre o
que é ou não aceitável. Como em todo avanço científico e
tecnológico, as soluções virão por sucessivas tentativas e
erros. A única atitude inaceitável é não tentar.
(Estadão. Opinião. https://opiniao.estadao.com.br, 20.04.2020. Adaptado)
Há 500 anos, começava viagem que provou que a Terra é redonda
Em setembro de 1522, chegava ao porto espanhol de Sanlúcar de Barrameda (próximo a Sevilha, no sul da Espanha) uma estranha embarcação com o casco perfurado. Os 18 homens que compunham a tripulação vinham muito magros, com barbas e cabelos longos. Na pele queimada de sol, traziam feridas mal curadas.
Quando desembarcaram, suplicaram por velas de cera. Queriam ir até a igreja mais próxima acendê-las em agradecimento aos céus por terem retornado à terra, depois de três anos no mar.
Da última vez que a embarcação havia partido daquele porto, estava acompanhada de outras quatro naus, e a tripulação era de 243 marinheiros. Durante os anos no mar, aqueles homens enfrentaram tempestades capazes de destruir frotas inteiras, batalhas campais, rebeliões, naufrágios, doenças desconhecidas e frio. No meio do mar, passaram sede e fome severas. Depois de devorar os ratos, comeram pedaços de couro que cobriam os barcos.
Com muitas perdas e só alguma carga valiosa a bordo, os viajantes retornavam de uma expedição que parecia fadada a ser vista como um fracasso. Ainda assim, a primeira viagem a contornar a Terra, que neste 2019 completa 500 anos de seu início, entrou para a história como um dos maiores feitos da humanidade.
Para alguns, tal saga, iniciada pelo português Fernão de Magalhães, é comparável à chegada do homem à Lua. Para outros, trata-se de façanha ainda maior, por ser a primeira viagem que efetivamente descobriu o planeta Terra.
“Há um paralelismo feliz desta viagem com a ida à Lua. Os astronautas nos anos 1960, antes mesmo de chegarem à Lua, sempre falavam de Magalhães, Vasco da Gama e Colombo como pessoas inspiradoras, homens que fizeram algo, em certos aspectos, mais difícil do que eles estavam fazendo”, explica o historiador português João Paulo Azevedo de Oliveira e Costa.
De fato, em 1970, quando a Apollo 13 sofreu um grave acidente no espaço, só conseguiu retornar à superfície da Terra com ajuda remota dos engenheiros nos EUA. “Isso não existia para os navegadores. Não havia comunicação com Lisboa ou Sevilha, e os riscos eram maiores”.
(Fabrício Lobel e Marcelo Pliger, “Há 500 anos, começava viagem
que provou que a Terra é redonda”. https://www1.folha.uol.com.br.
15.09.2019. Adaptado)
Há 500 anos, começava viagem que provou que a Terra é redonda
Em setembro de 1522, chegava ao porto espanhol de Sanlúcar de Barrameda (próximo a Sevilha, no sul da Espanha) uma estranha embarcação com o casco perfurado. Os 18 homens que compunham a tripulação vinham muito magros, com barbas e cabelos longos. Na pele queimada de sol, traziam feridas mal curadas.
Quando desembarcaram, suplicaram por velas de cera. Queriam ir até a igreja mais próxima acendê-las em agradecimento aos céus por terem retornado à terra, depois de três anos no mar.
Da última vez que a embarcação havia partido daquele porto, estava acompanhada de outras quatro naus, e a tripulação era de 243 marinheiros. Durante os anos no mar, aqueles homens enfrentaram tempestades capazes de destruir frotas inteiras, batalhas campais, rebeliões, naufrágios, doenças desconhecidas e frio. No meio do mar, passaram sede e fome severas. Depois de devorar os ratos, comeram pedaços de couro que cobriam os barcos.
Com muitas perdas e só alguma carga valiosa a bordo, os viajantes retornavam de uma expedição que parecia fadada a ser vista como um fracasso. Ainda assim, a primeira viagem a contornar a Terra, que neste 2019 completa 500 anos de seu início, entrou para a história como um dos maiores feitos da humanidade.
Para alguns, tal saga, iniciada pelo português Fernão de Magalhães, é comparável à chegada do homem à Lua. Para outros, trata-se de façanha ainda maior, por ser a primeira viagem que efetivamente descobriu o planeta Terra.
“Há um paralelismo feliz desta viagem com a ida à Lua. Os astronautas nos anos 1960, antes mesmo de chegarem à Lua, sempre falavam de Magalhães, Vasco da Gama e Colombo como pessoas inspiradoras, homens que fizeram algo, em certos aspectos, mais difícil do que eles estavam fazendo”, explica o historiador português João Paulo Azevedo de Oliveira e Costa.
De fato, em 1970, quando a Apollo 13 sofreu um grave acidente no espaço, só conseguiu retornar à superfície da Terra com ajuda remota dos engenheiros nos EUA. “Isso não existia para os navegadores. Não havia comunicação com Lisboa ou Sevilha, e os riscos eram maiores”.
(Fabrício Lobel e Marcelo Pliger, “Há 500 anos, começava viagem
que provou que a Terra é redonda”. https://www1.folha.uol.com.br.
15.09.2019. Adaptado)
Marque a única alternativa que indica a reescrita que mantém a correção gramatical e o sentido original do trecho extraído do penúltimo parágrafo do Texto 3.
Muito do que fazemos no dia a dia não aumenta nossa percepção do quanto nos sentimos
felizes, mas pode fazer sentirmos nossas vidas com mais sentido.
TEXTO 1


Considere os excertos abaixo, extraídos do Texto 1.
Os conectivos em destaque exprimem, respectivamente, relação semântica de
Analise o elemento destacado no fragmento. Depois responda ao que se pede. “Nascido no Malawi, país da África Oriental, passou a infância apenas naquela terra, sem nunca ter tido contato com nenhuma tecnologia como celulares, computadores, internet, sequer energia elétrica. Porém, com muita determinação e empenho, William construiu uma máquina que mudou sua vida e de toda a comunidade.” (1º parágrafo)
Qual alternativa melhor substitui o termo destacado no fragmento sem alteração de sentido?
Releia o seguinte fragmento:
“A ida era fácil. Na ida, o grande pote de plástico continha apenas ar.” (linha 1) Elementos coesivos são usados a fim de evitar a repetição de palavras ou expressões em um texto. Com base na afirmação, sabe-se que esses períodos poderiam ser resumidos em um só.
Realizando as adequações necessárias, qual conector substitui a expressão adverbial “na ida” sem que haja alteração das relações lógico-discursivas presentes no fragmento?










