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Questões Militares Sobre uso da vírgula em português

Foram encontradas 417 questões

Q645143 Português

                                     Bruno Lichtenstein

                                                                                                                    Rubem Braga

                                                                                                             18 de Julho de 1939

      Foi preso o menino Bruno Lichtenstein, que arrombou a Faculdade de Medicina. O menino Bruno Lichtenstein não é arrombador profissional. Apenas acontece que o menino Bruno Lichtenstein tem um amigo, e esse amigo é um cachorro, e esse cachorro ia ser trucidado cientificamente, para estudos, na Faculdade de Medicina. O poeta mineiro Djalma Andrade tem um soneto que acaba mais ou menos assim:

                               "se entre os amigos encontrei cachorros,

                                 entre os cachorros encontrei-te, amigo".

      Mas com toda a certeza o menino Bruno Lichtenstein jamais leu esses versos. Também com certeza nunca lhe explicaram o que é vivissecção, nem lhe disseram que seu cão ia ser vivisseccionado. Tudo o que ele sabia é que lhe haviam carregado o cachorro e que iam matá-Io. Se fosse pedi-Io, naturalmente, não o dariam. Quem, neste mundo, haveria de se preocupar com o pobre menino Bruno Lichtenstein e o seu pobre cão? Mas o cachorro era seu amigo - e estava lá, metido em um porão, esperando a hora de morrer. E só uma pessoa no mundo podia salvá-Ia: um menino pobre chamado Bruno Lichtenstein. Com esse sobrenome de principado, Bruno Lichtenstein é um garoto sem dinheiro. Não pagará a licença de seu amigo. Mas Bruno Lichtenstein havia de salvar a vida de seu amigo - de qualquer jeito. E jeito só havia um: ir lá e tirar o cachorro. De longe, Bruno Lichtenstein chorava, pensando ouvir o ganido triste de um condenado à morte. via homens cruéis metendo o bisturi na carne quente de seu amigo: via sangue derramado. Horrível, horrível. Bruno Lichtenstein sentiu que seria o último dos infames se não agisse imediatamente.

      Agiu. Escalou uma janela, arrebentou um vidro, saltou. Estava dentro do edifício. Andando pelas salas desertas, foi até onde estava o seu amigo. Sentiu que o seu coração batia mais depressa. Deu um assovio, um velho assovio de amizade.

      Um vulto se destacou em um salto - e um focinho e úmido lambeu a mão de Bruno Lichtenstein. Agora era para a rua, para a liberdade, para a vida ... 

      Bruno Lichtenstein, da cabeça aos pés, tremia de susto e de alegria. Foi aí que ele ouviu uma voz áspera e espantada de homem. Era o dr. Loforte. O dr. Loforte surpreendeu o menino. Um menino podre, que tremia, que havia arrombado a Faculdade. Só podia ser um ladrão! Bruno Lichtenstein não explicou nada - e fez bem. Para o dr. Loforte um cachorro não é um cachorro - é um material de estudo como outro qualquer.

      Na polícia apareceu o pai do menino. O pai, o professor e o delegado conversaram longamente - e Bruno Lichtenstein não ouvia nada. Só ouvia, lá longe, o ganir de um condenado à morte.

      Já te entregaram o cachorro, esse cachorro ia ser trucidado cientificamente, para estudos, na Faculdade de Medicina. Tu o mereceste, porque tu foste amigo. Não te deram nem te darão medalha nenhuma - porque não há medalha nenhuma para distinguir a amizade. Mas te entregaram o teu cachorro, o cachorro que reivindicaste como um pequeno herói. Tu é um homem, Bruno Lichtenstein - um homem no sentido decente da palavra, muito mais homem que muito homem. Um aperto de mão, Bruno Lichtenstein.

O texto acima foi extraído do livro "1939 - Um episódio em Porto Alegre (Uma fada no front)", Ed. Record Rio de Janeiro, 2002 - pág. 37. 

Lido o texto, observe atentamente cada quesito e assinale somente UMA opção correta em cada questão. 

Nos períodos que se seguem, seria possível a inclusão de uma vírgula em:
Alternativas
Q519376 Português

Analise as proposições e seus argumentos.


I. “Há menas coisa para comprar hoje do que na semana passada”.

O vocábulo menos é invariável, sendo, portanto, considerada inadequada à norma padrão a seguinte construção: “Há menas coisa para ...”.

II. “Achava os homens declamadores, grosseiros, cansativos, pesados, frívolos, chulos, triviais”.

A vírgula foi utilizada para separar elementos que exercem a mesma função sintática.

III. “À sua volta, tudo lhe parece chorar: as árvores, o capim, os insetos”.

Os dois-pontos foram empregados para anunciar uma enumeração explicativa.

IV. “Só um ou outro menino usava sapatos; a maioria, de tamanco ou descalça”.

Na frase acima e na frase “Nem um nem outro havia idealizado previamente este encontro”, as expressões um ou outro e nem um nem outro, empregadas como pronomes adjetivos, exigem normalmente o verbo no singular.


A alternativa CORRETA é

Alternativas
Q385037 Português
                                    HISTÓRIA DA POLÍCIA MILITAR

            No início do século XIX, como consequência da campanha Napoleônica de conquista do continente europeu, a Família Real portuguesa, juntamente com sua corte, decide se mudar para o Brasil. Aqui chegando, a Corte instalou-se no Rio de Janeiro, iniciando a reorganização do Estado no dia 11 de março de 1808, com a nomeação de Ministros.
            A segurança pública na época era executada pelos chamados "quadrilheiros", grupos formados por “bons homens do Reino”, armados de lanças e bastões, responsáveis pelo patrulhamento das vilas e cidades da metrópole portuguesa, cujo modelo foi estendido ao Brasil colonial. Eles eram responsáveis pelo policiamento das 75 ruas e alamedas da cidade do Rio. Com a chegada dessa "nova população", os quadrilheiros não eram mais suficientes para fazer a proteção da Corte.
            Em 13 de maio de 1809, dia do aniversário do Príncipe Regente, D. João VI criou a Divisão Militar da Guarda Real de Polícia da Corte (DMGRP), sendo esta formada por 218 guardas com armas e trajes idênticos aos da Guarda Real Portuguesa. Era composta por um Estado-Maior, 3 regimentos de Infantaria, um de Artilharia e um esquadrão de Cavalaria.
            AGuarda Real de Polícia, como ficou primeiramente conhecida a PMERJ, teve participação decisiva em momentos importantes da história brasileira como, por exemplo, na independência do país. No início de 1822, como retorno de D. João VI a Portugal, começaramas articulações para tornar o Brasil um país independente. A Guarda Real de Polícia, ao lado da princesa D. Leopoldina e do ministro José Bonifácio de Andrade e Silva, manteve a ordem pública na cidade de forma coesa e fiel ao então príncipe D. Pedro, enquanto ele viajava às terras do atual Estado de São Paulo.
            Com a criação do Município Neutro da Corte (atual área do Município do Rio de Janeiro) através do Ato Adicional de 1834, foi também criada, no ano seguinte, na província, outra força policial denominada Guarda Policial da Província do Rio de Janeiro, que recebeu a alcunha de "Treme-Terra", uma alusão à força e à coragem dos membros daquela Corporação.
            No conflito com o Paraguai (1865), como o país não dispunha de um contingente militar suficiente para combater os quase 80 mil soldados paraguaios, o governo imperial se viu forçado, então, a criar os chamados "Corpos de Voluntários da Pátria". Partiram então 510 oficiais e praças do local onde hoje está situado oQuartel General da Polícia Militar, noRio de Janeiro.
            Durante a proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, a PMERJ foi a única Corporação policial a se fazer presente naquele momento, com suas tropas estacionadas no Campo de Santana, onde ficava a residência do Marechal Deodoro da Fonseca e o Quartel General do Exército, sede domovimento insurgente.
            Em 1960, a capital do país foi transferida para Brasília e a cidade do Rio de Janeiro, antigo Distrito Federal, passou a ter o nome de Estado da Guanabara.Até então a instituição, que naquela cidade era denominada Polícia Militar do Distrito Federal, passou a ser chamada Polícia Militar do Estado da Guanabara (PMEG). No restante do estado, Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.
            Em 1974, com a fusão dos dois estados pelo Governo Federal, a nova unidade da federação receberia o nome de Estado do Rio de Janeiro e, consequentemente, fundir-se-iam, as duas corporações policiais-militares. Surgiu então a corporação assim como a conhecemos hoje, com seu Quartel-General no antigo Quartel dos Barbonos, no Centro da cidade do Rio de Janeiro.


                                                                                                                        ( texto adaptado do site da PMRJ)


“Em1960, a capital do país foi transferida...” (linha 47)
Neste trecho, a vírgula foi empregada para separar:
Alternativas
Ano: 2009 Banca: Marinha Órgão: EAM Prova: Marinha - 2009 - EAM - Marinheiro |
Q360065 Português
Assinale a opção em que o emprego da vírgula se justifica pelo mesmo modo que em "Pula na máquina do tempo, Haroldo! "
Alternativas
Q294936 Português
Em “...o anunciar de um novo dia, que teima em não chegar.” (linhas 14-15), a vírgula foi empregada para separar:

Alternativas
Q191537 Português
Levando-se em conta os recursos de coesão, qual a opção correta?
Alternativas
Q172812 Português
O emprego da vírgula em “Glória tal e prazer tão repentino / Vos deu, como afirmais na sacra história.” (versos 10 e 11) deu-se pelo mesmo motivo em:
Alternativas
Q147636 Português
Imagem 004.jpg

Em relação ao texto acima, julgue os próximos itens.

O emprego de vírgula após “revólver” (L.2) justifica-se para separar elementos de mesma função gramatical componentes de uma enumeração.
Alternativas
Q147629 Português
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A partir do texto acima, julgue os itens a seguir.

O segmento “um dos mais graves problemas da sociedade brasileira” (L.18 e 19) está antecedido por vírgula porque se trata de um vocativo.
Alternativas
Q141470 Português
Com relação ao texto apresentado acima, julgue os itens a seguir.

A substituição das vírgulas que demarcam a expressão “sobretudo a partir dos anos cinquenta” (l.2-3) por parênteses preservaria a coerência das ideias e a correção gramatical do texto.
Alternativas
Ano: 2008 Banca: UNIFAP Órgão: PM-AP Prova: UNIFAP - 2008 - PM-AP - Soldado |
Q2029680 Português
A realidade, só a realidade.

Tropa de Elite, o filme mais visto e mais comentado da história do cinema brasileiro, é uma obra de ficção. Mas retrata com uma fidelidade jamais vista como a criminalidade degradou o Brasil de alto a baixo.





Considere o seguinte excerto do texto:
“O tipo de conexão proporcionado por Tropa de Elite, do diretor José Padilha, é de outra ordem. Trata-se de um grande filme justamente pelo contrário: ele não concede válvula de escape ao retratar como a criminalidade degradou o país de alto a baixo”(L.10-15).
Assinale a alternativa correta referente a ESSE excerto.
Alternativas
Ano: 2008 Banca: Marinha Órgão: EAM Prova: Marinha - 2008 - EAM - Marinheiro |
Q360013 Português
Sobre o uso da vírgula, pode-se afirmar que;
Alternativas
Q344709 Português
O emprego da vírgula nos quadrinhos 2, 3 e 4 tem a finalidade de separar:

Alternativas
Q159491 Português
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Julgue os itens que se seguem considerando as idéias e estruturas
lingüísticas do texto apresentado.

Nas linhas 14 e 15, o emprego das vírgulas organiza uma seqüência temporal e histórica entre “escravidão”, “colonização” e “dominação” que fundamenta a explicação do autor para o fato de existirem crianças armadas no Brasil.
Alternativas
Q57943 Português
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Em relação ao texto acima, julgue o item a seguir.
A vírgula empregada logo após o termo "pesados" (L.12) isola uma explicação de caráter histórico relativa à criminalidade no Brasil, a partir de 1970.
Alternativas
Q856566 Português
No fragmento em evidência, as vírgulas que aparecem entre parênteses se justificam, porque
Alternativas
Q172732 Português
Leia o fragmento abaixo, extraído da obra O cortiço, de Aluísio Azevedo ( as letras maiúsculas foram, intencionalmente, trocadas por minúsculas ) e, a seguir, responda o que se pede.

"não obstante ( ) as casinhas do cortiço ( ) à proporção que se atamancavam ( ) enchiam-se logo ( ) sem mesmo dar tempo a que as tintas secassem ( ) havia grande avidez em alugá-las ( ) aquele era o melhor ponto do bairro para a gente do trabalho ( ) os empregados da pedreira ( ) preferiam todos morar lá ( ) porque ficavam a dois passos da obrigação ( ) "

Assinale a alternativa que, seqüencialmente, completa corretamente os sinais de pontuação do fragmento. O " X " corresponde a nenhuma pontuação:
Alternativas
Respostas
341: C
342: D
343: C
344: D
345: C
346: B
347: B
348: C
349: E
350: C
351: B
352: A
353: B
354: C
355: E
356: E
357: D