Questões Militares Sobre uso da vírgula em português

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Ano: 2012 Banca: FGV Órgão: PM-MA Prova: FGV - 2012 - PM-MA - Soldado da Polícia Militar |
Q647226 Português

“O dever dos juízes é fazer justiça; | sua profissão, a de deferi-la” (La Bruyère)


Na frase, o emprego da vírgula é justificado pela mesma razão da que é empregada em 

Alternativas
Q644627 Português

                                  ESPERA UMA CARTA

                                                                                Carlos Drummond de Andrade

      Agora sei por que não vieste, depois de tanto e tanto te esperar. Cheguei a supor que não existisses. Imaginei, às vezes, que foras ter a outra porta, e alguém se beneficiava de ti. Era o equívoco mais consolador, afinal não se perderia a mensagem. Eu indagava os rostos, pesquisava neles a furtiva iluminação, o traço de beatitude, que indicasse conhecimento de teu segredo. Não distinguia bem, as pessoas se afastavam ou escondiam tão finamente tua posse, que a dúvida ficava enrodilhada à minha esquerda. O desengano, à direita. E não havia combate entre eles. Coexistiam, mais a cabeçuda esperança.

      Todas as manhãs te aguardava. Ao meio-dia já era certo que não vinhas. O resto do dia era neutro. Restava amanhã. E outro amanhã. E depois. Repousava, aos domingos, dessa expectação sem limites. Via-te aparecer em sonho, e fechava os olhos como quem soubesse que não te merecia, ou quisesse retardar o instante de comunicação. Esperar era quase receber. Cismava que te recebera havia longos anos, mas era menino e sem condições de avaliar-te, ou vieras em código, e eu, sem possuir a chave, me quedava mirando-te e remirando-te como à estrela intocável.

      Muitas recebi durante esse prazo. Não se confundiam contigo. Traziam palavras boas ou más, indiferentes, quaisquer. E o receio de que entre elas rolasses perdida, fosses considerada insignificante? Desprezada, como impresso de propaganda?

      As dádivas que devias trazer-me, quais seriam? Nunca imaginei ao certo o que de grande me reservavas. Quem sabe se a riqueza, de que eu tinha medo, mas revestida de doçura e imaginação, a resumir os prazeres do despojamento? Ou a glória espiritual, sem seus gêmeos a jactância e o orgulho? Ou o amor – e esta só palavra me fazia curvar a cabeça, ao peso de sua magnificência. Eu não escolhia nem hesitava. O dom seria perfeito, sem proporção com o ente gratificado. E infinito, a envolver minha finitude.

      Mas agora sei por que não vieste nem virás. Estavas entre inúmeras companheiras, jogadas em sacos espessos, por sua vez afundados num subterrâneo. E dizer que todos os dias passei por tuas proximidades, até mesmo em cima de ti, sem discernir tua pulsação. Servidores infiéis ou cansados foram acumulando debaixo do chão o monte de notícias, lamentos, beijos, ameaças, faturas, ordens, saudades, sobre o qual os caminhões passavam, os dias passavam, passavam os governos e suas reformas. Escondida, esmagada no monte, sem sombra de movimento, lá te deixaste jazer, enquanto eu conjeturava mil formas de extravio e omissão. Cheguei a desconfiar de ti, a crer que zombavas de minha urgência, distraindo-te por itinerários loucos. Suspeitei que te recusavas, quase desejei que fogo ou água te liquidassem, já que te esquivavas a tua missão.

      E foi o que aconteceu, sem dúvida. A umidade e os ratos de esgoto te consumiram. Restam – se restarem – fragmentos que nada contam ou explicam, senão que uma carta maravilhosa, esperada desde a eternidade, por mim e por outro qualquer homem igual a mim, foi escrita em alguma parte do mundo e não chegou a destino, porque o Correio a jogou fora, entre trezentas mil ou trezentos milhões de cartas. 

OBS.: O texto foi adaptado às regras do Novo Acordo Ortográfico. 

Assinale a opção em que se poderia colocar uma vírgula.
Alternativas
Q633214 Português

   TEXTO 2


Leia o texto abaixo e responda a questão


Começam a pipocar alguns debates sobre as consequências de se passar tanto tempo conectado à internet. Já se fala em "saturação social", inspirado pelo recente depoimento de um jornalista do "The New York Times" que afirmou que sua produtividade no trabalho estava caindo por causa do tempo consumido por Facebook, Twitter e agregados , e que se vê hoje diante da escolha entre cortar seus passeios de bicicleta ou "alguns desses hábitos digitais que estão me comendo vivo". 

    Antropofagia virtual. O Brasil, pra variar, está atrasado (aqui, dois terços dos usuários ainda atualizam seus perfis semanalmente), pois no resto do mundo já começa a ser articulado um movimento de desaceleração dessa tara por conexão: hotéis europeus prometem quartos sem wi-fi como garantia de férias tranquilas, empresas americanas desenvolvem programas de softwares que restringem o acesso a web, e na Ásia crescem os centros de recuperação de viciados em internet. Tudo isso por uma simples razão: existir é uma coisa, viver é outra. 

    Penso, logo existo. Descartes teria que reavaliar esse seu cogitor ergo sum, pois as pessoas trocaram o verbo pensar por postar. Posto, logo existo.

   Tão preocupadas em existir para os outros, as pessoas estão perdendo um tempo valioso em que poderiam estar vivendo, ou seja, namorando, indo à praia, trabalhando, viajando, lendo, estudando, cercados não por milhares de seguidores, mas por umas poucas dezenas de amigos. Isso não pode ter se tornado tão obsoleto. 

    Claro que muitos usam as redes sociais como uma forma de aproximação, de resgate e de compartilhamento - numa boa. Se a pessoa está no controle do seu tempo e não troca o virtual pelo real, está fazendo bom uso da ferramenta. Mas não tem sido a regra. Adolescentes deixam de ir a um parque para ficarem, trancafiados em seus quartos, numa solidão disfarçada de socialização. Isso acontece dentro da minha casa também, com minhas filhas, e não adianta me descabelar, elas são frutos da sua época, os amigos se comunicam assim, e nem batendo com um gato morto na cabeça delas pra fazê-las entender que a vida está lá fora. Lá fora!! Não me interessa que elas existam pra Tati, pra Rô, pro Cauê. Quero que elas vivam. 

    O grau de envolvimento delas com a internet ainda é mediano e controlado, mas tem sido agudo entre muito jovens sem noção, que se deixam fotografar portando armas, fazendo sexo, mostrando o resultado de suas pichações, num exibicionismo triste, pobre, desvirtuado. São garotos e garotas que não se sentem com a existência comprovada, e para isso se valem de bizarrices na esperança de deixarem de ser "ninguém" para se tornarem "alguém", mesmo que alguém medíocre.

   Casos avulsos, extremos, mas estão ai, ao nosso redor. Gente que não percebe a diferença entre existir e viver. Não entendem que é preferível viver, mesmo que discretamente, do que existir de mentirinha para 17.870 que não estão nem ai. 


(MEDEIROS, Martha. Posto, logo existo. Revista O Globo, 25 ma r . 2012, p . 26)

Em que opção a afirmação a respeito da pontuação está correta?
Alternativas
Q615938 Português
A alternativa que apresenta trecho corretamente pontuado é:
Alternativas
Q615937 Português

Leia os versos abaixo e assinale a alternativa que apresenta o mesmo emprego das vírgulas no primeiro verso.

Torce, aprimora, alteia, lima

A frase; e, enfim,”

(Olavo Bilac)

Alternativas
Q614424 Português

Assinale a alternativa em que a vírgula é empregada pelo mesmo motivo da utilizada no exemplo abaixo.

“Quando chega, ocupa um espaço danado.” (l. 18 e 19)

Alternativas
Q545383 Português
Edison não conseguia se concentrar de jeito nenhum. Tinha sempre dois ou três empregos e passava o dia indo de um para outro. Adorava trocar mensagens, e se acostumou a escrever recados curtos e constantes, às vezes para mais de uma pessoa ao mesmo tempo. Apesar de ser um cara mais inteligente do que a média, sofria quando precisava ler um livro inteiro. Para completar, comia rápido e dormia pouco – e não conseguia se dedicar ao casamento conturbado, por falta de tempo. Se identificou? Claro, quem não tem esses problemas? Passar horas no twitter ou no celular, correr de um lado para o outro e ter pouco tempo disponível para tantas coisas que você tem que fazer são dramas que todo mundo enfrenta. Mas esse não é um mal do nosso tempo. O rapaz da história aí em cima era ninguém menos que Thomas Edison, o inventor da lâmpada. A década era a de 1870 e o aparelho que ele usava para mandar e receber mensagens, um telégrafo. O relato, que está em uma edição de 1910 do jornal New York Times, conta que quando Edison finalmente percebeu que seu problema era falta de concentração, parou tudo. Se fechou em seu escritório e se focou em um problema de cada vez. A partir daí, produziu e patenteou mais de 2 mil invenções. [...] (Gisela Blanco. Superinteressante, julho/2012)
O emprego da vírgula no trecho, “A década era a de 1870 e o aparelho que ele usava para mandar e receber mensagens, um telégrafo.”, é semelhante em:
Alternativas
Q380588 Português
Infelizmente, são poucos os cidadãos e cidadas que utilizam esse meio direto de reivindicar e participar de forma a elevar os padrães de seguranca e conforto de nosso trânsito. Ja no Artigo 1o. do novo código fica caracterizada a responsabilidade objetiva das autoridades publicas que constituem o Sistema Nacional de Transito pela seguranca dos que transitam em nossas vias póblicas. ó bom lembrar que, na definiçao de via, fica claramente estabelecido que nela tambem se incluem as calcadas:” O emprego das duas vírgulas ocorrentes no período " ó bom lembrar que, na definicao de via, fica claramente estabelecido que nela tambem se incluem as calçadas” justifica-se porque
Alternativas
Q325844 Português
Quantas vírgulas são necessárias para pontuar adequadamente o trecho abaixo? Clayton Christensen um dos mais respeitados teóricos de negócios do mundo vem estudando desde 2008 como aplicar suas ideias aos sistemas de educação e saúde. Se enxergarmos o mundo com seus olhos telefones celulares por exemplo têm muito a ensinar às escolas.


Alternativas
Q325458 Português
01  Eu que nasci na Era da Fumaça: - trenzinho
      vagaroso com vagarosas
      paradas
      em cada estaçãozinha pobre
05  para comprar
      pastéis
      pés-de-moleque
      sonhos
      - principalmente sonhos!
10  porque as moças da cidade vinham olhar o trem passar;
      elas suspirando maravilhosas viagens
      e a gente com um desejo súbito de ali ficar morando
      sempre...Nisto,
      o apito da locomotiva
15  e o trem se afastando
      e o trem arquejando é preciso partir
      é preciso chegar
      é preciso partir é preciso chegar... Ah, como esta vida é urgente!
20   ...no entanto
      eu gostava era mesmo de partir...
      e - até hoje - quando acaso embarco
      para alguma parte
      acomodo-me no meu lugar
25  fecho os olhos e sonho:
      viajar, viajar
      mas para parte nenhuma...
      viajar indefinidamente...
      como uma nave espacial perdida entre as estrelas.

(QUINTANA, Mário. Baú de Espantos. in: MARÇAL, Iguami Antônio T. Antologia Escolar, Vol.1; BIBLIEX; p. 169.)
No período: “Se ele trouxer a tarefa, pensei comigo, não irei castigá-lo.”, as vírgulas foram empregadas:

Alternativas
Q324349 Português
Assinale a alternativa em que o emprego das vírgulas causa duplo sentido na frase.
Alternativas
Q287366 Português
Assinale a alternativa cuja frase apresenta pontuação correta.

Alternativas
Q258927 Português
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Com relação a aspectos gramaticais e semânticos do texto, julgue
os próximos itens.

De acordo com as normas gramaticais, a vírgula presente na primeira linha do texto tem caráter opcional, dado o valor adverbial da oração “Ao reverenciar o dia do Soldado”.

Alternativas
Q826999 Português


A partir do texto acima, julgue o item a seguir.

A vírgula após a expressão “Ao longo do tempo” (l.7) pode ser suprimida sem prejuízo para a correção gramatical, pois é marca de estilo do autor do texto.

Alternativas
Ano: 2011 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2011 - PM-SP - Soldado Voluntário XV |
Q724334 Português

                            Preconceito de cor

Eu assino embaixo doutor por minha rapaziada

Somos criolos do morro mas ninguém roubou nada

Isso é preconceito de cor vou provar ao senhor

Porque é que o doutor não prende aquele careta

Que só faz mutreta e só anda de terno

Porém o seu nome não vai pró caderno

Ele anda na rua de pomba rôlo

A lei só é implacável para nós favelados

E protege o golpista, ele tinha de ser

O primeiro da lista

Se liga nessa doutor ih

É vê se dá um refresco isso não é pretexto

Pra mostrar serviço

Eu assumo o compromisso

Pago até a fiança da rapaziada

Porque que é que ninguém mete o grampo

Num pulso daquele de colarinho branco

Roubou jóia e o ouro da serra pelada

                                                                                          (Bezerra Da Silva)

A ausência de pontuação em poemas, em letras de música, como nessa de Bezerra Da Silva, é comum.

Assinale a alternativa em que o emprego da pontuação está correto.

Alternativas
Q681114 Português
Em qual alternativa a vírgula está empregada de modo incorreto?
Alternativas
Ano: 2011 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2011 - PM-SP - Soldado Voluntário |
Q664359 Português
Assinale a alternativa correta quanto à pontuação.
Alternativas
Q664044 Português

Assinale a alternativa que contém a correta justificativa para a pontuação do texto abaixo.

“Naquela manhã de segunda-feira o rapaz voltou à cidade mas ao fechar negócio percebeu que as contas estavam erradas.”

Alternativas
Q661727 Português
Meu benzinho adorado (...) eu te peço por tudo o que há de mais sagrado que você me escreva uma cartinha sim dizendo como é que você vai que eu não sei eu ando tão zaranza por causa do teu abandono eu choro e um dia pego tomo um porre danado que você vai ver e aí nunca mais mesmo que você me quer e sabe o que eu faço eu vou-me embora para sempre e nunca mais vejo esse rosto lindo que eu adoro porque você é toda a minha vida e eu só escrevo por tua causa ingrata (...) do teu definitivo e sempre amigo...
(Vinícius de Moraes. Antologia poética, 1981.)
A correta pontuação de uma das frases do texto é:
Alternativas
Respostas
321: E
322: B
323: B
324: E
325: C
326: D
327: C
328: E
329: C
330: A
331: D
332: A
333: E
334: E
335: E
336: A
337: D
338: D
339: A
340: A