Questões Militares Comentadas sobre sintaxe em português

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Q406828 Português
História de pescador

   Gosto muito de pescar. Não que eu saiba a isca adequada para cada tipo de peixe ou tenha conhecimento de luas, marés, cardumes e anzóis. Meu negócio é jogar a linha na corrente e esperar que algo aconteça. Enquanto isso, os ruídos da natureza me acalmam. O rio Tijuco testemunhou muitos desses meus pensamentos e de seu leito tirei muito piau e cascudo.
   Além de pescador, sou mineiro. E mineiro é bicho contador de história. O ouvinte escolhe o tema: basta alguém prestando atenção para que a noite seja curta para tanto caus o. Estou quase certo de que o relato a seguir já foi narrado em algum outro momento. O jeito é tentar contá-lo de uma maneira diferente. Vou tentar. Cabe a você acreditar ou não em minha história.
   Uma vez, voltávamos do rancho, eu, meu cunhado e mais dois ou três amigos. Todos sabem que mineiro tem dois carros: um para a pescaria e outro para ficar na garagem. O primeiro é, normalmente, um veículo bem antigo e o segundo nem tanto. Vínhamos, portanto, em um Chevette 1976, o que significava, na época, 150 mil quilômetros rodados e vinte e poucos anos de uso. Havia um trecho muito curto de rodovia estadual a percorrer, de modo que a lei e a ordem não pareciam grandes problemas para nós.
   Mas, mal entramos na rodovia, vimos um policial muito jovem, e com um uniforme muito esquisito, vir em nossa direção, fazendo sinal para que parássemos. Descemos, para que ele pudesse inspecionar o veículo. É claro que faltava desde o extintor de incêndio até o farol traseiro. Nós nem deixamos o guarda abrir a boca e desatamos a falar, pedindo que não apreendesse nosso carro. Prometemos ir a sessenta quilômetros por hora e juramos que faríamos uma revisão no Chevrolet no dia seguinte. O jovem guarda manteve-se imóvel e encarando-nos com um olhar assustado. Como não dissesse nada, concluímos que estávamos liberados
   O problema foi na hora em que meu cunhado tentou virar a chave. Nada. Nem um barulhinho sequer. A bateria entregava os pontos. Chamamos o guarda e comentamos que, se deixássemos o automóvel ali, dificilmente retornaríamos para resgatá-lo. Pedimos, com educação, que nos ajudasse a empurrar a máquina. Solícito, o rapaz veio em nosso auxílio mas, antes, revelou: “Olha, eu vou ajudar vocês, mas eu não sou policial não, eu só estava pedindo uma carona!”  

(Whisner Fraga, www.cronicadodia.com.br, 14.04.2013. Adaptado)


Considere o trecho do terceiro e quarto parágrafos:

[...] Havia um trecho muito curto de rodovia estadual a percorrer, de modo que a lei e a ordem não pareciam grandes problemas para nós.

Mas, mal entramos na rodovia, vimos um policial muito jovem, e com um uniforme muito esquisito, vir em nossa direção, fazendo sinal para que parássemos. [...]

O termo Mas, em destaque, sinaliza que o gesto do jovem – confundido com um policial – solicitando que os pescadores parassem.
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Q406823 Português
Assinale a alternativa em que a concordância está em conformidade com a norma-padrão da língua.
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Q406819 Português
A tecnologia e o futuro do policiamento

   O policiamento - como todas as demais atividades - está sendo reimaginado na era das montanhas de dados, sob a expectativa de que uma análise mais ampla e profunda sobre crimes passados, combinada a algoritmos1 sofisticados, possa ajudar a prever futuros delitos. Trata-se de uma prática conhecida como “policiamento preditivo” e, ainda que exista há apenas alguns anos, muitos especialistas a veem como uma revolução na forma pela qual o trabalho policial é realizado.
   Um exemplo é o departamento de polícia de Los Angeles, que está usando um software chamado PredPol. O software começa pela análise de anos de estatísticas criminais disponíveis, depois divide o mapa de patrulha em zonas (de cerca de 45 metros quadrados) e calcula a distribuição e frequência de crimes em cada uma delas. Por fim, informa aos policiais sobre as probabilidades de local e horário de crimes, o que permite que eles policiem de maneira mais intensa as áreas sob ameaça.
   A atraente ideia que embasa o policiamento preditivo é a de que é muito melhor prevenir um crime antes que aconteça do que chegar depois e investigá-lo. Assim, mesmo que os policiais em patrulha não apanhem o bandido em flagrante, sua presença no lugar certo e na hora certa pode exercer efeito dissuasório2.
   A lógica parece sólida. Em Los Angeles, houve um declínio de 13% na criminalidade. A cidade de Santa Cruz, também usuária do PredPol, viu queda de 30% no número de furtos.
   Mas, apesar do mérito inegável do novo sistema, há quem questione sua eficácia, uma vez que as ações da polícia não podem ser guiadas apenas pela interpretação de números aproximados. Isso porque, nos regimes democráticos, a polícia precisa de causa provável - alguma forma de prova, e não apenas um palpite - para deter e revistar alguém na rua.
   Também há o problema dos crimes que passam sem denúncia. Embora a maioria dos homicídios seja denunciada, muitos estupros e furtos residenciais não são. Mesmo na ausência desse tipo de denúncia, a polícia continua a desenvolver métodos de descobrir quando algo de estranho acontece em um bairro. Os críticos do policiamento preditivo temem que esse conhecimento obtido pela análise atenta que os policiais fazem de seu entorno seja substituído pela análise exclusiva das estatísticas. Se apenas dados sobre crimes que foram registrados em queixas formais forem usados para prever futuros crimes e orientar o trabalho policial, algumas formas de crime poderão passar sem registro - e, com isso, sem qualquer repressão.
As recompensas do policiamento preditivo podem ser reais, mas seus perigos também o são. A polícia precisa    sujeitar seus algoritmos a um rigoroso exame externo e enfrentar a questão das distorções implícitas que carreguem.

1 algoritmo: conjunto das regras e procedimentos lógicos que levam à solução de um problema.
2 dissuasório: que convence ou tenta convencer a desistir.



No trecho do sexto parágrafo – Se apenas dados sobre crimes que foram registrados em queixas formais forem usados para prever futuros crimes e orientar o trabalho policial, algumas formas de crime poderão passar sem registro – e, com isso, sem qualquer repressão. – a conjunção Se, em destaque, expressa:
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Q400637 Português
                                          A cultura da desobediência

     Pesquisa divulgada nesta semana pela Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas evidencia, com percentuais, o que já se sabia pela prática: a maioria dos brasileiros considera fácil desobedecer às leis e vê com naturalidade o chamado “jeitinho", que permite burlar normas, enganar autoridades e levar vantagem individual mesmo quando isso causa prejuízos ____ coletividade. A percepção das pessoas em relação ____ esses temas é preocupante: dos 3,3 mil entrevistados em oito Estados, 82% reconhecem facilidade em descumprir ____ leis no Brasil, 79% acreditam que todos usam algum tipo de subterfúgio para desobedecer a regras legais, e 54% veem poucas razões para essa obediência.

    Uma das curiosidades do levantamento relaciona-se ____ impunidade. É elevado o percentual de brasileiros que temem ser punidos por delitos, como pequenos roubos e infrações de trânsito, mas essas mesmas pessoas consideram tolerável fazer barulho capaz de incomodar os vizinhos, fumar em local não permitido, jogar lixo na rua ou comprar produtos piratas. No entanto, grandes crimes e tragédias invariavelmente têm na sua origem descasos e omissões com coisas que aparentam ter pouca importância.

    Vale lembrar, por exemplo, que o incêndio da boate Kiss, em Santa Maria, foi o resultado de um conjunto de inépcias e de descuidos com recomendações técnicas. Existe no país uma cultura da irresponsabilidade, pela qual as pessoas, das autoridades aos cidadãos, costumam adiar decisões, transferir atribuições, fingir que não é com elas.

    Precisamos, decididamente, de uma revolução cultural para que cada cidadão assuma a sua parcela de obrigações. A população habituou-se a tolerar o desleixo, a conformar-se com pequenos desvios, a considerar normal o descumprimento de normas e de convenções. Essa tolerância, além de se transformar em salvo-conduto para a impunidade, acaba também estimulando comportamentos pouco civilizados e até mesmo delituosos; os brasileiros reconhecem-se como protagonistas das pequenas infrações, mas acreditam que a corrupção é praticada apenas pelos ocupantes do poder. Aí está o grande equívoco: o padrão ético de um país é sempre resultado do comportamento de cada indivíduo. E, quando a maioria dos cidadãos convive pacificamente com a irresponsabilidade, não há jeitinho que resolva.

Segundo a gramática normativa, analisar os itens abaixo:

I - Em “... o que já se sabia pela prática...”, o vocábulo sublinhado é um pronome demonstrativo.
II - Em “... não há jeitinho que resolva.”, o verbo “haver” é pessoal e transitivo.
III - Em “É mister para mim manter o padrão ético.”, o pronome oblíquo está corretamente empregado.
IV - Em “... os brasileiros reconhecem-se...”, o pronome poderia estar proclítico sem prejuízo semântico.
V - Em “... o percentual de brasileiros que temem ser punidos...”, o verbo auxiliar e o adjetivo poderiam concordar com o núcleo do sujeito e estar no singular também.

Estão CORRETOS:
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Q390202 Português
                                             TEXTO 2

         Há hoje no Brasil, um consenso quanto à necessidade de se promover mudanças substantivas no nosso atual sistema de segurança pública. Os políticos, independente de suas orientações político-partidárias, assim como os segmentos civis organizados, os formadores de opinião, os cidadãos comuns e os próprios profssionais de polícia, são unânimes em reconhecer a imperiosa necessidade de se buscar adequar o sistema policial brasileiro às exigências do estado democrático de direito. Afnal, o divórcio estabelecido entre a consolidação da nossa jovem democracia e os assuntos relativos à segurança pública tem custado muito caro a todos nós. O histórico desinteresse, intencional ou não, da classe política e das nossas elites quanto à importância estratégica das organizações policiais na sustentação das garantias individuais e coletivas, há muito já não tem sido uma postura defensável na arena pública. Ele sucumbiu forçosamente às pressões da sociedade brasileira por uma prestação de serviços de segurança pública capaz de acompanhar os imperativos de uma cidadania estendida a todos os brasileiros. Contudo, esse desinteresse não deixou de contribuir para a cristalização de uma crise institucional sem precedentes. E isto, de tal maneira, que pode-se afrmar, sem correr o risco das falsas generalizações, que atualmente temos tudo por fazer neste campo.

XAVIER, Antonio Roberto. Polícias militares e segurança pública. Disponível em http://artigos.netsaber.com.br/resumo_ artigo_17358/artigo_sobre_pol%C3%8Dcias_militares_e_ seguran%C3%87a_p%C3%9Ablica. Acesso 28 jan 2013.

Assinale a alternativa INCORRETA quanto ao que se afirma a seguir.
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Q390199 Português
Texto I
         1.§ Relações públicas é a atividade que visa obter a motivação e a integração entre uma instituição e seus públicos, conforme transcrição do manual de relações públicas do Exército, 1975. Considera-se que 90% da responsabilidade da ação de relações públicas esteja afeta ao sistema organizacional, sendo caracterizadas pelo desenvolvimento de serviços e atividades em prol da comunidade, enquanto os outros 10%, no máximo, estão concentrados no setor de relações públicas, cuja missão é dar publicidade e divulgação aos atos, eventos e serviços da organização como um todo, através de agentes especializados e que empregam técnicas de relações públicas.
         2.§ A Polícia Militar se constitui em um organismo vivo da sociedade e administra dentro deste conceito, a sua participação no desenvolvimento da comunidade, buscando permanentemente a compreensão, a aquiescência e apoio através de ajustamento contínuo. Qualquer esforço de relações públicas deve ser baseado na melhoria do nível de serviço, não obstante, o padrão de serviço a ser alcançado, deve vir acompanhado com a devida dedicação e o correspondente zelo para que a imagem pública seja estabelecida em bases sólidas. A imagem da corporação deve ser o resultado da sua real capacidade de trabalho.
         3.§ O cultivo de uma mentalidade de relações públicas permite a criação de uma conduta homogênea, facilitando a apresentação da organização, perante a opinião pública, como um todo indivisível e com propostas de serviços totalmente padronizadas e adequadas às necessidades dos seus públicos. Dentro desta ótica, o policial militar está constantemente sob a observação do público, que possui senso crítico. Qualquer gesto ou atitude será reparado e servirá de parâmetro para se formar um juízo de toda a organização.
         4.§ No local de trabalho, às vezes, o policial militar não conhece cada cidadão de sua comunidade, todavia em muitas ocasiões, poderá ser conhecido e reconhecido por muitos. Seu comportamento, quanto ao seu modo de ser e de estar, serão sempre avaliados. A aprovação da comunidade está vinculada com a forma de, como o cidadão vê e sente o serviço prestado pelo policial militar. Ele é o maior veículo de divulgação da Polícia Militar e reflete a exata eficiência e finalidade da organização. O cidadão é um receptor de serviços, paga seu imposto, é um contribuinte, porém espera ser retribuído com a prestação de serviço equivalente, para ele não importa os problemas administrativos e as deficiências técnicas da polícia, sua expectativa é fundada que a polícia existe para dar segurança e tranqüilidade e, cada vez mais, exige este serviço com maior perfeição e qualidade.
         5.§ Todo policial militar precisa transmitir confiança, preparo, serenidade e atitudes de boa vontade e compreensão diante dos problemas que lhe são apresentados pelo cidadão. Ao se interpretar, que 90% das ações de relações públicas estão em fazer as coisas certas, logo na primeira vez, “saber fazer”, compreende-se que o policial militar precisa realizar suas obrigações com eficiência e devido zelo, principalmente, naqueles momentos de interação, onde se torna tangível o atendimento e a qualidade percebida dos serviços.
         6.§ Portanto, compete à corporação como entidade de prestação de serviços, primar pelo atendimento ao público, sensibilizando seus componentes a apoiarem os objetivos da instituição, com vista à melhoria da qualidade dos serviços e a satisfação dos cidadãos.


(FIXINA, Vanilto Nogueira. O policial militar como elo de relações públicas, na melhoria da imagem da corporação. Monografia apresentada à Coordenação do Curso de Especialização em Gestão de Segurança Pública. Cuiabá-MT, 2003, p.20-22.) (Adaptado)

A conjunção “porém” (4.§), da forma como foi empregada no texto, expressa ambiguidade, podendo ser interpretada de duas maneiras distintas, a saber:
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Q388336 Português
Em relação ao uso da crase, marque a alternativa CORRETA.
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Q387543 Português
TEXTO 2

1.§ O movimento de urbanização do Brasil no século XX marcou o crescimento das cidades, tanto em número quanto em área e população. Com a expansão do capitalismo a cidade assumiu uma importância muito grande. A cidade tornou-se o centro das decisões políticas e econômicas, exercendo a função de centro polarizador das atividades socioeconômicas espaciais. Por outro lado, ela passou a ser a expressão visível das contradições sociais. Como produto das relações humanas, a cidade mostra as marcas das diferenças de classes sociais, da segregação do espaço urbano, da exclusão social, da especulação imobiliária, da deteriorização ambiental e da violência.

2.§ Atualmente, as cidades têm assumido um papel fundamental no campo de intervenção social das políticas públicas. Pois, a partir da Constituição de 1988 temos um processo de descentralização bastante avançado nos casos das políticas de saúde e educação, e mais recentemente, para as políticas de habitação, saneamento e transferência de renda.

3.§ O fenômeno da urbanização provocou o agravamento do histórico quadro de exclusão social no Brasil, tornando mais evidente a marginalização e a violência urbana que atualmente tem provocado afições nos moradores e governos das cidades. Quando temos o aumento da violência somado ao empobrecimento da população, a vida nas cidades se torna problemática. Na medida em que o medo e a insegurança adentram o cotidiano das pessoas a qualidade de vida declina. O quadro agrava-se ainda, principalmente com a aparição de novas formas de pobreza.

4.§ A estruturação da “nova pobreza” ocorre no contexto de hipermobilidade do capital, de heterogeneidade e instabilidade do trabalho assalariado, e de polarização social. Tendo como característica fundamental o desenvolvimento de uma marginalidade avançada, os novos pobres não poderão ser absorvidos progressivamente pela expansão do livre mercado, uma vez que o Estado neoliberal não garante mais a proteção infalível contra a ameaça da pobreza, baseada na relação trabalho-salário. No Brasil, apesar de ainda não termos resolvidos os problemas sociais mais básicos, é muito marcante o dilema da manutenção de um grande contingente de desempregados de longa duração que vão sendo expulsos do mercado produtivo, juntamente a milhares de jovens que não conseguem ter acesso ao “primeiro emprego”.

5.§ Aliado a esse processo de exclusão do mercado de trabalho, a favela se torna um espaço de materialização da exclusão social, um instrumento para o aprisionamento dos pobres, um local temido. Uma vez que o fenômeno das favelas aponta para a estigmatização dos territórios de concentração da pobreza, sobretudo em razão da difusão da “cultura do medo”. A consolidação de espaços de segregação, em virtude do processo de fragmentação das cidades vão constituir a formação dos enclaves fortifcados.

6.§ Nesse sentido, não é tão-somente uma separação espacial entre áreas pobres e ricas mas, principalmente, uma separação social que adentra o espaço público das ruas, donde fca difícil manter os princípios básicos de livre circulação e abertura dos espaços públicos que serviam de fundamento para a estruturação das cidades modernas. Os enclaves privados e fortifcados, como os shopping centers e os condomínios fechados desenvolvem uma relação de negação e ruptura com o resto da cidade, aspecto que intensifca ainda mais a qualifcar as interações públicas por meio de índices como suspeição, perigo e restrição. Ao estabelecerem uma simbologia de status, os enclaves criam meios para a afrmação de todos os tipos de barreiras físicas e artifícios de distanciamento, sendo portanto, uma explícita afrmação da diferenciação social. A consolidação dos enclaves demonstra, na contemporaneidade, a necessidade crescente de cercar, murar, fechar e garantir por uma segurança sofsticada e estruturada a vida privada. Utilizando-se de uma justifcativa que contempla o medo do crime e da violência, as pessoas transformam sua maneira de viver bem como a dinâmica pública das cidades.

Assinale a expressão que NÃO foi analisada corretamente do ponto de vista lógico-discursivo.
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Q383909 Português
                                    ENVELHECER BEM É POSSÍVEL

                                                                                    Anna Veronica Mautner


             A criança passa por dramáticas transformações (andar, falar, conhecer o mundo etc.), mas não tem consciência delas porque lhe falta linguagem para descrevê-las.
            Depois da adolescência, as mudanças continuam, mas com dramaticidade menor.
            Tão marcante em transformações quanto a infância é o envelhecimento. Nessa fase da vida, temos consciência de tudo o que ocorre: perdas físicas e mentais.
            Comecemos falando da reação aos imprevistos. Por que velho tropeça e cai tanto? Porque a reação ao susto e o reflexo para evitar o perigo são mais lentos.
            Falemos agora da memória, essa capacidade madrasta cuja falta castiga o idoso. Demoramos para lembrar seja lá o que for e a conversa fica entrecortada de silêncios, quase soluços.
            O conteúdo que, em primeiro lugar, mergulha nas sombras do esquecimento são os nomes próprios; mais uns anos e substantivos comuns também se embaralham.
            O curioso é que os adjetivos não somem. Aparecendo o nome, sua qualidade ou quantidade vem junto, dos fundos da memória. O nome está em algum lugar, em algum tempo, de algum jeito. Se o substantivo emerge, traz consigo as associações.
            Os verbos não somem, mas as ações deixam de ser desempenhadas. Se o verbo desaparecer, a incomunicabilidade irá se instaurar.
            Envelhecer é perder: seja clareza, seja acuidade auditiva ou visual, velocidade de resposta física ou de linguagem, memória.
            Aí vem aquela história: velho esquece o agora e lembra o mais antigo. Não há nenhum mistério nisso. É que o antigo já se transformou em imagem e a imagem reaviva as sensações. Quase nada é inconsciente, pois envelhecer é viver as mudanças diárias.
            Sentimos a presença das mudanças. Se causam amargura, é pela não aceitação. E, se não aceitarmos que já não somos o que éramos, o nosso contato com o mundo aqui e agora fica prejudicado.
            Assim como é natural o ser humano se transformar ininterruptamente, em boa velocidade, do nascimento à puberdade, é natural envelhecer, com lentas perdas no início e mais rápidas depois.
            Aceitando que viver é assim, permanente transformação, podemos sorrir diante de perdas e transmitir (até com humor) a quem nos rodeia que estamos presentes, acompanhando o processo.
            Nada de dizer que a terceira idade é maravilhosa. Nada disso. Perder não é bom. Mas alguns conseguem ir perdendo sem muita amargura, porque acompanham as transformações dos que ainda estão ganhando.
            É a alegria do avô diante do neto. Há na atitude de acompanhar o que já tivemos no passado doses de aceitação e generosidade. Podemos ajudar. Nossa sabedoria funciona como conforto para quem está só começando.
            O olhar bondoso do idoso diante do tatibitate do nenê é sabedoria. O velho vislumbra o caminho que o bebê irá seguir. Não é um reviver nem um renascer: é uma memória.


                                                                                                Folha de São Paulo, 05 mar. 2013.


A ideia expressa pelos termos destacados está corretamente identificada entre parênteses, EXCETO em:
Alternativas
Ano: 2013 Banca: UERR Órgão: PM-RR Prova: UERR - 2013 - PM-RR - Soldado da Polícia Militar |
Q383267 Português
Em relação à concordância, marque a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Ano: 2013 Banca: UERR Órgão: PM-RR Prova: UERR - 2013 - PM-RR - Soldado da Polícia Militar |
Q383266 Português
Em relação à crase, marque a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Ano: 2013 Banca: UERR Órgão: PM-RR Prova: UERR - 2013 - PM-RR - Soldado da Polícia Militar |
Q383260 Português
                                                TEXTO I
                                    Começa processo para tombar Pedra Pintada


Integrantes do Ministério Público Federal em Roraima, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e da Fundação Nacional do Índio (Funai) estiveram esta semana na Pedra Pintada, sítio arqueológico que integra o Patrimônio Cultural Brasileiro protegido pela Lei 3.924/61, localizado na Terra Indígena São Marcos, no Município de Pacaraima, norte do Estado. O objetivo da visita ao sítio arqueológico da Pedra Pintada foi identificar a atual situação do local, seu acesso e conservação, além de instruir e iniciar o processo de tombamento do sítio. O primeiro passo foi afixar placas de identificação. A equipe também visitou a Terra Indígena Anaro. Os integrantes da aldeia são os responsáveis pela proteção do sítio arqueológico, sobretudo quanto ao seu acesso e visitação.
Conforme o procurador da República Fernando Machiavelli Pacheco é necessário iniciar o processo de tombamento para proteger o sítio arqueológico. “Depois de concluir o processo, a comunidade poderá, inclusive, desenvolver o turismo de forma sustentável no local”, disse. O procurador da República Fernando Machiavelli Pacheco conversou com a comunidade, ouviu algumas reivindicações e falou da preocupação das instituições na defesa do patrimônio histórico e defesa dos direitos indígenas, além de outros temas relativos à manutenção da posse da Terra Indígena, do fornecimento de energia elétrica - ainda inexistente-, do acesso à saúde e à educação. SÍTIO - A Pedra Pintada fica no interior da Terra Indígena São Marcos e a visitação ao sítio, só é permitida atualmente, pela Fundação Nacional do Índio. A Pedra tem mais de 35 metros de altura, com altitude de 83 metros em relação ao nível do mar. Dentro da pedra é possível encontrar uma caverna, além de pinturas rupestres, pedaços de cerâmicas, machadinhas, entre outros artefatos. Por fora da rocha, há pinturas em cor branca rosada.


Disponível em http://folhabv.com.br/Noticia_Impressa.php?id=142770, acesso em 22/12/12.



A partir do TEXTO I, em relação à concordância verbal, julgue os itens e marque a alternativa VERDADEIRA:

I - No terceiro parágrafo, “é necessário” está no singular, tendo em vista que o sujeito é introduzido por um verbo no infinitivo.
II - No quarto parágrafo, os verbos “ouviu” e “falou” estão no singular, pois possuem o mesmo sujeito que “conversou”.
III - Há casos, como do verbo “haver”, último período do texto, em que o verbo não varia por ausência de sujeito na frase.
Alternativas
Ano: 2013 Banca: UERR Órgão: PM-RR Prova: UERR - 2013 - PM-RR - Soldado da Polícia Militar |
Q383254 Português
                                                TEXTO I
                                    Começa processo para tombar Pedra Pintada


Integrantes do Ministério Público Federal em Roraima, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e da Fundação Nacional do Índio (Funai) estiveram esta semana na Pedra Pintada, sítio arqueológico que integra o Patrimônio Cultural Brasileiro protegido pela Lei 3.924/61, localizado na Terra Indígena São Marcos, no Município de Pacaraima, norte do Estado. O objetivo da visita ao sítio arqueológico da Pedra Pintada foi identificar a atual situação do local, seu acesso e conservação, além de instruir e iniciar o processo de tombamento do sítio. O primeiro passo foi afixar placas de identificação. A equipe também visitou a Terra Indígena Anaro. Os integrantes da aldeia são os responsáveis pela proteção do sítio arqueológico, sobretudo quanto ao seu acesso e visitação.
Conforme o procurador da República Fernando Machiavelli Pacheco é necessário iniciar o processo de tombamento para proteger o sítio arqueológico. “Depois de concluir o processo, a comunidade poderá, inclusive, desenvolver o turismo de forma sustentável no local”, disse. O procurador da República Fernando Machiavelli Pacheco conversou com a comunidade, ouviu algumas reivindicações e falou da preocupação das instituições na defesa do patrimônio histórico e defesa dos direitos indígenas, além de outros temas relativos à manutenção da posse da Terra Indígena, do fornecimento de energia elétrica - ainda inexistente-, do acesso à saúde e à educação. SÍTIO - A Pedra Pintada fica no interior da Terra Indígena São Marcos e a visitação ao sítio, só é permitida atualmente, pela Fundação Nacional do Índio. A Pedra tem mais de 35 metros de altura, com altitude de 83 metros em relação ao nível do mar. Dentro da pedra é possível encontrar uma caverna, além de pinturas rupestres, pedaços de cerâmicas, machadinhas, entre outros artefatos. Por fora da rocha, há pinturas em cor branca rosada.


Disponível em http://folhabv.com.br/Noticia_Impressa.php?id=142770, acesso em 22/12/12.



Em relação à concordância no primeiro parágrafo, marque a alternativa FALSA:
Alternativas
Q380529 Português
Assinale a alternativa em que se pode depreender uma relação de causa-consequência.
Alternativas
Q377332 Português
No fragmento: “A designação gótico, na literatura, associa-se ao universo cadente...”. A expressão “na literatura” está separada por vírgulas porque se trata de um (a)
Alternativas
Q377330 Português
A oração que apresenta complemento nominal é:
Alternativas
Q377328 Português
Em “Não sei, sequer, se me viste...” a alternativa que classifica corretamente a palavra em destaque é
Alternativas
Q377324 Português
Assinale a alternativa que contém um complemento verbal pleonástico.
Alternativas
Q377320 Português
Evadiu-se do acampamento durante uma tempestade terrível.

Assinale a alternativa cujo fragmento sublinhado possui a mesma classificação sintática do termo “terrível”, sublinhado no trecho acima.
Alternativas
Q377319 Português
Assinale o sujeito do verbo “forjar” no período abaixo.

Chama atenção das pessoas atentas, cada vez mais, o quanto se forjam nos meios de comunicação modelos de comportamento ao sabor de modismos lançados pelas celebridades do momento.
Alternativas
Respostas
1961: E
1962: E
1963: D
1964: A
1965: C
1966: A
1967: A
1968: E
1969: C
1970: B
1971: A
1972: A
1973: D
1974: A
1975: A
1976: B
1977: E
1978: B
1979: E
1980: B