Questões Militares
Comentadas sobre significação contextual de palavras e expressões. sinônimos e antônimos. em português
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Leia o trecho abaixo:
“(Isto é talvez ridículo aos ouvidos
De quem, por não saber o que é olhar para as cousas,
Não compreende quem fala delas
Com o modo de falar que reparar para elas ensina.)”
A preposição com pode assumir diferentes significados, de acordo com sua função na frase.
Assinale a alternativa em que o sentido de com equivale ao do que se verifica no 4º verso da estrofe acima.
Observando-se a frase acima, de Millôr Fernandes, pode-se inferir que
Preserva-se a correção gramatical do texto ao se substituir a forma verbal “Há” (
.14) por Existe. Os fragmentos contidos nos itens seguintes, na ordem em que são
apresentados, são trechos sucessivos e adaptados do livro Visão do
Paraíso, de Sérgio Buarque de Holanda (São Paulo: Brasiliense,
2000, p. 315-25). Julgue-os quanto à correção gramatical.
Que a suposta longevidade dos índios fosse efeito dos bons céus, bons ares, boas águas de que desfrutavam eles, é o que a todos resulta patente.
I. A locução “em contrapartida” (linha 17) significa “em compensação; por outro lado”. II. Haverá alteração de sentido se substituirmos “antinomia” (linha 9) por “contradição”. III. “Posturas equilibradas” (linha 2) e “meio termo” (linhas 3-4) pertencem ao mesmo campo semântico. IV. A substituição do verbo “arrefecer” (linha 21) por “agravar” não prejudicaria o sentido nem a correção do texto. V. A locução “nem por isso” (linha 21) poderia ser substituída, sem prejuízo de sentido, por “nem assim”.
Está correto o que se afirma em
Instrução: Leia o texto para responder à questão.
Entre julho e outubro de 1932, a Região Sudeste foi palco do maior conflito armado da história republicana brasileira. De maneira geral, os livros didáticos reservam poucas linhas àquele episódio, mas, em 1997, o governo do estado de São Paulo decidiu dedicar-lhe um feriado: o “Dia da Revolução Constitucionalista”. Mas teria sido mesmo o anseio por uma Constituição o fator que levou tantos homens a darem suas vidas nas trincheiras paulistas? E a vitória de São Paulo, que consequência traria?
Mário de Andrade, testemunha ocular da guerra, retratou nas páginas do Diário Nacional a pouca familiaridade de muitos voluntários com a causa constitucionalista: “Na Rua das Palmeiras, três homens pobremente vestidos seguem num passo decidido. Dois carregam fardas e botinões de soldado. Um deles é rapaz ainda. De repente, interrompe a parolagem, perguntando: ‘Mas o que é, direito, a Constituição?’ Se percebe uma certa atrapalhação nos outros dois, o passo decidido em que vêm meio que tonteia”.
(...)
Na epopeia épica Marco Zero, um dos personagens de Oswald de Andrade exclama reveladoramente: “Adonde é a Casa do Sordado? Eu me alistei por causo da boia”. A cultura política do brasileiro médio não era suficientemente desenvolvida a ponto de mobilizar tanta gente em torno da luta pela ordem constitucional.
(CartaCapital, 14.07.2010.)
“Outra coisa que me intriga é não saber a medida exata de ‘um minutinho’; estrelas no céu, gotas de água no mar, a extensão do universo, nada disso se compara ao incalculável minutinho. ‘policial’, vou deixar o carro aqui só um minutinho’. Pronto! Foi-se a ordem natural das coisas. Um dia tem 24 horas, um ano tem doze meses e a copa é a cada quatro anos, mas a porcaria do ‘minutinho’ ninguém sabe.”
(http://www.diariodeumpm.net/2010/03/17/desculpas-inusitadas-paranao-ser-multado)
“Outra coisa que me intriga é não saber a medida exata de ‘um minutinho’; estrelas no céu, gotas de água no mar, a extensão do universo, nada disso se compara ao incalculável minutinho. ‘policial’, vou deixar o carro aqui só um minutinho’. Pronto! Foi-se a ordem natural das coisas. Um dia tem 24 horas, um ano tem doze meses e a copa é a cada quatro anos, mas a porcaria do ‘minutinho’ ninguém sabe.”
(http://www.diariodeumpm.net/2010/03/17/desculpas-inusitadas-paranao-ser-multado)
“Outra coisa que me intriga é não saber a medida exata de ‘um minutinho’; estrelas no céu, gotas de água no mar, a extensão do universo, nada disso se compara ao incalculável minutinho. ‘policial’, vou deixar o carro aqui só um minutinho’. Pronto! Foi-se a ordem natural das coisas. Um dia tem 24 horas, um ano tem doze meses e a copa é a cada quatro anos, mas a porcaria do ‘minutinho’ ninguém sabe.”
(http://www.diariodeumpm.net/2010/03/17/desculpas-inusitadas-paranao-ser-multado)
1 Todos os seres humanos necessitam de segurança. Todos os seres humanos têm o direito de serem protegidos do medo, de todas as espécies de medo.
4 O medo tem raízes profundas na alma dos seres. Radica-se no inconsciente e é objeto constante da pesquisa científica, com destaque para a psicanálise.
7 Temos medo do abandono, de passar necessidade e privações, medo das agressões, da doença, da morte. Uma sociedade que se funde no “espírito de
10 solidariedade” procurará construir modelos de convivência que afastem o medo do horizonte permanente de expectativas. Em uma sociedade fraterna, o homem não será
13 lobo do outro homem. Nossa Constituição determina que a segurança pública é dever do Estado, direito e responsabilidade de
16 todos. Será exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.
Internet:<http://www.dhnet.org.br>
O segmento “Será exercida” (
.16) refere-se ao antecedente
“Nossa Constituição” (
.14).
Texto IV
JOAQUIM DE SOUSA ANDRADE
O poeta e engenheiro Joaquim de Sousa Andrade nasceu em Alcântara, Maranhão, em 1833. De família abonada, viajou muito desde jovem, percorrendo inúmeros países europeus. Formou-se em Engenharia de Minas e em Letras pela Sorbonne. Em 1884, lançou a versão definitiva de seu O Guesa, obra radical e renovadora. Morreu abandonado e com fama de louco.
Considerado em sua época um escritor extravagante, Sousândrade, como preferia ser identificado, acaba reabilitado pela vanguarda paulistana (os concretistas) como um caso de "antecipação genial" da livre expressão modernista. Criador de uma linguagem dominada pela elipse, por orações reduzidas e fusões vocabulares, foge do discurso derramado dos românticos. Cosmopolita, o escritor deixou quadros curiosos como a descrição do Inferno de Wall Street, no qual vê o capitalismo como doença.
Sua obra mais perturbadora é O Guesa, poema em treze cantos, dos quais quatro ficaram inacabados. A base do poema é a lenda indígena do Guesa Errante. O personagem Guesa é uma criança roubada aos pais pelo deus do Sol e educado no templo da divindade até os 10 anos, sendo sacrificado aos 15 anos.
Na condição de poeta maldito, Sousândrade identifica seu destino pessoal com o do jovem índio. Porém, no plano histórico-social, o poeta vê no drama de Guesa o mesmo dos povos aborígenes da América, condenando as formas de opressão dos colonialistas e defendendo uma república utópica.
O Guesa (fragmento)
O sol ao pôr-do-sol (triste soslaio!)...o arroio
Em pedras estendido, em seus soluços
Desmaia o céu d'estrelas arenoso
E o lago anila seus lençóis d'espelho...
Era a Ilha do Sol, sempre florida
Ferrete-azul, o céu, brando o ar pureza
E as vias-lácteas sendas odorantes
Alvas, tão alvas!... Sonoros mares, a onda
d'esmeralda
Pelo areal rolando luminosa...
As velas todas-chamas aclaram todo o ar.
GONZAGA, S. Literatura Brasileira. Disp. em: <http://www.educaterra.terra.com.br>
Presidente filipina nomeia manicure para posto-chave
A presidente filipina Gloria Arroyo designou a própria manicure para um cargo bem remunerado em uma agência governamental de Habitação, uma decisão criticada pelo candidato favorito às eleições presidenciais por considerá-la própria de uma política do “clientelismo”.
Anita Carpon, manicure da presidente Arroyo e considerada estilista, foi nomeada no conselho de administração de uma agência responsável por financiar as casas dos funcionários, anunciou Gary Olivar, porta-voz da presidência.
Ela receberá um salário mensal equivalente a 2 900 dólares, o dobro do que recebe a presidente Arroyo, segundo a imprensa.
A nomeação foi muito criticada pelo candidato favorito às eleições presidenciais de 10 de maio, Benigno Aquino, filho da ex-presidente Corazón Aquino.
“Acentua a cultura do clientelismo político no país ao nomear as pessoas que são leais para postos delicados sem preocupação com a qualificação”, disse Butch Abad, diretor da campanha de Aquino.
(Gazeta do Povo, 22.04.2010)