Questões Militares
Sobre redação - reescritura de texto em português
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Conto de Fadas do Século XXI
Era uma vez... numa terra muito distante... uma princesa linda, independente e cheia de autoestima.
Ela se deparou com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo era relaxante e ecológico...
Então, a rã pulou para o seu colo e disse: linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito.
Uma bruxa má lançou-me um encanto e transformei-me nesta rã asquerosa.
Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo.
Logo, tua mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavar as minhas roupas, criar os nossos filhos e seríamos felizes para sempre...
Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria, pensando consigo mesma:
- Eu, hein? Nem morta!
O termo ressaltado pode ser substituído, sem prejuízo ao seu valor semântico contextual, pelo vocábulo em:
Texto 5

GONSALES, Fernando. Folha de São Paulo, 26.8.24.
Nas opções a seguir, as frases iniciais foram desenvolvidas de forma a explicitar a informação.
Assinale aquela em que o desenvolvimento não tem essa função.
As frases a seguir foram reescritas de forma a se eliminarem delas as marcas de subjetividade do emissor.
Assinale a frase em que isso foi realizado de forma inadequada.
“Graças à luz refletida em sua superfície, os cientistas sabem que Psyche é muito densa e feita de metal, além de algum outro material, talvez rochas.”.
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Sánchez deixa hospital após luxação no joelho esquerdo e elogia Marcelo, do Fluminense
O zagueiro do Argentino Juniors, Luciano Sánchez, teve uma luxação no joelho esquerdo em disputa de bola com Marcelo, do Fluminense, na noite da última terça-feira, pelo jogo de ida das oitavas de final da Libertadores, e a imagem da lesão chocou a todos. No entanto, após receber alta do hospital nesta quarta-feira (2), o defensor revelou que recebeu um pedido de desculpas do jogador do Fluminense e rasgou elogios ao brasileiro.
“Me mandou uma mensagem pedindo desculpas, porque ele estava se sentindo mal, fiquei sabendo que ele foi tentar falar comigo ainda no vestiário. São gestos que mostram como ele é como pessoa. O admiro como jogador e agora como pessoa. Não tenho nada para reclamar dele.”
(https://www.terra.com.br/esportes, 02.08.2023. Adaptado)



“Nota-se, portanto, que esta última concebe que o ser humano seja capaz de assumir diversas posições identitárias tanto ao longo da própria vida como a partir do contexto social e cultural em que se encontre, afirmando a identidade a partir de um conceito relacional” (fragmento II, texto I - l. 11 a 16).
Assinale a alternativa em que a proposta de reescrita do trecho contido no fragmento II do texto I mantém a correção gramatical e preserva o sentido original do enunciado.
Texto 1A1
Nos anos 70, quando eu estudava na Faculdade
de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo
(FAU-USP), um dos poemas mais lidos e comentados por
estudantes e professores era Fábula de um arquiteto, de
João Cabral de Melo Neto: “O arquiteto: o que abre para o
homem / (tudo se sanearia desde casas abertas) / portas por-onde,
jamais portas-contra; / por onde, livres: ar luz razão certa.”.
Esses versos pareciam nortear a concepção e a organização do espaço, trabalho do arquiteto. A utopia possível de vários estudantes era transformar habitações precárias (eufemismo para favelas) em moradias dignas. O exemplo mais famoso naquele tempo era o Conjunto Habitacional Zezinho Magalhães Prado (Parque Cecap) em Guarulhos. Esse projeto de Vilanova Artigas era um dos poucos exemplos de habitação social decente, mas seus moradores não eram ex-favelados.
Em geral, a política de habitação popular no Brasil consiste em construir pequenos e opressivos apartamentos ou casas de baixo padrão tecnológico, sem senso estético, sem relação orgânica com a cidade, às vezes sem infraestrutura e longe de áreas comerciais e serviços públicos. Vários desses conjuntos são construídos em áreas ermas, cuja paisagem desoladora lembra antes uma colônia penal.
Mas há mudanças e avanços significativos na concepção de projetos de habitação social, infraestrutura, lazer e paisagismo, projetos que, afinal, dizem respeito à democracia e ao fim da exclusão social. Um desses avanços é o trabalho da Usina. Fundada em 1990 por profissionais paulistas, a Usina tem feito projetos de arquitetura e planos urbanísticos criteriosos e notáveis. Trata-se de uma experiência de autogestão na construção, cujos projetos, soluções técnicas e o próprio processo construtivo são discutidos coletivamente, envolvendo os futuros moradores e uma equipe de arquitetos, engenheiros e outros profissionais.
Acompanhei jornalistas do Estadão em visitas a conjuntos habitacionais em Heliópolis e na Billings, onde está sendo implantado o Programa Mananciais. Em Heliópolis, Ruy Ohtake projetou edifícios em forma cilíndrica, daí o apelido de redondinhos. A planta dos apartamentos de 50 m² é bem resolvida, os materiais de construção e o acabamento são apropriados, todos os ambientes recebem luz natural. Esse projeto de Ohtake e o de Hector Vigliecca (ainda em construção) revelam avanço notável na concepção da moradia para camadas populares.
Um dos projetos do Programa Mananciais é uma ousada e bem-sucedida intervenção urbana numa das áreas mais pobres e também mais belas da metrópole. Situado às margens da Represa Billings, o Parque Linear é, em última instância, um projeto de cidadania que contempla milhares de famílias. Não por acaso esse projeto da equipe do arquiteto Marcos Boldarini recebeu prêmios no Brasil e no exterior.
Além do enorme alcance social, o projeto foi pensado para preservar a Billings e suas espécies nativas. Sem ser monumental, o Parque Linear é uma obra grandiosa e extremamente necessária, concebida com sensibilidade estética e funcional que dá dignidade a brasileiros que sempre foram desprezados pelo poder público. É também um exemplo de como os governos federal, estadual e municipal podem atuar em conjunto, deixando de lado as disputas e mesquinharias político-partidárias.
Além de arquitetos e engenheiros competentes, o Brasil possui recursos para financiar projetos de habitação popular em larga escala. Mas é preciso aliar vontade política a uma concepção de moradia que privilegie a vida dos moradores e sua relação com o ambiente e o espaço urbano. Porque morar é muito mais que sobreviver em estado precário e provisório.
Milton Hatoum. Moradia e (in)dignidade.
In: O Estado de S. Paulo, 28/8/2011, p. C8 (com adaptações).
Nessa abordagem, será apontada como adequada a nova redação dada ao enunciado na alternativa:
“O belo é uma manifestação de leis secretas da natureza, que, se não se revelassem a nós por meio do belo, permaneceriam eternamente ocultas”.
Assinale a frase em que a substituição proposta foi feita de forma inadequada.
