Questões Militares Sobre português
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Texto base:
“Mulher: Que é isso, João, você está em casa! Diga!
João Grilo: É que o gato que eu lhe trouxe descome
dinheiro.
Mulher: Descome dinheiro?
João Grilo: Descome sim.
Mulher: Essa eu só acredito vendo!
[...]
João Grilo: Está aí o gato.
Mulher: E daí?
João Grilo: É só tirar o dinheiro.
Mulher: Pois tire!
[...]
João Grilo: (Virando o gato pra Chicó, com o rabo
levantado) Tire aí, Chicó!
Chicó: Eu não, tire você!
[...]
João Grilo: (Passa a mão no traseiro do gato e tira
uma prata de cinco tostões.) Está aí, cinco tostões que
o gato lhe dá de presente”.
(SUASSUNA, Ariano. Auto da compadecida. Rio de Janeiro: Agir,
2005. p. 77-79).
Juros bancários
Juro é o custo do dinheiro, o valor que o tomador de recursos deve pagar a mais sobre o valor emprestado, depois de determinado período. É como se o devedor pagasse ao credor um aluguel pelo dinheiro emprestado. A taxa de juros é o valor, em porcentagem, desse aluguel, a ser pago a cada dia, mês ou ano, até a liquidação total da dívida.
Spread bancário
O spread é a diferença entre o que um banco paga como rendimento de investimentos de seus correntistas e o que recolhe de juros para emprestar dinheiro. Nem tudo no spread é lucro. Incluem-se ali, também, outros valores, como o risco estimado de inadimplência dos tomadores de empréstimos e custos administrativos.
Fonte: Guia do Estudante/Matemática, 2014.
Os excertos são discursos sobre sistema financeiro e representam a opção do produtor do texto em usar um gênero textual que:
Texto base:
O CAVALO QUE BEBIA CERVEJA
“[...] Seo Priscílio apareceu, falou com seo Giovânio: se que estórias seriam aquelas, de um cavalo beber cerveja? Apurava com ele, apertava. Seo Giovânio permanecia muito cansado, sacudia devagar a cabeça, fungando o escorrido do nariz, até o toco do charuto; mas não fez mau rosto ao outro. Passou muito a mão na testa: - “Lei, quer ver?” Saiu, para surgir com um cesto com as garrafas cheias, e uma gamela, nela despejou tudo, às espumas. Me mandou buscar o cavalo: o alazão canela-clara, bela face. O qual – era de se dar a fé? – Já avançou, avispado, de atreitas orelhas, arredondando as ventas, se lambendo: e grosso bebeu o rumor daquilo, gostado, até o fundo; a gente vendo que ele já era manhudo, cevado naquilo! Quando era que tinha sido ensinado, possível? Pois, o cavalo ainda queria mais e mais cerveja. Seo Priscílio se vexava, no que agradeceu e se foi. Meu patrão assoviou de esguicho, olhou para mim: - “Irivalíni, que estes tempos vão cambiando mal. Não laxa as armas!” Aproveitei. Sorri de que ele tivesse as todas manhas e patranhas. Mesmo assim, meio me desgostava”.
(ROSA, João Guimarães. O cavalo que bebia cerveja”. In:______. Primeiras estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. p. 145).
Guimarães Rosa, na sua obra, revela a
necessidade de revitalizar o homem, por meio de uma
estrutura linguística autêntica, promovendo, sobretudo,
uma revolução instrumental: a revolução estilística.
Esse é um ponto de vista apontado pelos críticos
Afrânio Coutinho e Eduardo Coutinho, no livro A
Literatura no Brasil, volume 4, publicado pela editora
de São Paulo em 2004. Nessa perspectiva, marque a
alternativa que identifica, nos dois trechos, essa
revolução estilística, pela desconstrução da linguagem
no conto “O cavalo que bebia cerveja”:
Texto base:
A DIFERENÇA ENTRE MÍDIA SOCIAL E MÍDIA
SOCIAL PARA NEGÓCIOS NO FACEBOOK
Dê uma olhada na sua página de perfil no Facebook.
Você vê todos os tipos de fotos suas, de seus amigos e de seus familiares? Isso não parece muito condizente com negócios. Está mais para comportamento tolo. Quase como uma sala de bate-papo para que seus amigos vejam sua vida, e você ver a deles.
Embora seja na sua maioria positivo, algumas contêm dramas, e tudo isso está aberto.
Agora, tire um tempinho e dê uma olhada em algumas páginas de mídia social para negócios. Elas são fáceis de achar. Todas as grandes corporações têm uma.
Olhe essas primeiramente e, em seguida, tente encontrar algumas páginas de empresas pequenas.
Em seguida, procure seus concorrentes, talvez procure até mesmo sua empresa.
Agora, pense em seus clientes, seus prospectos, seus fornecedores, seus contatos comerciais e suas conexões comerciais. O que você pode fazer para convidá-los ou, eu devo dizer, incitá- los a “curtir” sua página para negócios no Facebook?
(GITOMER, J. Boom de mídias sociais. São Paulo: M. Books do Brasil, 2012. p. 69). (Adaptado).
O autor manifesta a opinião de que há
incoerência em relação ao avanço das novas
tecnologias da informação e comunicação no domínio
das mídias sociais e a geração de informações úteis
aos usuários.
O texto ressalta essa incoerência à medida em
que:
Texto base:
PLANTA QUE BRILHA NO ESCURO GERA POLÊMICA
Você gostaria de ter uma planta que brilha no escuro? Mais de 8 mil pessoas disseram que sim – e doaram dinheiro para o Glowing Plant Project, um projeto que quer criar e vender uma planta capaz de emitir luz. Uma versão modificada da Arabidopsis thaliana, que receberá genes de alguma criatura produtora de luz, como uma libélula. Isso é considerado tecnicamente plausível. Mas a possibilidade gerou protestos de cientistas. Há receio de que a planta possa se multiplicar de forma descontrolada, interferir com outras espécies e causar problemas ecológicos.
Fonte: Revista Super Interessante, agosto de 2013.
Está incorreto afirmar que:
Texto base:
LICENÇA-MATERNIDADE PARA OS PAIS
Cuidar de bebê ainda é coisa de mãe. Poucos pais que curtem a ideia de ajudar podem se dedicar às fraldas como gostariam. No Brasil, homens têm direito a apenas 5 dias corridos de licença – as mulheres têm pelo menos quatro meses. Igualdade de direitos seria uma boa nesse caso, também.
“A licença-paternidade quebra padrões de gênero tradicionais e aumenta a possibilidade de os dois pais se engajarem desde cedo na criação dos filhos”, diz Anders Chronholm, sociólogo da Universidade de Skövde, na Suécia, um dos paises mais generosos do mundo com os papais.
Fonte: Revista Superinteressante, agosto de 2013.
É incorreto afirmar que:
Leia o poema a seguir:
Canção do vento e da minha vida
Mário Bandeira
O vento varria as folhas,
O vento varria os frutos,
O vento varia as flores...
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De frutos, de flores, de folhas.
O vento varria as luzes,
O vento varria as músicas,
O vento varia os aromas...
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De aromas, de estrelas, de cânticos.
O vento varria os sonhos
O vento varria as amizades...
O vento varria as mulheres.
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De afetos e de mulheres.
O vento varria os meses
O vento varria os teus sorrisos...
O vento varria tudo!
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De tudo.
(Estrela da vida inteira. 5. Ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1974. p. 165-6.)
I - Agente da ação de “varrer”, o vento age diretamente (sem preposição) sobre as coisas e seres que fazem parte da vida do eu lírico. II - “Varrer” é verbo transitivo direto o que pressupõe uma ação direta do eu lírico sobre as coisas e seres que fazem parte da vida do eu lírico. III - A regência do adjetivo “cheia” sugere uma atitude passiva do eu lírico, que fica imóvel diante da ação do tempo. IV - A regência do adjetivo cheia (de) sugere o que fica acumulado, para o eu lírico, da experiência vivida, apesar (e em razão) da ação devastadora do tempo. Quais afirmativas estão corretas?
Leia o texto a seguir:
Nada como a instrução
“Rico estuda cinco anos mais.”
Cotidiano, 17 jul. 1998.
O senhor não me arranja um trocado?, perguntou o esfarrapado garoto com um olhar súplice. Outro daria o dinheiro ou seguiria adiante. Não ele. Não perderia aquela oportunidade de ensinar a um indigente uma lição preciosa:
– Não, jovem – respondeu –, não vou lhe dar dinheiro. Vou lhe dar uma coisa melhor do que dinheiro. Vou lhe transmitir um ensinamento. Olhe para você, olhe para mim. Você é pobre, você anda descalço, você decerto não tem o que comer. Eu estou bem vestido, moro bem, como bem. Você deve estar achando que isso é obra do destino. Pois não é. Sabe qual é a diferença entre nós, filho? O estudo. As estatísticas estão aí: Pobre estuda cinco anos menos do que o rico.
O menino olhava, assombrado. Ele continuou:
– Pessoas como eu estudaram mais. Em média, cinco anos mais. Ou seja: passamos cinco anos a mais em cima dos livros. Cinco anos sem nos divertir, cinco anos queimando as pestanas, cinco anos sofrendo na véspera dos exames. E sabe por quê, filho? Porque queríamos aprender. Aprender coisas como o teorema de Pitágoras. Você sabe o que é o teorema de Pitágoras? Não, seguramente você não sabe oque é o teorema de Pitágoras. Se você soubesse, eu não lhe daria um trocado, eu lhe daria muito dinheiro, como homenagem a seu conhecimento. Mas você não sabe o que é o teorema de Pitágoras, sabe?
– Não – disse o menino. E virando as costas foi embora.
Com o que ele ficou muito ofendido. O rapaz simplesmente não queria saber nada acerca do teorema de Pitágoras. Aliás – como era mesmo, o tal teorema? Era algo como o quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos. Ou: o quadrado do cateto é a soma dos quadrados da hipotenusa. Ou ainda, a hipotenusa dos quadrados é a soma dos catetos quadrados. Algo assim. Algo que só aqueles que têm cinco anos a mais de estudo conhecem.
(Moacyr Sclilar. O imaginário cotidiano. São Paulo: Global, 2001.
p. 25-6.)
A crônica é um gênero textual que oscila entre literatura e
jornalismo. A crônica de Moacyr Scliar acaba por revelar:
I - insólida, por causa de seu final surpreendente.
II - crítica, porque denuncia as diferenças sociais.
III - irônica, porque demonstra que o conhecimento escolar nem sempre é suficiente para que se tenha uma visão abrangente da realidade.
Qual(is) afirmativa(s) está(ão) correta(as)?
Poema da necessidade Carlos Drummond de Andrade
É preciso casar João, é preciso suportar Antônio,
é preciso odiar Melquíades, é preciso substituir nós todos
É preciso salvar o país, é preciso crer em Deus,
é preciso pagar as dívidas, é preciso comprar um rádio, é preciso esquecer fulana.
É preciso estudar volapuque, é preciso estar sempre bêbado, é preciso ler Baudelaire,
é preciso colher as flores de que rezam velhos autores.
É preciso viver com os homens, é preciso não assassiná-los
é preciso ter mãos pálidas e anunciar o Fim do Mundo.
(Reunião.10. ed. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1980. p. 47.)
O poema é construído a partir de uma estrutura paralelística, caracterizado por repetição de palavras e de estruturas sintáticas. Assinale a alternativa correta:
E era a gaiola e era a vida era a gaiola e era o muro a cerca e o preconceito e era o filho a família e a aliança e era a grade a filha e era o conceito e era o relógio o horário o apontamento e era o estatuto a lei e o mandamento e a tabuleta dizendo é proibido.
E era a vida era o mundo e era a gaiola e era a casa o nome a vestimenta e era o imposto o aluguel a ferramenta e era o orgulho e o coração fechado e o sentimento trancado a cadeado.
E era o amor e o desamor e o medo de magoar e eram os laços e o sinal de não passar.
E era a vida era a vida o mundo e a gaiola
e era a vida e a vida era a gaiola. (Apud Alda Beraldo. Trabalhando com poesia. São Paulo: Ática, 1990. v. 2, p. 17.),
As palavras em textos literários não apresentam um sentido único, cujos valores gramaticais são relativizados em virtude da criatividade do autor. Na construção do poema tem-se a repetição da conjunção “e” que cumpre o papel de ligar as palavras e orações. Essa conjunção estabelece entre as ideias relacionadas no texto um sentido de:
Leia:
Uma recente pesquisa realizada numa cidade dos Estados Unidos apontou que consumir uma maçã diariamente ajuda na diminuição do colesterol ruim no organismo. Várias mulheres que participaram da pesquisa apresentaram resultados positivos consumindo uma maçã desidratada. A vantagem para os brasileiros é que há nas prateleiras dos supermercados uma grande variedade de maçãs.
Qual dos termos em destaque, no texto acima, classifica-se como complemento nominal?
Assinale a alternativa que completa as lacunas com os verbos nos tempos e modos indicados abaixo.
Berilo tinha direito de se sentir triste conosco, mas tudo aquilo __________ (ser – pretérito mais-que-perfeito do indicativo) necessário para seu crescimento. Se ele __________ (ter – pretérito imperfeito do subjuntivo) de viver a situação outra vez, nós não __________ (tomar – futuro do pretérito do indicativo) atitude diferente.
Leia:
I. A população ainda não sabe que a atividade física mexe com o DNA dos músculos.
II. A população ainda não sabe se a atividade física mexe com o DNA dos músculos.
As orações subordinadas substantivas, em destaque, classificam-se, respectivamente, como
Leia:
No momento do acidente, eram duas horas da madrugada.
Na frase acima,
Leia:
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
As locuções adverbiais em destaque expressam, respectivamente, circunstâncias de
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas abaixo.
I. Durante a primavera, aumenta o número de ___________ no Jardim Botânico.
II. As ____________ designam várias plantas de diferentes gêneros e famílias com folhas que secam sem murchar, parecendo vivas, geralmente muito cultivadas como ornamentais.
III. Os __________ são encontrados no México e nas Américas Central e do Sul.
Quanto à classificação das orações coordenadas em destaque, coloque (A) para adversativa, (E) para explicativa e (C) para conclusiva. Depois assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) Essa criança é especial; respeite-lhe, pois, as limitações.
( ) Não trapaceie, pois, mais cedo ou mais tarde, será descoberto.
( ) Ele foi avisado do horário da reunião; devia, portanto, chegar a tempo.
( ) Todos esperaram pelo homenageado, no entanto, para a frustração de todos, ele não apareceu.