Questões Militares Sobre português

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Q3485796 Português

Leia o texto e responda a questão. 


Texto I


O retrato 



        Remexendo em papéis alheios, encontro a ampliação de uma velha fotografia, que me enfeitiça: o retrato de uma menina de 1910, vestida de branco. Percebe-se vagamente, no fundo, uma cortina ou cenário, com uma paisagem pintada, folhagens, um pedaço de coluna - desses, bizarramente greco-romanos, que se usavam no começo do século, para emprestar às fotografias, ditas artísticas, uma atmosfera de poesia atemporal. No primeiro plano, à esquerda, uma cadeira estilo Luís XV ou XVI, estofada em seda florida, de pernas finas e espaldar elaborado. Sobre ela, uma boneca enorme, loura. Ao lado, a menina morena. 



        A menina está séria, embora seu ar não transmita gravidade. Simplesmente não sorri. Observando-a melhor, chego a pensar que talvez esteja a ponto de achar graça, mas não se atreve: os olhos estão fixos; a boca, de lábios cheios e contorno quase ardente, apesar de infantil, disfarça o esboço de um sorriso. Todo o seu jeito é de implícita curiosidade. A menina está séria, de pé, imobilizada pelas ordens do fotógrafo. Suponho-a buliçosa, marota, mal conseguindo esconder a alegria, naquele momento de importância. O rosto é lindo, oval; o cabelinho preto deve ter sido cuidadosamente aparado para a circunstância: a franjinha curta demais ainda está meio rígida e não adere bem à testa ampla. 



        Nunca vi essa menina que, hoje, se estiver viva, deve andar pelos 79 anos. Os dizeres, no reverso do retrato, me informam que ela se chama, digamos, Maria Carlota e teve, de solteira e casada, sobrenomes ilustres. Fico sabendo também que o seu avô foi um colendo cidadão do nosso Império; filha de Aracélia e Rodolfo. Nunca ouvi falar em nenhuma dessas pessoas, nem sequer conheço a parenta distante que deixou, sem explicação, esse retrato na gaveta que perscruto. Sei apenas que se trata de uma garota de oito anos, que, há 71, posou para essa fotografia.  



        Séria, junto à cadeira, com a mão esquerda na cintura e a direita segurando a da boneca. Um pezinho cruzado na frente do outro, como indicavam os figurinos de então. Botinas pretas, abotoadas, deixando entrever, sobre o cano curto, uma nesga das meias xadrez. Já disse que o vestido é branco. Falta-me acrescentar que tem duas fileiras de botõezinhos na frente, gola redonda, grande, mangas largas, até o cotovelo, cintura baixa. Uma fita de cetim, quem sabe se vermelha ou azul, separa a blusa folgada da saia pequena, de três babados, que termina exatamente sobre os joelhos da garota - tudo arrematando em renda mimosa. Ao redor do pescoço de Maria Carlota descubro um cordão (que só pode ser de ouro), com uma figa (provavelmente de coral) pendurada; uma pulseirinha no brago esquerdo. Não há dúvida que a menina foi vestida com capricho para a fotografia. 



        A boneca de porcelana, com membros articulados, está sentada, com os pés durinhos para cima. Sua roupa deve ser branca também, com fitas de cor enfeitando as cavas e a pala. Usa cachos compridos e o rosto exibe essa expressão estática das antigas bonecas de luxo. Reparo que parece nova. Com certeza Maria Carlota a recebeu de presente no ultimo Natal; ou, se não, deve ser um desses brinquedos intocáveis que as mães guardam e só entregam às filhas em ocasiões especialíssimas: em dias de doença, de visitas de cerimônia, dias de tirar retrato.


        De repente uma cena que me agrada: imagino esse retrato tirado precisamente no dia do aniversário de Maria Carlota. Morando em outra cidade e impossibilitada de ir pessoalmente beijar a afilhada, a madrinha mandou a boneca na semana anterior, como encomenda postal, acompanhada por uma carta, em letra inclinada e minuciosa, felicitando a aniversariante e pedindo um retratinho para matar as saudades. Assim, logo depois da missa, Maria Carlota foi conduzida à casa do fotógrafo, repleta de emoções fundas: o prestígio de ter oito anos; a próxima festa; a boneca recém-saida da caixa de papelão, cheirando a coisa estrangeira, de boa qualidade; a estreia do vestido de cambraia, feito à mão pela tia solteira, a expectativa do retrato.... Depois a cortina insólita, o fotógrafo de pano preto na cabeça, a insistência: 



        - Quietinha, sem se mexer, olha o passarinho! - enquanto a mãe e a avó, na outra ponta da sala, aprovavam com a cabeça, solenes.  



        Acompanho com ternura esse dia de Maria Carlota, esgarçado entre tantos, esquecido, provavelmente, pela própria protagonista, e que hoje - em outros tempos, em outras terras, em outro tudo - desentranho da sombra. Não sei quem é essa garota, nunca me chegaram notícias dela e, no entanto, eis-me aqui a contemplá-la, intensa, longamente, em busca do que se oculta atrás desse rostinho fresco, dos olhos escuros, imensos, do nariz bem-feito. Quem é, quem foi essa menina, em que mulher se transformou, com que marido conviveu, que filhos teve? Como foram seus partos, sua vida em sociedade, seu prazer, suas angústias, seu segredo, talvez sua morte? Que fim levou a boneca: se espatifou contra o chão, depois de um movimento brusco de sua dona? Passou as mãos de outra menininha da familia, de mais outra e outra mais? Estará seu rosto vazio e indecifrável exposto em alguma clínica de bonecas, ou numa vitrina de antiquério? Que atalhos percorreu Maria Carlota de mãos dadas com sua companheira de louça? 



        De tanto inquirir o retrato, chego a sonhar que, por uma dessas artimanhas do destino, uma senhora quase octogenária vai abrir o jornal neste momento, ler esta crônica e (confundida pelo nome suposto e por todas as minhas fantasias) extrair fiapos de lembrança do seu baú de memórias:  



        - Que coincidência, acho que uma vez eu também tirei uma fotografia assim, com aquela boneca francesa que Vovô Barão me deu. Como é que ela se chamava? Era tão bonita, loura... - sem compreender, como no soneto de Arvers, que é dela mesma, séria e menineira, o retrato que não pôde reconhecer. 


(Maria Julieta Drummond de Andrade - Coleção melhores Crônicas. Disponível em: texto_1.png (310×18)

Assinale a opção em que se pode identificar uma inferência por parte da cronista. 
Alternativas
Q3485795 Português

Leia o texto e responda a questão. 


Texto I


O retrato 



        Remexendo em papéis alheios, encontro a ampliação de uma velha fotografia, que me enfeitiça: o retrato de uma menina de 1910, vestida de branco. Percebe-se vagamente, no fundo, uma cortina ou cenário, com uma paisagem pintada, folhagens, um pedaço de coluna - desses, bizarramente greco-romanos, que se usavam no começo do século, para emprestar às fotografias, ditas artísticas, uma atmosfera de poesia atemporal. No primeiro plano, à esquerda, uma cadeira estilo Luís XV ou XVI, estofada em seda florida, de pernas finas e espaldar elaborado. Sobre ela, uma boneca enorme, loura. Ao lado, a menina morena. 



        A menina está séria, embora seu ar não transmita gravidade. Simplesmente não sorri. Observando-a melhor, chego a pensar que talvez esteja a ponto de achar graça, mas não se atreve: os olhos estão fixos; a boca, de lábios cheios e contorno quase ardente, apesar de infantil, disfarça o esboço de um sorriso. Todo o seu jeito é de implícita curiosidade. A menina está séria, de pé, imobilizada pelas ordens do fotógrafo. Suponho-a buliçosa, marota, mal conseguindo esconder a alegria, naquele momento de importância. O rosto é lindo, oval; o cabelinho preto deve ter sido cuidadosamente aparado para a circunstância: a franjinha curta demais ainda está meio rígida e não adere bem à testa ampla. 



        Nunca vi essa menina que, hoje, se estiver viva, deve andar pelos 79 anos. Os dizeres, no reverso do retrato, me informam que ela se chama, digamos, Maria Carlota e teve, de solteira e casada, sobrenomes ilustres. Fico sabendo também que o seu avô foi um colendo cidadão do nosso Império; filha de Aracélia e Rodolfo. Nunca ouvi falar em nenhuma dessas pessoas, nem sequer conheço a parenta distante que deixou, sem explicação, esse retrato na gaveta que perscruto. Sei apenas que se trata de uma garota de oito anos, que, há 71, posou para essa fotografia.  



        Séria, junto à cadeira, com a mão esquerda na cintura e a direita segurando a da boneca. Um pezinho cruzado na frente do outro, como indicavam os figurinos de então. Botinas pretas, abotoadas, deixando entrever, sobre o cano curto, uma nesga das meias xadrez. Já disse que o vestido é branco. Falta-me acrescentar que tem duas fileiras de botõezinhos na frente, gola redonda, grande, mangas largas, até o cotovelo, cintura baixa. Uma fita de cetim, quem sabe se vermelha ou azul, separa a blusa folgada da saia pequena, de três babados, que termina exatamente sobre os joelhos da garota - tudo arrematando em renda mimosa. Ao redor do pescoço de Maria Carlota descubro um cordão (que só pode ser de ouro), com uma figa (provavelmente de coral) pendurada; uma pulseirinha no brago esquerdo. Não há dúvida que a menina foi vestida com capricho para a fotografia. 



        A boneca de porcelana, com membros articulados, está sentada, com os pés durinhos para cima. Sua roupa deve ser branca também, com fitas de cor enfeitando as cavas e a pala. Usa cachos compridos e o rosto exibe essa expressão estática das antigas bonecas de luxo. Reparo que parece nova. Com certeza Maria Carlota a recebeu de presente no ultimo Natal; ou, se não, deve ser um desses brinquedos intocáveis que as mães guardam e só entregam às filhas em ocasiões especialíssimas: em dias de doença, de visitas de cerimônia, dias de tirar retrato.


        De repente uma cena que me agrada: imagino esse retrato tirado precisamente no dia do aniversário de Maria Carlota. Morando em outra cidade e impossibilitada de ir pessoalmente beijar a afilhada, a madrinha mandou a boneca na semana anterior, como encomenda postal, acompanhada por uma carta, em letra inclinada e minuciosa, felicitando a aniversariante e pedindo um retratinho para matar as saudades. Assim, logo depois da missa, Maria Carlota foi conduzida à casa do fotógrafo, repleta de emoções fundas: o prestígio de ter oito anos; a próxima festa; a boneca recém-saida da caixa de papelão, cheirando a coisa estrangeira, de boa qualidade; a estreia do vestido de cambraia, feito à mão pela tia solteira, a expectativa do retrato.... Depois a cortina insólita, o fotógrafo de pano preto na cabeça, a insistência: 



        - Quietinha, sem se mexer, olha o passarinho! - enquanto a mãe e a avó, na outra ponta da sala, aprovavam com a cabeça, solenes.  



        Acompanho com ternura esse dia de Maria Carlota, esgarçado entre tantos, esquecido, provavelmente, pela própria protagonista, e que hoje - em outros tempos, em outras terras, em outro tudo - desentranho da sombra. Não sei quem é essa garota, nunca me chegaram notícias dela e, no entanto, eis-me aqui a contemplá-la, intensa, longamente, em busca do que se oculta atrás desse rostinho fresco, dos olhos escuros, imensos, do nariz bem-feito. Quem é, quem foi essa menina, em que mulher se transformou, com que marido conviveu, que filhos teve? Como foram seus partos, sua vida em sociedade, seu prazer, suas angústias, seu segredo, talvez sua morte? Que fim levou a boneca: se espatifou contra o chão, depois de um movimento brusco de sua dona? Passou as mãos de outra menininha da familia, de mais outra e outra mais? Estará seu rosto vazio e indecifrável exposto em alguma clínica de bonecas, ou numa vitrina de antiquério? Que atalhos percorreu Maria Carlota de mãos dadas com sua companheira de louça? 



        De tanto inquirir o retrato, chego a sonhar que, por uma dessas artimanhas do destino, uma senhora quase octogenária vai abrir o jornal neste momento, ler esta crônica e (confundida pelo nome suposto e por todas as minhas fantasias) extrair fiapos de lembrança do seu baú de memórias:  



        - Que coincidência, acho que uma vez eu também tirei uma fotografia assim, com aquela boneca francesa que Vovô Barão me deu. Como é que ela se chamava? Era tão bonita, loura... - sem compreender, como no soneto de Arvers, que é dela mesma, séria e menineira, o retrato que não pôde reconhecer. 


(Maria Julieta Drummond de Andrade - Coleção melhores Crônicas. Disponível em: texto_1.png (310×18)

No trecho “Uma fita de cetim, quem sabe se vermelha ouazul, separa a blusa folgada da saia pequena [...]" (4º§), a cronista deixa transparecer uma dúvida. Assinale a opção que contém a afirmativa correta a respeito da incerteza manifestada pela narradora.
Alternativas
Q3479422 Português

TEXTO I


Fragmento I 


Q1_2.png (357×552)


(Adaptado de: A importância da Lei Geral de Proteção de Dados no Comércio Exterior. Disponível em: https://www.domaniconsultoria.com.br. Acesso em: 26/03/2025). 



Fragmento II


Nanotecnologias e proteção dos dados pessoais: um diálogo necessário


Q1_2_.png (361×233)

Q1_2__.png (353×78)


(Disponível em: https://www.jota.info/artigos/nanotecnologias-e-protecao-dosdados-pessoais-um-dialogo-necessario. Acesso em: 28/02/2025. Adaptado). 



Fragmento III


Especialista alerta para os riscos do uso da íris como credencial de segurança


_Q1_2.png (349×193)


(Adaptado de: Especialista alerta para os riscos do uso da íris como credencial de segurança. Disponível em: https://www.contabeis.com.br/noticias. Acesso em: 13/03/2025). 



TEXTO II


FRANKENSTEIN


Q5_10.png (356×541)

Q5_10_.png (357×374)


(Adaptado de - SHELLEY, Mary. Frankenstein – uma história de Mary Shelley.Trad. Ruy Castro. São Paulo: Companhia das Letras, 1994. p. 11-19). 



TEXTO III 


Q11_12.png (358×324)


(Vida de suporte. Proteção de Dados. Publicado em 10/12/2020 em Publieditorial, SUPORTE - A Série. Acesso em: 20/02/2025). 



TEXTO IV 


O trecho a seguir é um fragmento extraído do artigo “O Alienista: loucura, poder e ciência.”


O corpo da disciplina 


Q13_15.png (356×529)

Q13_15_.png (358×361)


(Adaptado de: GOMES, Roberto. O Alienista: loucura, poder e ciência. Tempo social. Rev, Sociol. USP. São Paulo Paulo,v. 5 (1-2): 156-157, 1993)

Em relação à temática discorrida, ao longo dos textos I, II, III e IV, considere as afirmativas a seguir.

I. No texto II, o narrador demonstra ficar aterrorizado perante a deterioração do corpo, a partir da morte; fato que se repete nas literaturas de horror que se criaram a partir de Frankenstein.
II. Simão Bacamarte transforma Itaguaí em uma espécie de laboratório, bem como seus moradores em objetos de investigação. O personagem demonstra igual fascínio pela ciência, encontrado em Victor Frankenstein e, para ambos, não há limites para a pesquisa.
III. As pesquisas elaboradas, a partir de dados bioquímicos, a exemplo do texto I e seus fragmentos, não são similares àquelas que relacionam ciência, morte e matéria, a exemplo do texto II; pois, para a cultura de dados, há limites impostos.
IV. O sistema de dados corporativos e o econômico digital também podem ser inseridos nas discussões acerca do tratamento, armazenamento e veiculação de dados; tal como os dados bioquímicos, eles também requerem regulamentação.

Está(ão) correta(s)
Alternativas
Q3479421 Português
TEXTO IV


O trecho a seguir é um fragmento extraído do artigo “O Alienista: loucura, poder e ciência.”


O corpo da disciplina  


Q13_15.png (356×529)
Q13_15_.png (358×361)



(Adaptado de: GOMES, Roberto. O Alienista: loucura, poder e ciência. Tempo social. Rev, Sociol. USP. São Paulo Paulo,v. 5 (1-2): 156-157, 1993).
Considerando que o vocábulo se pode aparecer em uma estrutura frasal e assume diferentes classificações, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3479420 Português
TEXTO IV


O trecho a seguir é um fragmento extraído do artigo “O Alienista: loucura, poder e ciência.”


O corpo da disciplina  


Q13_15.png (356×529)
Q13_15_.png (358×361)



(Adaptado de: GOMES, Roberto. O Alienista: loucura, poder e ciência. Tempo social. Rev, Sociol. USP. São Paulo Paulo,v. 5 (1-2): 156-157, 1993).
Analise o seguinte enunciado do texto IV:

“A loucura, objeto de meus estudos, era até agora uma ilha perdida no oceano da razão. Começo a suspeitar que é um continente [...]” (l. 22 - 24)

Considerando o enunciado acima, no que se refere ao seu (con)texto, o locutor empreende relações entre alguns elementos, por meio de figuras de linguagem, para atribuir sentido ao termo loucura, cujos termos correspondentes são 
Alternativas
Q3479419 Português
TEXTO IV


O trecho a seguir é um fragmento extraído do artigo “O Alienista: loucura, poder e ciência.”


O corpo da disciplina  


Q13_15.png (356×529)
Q13_15_.png (358×361)



(Adaptado de: GOMES, Roberto. O Alienista: loucura, poder e ciência. Tempo social. Rev, Sociol. USP. São Paulo Paulo,v. 5 (1-2): 156-157, 1993).
O texto IV apresenta o fragmento de um artigo científico que analisa o conto O Alienista, de Machado de Assis. Acerca desse fragmento, todas as alternativas estão corretas, EXCETO:  
Alternativas
Q3479418 Português

TEXTO III 


Q11_12.png (358×324)


(Vida de suporte. Proteção de Dados. Publicado em 10/12/2020 em Publieditorial, SUPORTE - A Série. Acesso em: 20/02/2025).

Em relação aos enunciados verbais que compõem a charge, existe uma incorreção gramatical, no que diz respeito à norma culta, que pode ser verificada em: 
Alternativas
Q3479417 Português

TEXTO III 


Q11_12.png (358×324)


(Vida de suporte. Proteção de Dados. Publicado em 10/12/2020 em Publieditorial, SUPORTE - A Série. Acesso em: 20/02/2025).

A charge se caracteriza como um gênero que, via de regra, debate um tema de cunho social, por meio do recurso do humor. Levando em consideração que o humor, na língua, é um recurso argumentativo, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3479416 Português
TEXTO II

FRANKENSTEIN


Capítulo 1 – Narrativa de Victor Frankenstein, estudante de química, biologia, filosofia natural e anatomia 


Q5_10.png (356×541)
Q5_10_.png (357×374)



(Adaptado de - SHELLEY, Mary. Frankenstein – uma história de Mary Shelley.Trad. Ruy Castro. São Paulo: Companhia das Letras, 1994. p. 11-19). 
Em relação à pontuação do texto II, analise os excertos abaixo: 

I. “Dediquei-me a observar como a vida se transformava em morte e a morte em vida — até que, no meio daquelas trevas, uma luz subitamente se impôs aos meus olhos.” (l. 24 - 26). O travessão poderia ser substituído por dois pontos para isolar a expressão intercalada.
II. “Mais impressionante ainda: tornei-me capaz de dar vida à matéria inanimada — de transformar a morte em vida.” (l. 32 - 33). Empregou-se o travessão para enfatizar a mudança de interlocutor.
III. “Como a extrema minúcia das partes do organismo pudesse ser um obstáculo à ansiedade de contemplar a minha criação, decidi construir um ser de estatura gigante — de 2,5 metros de altura, com todos os órgãos proporcionalmente grandes.” (l. 40 - 44). Pode-se substituir o travessão por dois pontos ou vírgula, visto que se trata de uma construção frasal explicativa.
IV. “Muitas vezes torturei animais vivos, tentando — e conseguindo — roubar-lhes a chama que eu iria emprestar ao barro ainda informe à minha frente.” (l. 63 - 66). O travessão foi empregado não só para isolar termo intercalado como também para enfatizar a ação expressa pelo verbo.

Sobre os excertos analisados, pode-se afirmar que
Alternativas
Q3479415 Português
TEXTO II

FRANKENSTEIN


Capítulo 1 – Narrativa de Victor Frankenstein, estudante de química, biologia, filosofia natural e anatomia 


Q5_10.png (356×541)
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(Adaptado de - SHELLEY, Mary. Frankenstein – uma história de Mary Shelley.Trad. Ruy Castro. São Paulo: Companhia das Letras, 1994. p. 11-19). 
Considere as afirmativas abaixo e assinale a correta, em relação ao texto II.
Alternativas
Q3479414 Português
TEXTO II

FRANKENSTEIN


Capítulo 1 – Narrativa de Victor Frankenstein, estudante de química, biologia, filosofia natural e anatomia 


Q5_10.png (356×541)
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(Adaptado de - SHELLEY, Mary. Frankenstein – uma história de Mary Shelley.Trad. Ruy Castro. São Paulo: Companhia das Letras, 1994. p. 11-19). 
O romance de ficção se caracteriza, também, por sua construção composicional. Sendo assim, o texto II se estrutura a partir do modo de organização narrativo. Dentre os termos selecionados no texto, assinale a alternativa que explicita aquele utilizado pelo locutor / autor, para encadear a sequência da narrativa: 
Alternativas
Q3479413 Português
TEXTO II

FRANKENSTEIN


Capítulo 1 – Narrativa de Victor Frankenstein, estudante de química, biologia, filosofia natural e anatomia 


Q5_10.png (356×541)
Q5_10_.png (357×374)



(Adaptado de - SHELLEY, Mary. Frankenstein – uma história de Mary Shelley.Trad. Ruy Castro. São Paulo: Companhia das Letras, 1994. p. 11-19). 
As palavras são formadas por mínimas unidades significativas; os morfemas. Dentre as palavras abaixo, selecionadas do Texto II, indique aquela corretamente classificada quanto ao seu processo de formação. 
Alternativas
Q3479412 Português
TEXTO II

FRANKENSTEIN


Capítulo 1 – Narrativa de Victor Frankenstein, estudante de química, biologia, filosofia natural e anatomia 


Q5_10.png (356×541)
Q5_10_.png (357×374)



(Adaptado de - SHELLEY, Mary. Frankenstein – uma história de Mary Shelley.Trad. Ruy Castro. São Paulo: Companhia das Letras, 1994. p. 11-19). 
O romance de Mary Shelley, como Literatura Gótica ou de Horror, inaugura a ficção científica, gênero que, mais tarde, inspirou obras literárias cinematográficas. Acerca desse diálogo do texto com obras mais atuais, a partir dos enunciados que explicam tais obras, analise os tópicos abaixo. 

I. O homem Bicentenário - um robô se torna humano, ao longo de dois séculos, e o faz questionando o significado da humanidade e da vida.
II. O médico e o monstro - Dr. Jeky faz pesquisas para entender os impulsos e os sentimentos mais profundos. Ele acaba por criar uma droga que libera os seus impulsos mais primitivos.
III. Pobres Criaturas - a civilização que pesa entre nós - Bella Baxter é trazida de volta à vida pelo cientista e guardião Dr. Godwin. Bela está ansiosa para aprender sobre o mundo ao seu redor, embora sob a proteção de Godwin.
IV. Entrevista com Vampiro - Um vampiro chamado Louit de Point du Lac, atormentado pela morte de seu irmão, busca a morte de todas as formas possíveis. Louit é transformado em vampiro por Lestat. Louit sobrevive de animais mortos pois acha repugnante matar humanos para sobreviver.

Assinale a alternativa correta em que os textos estabelecem relação temática com o texto de Frankenstein.  
Alternativas
Q3479411 Português
TEXTO II

FRANKENSTEIN


Capítulo 1 – Narrativa de Victor Frankenstein, estudante de química, biologia, filosofia natural e anatomia 


Q5_10.png (356×541)
Q5_10_.png (357×374)



(Adaptado de - SHELLEY, Mary. Frankenstein – uma história de Mary Shelley.Trad. Ruy Castro. São Paulo: Companhia das Letras, 1994. p. 11-19). 
Todas as afirmativas podem ser consideradas a partir do texto II, EXCETO:
Alternativas
Q3479410 Português
O texto I é composto por três fragmentos informativos que apresentam definições importantes sobre a relação entre tecnologia e proteção de dados.


TEXTO I

Fragmento I

Q1_2.png (357×552)


(Adaptado de: A importância da Lei Geral de Proteção de Dados no Comércio Exterior. Disponível em: https://www.domaniconsultoria.com.br. Acesso em: 26/03/2025).



Fragmento II

Nanotecnologias e proteção dos dados pessoais: um diálogo necessário 

Q1_2_.png (361×233)
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(Disponível em: https://www.jota.info/artigos/nanotecnologias-e-protecao-dosdados-pessoais-um-dialogo-necessario. Acesso em: 28/02/2025. Adaptado).  



Fragmento III

Especialista alerta para os riscos do uso da íris como credencial de segurança


_Q1_2.png (349×193)


(Adaptado de: Especialista alerta para os riscos do uso da íris como credencial de segurança. Disponível em: https://www.contabeis.com.br/noticias. Acesso em: 13/03/2025). 
A sequência dos constituintes, na oração ou no período, segue a ordem clássica (sujeito, verbo, complementos e seus adjuntos que têm posição rondante). Entretanto, essa ordem pode ser alterada, obedecendo à lógica interna dos enunciados e à coerência.

A mudança na estrutura do enunciado, alterando-se a ordem dos termos, não incorreu em prejuízo de sentido em: 
Alternativas
Q3479409 Português
O texto I é composto por três fragmentos informativos que apresentam definições importantes sobre a relação entre tecnologia e proteção de dados.


TEXTO I

Fragmento I

Q1_2.png (357×552)


(Adaptado de: A importância da Lei Geral de Proteção de Dados no Comércio Exterior. Disponível em: https://www.domaniconsultoria.com.br. Acesso em: 26/03/2025).



Fragmento II

Nanotecnologias e proteção dos dados pessoais: um diálogo necessário 

Q1_2_.png (361×233)
Q1_2__.png (353×78)


(Disponível em: https://www.jota.info/artigos/nanotecnologias-e-protecao-dosdados-pessoais-um-dialogo-necessario. Acesso em: 28/02/2025. Adaptado).  



Fragmento III

Especialista alerta para os riscos do uso da íris como credencial de segurança


_Q1_2.png (349×193)


(Adaptado de: Especialista alerta para os riscos do uso da íris como credencial de segurança. Disponível em: https://www.contabeis.com.br/noticias. Acesso em: 13/03/2025). 
Assinale a alternativa que apresenta a classificação correta das palavras abaixo. 
Alternativas
Q3476195 Português
Entre as frases a seguir, assinale aquela em que a expressão “é que” está empregada não como elemento enfático, mas como participante da estrutura sintática da frase.
Alternativas
Q3476194 Português
Assinale a frase a seguir em que a preposição contra tem valor semântico diferente do das demais frases.
Alternativas
Q3476193 Português
Entre as opções a seguir, assinale aquela que respeita a norma culta da língua portuguesa, no que diz respeito à ortografia. 
Alternativas
Q3476192 Português
Assinale a frase a seguir em que os vocábulos sublinhados são considerados sinônimos.
Alternativas
Respostas
621: B
622: D
623: C
624: D
625: B
626: D
627: D
628: C
629: B
630: C
631: B
632: A
633: B
634: C
635: D
636: A
637: C
638: C
639: E
640: E