Questões Militares Sobre português
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Leia este texto.
Volte para o seu lar
[...]
Aqui nessa tribo
Ninguém quer a sua catequização
Falamos a sua língua,
Mas não entendemos o seu sermão
[...]
Mas não sorrimos à toa
Não sorrimos à toa
Aqui nesse barco
Ninguém quer a sua orientação
Não temos perspectivas
Mas o vento nos dá a direção
A vida que vai à deriva
É a nossa condução
Mas não seguimos à toa
Não seguimos à toa
Volte para o seu lar
Volte para lá
Volte para o seu lar
ANTUNES, Arnaldo. Volte para o seu lar. In: MONTE, Marisa.
Mais. Rio de Janeiro: CD Records/EMI, 1991. CD.
Faixa n. 2. [Fragmento]
Em relação a essa canção, considere as afirmativas a seguir.
I. O ponto de vista evidenciado pela canção é o do nativo, do colonizado, o que pode ser comprovado pelo emprego do advérbio “aqui” que situa de onde fala esse interlocutor e pelo uso da primeira pessoa do plural, evidenciando que ele fala em nome de vários.
II. As palavras que, no texto da canção, remetem ao ambiente da colonização são: tribo, catequização, sermão, barco e, não se percebe a voz do colonizador cujo silêncio é evidenciado nessa expressão artística, de forma ficcional, pelo colonizado.
III. A voz que se expressa na canção demonstra certa revolta, um inconformismo com a situação de influência externa, apregoando o desejo de ter expressão própria e o desejo que os estrangeiros deixem os nativos viverem suas vidas, por meio de seus próprios valores.
IV. O título do texto, que se repete como refrão da canção, deflagra uma relação antagônica entre as partes que se enunciam, revelando o desejo do eu lírico, que vê, no retorno do outro, a possibilidade de ele e os seus viverem a vida como acham que devem viver.
Estão corretas as afirmativas
No início da crise do coronavírus no Brasil, em março de 2020, alguns dos principais jornais do país publicaram a mesma capa, com a mensagem “Juntos vamos derrotar o vírus. Unidos pela informação e pela responsabilidade”.

Disponível em: <https://portaldacomunicacao.com.
br/2020/05/7-capas-que-registraram-pandemia-no-mundo/>.
Acesso em: 2 jul. 2020.
Com base no texto das capas, analise as afirmativas a seguir.
I. A imprensa decidiu veicular a mesma mensagem na capa dos jornais por não haver outro assunto à época.
II. A imprensa destacou a importância da informação e, na capa dos jornais, assumiu a responsabilidade de combater as notícias falsas sobre a Covid-19.
III. A imprensa conclamou a união de esforços dos meios de comunicação pela valorização da informação jornalística contra o coronavírus.
IV. A imprensa reconheceu a situação dramática da pandemia e criou um meio de assumir a divulgação de informação responsável sobre a Covid-19.
V. A imprensa demonstrou que os jornais brasileiros estavam reunidos em torno de uma mesma causa comum: servir a população com jornalismo de qualidade para, com a responsabilidade que o momento exigia, enfrentar e vencer a pandemia.
Apresentam atitudes evidenciadas pela imprensa
nacional, por meio dessa iniciativa, os itens
Leia esta tirinha.

ITURRUSGARAI, Adão. La vie em rose. Folha de S. Paulo, São Paulo, 6 jan. 2004. E5. Disponível em:
<https://acervo.folha.com.br/leitor.do?numero=15947 &keyword=ROSE%2CVIE&anchor=5263039&origem=
busca&originURL=&pd=f38de803d02c522f613f53b70c6b17ab>.
Na construção dessa tirinha, há ambiguidade que gera humor. São elementos que participam da composição do sentido
desse texto, exceto:
Leia este texto.

Disponível em: <http://blogdamimis.com.br/2013/10/24/dicas-para-levar-uma-vida-mais-bacana/>. Acesso em: 20 ago. 2020.
Do ponto de vista de sua tipologia, esse texto é, predominantemente,
Leia este texto.
Nem tudo são más notícias, em termos gramaticais. Em português, é muito difícil uma pessoa ir à falência. Justifico esta ideia com a seguinte teoria fascinante: normalmente, considera-se que o verbo falir é defectivo. Significa isso que lhe faltam algumas pessoas, designadamente a primeira, a segunda e a terceira do singular e a terceira do plural do presente do indicativo e todas as do presente do conjuntivo. Não se diz “eu falo”, “tu fales”, nem “ele fale”. Não se diz “eles falem”.
Todos os modos e tempos verbais do verbo falir se admitem, com exceção de quatro pessoas do presente do indicativo e todo o presente do conjuntivo. Em que medida é que isso é bom? [...] Não é possível falir, presentemente, no Brasil.
“Eu falo” é uma declaração ilegítima. Podemos aventar a hipótese de vir a falir, porque “eu falirei” é uma forma aceitável do verbo falir. E quem já tiver falido não tem salvação, porque também é perfeitamente legítimo afirmar: “eu fali”. Mas ninguém pode dizer que, neste momento, fale.
Acaba por ser justo que o verbo falir registre essas falências na conjugação. Justo e útil, sobretudo em tempos de crise. Basta que os brasileiros vivam no presente — que, além do mais, é dos melhores tempos para se viver — para que não falam (outra conjugação impossível).
Não deixa de ser misterioso que a língua portuguesa permita que, no passado, se possa ter falido e até que se possa vir a falir, no futuro, ao mesmo tempo que inviabiliza que se fala, no presente. Se eu nunca falo, como posso ter falido? Se ninguém fale, por que antever que alguém falirá?
PEREIRA, Ricardo Araújo. Disponível em: <https://www1.folha.
uol.com.br/colunas/ricardo-araujo-pereira/2020/08/na-lingua-portuguesa-o-melhor-e-a-gente-se-afastar-de-certos-verbos.
shtml>. Acesso em: 25 ago. 2020. [Fragmento]
Leia este texto.
Na língua portuguesa, o melhor é a gente se
afastar de certos verbos
Em português, o melhor é a gente se afastar de certos verbos. Por exemplo, se uma pessoa nos diz “tu iludiste-me”, em princípio, está zangada. Mas se diz “tu desiludiste-me”, é possível que também não esteja muito contente. Com o verbo iludir, a gente nunca está bem: se faz uma coisa, é mau; se faz o contrário, é pior.
Não é frequente que um ato seja tão abominável como o seu oposto. Por exemplo, respeitar é bom; desrespeitar é mau. Sabemos qual é a ação correta e a incorreta. Com o verbo iludir, não há ação correta.

Luiza Pannunzio PEREIRA, Ricardo Araújo.
Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ricardo-araujo-pereira/2020/08/na-lingua-portuguesa-o-melhor-e-a-gente-se-afastar-de-certos-verbos.shtml>.
Acesso em: 25 ago. 2020. [Fragmento]
Por que as universidades internacionais querem mais mulheres no MBA?
(Disponível em: <https://www.napratica.org.br/universidades-mulheres-no-mba/>. Acesso em 12 set. 19)

Segundo o texto, a praticidade do cotidiano atual deve-se, em especial, à:
"Embora haja um número crescente de estudos sobre o uso de celulares e suas consequências, nenhum deles provou definitivamente que o consumo excessivo do aparelho causa problemas de saúde mental."
I. Em “Senhor Diretor”, Maria Emília é uma mulher marcada por uma rígida repressão sexual. II. Em “A Sauna”, após repassar sua vida a limpo, o narrador protagonista se arrepende de seus atos egoístas e mesquinhos. III. Em “WM”, os fatos da vida de Wlado não são revelados ao leitor. IV. Em “Seminário dos ratos”, a invasão dos ratos simboliza uma aterrorizante ameaça ao poder representado pelo Secretário do Bem-Estar Público e Privado e pelo Chefe de Relações Públicas.
Assinale a alternativa correta relativamente ao grifo do pronome demonstrativo e o uso da pontuação.
Assinale a alternativa que explicita corretamente o significado de “esforço inútil” no contexto.
I. A descrição da pensão, a caracterização da sua dona, o cheiro, a janela quebrada, os pesadelos e o desaparecimento das formigas são elementos que contribuem para a construção de uma atmosfera de suspense. II. O trecho a seguir exemplifica a dubiedade da narrativa: “– Um anão. Raríssimo, entende? E acho que não falta nenhum ossinho, vou trazer as ligaduras, quero ver se no fim da semana começo a montar ele.” III. A vulnerabilidade das protagonistas pode ser constatada em seus atos corriqueiros, como ter um ursinho de pelúcia e o cuidado recíproco que têm uma pela outra.