Questões Militares Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Foram encontradas 3.489 questões

Q927314 Português

Passeio noturno

Cheguei em casa carregando a pasta cheia de papéis, relatórios, estudos, pesquisas, propostas, contratos. Minha mulher, jogando paciência na cama, um copo de uísque na mesa de cabeceira, disse, sem tirar os olhos das cartas, você está com um ar cansado. Os sons da casa: minha filha no quarto dela treinando impostação de voz, a música quadrifônica do quarto do meu filho. Você não vai largar essa mala?, perguntou minha mulher, tira essa roupa, bebe um uisquinho, você precisa aprender a relaxar.


Fui para a biblioteca, o lugar da casa onde gostava de ficar isolado e como sempre não fiz nada. Abri o volume de pesquisas sobre a mesa, não via as letras e números, eu esperava apenas. Você não pára de trabalhar, aposto que os teus sócios não trabalham nem a metade e ganham a mesma coisa, entrou a minha mulher na sala com o copo na mão, já posso mandar servir o jantar? 

A copeira servia à francesa, meus filhos tinham crescido, eu e a minha mulher estávamos gordos. É aquele vinho que você gosta, ela estalou a língua com prazer. Meu filho me pediu dinheiro quando estávamos no cafezinho, minha filha me pediu dinheiro na hora do licor. Minha mulher nada pediu, nós tínhamos conta bancária conjunta. Vamos dar uma volta de carro?, convidei. Eu sabia que ela não ia, era hora da novela. Não sei que graça você acha em passear de carro todas as noites, também aquele carro custou uma fortuna, tem que ser usado, eu é que cada vez me apego menos aos bens materiais, minha mulher respondeu.

Os carros dos meninos bloqueavam a porta da garagem, impedindo que eu tirasse o meu. Tirei os carros dos dois, botei na rua, tirei o meu, botei na rua, coloquei os dois carros novamente na garagem, fechei a porta, essas manobras todas me deixaram levemente irritado, mas ao ver os pára-choques salientes do meu carro, o reforço especial duplo de aço cromado, senti o coração bater apressado de euforia. Enfiei a chave na ignição, era um motor poderoso que gerava a sua força em silêncio, escondido no capô aerodinâmico. Saí, como sempre sem saber para onde ir, tinha que ser uma rua deserta, nesta cidade que tem mais gente do que moscas. Na avenida Brasil, ali não podia ser, muito movimento. Cheguei numa rua mal iluminada, cheia de árvores escuras, o lugar ideal. Homem ou mulher? Realmente não fazia grande diferença, mas não aparecia ninguém em condições, comecei a ficar tenso, isso sempre acontecia, eu até gostava, o alívio era maior. Então vi a mulher, podia ser ela, ainda que mulher fosse menos emocionante, por ser mais fácil. Ela caminhava apressadamente, carregando um embrulho de papel ordinário, coisas de padaria ou de quitanda, estava de saia e blusa, andava depressa, havia árvores na calçada, de vinte em vinte metros, um interessante problema a exigir uma grande dose de perícia. Apaguei as luzes do carro e acelerei. Ela só percebeu que eu ia para cima dela quando ouviu o som da borracha dos pneus batendo no meio-fio. Peguei a mulher acima dos joelhos, bem no meio das duas pernas, um pouco mais sobre a esquerda, um golpe perfeito, ouvi o barulho do impacto partindo os dois ossões, dei uma guinada rápida para a esquerda, passei como um foguete rente a uma das árvores e deslizei com os pneus cantando, de volta para o asfalto. Motor bom, o meu, ia de zero a cem quilômetros em nove segundos. Ainda deu para ver que o corpo todo desengonçado da mulher havia ido parar, colorido de sangue, em cima de um muro, desses baixinhos de casa de subúrbio.

Examinei o carro na garagem. Corri orgulhosamente a mão de leve pelos pára-lamas, os pára-choques sem marca. Poucas pessoas, no mundo inteiro, igualavam a minha habilidade no uso daquelas máquinas.

A família estava vendo televisão. Deu a sua voltinha, agora está mais calmo?, perguntou minha mulher, deitada no sofá, olhando fixamente o vídeo. Vou dormir, boa noite para todos, respondi, amanhã vou ter um dia terrível na companhia. 

Referência: FONSECA, Rubem. Passeio Noturno, in: Contos Reunidos. São Paulo: Companhia das Letras. 1994.

Leia o fragmento a seguir e marque a alternativa CORRETA.


“A família estava vendo televisão. Deu a sua voltinha, agora está mais calmo?, perguntou minha mulher, deitada no sofá, olhando fixamente o vídeo. Vou dormir, boa noite para todos, respondi, amanhã vou ter um dia terrível na companhia.”

De acordo com o fragmento apresentado, podemos afirmar que o protagonista vive em um mundo de:

Alternativas
Q927313 Português

Passeio noturno

Cheguei em casa carregando a pasta cheia de papéis, relatórios, estudos, pesquisas, propostas, contratos. Minha mulher, jogando paciência na cama, um copo de uísque na mesa de cabeceira, disse, sem tirar os olhos das cartas, você está com um ar cansado. Os sons da casa: minha filha no quarto dela treinando impostação de voz, a música quadrifônica do quarto do meu filho. Você não vai largar essa mala?, perguntou minha mulher, tira essa roupa, bebe um uisquinho, você precisa aprender a relaxar.


Fui para a biblioteca, o lugar da casa onde gostava de ficar isolado e como sempre não fiz nada. Abri o volume de pesquisas sobre a mesa, não via as letras e números, eu esperava apenas. Você não pára de trabalhar, aposto que os teus sócios não trabalham nem a metade e ganham a mesma coisa, entrou a minha mulher na sala com o copo na mão, já posso mandar servir o jantar? 

A copeira servia à francesa, meus filhos tinham crescido, eu e a minha mulher estávamos gordos. É aquele vinho que você gosta, ela estalou a língua com prazer. Meu filho me pediu dinheiro quando estávamos no cafezinho, minha filha me pediu dinheiro na hora do licor. Minha mulher nada pediu, nós tínhamos conta bancária conjunta. Vamos dar uma volta de carro?, convidei. Eu sabia que ela não ia, era hora da novela. Não sei que graça você acha em passear de carro todas as noites, também aquele carro custou uma fortuna, tem que ser usado, eu é que cada vez me apego menos aos bens materiais, minha mulher respondeu.

Os carros dos meninos bloqueavam a porta da garagem, impedindo que eu tirasse o meu. Tirei os carros dos dois, botei na rua, tirei o meu, botei na rua, coloquei os dois carros novamente na garagem, fechei a porta, essas manobras todas me deixaram levemente irritado, mas ao ver os pára-choques salientes do meu carro, o reforço especial duplo de aço cromado, senti o coração bater apressado de euforia. Enfiei a chave na ignição, era um motor poderoso que gerava a sua força em silêncio, escondido no capô aerodinâmico. Saí, como sempre sem saber para onde ir, tinha que ser uma rua deserta, nesta cidade que tem mais gente do que moscas. Na avenida Brasil, ali não podia ser, muito movimento. Cheguei numa rua mal iluminada, cheia de árvores escuras, o lugar ideal. Homem ou mulher? Realmente não fazia grande diferença, mas não aparecia ninguém em condições, comecei a ficar tenso, isso sempre acontecia, eu até gostava, o alívio era maior. Então vi a mulher, podia ser ela, ainda que mulher fosse menos emocionante, por ser mais fácil. Ela caminhava apressadamente, carregando um embrulho de papel ordinário, coisas de padaria ou de quitanda, estava de saia e blusa, andava depressa, havia árvores na calçada, de vinte em vinte metros, um interessante problema a exigir uma grande dose de perícia. Apaguei as luzes do carro e acelerei. Ela só percebeu que eu ia para cima dela quando ouviu o som da borracha dos pneus batendo no meio-fio. Peguei a mulher acima dos joelhos, bem no meio das duas pernas, um pouco mais sobre a esquerda, um golpe perfeito, ouvi o barulho do impacto partindo os dois ossões, dei uma guinada rápida para a esquerda, passei como um foguete rente a uma das árvores e deslizei com os pneus cantando, de volta para o asfalto. Motor bom, o meu, ia de zero a cem quilômetros em nove segundos. Ainda deu para ver que o corpo todo desengonçado da mulher havia ido parar, colorido de sangue, em cima de um muro, desses baixinhos de casa de subúrbio.

Examinei o carro na garagem. Corri orgulhosamente a mão de leve pelos pára-lamas, os pára-choques sem marca. Poucas pessoas, no mundo inteiro, igualavam a minha habilidade no uso daquelas máquinas.

A família estava vendo televisão. Deu a sua voltinha, agora está mais calmo?, perguntou minha mulher, deitada no sofá, olhando fixamente o vídeo. Vou dormir, boa noite para todos, respondi, amanhã vou ter um dia terrível na companhia. 

Referência: FONSECA, Rubem. Passeio Noturno, in: Contos Reunidos. São Paulo: Companhia das Letras. 1994.

Leia o fragmento a seguir e marque a alternativa CORRETA.

“Examinei o carro na garagem. Corri orgulhosamente a mão de leve pelos pára-lamas, os pára-choques sem marca. Poucas pessoas, no mundo inteiro, igualavam a minha habilidade no uso daquelas máquinas.”

No fragmento, o autor demostra que o personagem se orgulha da sua perícia e do veículo intacto. No entanto, ao analisarmos todo o texto podemos afirmar que:

Alternativas
Q927312 Português

Passeio noturno

Cheguei em casa carregando a pasta cheia de papéis, relatórios, estudos, pesquisas, propostas, contratos. Minha mulher, jogando paciência na cama, um copo de uísque na mesa de cabeceira, disse, sem tirar os olhos das cartas, você está com um ar cansado. Os sons da casa: minha filha no quarto dela treinando impostação de voz, a música quadrifônica do quarto do meu filho. Você não vai largar essa mala?, perguntou minha mulher, tira essa roupa, bebe um uisquinho, você precisa aprender a relaxar.


Fui para a biblioteca, o lugar da casa onde gostava de ficar isolado e como sempre não fiz nada. Abri o volume de pesquisas sobre a mesa, não via as letras e números, eu esperava apenas. Você não pára de trabalhar, aposto que os teus sócios não trabalham nem a metade e ganham a mesma coisa, entrou a minha mulher na sala com o copo na mão, já posso mandar servir o jantar? 

A copeira servia à francesa, meus filhos tinham crescido, eu e a minha mulher estávamos gordos. É aquele vinho que você gosta, ela estalou a língua com prazer. Meu filho me pediu dinheiro quando estávamos no cafezinho, minha filha me pediu dinheiro na hora do licor. Minha mulher nada pediu, nós tínhamos conta bancária conjunta. Vamos dar uma volta de carro?, convidei. Eu sabia que ela não ia, era hora da novela. Não sei que graça você acha em passear de carro todas as noites, também aquele carro custou uma fortuna, tem que ser usado, eu é que cada vez me apego menos aos bens materiais, minha mulher respondeu.

Os carros dos meninos bloqueavam a porta da garagem, impedindo que eu tirasse o meu. Tirei os carros dos dois, botei na rua, tirei o meu, botei na rua, coloquei os dois carros novamente na garagem, fechei a porta, essas manobras todas me deixaram levemente irritado, mas ao ver os pára-choques salientes do meu carro, o reforço especial duplo de aço cromado, senti o coração bater apressado de euforia. Enfiei a chave na ignição, era um motor poderoso que gerava a sua força em silêncio, escondido no capô aerodinâmico. Saí, como sempre sem saber para onde ir, tinha que ser uma rua deserta, nesta cidade que tem mais gente do que moscas. Na avenida Brasil, ali não podia ser, muito movimento. Cheguei numa rua mal iluminada, cheia de árvores escuras, o lugar ideal. Homem ou mulher? Realmente não fazia grande diferença, mas não aparecia ninguém em condições, comecei a ficar tenso, isso sempre acontecia, eu até gostava, o alívio era maior. Então vi a mulher, podia ser ela, ainda que mulher fosse menos emocionante, por ser mais fácil. Ela caminhava apressadamente, carregando um embrulho de papel ordinário, coisas de padaria ou de quitanda, estava de saia e blusa, andava depressa, havia árvores na calçada, de vinte em vinte metros, um interessante problema a exigir uma grande dose de perícia. Apaguei as luzes do carro e acelerei. Ela só percebeu que eu ia para cima dela quando ouviu o som da borracha dos pneus batendo no meio-fio. Peguei a mulher acima dos joelhos, bem no meio das duas pernas, um pouco mais sobre a esquerda, um golpe perfeito, ouvi o barulho do impacto partindo os dois ossões, dei uma guinada rápida para a esquerda, passei como um foguete rente a uma das árvores e deslizei com os pneus cantando, de volta para o asfalto. Motor bom, o meu, ia de zero a cem quilômetros em nove segundos. Ainda deu para ver que o corpo todo desengonçado da mulher havia ido parar, colorido de sangue, em cima de um muro, desses baixinhos de casa de subúrbio.

Examinei o carro na garagem. Corri orgulhosamente a mão de leve pelos pára-lamas, os pára-choques sem marca. Poucas pessoas, no mundo inteiro, igualavam a minha habilidade no uso daquelas máquinas.

A família estava vendo televisão. Deu a sua voltinha, agora está mais calmo?, perguntou minha mulher, deitada no sofá, olhando fixamente o vídeo. Vou dormir, boa noite para todos, respondi, amanhã vou ter um dia terrível na companhia. 

Referência: FONSECA, Rubem. Passeio Noturno, in: Contos Reunidos. São Paulo: Companhia das Letras. 1994.

Leia o trecho a seguir: “(...) Então vi a mulher, podia ser ela, ainda que mulher fosse menos emocionante, por ser mais fácil. (...) Ela só percebeu que eu ia para cima dela quando ouviu o som da borracha dos pneus batendo no meio-fio. (...) ouvi o barulho do impacto partindo os dois ossões, dei uma guinada rápida para a esquerda, passei como um foguete rente a uma das árvores e deslizei com os pneus cantando, de volta para o asfalto. Motor bom, o meu, ia de zero a cem quilômetros em nove segundos. (...).”

Marque a alternativa CORRETA que corresponda ao momento da narrativa que é evidenciado pelo trecho acima:

Alternativas
Q927311 Português

Passeio noturno

Cheguei em casa carregando a pasta cheia de papéis, relatórios, estudos, pesquisas, propostas, contratos. Minha mulher, jogando paciência na cama, um copo de uísque na mesa de cabeceira, disse, sem tirar os olhos das cartas, você está com um ar cansado. Os sons da casa: minha filha no quarto dela treinando impostação de voz, a música quadrifônica do quarto do meu filho. Você não vai largar essa mala?, perguntou minha mulher, tira essa roupa, bebe um uisquinho, você precisa aprender a relaxar.


Fui para a biblioteca, o lugar da casa onde gostava de ficar isolado e como sempre não fiz nada. Abri o volume de pesquisas sobre a mesa, não via as letras e números, eu esperava apenas. Você não pára de trabalhar, aposto que os teus sócios não trabalham nem a metade e ganham a mesma coisa, entrou a minha mulher na sala com o copo na mão, já posso mandar servir o jantar? 

A copeira servia à francesa, meus filhos tinham crescido, eu e a minha mulher estávamos gordos. É aquele vinho que você gosta, ela estalou a língua com prazer. Meu filho me pediu dinheiro quando estávamos no cafezinho, minha filha me pediu dinheiro na hora do licor. Minha mulher nada pediu, nós tínhamos conta bancária conjunta. Vamos dar uma volta de carro?, convidei. Eu sabia que ela não ia, era hora da novela. Não sei que graça você acha em passear de carro todas as noites, também aquele carro custou uma fortuna, tem que ser usado, eu é que cada vez me apego menos aos bens materiais, minha mulher respondeu.

Os carros dos meninos bloqueavam a porta da garagem, impedindo que eu tirasse o meu. Tirei os carros dos dois, botei na rua, tirei o meu, botei na rua, coloquei os dois carros novamente na garagem, fechei a porta, essas manobras todas me deixaram levemente irritado, mas ao ver os pára-choques salientes do meu carro, o reforço especial duplo de aço cromado, senti o coração bater apressado de euforia. Enfiei a chave na ignição, era um motor poderoso que gerava a sua força em silêncio, escondido no capô aerodinâmico. Saí, como sempre sem saber para onde ir, tinha que ser uma rua deserta, nesta cidade que tem mais gente do que moscas. Na avenida Brasil, ali não podia ser, muito movimento. Cheguei numa rua mal iluminada, cheia de árvores escuras, o lugar ideal. Homem ou mulher? Realmente não fazia grande diferença, mas não aparecia ninguém em condições, comecei a ficar tenso, isso sempre acontecia, eu até gostava, o alívio era maior. Então vi a mulher, podia ser ela, ainda que mulher fosse menos emocionante, por ser mais fácil. Ela caminhava apressadamente, carregando um embrulho de papel ordinário, coisas de padaria ou de quitanda, estava de saia e blusa, andava depressa, havia árvores na calçada, de vinte em vinte metros, um interessante problema a exigir uma grande dose de perícia. Apaguei as luzes do carro e acelerei. Ela só percebeu que eu ia para cima dela quando ouviu o som da borracha dos pneus batendo no meio-fio. Peguei a mulher acima dos joelhos, bem no meio das duas pernas, um pouco mais sobre a esquerda, um golpe perfeito, ouvi o barulho do impacto partindo os dois ossões, dei uma guinada rápida para a esquerda, passei como um foguete rente a uma das árvores e deslizei com os pneus cantando, de volta para o asfalto. Motor bom, o meu, ia de zero a cem quilômetros em nove segundos. Ainda deu para ver que o corpo todo desengonçado da mulher havia ido parar, colorido de sangue, em cima de um muro, desses baixinhos de casa de subúrbio.

Examinei o carro na garagem. Corri orgulhosamente a mão de leve pelos pára-lamas, os pára-choques sem marca. Poucas pessoas, no mundo inteiro, igualavam a minha habilidade no uso daquelas máquinas.

A família estava vendo televisão. Deu a sua voltinha, agora está mais calmo?, perguntou minha mulher, deitada no sofá, olhando fixamente o vídeo. Vou dormir, boa noite para todos, respondi, amanhã vou ter um dia terrível na companhia. 

Referência: FONSECA, Rubem. Passeio Noturno, in: Contos Reunidos. São Paulo: Companhia das Letras. 1994.

Leia o trecho apresentado e marque a alternativa CORRETA.

“(...) ao ver os pára-choques salientes do meu carro, o reforço especial duplo de aço cromado, senti o coração bater apressado de euforia. (...). Saí, como sempre sem saber para onde ir, tinha que ser uma rua deserta, nesta cidade que tem mais gente do que moscas. Na avenida Brasil, ali não podia ser, muito movimento. Cheguei numa rua mal iluminada, cheia de árvores escuras, o lugar ideal. Homem ou mulher? Realmente não fazia grande diferença (...).”

Baseado no trecho apresentado, podemos afirmar que o autor desvela uma personagem que demonstra:

Alternativas
Q927310 Português

Passeio noturno

Cheguei em casa carregando a pasta cheia de papéis, relatórios, estudos, pesquisas, propostas, contratos. Minha mulher, jogando paciência na cama, um copo de uísque na mesa de cabeceira, disse, sem tirar os olhos das cartas, você está com um ar cansado. Os sons da casa: minha filha no quarto dela treinando impostação de voz, a música quadrifônica do quarto do meu filho. Você não vai largar essa mala?, perguntou minha mulher, tira essa roupa, bebe um uisquinho, você precisa aprender a relaxar.


Fui para a biblioteca, o lugar da casa onde gostava de ficar isolado e como sempre não fiz nada. Abri o volume de pesquisas sobre a mesa, não via as letras e números, eu esperava apenas. Você não pára de trabalhar, aposto que os teus sócios não trabalham nem a metade e ganham a mesma coisa, entrou a minha mulher na sala com o copo na mão, já posso mandar servir o jantar? 

A copeira servia à francesa, meus filhos tinham crescido, eu e a minha mulher estávamos gordos. É aquele vinho que você gosta, ela estalou a língua com prazer. Meu filho me pediu dinheiro quando estávamos no cafezinho, minha filha me pediu dinheiro na hora do licor. Minha mulher nada pediu, nós tínhamos conta bancária conjunta. Vamos dar uma volta de carro?, convidei. Eu sabia que ela não ia, era hora da novela. Não sei que graça você acha em passear de carro todas as noites, também aquele carro custou uma fortuna, tem que ser usado, eu é que cada vez me apego menos aos bens materiais, minha mulher respondeu.

Os carros dos meninos bloqueavam a porta da garagem, impedindo que eu tirasse o meu. Tirei os carros dos dois, botei na rua, tirei o meu, botei na rua, coloquei os dois carros novamente na garagem, fechei a porta, essas manobras todas me deixaram levemente irritado, mas ao ver os pára-choques salientes do meu carro, o reforço especial duplo de aço cromado, senti o coração bater apressado de euforia. Enfiei a chave na ignição, era um motor poderoso que gerava a sua força em silêncio, escondido no capô aerodinâmico. Saí, como sempre sem saber para onde ir, tinha que ser uma rua deserta, nesta cidade que tem mais gente do que moscas. Na avenida Brasil, ali não podia ser, muito movimento. Cheguei numa rua mal iluminada, cheia de árvores escuras, o lugar ideal. Homem ou mulher? Realmente não fazia grande diferença, mas não aparecia ninguém em condições, comecei a ficar tenso, isso sempre acontecia, eu até gostava, o alívio era maior. Então vi a mulher, podia ser ela, ainda que mulher fosse menos emocionante, por ser mais fácil. Ela caminhava apressadamente, carregando um embrulho de papel ordinário, coisas de padaria ou de quitanda, estava de saia e blusa, andava depressa, havia árvores na calçada, de vinte em vinte metros, um interessante problema a exigir uma grande dose de perícia. Apaguei as luzes do carro e acelerei. Ela só percebeu que eu ia para cima dela quando ouviu o som da borracha dos pneus batendo no meio-fio. Peguei a mulher acima dos joelhos, bem no meio das duas pernas, um pouco mais sobre a esquerda, um golpe perfeito, ouvi o barulho do impacto partindo os dois ossões, dei uma guinada rápida para a esquerda, passei como um foguete rente a uma das árvores e deslizei com os pneus cantando, de volta para o asfalto. Motor bom, o meu, ia de zero a cem quilômetros em nove segundos. Ainda deu para ver que o corpo todo desengonçado da mulher havia ido parar, colorido de sangue, em cima de um muro, desses baixinhos de casa de subúrbio.

Examinei o carro na garagem. Corri orgulhosamente a mão de leve pelos pára-lamas, os pára-choques sem marca. Poucas pessoas, no mundo inteiro, igualavam a minha habilidade no uso daquelas máquinas.

A família estava vendo televisão. Deu a sua voltinha, agora está mais calmo?, perguntou minha mulher, deitada no sofá, olhando fixamente o vídeo. Vou dormir, boa noite para todos, respondi, amanhã vou ter um dia terrível na companhia. 

Referência: FONSECA, Rubem. Passeio Noturno, in: Contos Reunidos. São Paulo: Companhia das Letras. 1994.

Com base no texto “Passeio noturno” responda as questões abaixo

Marque a alternativa CORRETA que corresponda ao perfil psicológico do personagem protagonista da história:

Alternativas
Q925262 Português

Releia:


“Pode-se dizer que [a atividade pública] é um trabalho invejado especialmente em época de crise. Por outro lado, em certas ocasiões, os funcionários ou servidores públicos são percebidos de maneira crítica por alguns setores da sociedade (...)”.


Com a expressão destacada, o autor:

Alternativas
Q924105 Português
       Você já ouviu falar em “pinturas rupestres”? São as mais antigas formas de arte produzidas pelo ser humano – algumas datam de 40.000 anos antes de Cristo! – e se encontram nas paredes das cavernas que serviam de moradia. Essas pinturas mostram situações do dia a dia das pessoas daquela época, como a que inspirou o próximo texto.

Texto VIII



Disponível em <www.wordpress.com.br/search?q=charges> (Acesso em 12/09/2017.)
A charge retrata uma cena ou situação com intenção crítica, usando o desenho como linguagem. Nessa charge, a mensagem tem sentido crítico, uma vez que
Alternativas
Q924100 Português
  A personagem da história de Carlos Drummond de Andrade tinha razão: o couro é um produto realmente útil e nobre. Mas não precisa vir dos animais. Há “couros” produzidos a partir de uma relação mais pacífica entre o homem e os demais seres vivos. Veja este: 

Texto V



Couro Vegetal
É um material à base de látex natural, extraído das seringueiras nativas da floresta amazônica e confeccionado pelo processo tradicional dos seringueiros em suas moradas na floresta.

Do "Encauchado" ao Couro Vegetal
Os seringueiros desde o início aproveitaram o látex para confeccionar artigos para o próprio uso como a bolsa "capanga", os sapatos de seringa e o saco encauchado: o procedimento do saco encauchado deu origem ao couro vegetal, um tecido de algodão banhado em látex, defumado e vulcanizado em estufas especiais.

Maior agregação de valor
A produção das lâminas de couro vegetal permite uma maior agregação de valor na colocação do seringueiro, comparado com os métodos tradicionais de beneficiamento do látex. Antes o seringueiro ganhava cerca de R$ 1,50 por quilo de borracha seca, utilizando 3,3 litros de látex. Hoje ele ganha R$ 3,00 para cada lâmina de couro vegetal, utilizando 1,3 litros de látex por lâmina.

Qualidade e inocuidade ecológica
Pesquisas foram feitas no sentido de melhorar a durabilidade e qualidade do couro vegetal a fim de atender às exigências do mercado.
Hoje o couro vegetal é um material de boa qualidade, internacionalmente reconhecido como um produto ecologicamente inócuo. A comercialização dos produtos de couro vegetal se tornou um motivo de esperança para a melhoria da vida dos seringueiros, sua permanência na floresta e o desenvolvimento sustentável da Amazônia.



Adquirindo os produtos Seringueira, além de colaborar para a preservação da Amazônia e evitar a matança de animais, você está gerando melhores condições de vida e saúde para o povo da floresta.

Para obter mais informação sobre nossos produtos e para informação de preço, favor entrar em contato conosco.

Glossário:
    ● látex: seiva da seringueira
    ● vulcanizado: que passou pela vulcanização, ou seja, processo de tratamento da borracha
    ● inocuidade: característica do que é inócuo, inofensivo

Disponível em <www.amazonlink.org/seringueira> (Adaptado. Acesso em 11/09/2017.)
Na frase “Adquirindo os produtos da Seringueira /.../ você estará gerando melhores condições de vida e saúde para o povo da floresta”, o segmento sublinhado expressa a ideia de
Alternativas
Q924097 Português

    A canção a seguir foi gravada em 1976, ou seja, quase no mesmo ano em que foi publicada a crônica de Carlos Drummond de Andrade que você leu aqui. Assim como o poeta, o compositor se inspirou na natureza e na nossa relação com os animais para falar de um estilo de vida. Será que ele ficou ultrapassado?


Texto IV


Casa no campo

Zé Rodrix / Tavito


Eu quero uma casa no campo

Onde eu possa compor muitos rocks rurais

E tenha somente a certeza

Dos amigos do peito e nada mais


Eu quero uma casa no campo

Onde eu possa ficar no tamanho da paz

E tenha somente a certeza

Dos limites do corpo e nada mais


Eu quero carneiros e cabras

Pastando solenes no meu jardim

Eu quero o silêncio das línguas cansadas


Eu quero a esperança de óculos

E meu filho de cuca legal

Eu quero plantar e colher com a mão

A pimenta e o sal


Eu quero uma casa no campo

Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapê

Onde eu possa plantar meus amigos

Meus discos e livros e nada mais


Glossário:

    ● solene: formal; sério, grave; majestoso, imponente.

    ● pau-a-pique: parede feita de ripas cruzadas e preenchida de barro.


CD Elis. PolyGram/Philips, 1972/1998. Faixa 11.

As expressões “esperança de óculos” e “filho de cuca legal” demonstram que a linguagem teve aqui, respectivamente, emprego
Alternativas
Q924094 Português
    Que tal testar seus talentos como “chef”? Para a hora do lanche, um hambúrguer diferente. (Observação: a ajuda de um adulto é sempre bem-vinda!)

Texto III

Hambúrguer vegetariano integral de forno




Ingredientes:

Massa:

250 ml de água morna
1 copo (250 ml) de farinha de trigo integral
2 copos (250 ml) de farinha de trigo branca
1 sachê de fermento biológico seco (10g)
3 colheres de sopa de óleo vegetal
1 colher de sopa de linhaça triturada
1/2 colher de sopa de sal
1/2 colher de sopa de açúcar

Recheio:

1 copo (250 ml) de proteína texturizada de soja
1 copo (250 ml) de água quente
4 colheres de sopa de farinha de trigo branca
1 colher de sopa de azeite extravirgem sal; curry; salsinha; cebolinha
1 tomate sem sementes

Instruções de preparo:

Primeiro vamos fazer a massa. Despeje a água morna em uma vasilha, o óleo, o sal, o açúcar e a linhaça. Misture tudo. Despeje agora um copo de farinha e logo por cima o fermento. Misture tudo com a água. Acrescente a farinha branca até que a massa fique elástica e desgrude da mão. Quanto mais grudenta a massa ficar, mais os pãezinhos crescem, porém, se ficar grudenta demais, vai ser muito difícil embrulhar os hamburguinhos. Deixe a massa descansando coberta com um pano e vamos fazer o hambúrguer de soja. Hidrate a soja na água quente. Espere uns 15 minutinhos, retire o excesso de água e acrescente o resto dos ingredientes (farinha de trigo branca, azeite, sal, curry, salsinha e cebolinha). Quanto à farinha, a medida pode variar um pouco. O importante é que seja farinha suficiente apenas para conseguir moldar os hambúrgueres. Molde os hambúrgueres com as mãos e disponha em um tabuleiro. Corte pequenas “tiras” do tomate sem sementes e coloque sobre os hambúrgueres. Agora pegue pequenas bolinhas da massa que estava descansando (ela já deve estar bem maior) e abra na palma da mão. Coloque um hambúrguer sobre a massa com o tomate voltado para a palma da mão. Embrulhe o hambúrguer puxando as laterais da massa. Disponha os pãezinhos em um tabuleiro untado e deixe descansar por alguns minutos em local quente (pré-aqueça o forno, se for preciso). Asse em forno médio pré-aquecido (+ ou - 30 minutos). Embrulhando os hambúrgueres, veja que não fiquem muito grandes para não ser difícil de embrulhar. Se preferir, coloque um pouquinho de gergelim com azeite por cima.

Preparo: 40 minutos
Cozimento: 30 minutos
Dificuldade: Fácil Rendimento: 6

Disponível em <www.svb.org.br> (Adaptado. Acesso em 06/09/2017.)
Nas frases “vai ser muito difícil embrulhar os hamburguinhos” e espere uns 15 minutinhos”, o diminutivo deu às palavras um sentido de
Alternativas
Q924093 Português
    Que tal testar seus talentos como “chef”? Para a hora do lanche, um hambúrguer diferente. (Observação: a ajuda de um adulto é sempre bem-vinda!)

Texto III

Hambúrguer vegetariano integral de forno




Ingredientes:

Massa:

250 ml de água morna
1 copo (250 ml) de farinha de trigo integral
2 copos (250 ml) de farinha de trigo branca
1 sachê de fermento biológico seco (10g)
3 colheres de sopa de óleo vegetal
1 colher de sopa de linhaça triturada
1/2 colher de sopa de sal
1/2 colher de sopa de açúcar

Recheio:

1 copo (250 ml) de proteína texturizada de soja
1 copo (250 ml) de água quente
4 colheres de sopa de farinha de trigo branca
1 colher de sopa de azeite extravirgem sal; curry; salsinha; cebolinha
1 tomate sem sementes

Instruções de preparo:

Primeiro vamos fazer a massa. Despeje a água morna em uma vasilha, o óleo, o sal, o açúcar e a linhaça. Misture tudo. Despeje agora um copo de farinha e logo por cima o fermento. Misture tudo com a água. Acrescente a farinha branca até que a massa fique elástica e desgrude da mão. Quanto mais grudenta a massa ficar, mais os pãezinhos crescem, porém, se ficar grudenta demais, vai ser muito difícil embrulhar os hamburguinhos. Deixe a massa descansando coberta com um pano e vamos fazer o hambúrguer de soja. Hidrate a soja na água quente. Espere uns 15 minutinhos, retire o excesso de água e acrescente o resto dos ingredientes (farinha de trigo branca, azeite, sal, curry, salsinha e cebolinha). Quanto à farinha, a medida pode variar um pouco. O importante é que seja farinha suficiente apenas para conseguir moldar os hambúrgueres. Molde os hambúrgueres com as mãos e disponha em um tabuleiro. Corte pequenas “tiras” do tomate sem sementes e coloque sobre os hambúrgueres. Agora pegue pequenas bolinhas da massa que estava descansando (ela já deve estar bem maior) e abra na palma da mão. Coloque um hambúrguer sobre a massa com o tomate voltado para a palma da mão. Embrulhe o hambúrguer puxando as laterais da massa. Disponha os pãezinhos em um tabuleiro untado e deixe descansar por alguns minutos em local quente (pré-aqueça o forno, se for preciso). Asse em forno médio pré-aquecido (+ ou - 30 minutos). Embrulhando os hambúrgueres, veja que não fiquem muito grandes para não ser difícil de embrulhar. Se preferir, coloque um pouquinho de gergelim com azeite por cima.

Preparo: 40 minutos
Cozimento: 30 minutos
Dificuldade: Fácil Rendimento: 6

Disponível em <www.svb.org.br> (Adaptado. Acesso em 06/09/2017.)
Palavras que expressam ordem ou determinação, tais como “despeje”, “misture”, “deixe”, “embrulhe”, empregadas no texto, também são frequentes na
Alternativas
Q924089 Português

    Em 2017 completam-se trinta anos da morte de um dos mais importantes escritores brasileiros: Carlos Drummond de Andrade. Ele deixou uma extensa obra, entre poesia e textos em prosa, como a crônica a seguir, publicada em 1974. Desde então, muitas coisas mudaram em relação ao assunto desta prova, como a proibição da caça de animais silvestres e do uso de animais em espetáculos de circo. Mas outras, que ainda são praticadas, nos levam a pensar que ainda temos muito que aprender. Queremos convidá-lo a refletir sobre o tema desta prova: a comida saudável, que respeite o meio ambiente e o bem-estar dos animais. Com a palavra, o grande poeta. 



TEXTO I


Da utilidade dos animais





ANDRADE, Carlos Drummond de. De notícias e não-notícias faz-se a crônica. In: Poesia e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1992. p. 1816-7.
Na frase “Comem-se os ovos e toma-se a sopa: uma de-lí-cia.” (l.47), a separação silábica representa a intenção da personagem de
Alternativas
Q924086 Português

    Em 2017 completam-se trinta anos da morte de um dos mais importantes escritores brasileiros: Carlos Drummond de Andrade. Ele deixou uma extensa obra, entre poesia e textos em prosa, como a crônica a seguir, publicada em 1974. Desde então, muitas coisas mudaram em relação ao assunto desta prova, como a proibição da caça de animais silvestres e do uso de animais em espetáculos de circo. Mas outras, que ainda são praticadas, nos levam a pensar que ainda temos muito que aprender. Queremos convidá-lo a refletir sobre o tema desta prova: a comida saudável, que respeite o meio ambiente e o bem-estar dos animais. Com a palavra, o grande poeta. 



TEXTO I


Da utilidade dos animais





ANDRADE, Carlos Drummond de. De notícias e não-notícias faz-se a crônica. In: Poesia e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1992. p. 1816-7.
Explicando o que considera a “utilidade dos animais”, a professora responde à pergunta de um aluno sobre o iaque, “um boi da Ásia Central”. Quando afirma “Vamos adiante” (l.10), ela pretende
Alternativas
Q924085 Português
Em entrevista ao jornal O Globo (04/09/2017), o brasileiro Gil Giardelli, um Web Ativista, membro do XMedia da Universidade de Stanford, disse: “há uma pesquisa global sobre varejo, e o Brasil sempre esteve entre a primeira e a terceira colocação de bom atendimento e sorriso. Nos últimos anos, caímos para as últimas posições. Em virtude da hiperconexão, estamos deixando de sorrir, de atender bem. Em média, uma pessoa com smartphone tem 120 nanotédios por dia”. Ele também explica o que são esses nanotédios: “É quando, por exemplo, a aula não está boa, você saca o celular. O jantar com a família não está bom, eu saco o celular. Toda vez que você pega o seu celular ou tablet para olhar uma mídia social, você demora de 30 a 40 segundos para entender essa transição. E depois que você fica (na mídia social), demora também para se conectar ao que estava fazendo antes. Isso tem criado uma ansiedade grande nas pessoas”.
O que Giardelli explica confirma todas as informações abaixo, EXCETO,
Alternativas
Q924084 Português

TEXTO V


Imagem associada para resolução da questão

Disponível em <http://professoraelaine81e82.blogspot.com.br/2016/09/charges-sobre-internet-atividade-iii.html>. Acesso em 23 de agosto de 2017.

Qual é a crítica presente na charge (Texto V) e como o elemento verbal é inserido?
Alternativas
Q924080 Português

TEXTO III


O celular que escraviza


Eles roubam nosso tempo, atrapalham os relacionamentos e podem até causar acidentes de trânsito. Quando é a hora de desligar?





Reportagem de Rafael Barifouse e Isabella Ayub, Revista Época,15/06/2012. Disponível em <http://revistaepoca.globo.com/vida/noticia/2012/06/o-celular-que-escraviza.html>. Último acesso em 03 de outubro de 2017.

Sobre o texto III, responda à questão.
Há várias marcas de oralidade no texto III. Escolha a opção em que o termo destacado é devidamente substituído por vocábulo ou expressão formal, presente nas reescrituras entre colchetes, sem que haja mudança de sentido.
Alternativas
Q924077 Português

TEXTO III


O celular que escraviza


Eles roubam nosso tempo, atrapalham os relacionamentos e podem até causar acidentes de trânsito. Quando é a hora de desligar?





Reportagem de Rafael Barifouse e Isabella Ayub, Revista Época,15/06/2012. Disponível em <http://revistaepoca.globo.com/vida/noticia/2012/06/o-celular-que-escraviza.html>. Último acesso em 03 de outubro de 2017.

Sobre o texto III, responda à questão.
Em diversas passagens do texto, o autor enreda o leitor, travando com ele um diálogo informal. Como marca notória dessa interlocução, podemos citar o uso
Alternativas
Q924072 Português

TEXTO I


Só o homem entediado terá chance de salvação num futuro de smartphones

                                                    João Pereira Coutinho





Disponível em <http://www1.folha.uol.com.br/colunas/joaopereiracoutinho/2017/06/1897093-so-ohomem-entediado-tera-chance-de-salvacao-num-futuro-de-smartphones.shtml>. Último acesso em 06 de julho de 2017. (Adaptado).

VOCABULÁRIO:
1. Toga – traje preto e comprido, usado por advogados e por professores catedráticos e doutorados em ocasiões especiais.
2. Nefasto – nocivo, prejudicial, perverso, trágico, mau.
3. Espreitar – espiar, olhar demorada e fixamente.
4. Torpor – indiferença ou apatia moral; indolência, prostração.
5. Ópio – narcótico, droga que provoca adormecimento.


TEXTO II


Fiu-fiu

                                                        Luis Fernando Veríssimo


Existe coisa mais melancólica do que uma mesa de quatro pessoas, num restaurante, em que três estão dedilhando seus smartphones e uma está falando sozinha?



Jornal O Globo, 03/08/2014. Disponível em <https://oglobo.globo.com/opiniao/fiu-fiu-13464128>. Último acesso em 30 de setembro de 2017.
Os textos I e II tratam os smartphones como os itens da contemporaneidade que têm levado as pessoas em geral a lidar (ou a não saberem lidar) com o hábito cotidiano.
Que fragmento do texto II pode servir de exemplo para a seguinte reflexão retirada do texto I: “Imagino um encontro de silêncios, onde todos os presentes estarão ausentes” (l.42)?
Alternativas
Q924070 Português

TEXTO I


Só o homem entediado terá chance de salvação num futuro de smartphones

                                                    João Pereira Coutinho





Disponível em <http://www1.folha.uol.com.br/colunas/joaopereiracoutinho/2017/06/1897093-so-ohomem-entediado-tera-chance-de-salvacao-num-futuro-de-smartphones.shtml>. Último acesso em 06 de julho de 2017. (Adaptado).

VOCABULÁRIO:
1. Toga – traje preto e comprido, usado por advogados e por professores catedráticos e doutorados em ocasiões especiais.
2. Nefasto – nocivo, prejudicial, perverso, trágico, mau.
3. Espreitar – espiar, olhar demorada e fixamente.
4. Torpor – indiferença ou apatia moral; indolência, prostração.
5. Ópio – narcótico, droga que provoca adormecimento.

Sobre o texto I, responda à questão.
O texto I, de João Pereira Coutinho, é uma crônica. Enquadra-se afinado, pois, tanto com os gêneros jornalísticos quanto com os artísticos. Em relação às especificidades destes últimos, cronistas costumam-se valer de recursos estilísticos que enriqueçam seu texto. Indique a alternativa que demonstra adequada associação entre exemplo destacado e recurso utilizado na crônica.
Alternativas
Q922521 Português

Analise as relações de sentido apresentadas a seguir.


1. A informação de que “Em 2015, 3.320 pessoas foram mortas em intervenções policiais no Brasil” equivale semanticamente à de que “Em 2015, as atuações policiais foram responsáveis pela morte de 3.320 pessoas no Brasil”.

2. A informação de que o Brasil está “no topo do ranking entre os países com maior letalidade policial” corresponde à de que o Brasil está “em primeiro lugar entre os países com maior letalidade policial”.

3. Afirmar que a África do Sul é “país extremamente desigual e igualmente detentor de altos índices de criminalidade” é o mesmo que afirmar que a África do Sul é “país intrinsecamente desigual e igualmente fomentador de altos índices de criminalidade”.

4. Informar que “o delegado federal está há três meses à frente do cargo” significa informar que “o delegado federal ocupa posição subalterna há três meses”.


Estão CORRETAS

Alternativas
Respostas
2161: B
2162: C
2163: A
2164: C
2165: D
2166: D
2167: E
2168: D
2169: A
2170: C
2171: B
2172: E
2173: C
2174: B
2175: E
2176: B
2177: D
2178: C
2179: E
2180: A