Questões Militares Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Foram encontradas 2.116 questões

Q1664084 Português
A questão é baseada no trecho a seguir:

    “[...] Sem alegria nem cuidado, nosso pai encalcou o chapéu e decidiu um adeus para a gente. Nem falou outras palavras, não pegou matula e trouxa, não fez a alguma recomendação. Nossa mãe, a gente achou que ela ia esbravejar, mas persistiu somente alva de pálida, mascou o beiço e bramou: - ‘Ce vai, ocê fique, você nunca volte!’. Nosso pai suspendeu a resposta. Espiou manso para mim, me acenando de vir também, por uns passos. Temi a ira de nossa mãe, mas obedeci, de vez de jeito. O rumo daquilo me animava, chega que um propósito perguntei: ‘-Pai, o senhor me leva junto, nessa sua canoa?’. Ele só retornou o olhar em mim, e me botou a bênção, com gesto me mandando para trás. Fiz que vim, mas ainda virei, na grota do mato, para saber. Nosso pai entrou na canoa e desamarrou, pelo remar. E a canoa saiu se indo – a sombra dela por igual, feito um jacaré, comprida longa [...]”.

ROSA, João Guimarães. Primeiras estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. p.80.
O texto, extraído do conto “A terceira margem do rio”, do livro Primeiras estórias, de Guimarães Rosa, revela que a representação social é uma grande articuladora no interior de uma narrativa, transformando-se em um critério para se discutir a sociedade em um país de grande diversidade cultural, como é o caso do Brasil.
A propósito das obras de João Guimarães Rosa, cujo regionalismo se apresenta de forma bastante acentuada, afirma-se que:
Alternativas
Q1664083 Português
    “Chaplin, em sua defesa do cinema mudo, exprimia o temor de que a palavra aumentasse essa terrível passividade que é sua permanente adequação à civilização de massas. A música o salva porque, através dela, fica depois do filme esse sentimento de ‘mistério’ com o qual podemos dialogar: sempre recordamos o encanto e a pena de Luzes da ribalta através de sua música. Essa é uma grande vitória artística de Chaplin. Dizemos normalmente que a melhor música de cinema é aquela que nos ajuda a criar um espaço mágico, porém sem chamar em demasia a nossa atenção. Ouvi-la como ‘fundo’ ajuda a intensidade da visão”.

SOPEÑA, Frederico. Música e literatura. São Paulo: Nerman, 1989. p.157.
O texto acima é um ponto de partida para compreensão do cinema como uma arte que articula o teatro, a música, a dança e diversas outras artes visuais. Nessa perspectiva, o cinema se tornou um bem cultural que atinge as massas de uma forma avassaladora, movendo uma gigantesca indústria cultural em todo mundo. É, portanto, correto afirmar que:
Alternativas
Q1664082 Português
“João Grilo: Mas, espere, o senhor que é Jesus?
Manuel: Sim.
João Grilo: Aquele Jesus a quem chamavam Cristo?
Jesus: A quem chamavam, não, que era Cristo. Sou, por quê?
João Grilo: Porque... não é lhe faltando com respeito não, mas eu pensava que o senhor era muito menos queimadinho.
Bispo: Cale-se, atrevido.
Manuel: Cale-se você. Com que autoridade está repreendendo os outros? Você foi um bispo indigno de minha Igreja, mundano, autoritário, soberbo. Seu tempo já passou. Muita oportunidade teve de exercer sua autoridade, santificando-se através dela. Sua obrigação era ser humilde, porque quanto mais alta é a função, mais generosidade e virtude requer. Que direito tem você de repreender João porque falou comigo com certa intimidade? João foi um pobre em vida e provou sua sinceridade exibindo seu pensamento. Você estava mais espantado do que ele e escondeu essa admiração por prudência mundana.
O tempo da mentira já passou”.

SUASSUNA, Ariano. Auto da compadecida. Rio de Janeiro: Agir, 2005. p.126.
O texto acima revela que Ariano Suassuna acrescentou à sua obra elementos de natureza social e religiosa, trabalhando com um universo genérico de símbolos, inerentes à diversidade cultural do Brasil. Diante dessa afirmativa, a peça Auto da compadecida está estruturada sobre elementos que fazem referência:
Alternativas
Q1664079 Português
INTRODUÇÃO
 
  Há muito tempo, o Brasil pertencia a Portugal. Naquela época, os países europeus mais ricos conquistavam colônias para plantar, criar gado e procurar ouro.
    Quem fazia todo esse trabalho eram os escravos. Por isso, o Brasil recebeu muitos homens e mulheres que foram capturados em diversos lugares da África e escravizados. Eles eram bantos, iorubás, jejês, minas, malês, entre outros.
    Todos esses povos tinham sociedades bem organizadas, culturas ricas, tradições bonitas. No entanto, muitos não tinham escrita. Por isso, a história de seus povos, os segredos da sua religião, os modos de fazer as coisas eram contados pelos mais velhos para os mais novos.
    Os africanos que vieram para o Brasil lembravam-se de muitas dessas histórias. Então eles contaram para os filhos como o seu povo tinha surgido: falaram de seus deuses, de seus mistérios, de sua sabedoria. Voltaram a cultuar seus orixás, inquices, voduns. E as velhas lendas continuaram a ser narradas.
    As seis histórias deste livro são uma amostra da sabedoria que o Brasil recebeu da África. Elas falam da criação do mundo e de alguns deuses afrobrasileiros.

LODY, Raul. Seis pequenos contos africanos sobre a criação do mundo e do homem. 2. ed. Rio de Janeiro: Pallas, 2011. p. 5.
Levando em conta o texto acima, podemos dizer que esse texto:
Alternativas
Q1664078 Português
NÚMEROS
    711 genes são afetados quando se dorme menos de seis horas por noite durante vários dias, segundo um estudo de cientistas ingleses da Universidade de Surrey, publicado na revista científica PNAS. Já se sabia que a falta de sono estava relacionada a problemas de saúde, como a obesidade. Mas é a primeira vez que se descreve o impacto da privação de sono sobre os genes.
    444 desses genes tiveram a atividade reduzida, enquanto 267 ficaram mais ativos do que o normal. Todos estão relacionados à regulação do metabolismo, das funções cardíacas e do sistema imunológico.
    3,5 vezes maior é o risco de sofrer um AVC para pessoas que dormem menos de seis horas por noite, comparado àquelas que dormem oito. Já a probabilidade de desenvolver doenças cardíacas aumenta 45% quando se dorme cinco horas ou menos frequentemente.

Conversa com Fabiana Nogueira. Revista Veja, Seção Panorama, edição 2311, ano 46, n. 10, 06/03/13.
Considerando a estrutura composicional do texto, infere-se que os números são recursos verbais utilizados com a finalidade de:
Alternativas
Q1664077 Português
A questão toma como base o texto abaixo:

A HORA DOS TABLETS
    Eles são a bola da vez da informática. Saiba tudo sobre o gadget do momento e descubra como fazer a compra certa.
    Tablet é o eletrônico do momento, coqueluche que leva muita gente a encarar filas para botar as mãos na novidade desta ou daquela fabricante. Entretanto, eles já existem há um bom tempo: desde dispositivos para desenho com o uso de canetas a sistemas auxiliares para desktops, eles estão no mercado há pelo menos uma década.
    Atualmente, um tablet é um misto de computador portátil, telefone celular e aparelho multimídia. Se ele é capaz de substituir de vez todos estes equipamentos? A resposta definitiva ainda não existe, e sempre dependerá de suas necessidades específicas.
    E seja por razões práticas ou pelo gosto por novidades, vamos ajudá-lo a escolher o melhor equipamento para você.

COSMAN, Fábio. Windows: a revista oficial. São Paulo, Digerati, edição 41, p.30, abril 2011.
O texto possibilita o entendimento de que:
I. As expressões “bola da vez”, “gadget do momento” e “coqueluche” são variedades linguísticas que caracterizam o tempo de alta comercialização de tablets no mercado de eletrônicos. II. Atualmente, o tablet é capaz de substituir o computador portátil, o telefone celular e o aparelho multimídia. III. O verbo “haver”, usado no singular nas expressões linguísticas “há um bom tempo” e “há pelo menos uma década”, informa o tempo decorrido do aparecimento do equipamento no mercado de eletrônicos. IV. A conjunção adversativa “entretanto”, usada no texto, retoma a tese inicial de que a “hora” é dos tablets.
Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q1664076 Português
A questão toma como base o texto abaixo:

A HORA DOS TABLETS
    Eles são a bola da vez da informática. Saiba tudo sobre o gadget do momento e descubra como fazer a compra certa.
    Tablet é o eletrônico do momento, coqueluche que leva muita gente a encarar filas para botar as mãos na novidade desta ou daquela fabricante. Entretanto, eles já existem há um bom tempo: desde dispositivos para desenho com o uso de canetas a sistemas auxiliares para desktops, eles estão no mercado há pelo menos uma década.
    Atualmente, um tablet é um misto de computador portátil, telefone celular e aparelho multimídia. Se ele é capaz de substituir de vez todos estes equipamentos? A resposta definitiva ainda não existe, e sempre dependerá de suas necessidades específicas.
    E seja por razões práticas ou pelo gosto por novidades, vamos ajudá-lo a escolher o melhor equipamento para você.

COSMAN, Fábio. Windows: a revista oficial. São Paulo, Digerati, edição 41, p.30, abril 2011.
O texto manifesta uma opinião e defende o ponto de vista de que:
Alternativas
Q1664075 Português

Imagem associada para resolução da questão

Windows: a revista oficial. São Paulo, Digerati, edição 41, p. 98, abril 2011.


Considerando a mobilização de recursos linguísticos da linguagem verbal e da não verbal, as duas charges fazem representações de caráter pictório e caricatural em que satirizam:

Alternativas
Q736044 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.

O Conceito de Paz


No texto são apresentadas as noções de “paz negativa” e “paz positiva” (linhas 7-12), propostas por Johan Galtung. Em relação a isso, o autor do texto 
Alternativas
Q736042 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.

O Conceito de Paz


Tem-se, no texto, a ideia de que o termo paz
Alternativas
Q736038 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.

O Mundo Moderno e a Violência


No trecho “São muitas as polarizações e combinações de processos” (linha 15), a ideia de polarização pode ser exemplificada por: 
Alternativas
Q726260 Português

Um rio do Éden

29 de agosto de 2013 | 2h 19. Luiz Fernando Veríssimo - O Estado de S. Paulo.

 O meu relógio biológico é um Rolex. Não, brincadeira. Nós todos temos um relógio dentro de nós que sempre "sabe" exatamente que horas são, embora nem todo mundo saiba que ele sabe, ou confie nele. O relógio biológico funciona mais ou menos como uma portaria de hotel, à qual você pede para ser acordado a certa hora. Ou como um despertador, que você marca para acordá-lo. O relógio interior pode falhar - as portarias de hotel e os despertadores também falham -, mas sempre que não acreditei no meu me arrependi. O que aconteceu mais de uma vez foi que o relógio biológico me acordou e fiquei na cama, aflito para saber se a portaria iria se lembrar ou o despertador funcionar, e acabei me atrasando. E minha tese é que quando o relógio biológico não nos acorda é porque, no fundo, não queremos acordar. Algum outro instrumento instintivo que carregamos sem saber prevaleceu e neutralizou o relógio.

 É fascinante essa ideia de que trazemos nos genes recursos, impulsos, fobias e encargos dos quais não nos damos conta, como relógios embutidos ligados a alguma fonte inimaginavelmente precisa de tempo certo. Somos portadores de mensagens cifradas que não conhecemos, e não entenderíamos se conhecêssemos. Há uma teoria segundo a qual o pavor universal de cobras vem de um resquício do passado reptiliano que ficou num dos cantos primitivos do nosso cérebro. E a mais nobre e misteriosa missão que nossos genes realizam à nossa revelia é a de trazer nosso DNA desde as origens da espécie humana até agora. Ninguém nos contratou, mas nossa função no mundo é transportar DNA.

 O famoso biólogo darwinista Richard Dawkins deu um título poético a um dos seus livros: River Out of Eden. Tirado de Gênese 2:10 "E saía um rio do Éden para regar o jardim, e dali se dividia". O rio do Éden de Dawkins e de DNA, e passa por todos nós.

Disponível em http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,um-rio-do-eden-,1069085,0.htm. Acesso em 6/9/2013. 

Na crônica de Veríssimo, predominam as sequências dissertativo-argumentativas, pois o autor:
Alternativas
Q726259 Português

Um rio do Éden

29 de agosto de 2013 | 2h 19. Luiz Fernando Veríssimo - O Estado de S. Paulo.

 O meu relógio biológico é um Rolex. Não, brincadeira. Nós todos temos um relógio dentro de nós que sempre "sabe" exatamente que horas são, embora nem todo mundo saiba que ele sabe, ou confie nele. O relógio biológico funciona mais ou menos como uma portaria de hotel, à qual você pede para ser acordado a certa hora. Ou como um despertador, que você marca para acordá-lo. O relógio interior pode falhar - as portarias de hotel e os despertadores também falham -, mas sempre que não acreditei no meu me arrependi. O que aconteceu mais de uma vez foi que o relógio biológico me acordou e fiquei na cama, aflito para saber se a portaria iria se lembrar ou o despertador funcionar, e acabei me atrasando. E minha tese é que quando o relógio biológico não nos acorda é porque, no fundo, não queremos acordar. Algum outro instrumento instintivo que carregamos sem saber prevaleceu e neutralizou o relógio.

 É fascinante essa ideia de que trazemos nos genes recursos, impulsos, fobias e encargos dos quais não nos damos conta, como relógios embutidos ligados a alguma fonte inimaginavelmente precisa de tempo certo. Somos portadores de mensagens cifradas que não conhecemos, e não entenderíamos se conhecêssemos. Há uma teoria segundo a qual o pavor universal de cobras vem de um resquício do passado reptiliano que ficou num dos cantos primitivos do nosso cérebro. E a mais nobre e misteriosa missão que nossos genes realizam à nossa revelia é a de trazer nosso DNA desde as origens da espécie humana até agora. Ninguém nos contratou, mas nossa função no mundo é transportar DNA.

 O famoso biólogo darwinista Richard Dawkins deu um título poético a um dos seus livros: River Out of Eden. Tirado de Gênese 2:10 "E saía um rio do Éden para regar o jardim, e dali se dividia". O rio do Éden de Dawkins e de DNA, e passa por todos nós.

Disponível em http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,um-rio-do-eden-,1069085,0.htm. Acesso em 6/9/2013. 

Ao justificar por que “a mais nobre e misteriosa missão que nossos genes realizam à nossa revelia é a de trazer nosso DNA desde as origens da espécie humana até agora” (§2), Veríssimo:
Alternativas
Q726258 Português

Um rio do Éden

29 de agosto de 2013 | 2h 19. Luiz Fernando Veríssimo - O Estado de S. Paulo.

 O meu relógio biológico é um Rolex. Não, brincadeira. Nós todos temos um relógio dentro de nós que sempre "sabe" exatamente que horas são, embora nem todo mundo saiba que ele sabe, ou confie nele. O relógio biológico funciona mais ou menos como uma portaria de hotel, à qual você pede para ser acordado a certa hora. Ou como um despertador, que você marca para acordá-lo. O relógio interior pode falhar - as portarias de hotel e os despertadores também falham -, mas sempre que não acreditei no meu me arrependi. O que aconteceu mais de uma vez foi que o relógio biológico me acordou e fiquei na cama, aflito para saber se a portaria iria se lembrar ou o despertador funcionar, e acabei me atrasando. E minha tese é que quando o relógio biológico não nos acorda é porque, no fundo, não queremos acordar. Algum outro instrumento instintivo que carregamos sem saber prevaleceu e neutralizou o relógio.

 É fascinante essa ideia de que trazemos nos genes recursos, impulsos, fobias e encargos dos quais não nos damos conta, como relógios embutidos ligados a alguma fonte inimaginavelmente precisa de tempo certo. Somos portadores de mensagens cifradas que não conhecemos, e não entenderíamos se conhecêssemos. Há uma teoria segundo a qual o pavor universal de cobras vem de um resquício do passado reptiliano que ficou num dos cantos primitivos do nosso cérebro. E a mais nobre e misteriosa missão que nossos genes realizam à nossa revelia é a de trazer nosso DNA desde as origens da espécie humana até agora. Ninguém nos contratou, mas nossa função no mundo é transportar DNA.

 O famoso biólogo darwinista Richard Dawkins deu um título poético a um dos seus livros: River Out of Eden. Tirado de Gênese 2:10 "E saía um rio do Éden para regar o jardim, e dali se dividia". O rio do Éden de Dawkins e de DNA, e passa por todos nós.

Disponível em http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,um-rio-do-eden-,1069085,0.htm. Acesso em 6/9/2013. 

No início do segundo parágrafo, Veríssimo afirma: “É fascinante essa ideia de que trazemos nos genes recursos, impulsos, fobias e encargos dos quais não nos damos conta, como relógios embutidos ligados a alguma fonte inimaginavelmente precisa de tempo certo”. Nessa afirmação, a expressão destacada “essa ideia" foi utilizada para:

I - retomar algo já mencionado no primeiro parágrafo.

II - detalhar melhor os aspectos apresentados no primeiro parágrafo.

III - manter o tema e, ao mesmo tempo, acrescentar informações novas.

IV - fazer o texto progredir sequencialmente.

V - introduzir apenas informações completamente novas.

Estão corretas apenas :

Alternativas
Q726257 Português

Um rio do Éden

29 de agosto de 2013 | 2h 19. Luiz Fernando Veríssimo - O Estado de S. Paulo.

 O meu relógio biológico é um Rolex. Não, brincadeira. Nós todos temos um relógio dentro de nós que sempre "sabe" exatamente que horas são, embora nem todo mundo saiba que ele sabe, ou confie nele. O relógio biológico funciona mais ou menos como uma portaria de hotel, à qual você pede para ser acordado a certa hora. Ou como um despertador, que você marca para acordá-lo. O relógio interior pode falhar - as portarias de hotel e os despertadores também falham -, mas sempre que não acreditei no meu me arrependi. O que aconteceu mais de uma vez foi que o relógio biológico me acordou e fiquei na cama, aflito para saber se a portaria iria se lembrar ou o despertador funcionar, e acabei me atrasando. E minha tese é que quando o relógio biológico não nos acorda é porque, no fundo, não queremos acordar. Algum outro instrumento instintivo que carregamos sem saber prevaleceu e neutralizou o relógio.

 É fascinante essa ideia de que trazemos nos genes recursos, impulsos, fobias e encargos dos quais não nos damos conta, como relógios embutidos ligados a alguma fonte inimaginavelmente precisa de tempo certo. Somos portadores de mensagens cifradas que não conhecemos, e não entenderíamos se conhecêssemos. Há uma teoria segundo a qual o pavor universal de cobras vem de um resquício do passado reptiliano que ficou num dos cantos primitivos do nosso cérebro. E a mais nobre e misteriosa missão que nossos genes realizam à nossa revelia é a de trazer nosso DNA desde as origens da espécie humana até agora. Ninguém nos contratou, mas nossa função no mundo é transportar DNA.

 O famoso biólogo darwinista Richard Dawkins deu um título poético a um dos seus livros: River Out of Eden. Tirado de Gênese 2:10 "E saía um rio do Éden para regar o jardim, e dali se dividia". O rio do Éden de Dawkins e de DNA, e passa por todos nós.

Disponível em http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,um-rio-do-eden-,1069085,0.htm. Acesso em 6/9/2013. 

Considerando o uso das palavras no texto, numere a segunda coluna de acordo com a primeira.

(1) Rolex

(2)gene

(3) DNA

(4) darwinista

(5) Gênese

(6) Éden

(...) sigla que abrevia o termo ácido desoxirribonucleico (ADN, em portuquês).

(...) que está de acordo com a teoria evolucionista do naturalista inglês Charles Robert Darwin (1809-1882).

(...) marca de relógio suíço de luxo, considerado, por muitos, um símbolo de status.

(...) menos usado que Gênesis: é o primeiro livro tanto da Bíblia Hebraica como da Bíblia Cristã

(...) jardim em que Adão e Eva viveram; paraíso.

(...) unidade fundamental, física e funcional da hereditariedade.

A sequência numérica correta é:

Alternativas
Q718385 Português

A casa das ilusões perdidas  


            Quando ela anunciou que estava grávida, a primeira reação dele foi de desagrado, logo seguida de franca irritação. Que coisa, disse, você não podia tomar cuidado, engravidar logo agora que estou desempregado, numa pior, você não tem cabeça mesmo, não sei o que vi em você, já deveria ter trocado de mulher havia muito tempo. Ela, naturalmente, chorou, chorou muito. Disse que ele tinha razão, que aquilo fora uma irresponsabilidade, mas mesmo assim queria ter o filho. Sempre sonhara com isso, com a maternidade – e agora que o sonho estava prestes a se realizar, não deixaria que ele se desfizesse. 

            – Por favor, suplicou. – Eu faço tudo que você quiser, eu dou um jeito de arranjar trabalho, eu sustento o nenê, mas, por favor, me deixe ser mãe.

            Ele disse que ia pensar. Ao fim de três dias daria a resposta. E sumiu.

           Voltou, não ao cabo de três dias, mas de três meses. Àquela altura ela já estava com uma barriga avançada que tornava impossível o aborto; ao vê-lo, esqueceu a desconsideração, esqueceu tudo – estava certa de que ele vinha com a mensagem que tanto esperava, você pode ter o nenê, eu ajudo você a criá-lo.

          Estava errada. Ele vinha, sim, dizer-lhe que podia dar à luz a criança; mas não para ficar com ela. Já tinha feito o negócio: trocariam o recém-nascido por uma casa. A casa que não tinham e que agora seria o lar deles, o lar onde – agora ele prometia – ficariam para sempre.

           Ela ficou desesperada. De novo caiu em prantos, de novo implorou. Ele se mostrou irredutível. E ela, como sempre, cedeu.

           Entregue a criança, foram visitar a casa. Era uma modesta construção num bairro popular. Mas era o lar prometido e ela ficou extasiada. Ali mesmo, contudo, fez uma declaração.

          – Nós vamos encher esta casa de crianças. Quatro ou cinco, no mínimo.

         Ele não disse nada, mas ficou pensando. Quatro ou cinco casas, aquilo era um bom começo.


                                                                                                             Moacyr Scliar. Folha de S.Paulo, 14/06/99.  

De acordo com o texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q716556 Português

Texto base:

“Mulher: Que é isso, João, você está em casa! Diga!

João Grilo: É que o gato que eu lhe trouxe descome

dinheiro.

Mulher: Descome dinheiro?

João Grilo: Descome sim.

Mulher: Essa eu só acredito vendo!

[...]

João Grilo: Está aí o gato.

Mulher: E daí?

João Grilo: É só tirar o dinheiro.

Mulher: Pois tire!

[...]

João Grilo: (Virando o gato pra Chicó, com o rabo

levantado) Tire aí, Chicó!

Chicó: Eu não, tire você!

[...]

João Grilo: (Passa a mão no traseiro do gato e tira

uma prata de cinco tostões.) Está aí, cinco tostões que

o gato lhe dá de presente”.

(SUASSUNA, Ariano. Auto da compadecida. Rio de Janeiro: Agir, 2005. p. 77-79). 

Auto da compadecida é uma peça produzida com base em romances e histórias populares do Nordeste. O texto aproxima-se dos espetáculos de circo e da tradição popular, por isso, a sua relação com o tragicômico. O texto base apresenta trechos que constituem um diálogo a respeito de um gato que descome dinheiro, trechos retirados da peça teatral acima mencionada. Sobre Auto da compadecida, é correto afirmar:
Alternativas
Q716554 Português

Juros bancários

Juro é o custo do dinheiro, o valor que o tomador de recursos deve pagar a mais sobre o valor emprestado, depois de determinado período. É como se o devedor pagasse ao credor um aluguel pelo dinheiro emprestado. A taxa de juros é o valor, em porcentagem, desse aluguel, a ser pago a cada dia, mês ou ano, até a liquidação total da dívida.

Spread bancário

O spread é a diferença entre o que um banco paga como rendimento de investimentos de seus correntistas e o que recolhe de juros para emprestar dinheiro. Nem tudo no spread é lucro. Incluem-se ali, também, outros valores, como o risco estimado de inadimplência dos tomadores de empréstimos e custos administrativos.

Fonte: Guia do Estudante/Matemática, 2014.

Os excertos são discursos sobre sistema financeiro e representam a opção do produtor do texto em usar um gênero textual que:

Alternativas
Q716553 Português

Texto base:

O CAVALO QUE BEBIA CERVEJA

“[...] Seo Priscílio apareceu, falou com seo Giovânio: se que estórias seriam aquelas, de um cavalo beber cerveja? Apurava com ele, apertava. Seo Giovânio permanecia muito cansado, sacudia devagar a cabeça, fungando o escorrido do nariz, até o toco do charuto; mas não fez mau rosto ao outro. Passou muito a mão na testa: - “Lei, quer ver?” Saiu, para surgir com um cesto com as garrafas cheias, e uma gamela, nela despejou tudo, às espumas. Me mandou buscar o cavalo: o alazão canela-clara, bela face. O qual – era de se dar a fé? – Já avançou, avispado, de atreitas orelhas, arredondando as ventas, se lambendo: e grosso bebeu o rumor daquilo, gostado, até o fundo; a gente vendo que ele já era manhudo, cevado naquilo! Quando era que tinha sido ensinado, possível? Pois, o cavalo ainda queria mais e mais cerveja. Seo Priscílio se vexava, no que agradeceu e se foi. Meu patrão assoviou de esguicho, olhou para mim: - “Irivalíni, que estes tempos vão cambiando mal. Não laxa as armas!” Aproveitei. Sorri de que ele tivesse as todas manhas e patranhas. Mesmo assim, meio me desgostava”.

(ROSA, João Guimarães. O cavalo que bebia cerveja”. In:______. Primeiras estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. p. 145).

Guimarães Rosa, na sua obra, revela a necessidade de revitalizar o homem, por meio de uma estrutura linguística autêntica, promovendo, sobretudo, uma revolução instrumental: a revolução estilística. Esse é um ponto de vista apontado pelos críticos Afrânio Coutinho e Eduardo Coutinho, no livro A Literatura no Brasil, volume 4, publicado pela editora de São Paulo em 2004. Nessa perspectiva, marque a alternativa que identifica, nos dois trechos, essa revolução estilística, pela desconstrução da linguagem no conto “O cavalo que bebia cerveja”:

Alternativas
Q716552 Português

Texto base:

A DIFERENÇA ENTRE MÍDIA SOCIAL E MÍDIA

SOCIAL PARA NEGÓCIOS NO FACEBOOK

Dê uma olhada na sua página de perfil no Facebook.

Você vê todos os tipos de fotos suas, de seus amigos e de seus familiares? Isso não parece muito condizente com negócios. Está mais para comportamento tolo. Quase como uma sala de bate-papo para que seus amigos vejam sua vida, e você ver a deles.

Embora seja na sua maioria positivo, algumas contêm dramas, e tudo isso está aberto.

Agora, tire um tempinho e dê uma olhada em algumas páginas de mídia social para negócios. Elas são fáceis de achar. Todas as grandes corporações têm uma.

Olhe essas primeiramente e, em seguida, tente encontrar algumas páginas de empresas pequenas.

Em seguida, procure seus concorrentes, talvez procure até mesmo sua empresa.

Agora, pense em seus clientes, seus prospectos, seus fornecedores, seus contatos comerciais e suas conexões comerciais. O que você pode fazer para convidá-los ou, eu devo dizer, incitá- los a “curtir” sua página para negócios no Facebook?

(GITOMER, J. Boom de mídias sociais. São Paulo: M. Books do Brasil, 2012. p. 69). (Adaptado).

O autor manifesta a opinião de que há incoerência em relação ao avanço das novas tecnologias da informação e comunicação no domínio das mídias sociais e a geração de informações úteis aos usuários.

O texto ressalta essa incoerência à medida em que:

Alternativas
Respostas
1641: B
1642: A
1643: C
1644: B
1645: B
1646: A
1647: E
1648: E
1649: A
1650: C
1651: D
1652: B
1653: D
1654: D
1655: E
1656: C
1657: E
1658: E
1659: E
1660: B