Questões Militares
Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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DAS UTOPIAS
Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!
(Mario Quintana, Espelho Mágico. Porto Alegre: Editora Globo. 1951)
Glossário:
Inatingíveis: aquilo que não se pode atingir, que não se pode alcançar.
DAS UTOPIAS
Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!
(Mario Quintana, Espelho Mágico. Porto Alegre: Editora Globo. 1951)
Glossário:
Inatingíveis: aquilo que não se pode atingir, que não se pode alcançar.
Introdução: Leia atentamente o texto 2 e responda à questão, assinalando a única alternativa correta.

Esta ilustração pertence à primeira edição de Alice no País das Maravilhas e foi feita por John
Tenniel. O ilustrador buscou captar o universo maravilhoso que Lewis Carroll concedeu às
aventuras da pequena Alice.

A corrupção é um tema que vem sendo discutido em várias esferas da sociedade. Os textos V
e VI, direta ou indiretamente, tratam de pequenas transgressões comuns em nosso cotidiano. Sobre eles,
só NÃO é possível afirmar que:
Por Pâmela Carbonari
Quem ama o tédio, divertido lhe parece. Apesar da diversão ser um conceito tão relativo quanto a beleza, a paródia do ditado é tão verdadeira quanto a de que a necessidade é a mãe da invenção. […] O escritor de ciência americano Steven Johnson acredita que o prazer é o motor da inovação. Em seu décimo livro, O poder inovador da diversão: como o prazer e o entretenimento mudaram o mundo, lançado no Brasil pela editora Zahar, ele mostra a importância da música, dos jogos, da mágica, da comida e de outras formas de diversão para chegarmos onde estamos e para que tipo de futuro esses passatempos nos levarão. […] Do jogo de dardos veio a estatística. A flauta de osso pode ser a ancestral do computador que você lê este artigo. As caixas de música serviram de inspiração para os teares. Com uma prosa leve e bemhumorada (à prova de hipocrisias), Johnson explica como tecnologias fundamentais para o nosso tempo nasceram e evoluíram de objetos e engrenagens que não tinham outro objetivo senão entreter. [...] Somos naturalmente hedonistas. E, como você diz, a diversão ajudou a moldar a humanidade. Você acha que o prazer é a chave para a inteligência? Eu não diria que o prazer é “a” chave para a inteligência, mas sim que é um elemento subestimado de inteligência. Em outras palavras, tendemos a supor que pessoas inteligentes usam suas habilidades mentais em busca de problemas sérios que tenham clara utilidade ou recompensa econômica por trás deles. Mas o pensamento inteligente é muitas vezes desencadeado por experiências mais lúdicas, como os nossos ancestrais do Paleolítico que, esculpindo as primeiras flautas de ossos de animais, descobriram como posicionar os buracos para produzir os sons mais interessantes. Essas inovações exigiram uma grande dose de inteligência – dado o estado do conhecimento humano sobre a música e o design de instrumentos há 50 mil anos – mas esse tipo de coisa não era “útil” em nenhum sentido tradicional. A história da diversão sempre esteve à margem dos registros históricos mais sérios e práticos, como guerras, poder e igualdade, por exemplo. Você acha que a diversão estava implícita nesses eventos ou foi ignorada pelos historiadores? Acho que tem sido amplamente ignorada pelos historiadores. E quando foi observada e narrada, os relatos históricos foram muito limitados: há histórias sobre moda, jogos ou temperos, mas como narrativas separadas. Olhamos para a longa história da civilização de maneira diferente se contarmos a história do comportamento “lúdico” como uma categoria mais abrangente – esse era meu objetivo ao escrever O poder inovador da diversão. Essa história é muito mais importante que a maioria das pessoas imagina. Nesse seu último livro, você diz que os prazeres inúteis da vida geralmente nos dão uma pista sobre futuras mudanças na sociedade. O que podemos prever para o futuro a partir dos nossos prazeres mais comuns agora? Provavelmente o melhor exemplo recente foi a mania de Pokémon Go. Eu posso imaginar-nos olhando para trás em 2025, quando muitos de nós estarão usando regularmente dispositivos de realidade aumentada para resolver “problemas sérios” no trabalho, e vamos perceber que a primeira adoção dominante dessa tecnologia veio de pessoas correndo pelas cidades capturando monstros japoneses imaginários em seus telefones. Por que a humanidade precisa se divertir? Esta é uma questão verdadeiramente profunda. Algumas coisas que consideramos divertidas (sexo, comida, por exemplo) têm claras explicações evolutivas sobre por que nossos cérebros devem achá-las prazerosas. Mas o tipo de diversão que descrevo em O Poder Inovador da Diversão – o prazer de ver uma boneca robô imitar um humano, ou a diversão de jogar um jogo de tabuleiro – é mais difícil de explicar. Eu acho que tem a ver com a experiência de novidade e surpresa; uma parte significativa de nossa inteligência vem do nosso interesse em coisas que nos surpreendem desafiando nossas expectativas. Quando experimentamos essas coisas, temos um pequeno estímulo que diz: “Preste atenção nisso, isso é novo”. E assim, ao longo do tempo, os sistemas culturais se desenvolveram para criar experiências cada vez mais elaboradas para surpreender outros seres humanos: desde as primeiras flautas de osso, até os novos e brilhantes padrões de tecido de chita, todas as formas de Pokémon Go. É uma história antiga; temos muito mais oportunidades e tecnologias para nos surpreender do que nossos ancestrais.
Adaptado de: <https://super.abril.com.br/blog/literal/por-que-a-diversao-e-tao-util-para-a-humanidade/>. Acesso em: 22 jun. 2018.
De acordo com o texto, assinale a alternativa correta.
Considere a seguinte frase do texto, para responder à questão.
● “Se a empresa não administrar bem as prioridades...”
Google abandona seus ideais de juventude
Todo mundo precisa amadurecer um dia. Para o Google, essa transição do idealismo da juventude para o realismo ranzinza da meia-idade está em curso.
A mais recente prova do pragmatismo do Google é o projeto Dragonfly, uma versão do serviço de buscas que pode se enquadrar às normas de censura da China para que a empresa volte a oferecer esse produto no país, depois de suspendê-lo em 2010. Esse não é o primeiro exemplo de transformação do lema da empresa, “não seja mau”, para algo mais parecido com “caia na real”.
Além de irritar o público e legisladores, essas práticas de negócios inspiraram reações adversas de parte dos empregados da companhia e colocaram em risco a capacidade de o Google recrutar os grandes talentos da tecnologia.
Os críticos internos e externos afirmam que abandonar a missão idealista que a empresa um dia se atribuiu poderia conduzir a usos ainda menos éticos de sua poderosa tecnologia. Se a empresa não administrar bem as prioridades, a disposição de confiar nela, da parte de seus empregados e clientes, poderia erodir, o que colocaria em risco seu crescimento.
“Quando você começa com uma empresa ética, apegada à sua missão, e remove a ética, isso cria um problema”, disse Tiffany Li, pesquisadora da escola de direito da Universidade Yale. “Se o Google tiver uma versão de seu serviço de buscas aberta à censura, para a China, outros países pedirão a mesma coisa”, afirmou.
Em um setor no qual as maiores empresas crescem ao investir nelas mesmas e em sua tecnologia, a tentativa do Google de amadurecer significa entrar em um jogo perigoso, não só para a democracia mundial, mas para os lucros da empresa.
(Christopher Mims. The Wall Street Journal. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/ 28.08.18. Adaptado)
Google abandona seus ideais de juventude
Todo mundo precisa amadurecer um dia. Para o Google, essa transição do idealismo da juventude para o realismo ranzinza da meia-idade está em curso.
A mais recente prova do pragmatismo do Google é o projeto Dragonfly, uma versão do serviço de buscas que pode se enquadrar às normas de censura da China para que a empresa volte a oferecer esse produto no país, depois de suspendê-lo em 2010. Esse não é o primeiro exemplo de transformação do lema da empresa, “não seja mau”, para algo mais parecido com “caia na real”.
Além de irritar o público e legisladores, essas práticas de negócios inspiraram reações adversas de parte dos empregados da companhia e colocaram em risco a capacidade de o Google recrutar os grandes talentos da tecnologia.
Os críticos internos e externos afirmam que abandonar a missão idealista que a empresa um dia se atribuiu poderia conduzir a usos ainda menos éticos de sua poderosa tecnologia. Se a empresa não administrar bem as prioridades, a disposição de confiar nela, da parte de seus empregados e clientes, poderia erodir, o que colocaria em risco seu crescimento.
“Quando você começa com uma empresa ética, apegada à sua missão, e remove a ética, isso cria um problema”, disse Tiffany Li, pesquisadora da escola de direito da Universidade Yale. “Se o Google tiver uma versão de seu serviço de buscas aberta à censura, para a China, outros países pedirão a mesma coisa”, afirmou.
Em um setor no qual as maiores empresas crescem ao investir nelas mesmas e em sua tecnologia, a tentativa do Google de amadurecer significa entrar em um jogo perigoso, não só para a democracia mundial, mas para os lucros da empresa.
(Christopher Mims. The Wall Street Journal. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/ 28.08.18. Adaptado)
Google abandona seus ideais de juventude
Todo mundo precisa amadurecer um dia. Para o Google, essa transição do idealismo da juventude para o realismo ranzinza da meia-idade está em curso.
A mais recente prova do pragmatismo do Google é o projeto Dragonfly, uma versão do serviço de buscas que pode se enquadrar às normas de censura da China para que a empresa volte a oferecer esse produto no país, depois de suspendê-lo em 2010. Esse não é o primeiro exemplo de transformação do lema da empresa, “não seja mau”, para algo mais parecido com “caia na real”.
Além de irritar o público e legisladores, essas práticas de negócios inspiraram reações adversas de parte dos empregados da companhia e colocaram em risco a capacidade de o Google recrutar os grandes talentos da tecnologia.
Os críticos internos e externos afirmam que abandonar a missão idealista que a empresa um dia se atribuiu poderia conduzir a usos ainda menos éticos de sua poderosa tecnologia. Se a empresa não administrar bem as prioridades, a disposição de confiar nela, da parte de seus empregados e clientes, poderia erodir, o que colocaria em risco seu crescimento.
“Quando você começa com uma empresa ética, apegada à sua missão, e remove a ética, isso cria um problema”, disse Tiffany Li, pesquisadora da escola de direito da Universidade Yale. “Se o Google tiver uma versão de seu serviço de buscas aberta à censura, para a China, outros países pedirão a mesma coisa”, afirmou.
Em um setor no qual as maiores empresas crescem ao investir nelas mesmas e em sua tecnologia, a tentativa do Google de amadurecer significa entrar em um jogo perigoso, não só para a democracia mundial, mas para os lucros da empresa.
(Christopher Mims. The Wall Street Journal. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/ 28.08.18. Adaptado)
Empresas de tecnologia querem lei federal de privacidade nos EUA
As leis de privacidade pelo mundo afetaram em cheio as empresas de tecnologia desde o início do ano. Só no primeiro semestre, a União Europeia e o Estado da Califórnia, nos EUA, criaram leis para proteger os dados pessoais de seus cidadãos. Agora, na tentativa de driblar as novas regras, companhias de tecnologia estão estudando formas de criar uma lei federal americana que atenda a seus interesses.
O movimento teve início em maio, quando a Europa começou a aplicar sua nova lei (GDPR, na sigla em inglês) que permite que as pessoas solicitem seus dados e restringe a forma como as empresas obtêm e lidam com informações.
Em junho, foi a vez da Califórnia fazer o mesmo, estabelecendo um parâmetro de privacidade para os EUA. Agora, as principais empresas de tecnologia estão indo para a ofensiva. Nos últimos meses, o Facebook, o Google, a IBM, a Microsoft e outros pressionaram agressivamente as autoridades na administração Trump para começar a delinear uma lei federal de privacidade. A lei teria um duplo objetivo: ela iria se sobrepor à lei da Califórnia e, ao mesmo tempo, daria às empresas ampla margem de manobra sobre como as informações digitais pessoais eram tratadas.
(Cecília Kang, do The New York Times. Estado de S.Paulo, 29.08.2018)
Carteira de motorista terá formato de cartão de crédito e recursos antifraude
A CNH (Carteira Nacional de Habilitação) vai mudar de formato e de material em 2019. No lugar do papel-moeda entra o plástico, com mais recursos antifraude. O processo de obtenção deve ser simplificado.
Na proposta que está sendo estudada pelo Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), os motoristas terão que fazer exames médicos a cada cinco anos, sem que seja necessário pagar taxa, apresentar documentação e tirar outra foto no Detran, para receber outra CNH, como acontece hoje. Após o condutor completar 55 anos, a periodicidade dos exames cai para dois anos e meio. A partir dos 70 anos, passam a ser feitos anualmente.
A nova regra só será possível com a adoção de tecnologias de segurança. Conforme a Resolução 718 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), a nova carteira terá o formato de um cartão de crédito e reunirá dados cadastrais do motorista tanto na parte impressa quanto na memória digital. A ideia é que as informações possam ser lidas por smartphones dotados de aplicativos desenvolvidos para agentes de trânsito.
Sérgio Yoshioka, mestre em engenharia da computação, afirma que unir dados biométricos e cadastrais que possam ser lidos digitalmente praticamente elimina as possibilidades de fraude.
O especialista diz que seria importante utilizar tecnologia de leitura facial, a mesma já disponível em alguns celulares. Com isso, não haveria a necessidade de apresentar o documento em uma blitz, por exemplo.
O Departamento Nacional de Trânsito diz que “as empresas que produzirão as carteiras serão previamente credenciadas e posteriormente habilitadas pelos Detrans, seguindo o mesmo modelo de negócio atual”. Esse processo ainda não teve início.
O cronograma publicado pelo Contran prevê que as novas carteiras sejam emitidas a partir de janeiro, mas são esperados atrasos.
(Eduardo Sodré. Folha de S.Paulo, 25.08.2018. Adaptado)