Questões Militares
Sobre morfologia - pronomes em português
Foram encontradas 813 questões
Leia a tira a seguir para responder à questão:

(Charles M. Schulz, “Minduim Charles”. Disponível em: https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos)
Pessoas idosas ficam à mercê de interferências, e as interferências tornam as pessoas idosas mais vulneráveis e dependentes de outras pessoas. É comum que familiares agridam as pessoas idosas.
Há muitas incongruências em nossa relação com a velhice, e um novo livro de ficção pretende denunciar as incongruências.
A reescrita dos trechos neles destacados, com emprego de elementos de coesão, segue a norma-padrão, respectivamente, em:
Leia o texto e responda a questão.
O TENENTE MÁGICO
Havia um Tenente que fazia mágicas. Hoje deve ser major ou coronel, se já nao passou pela mágica de ir diretamente a general de pijama. Aprendeu o ofício com um mestre europeu, fez o curso completo em três "matérias”. prestidigitação, ilusionismo, e aquela outra que se refere a escapar de algemas, lagos e prisões, que fez a glória de Houdine, não sei que nome tenha. Eram seus colegas de aprendizado um industrial de São Paulo e um marinheiro. O industrial de São Paulo aprendeu o bastante para fazer dinheiro fácil e abundante, hoje é grande capitalista naquela praga. O marinheiro caiu no mundo, e se já não morreu, deve estar embasbacando os papaivos de tudo quanto é porto.
Éramos dois aspirantes, mais o tal tenente e um capitão adventício, jogando cartas à noite no quarto de hotel. Exigíamos que o mágico se despisse, jogando apenas de cuecas - mas ainda assim a horas tantas, quando a sorte lhe era adversa, cometia com um passe inesperado o irritante prodígio de fazer desaparecer todo o baralho. Por mais que déssemos busca, não o encontrávamos - e com outro gesto seu as cartas começavam a pingar do nariz do capitão. O capitão não achava graça, mas como ganhava sempre, e nem podia ser de outro modo, estava respeitada a hierarquia.
Quando saíamos com ele à rua os prodígios se sucediam: éramos três ou quatro a entrar numa festa do clube local, embora só dispuséssemos de um convite: o convite era entregue por ele ao porteiro e surripiado várias vezes para ser entregue novamente. Nao sei como fazia isso, mas podia ficar ali o resto da noite embromando o porteiro com a sua mágica e introduzir nos salões do clube a população da cidade inteira.
Fazia desaparecer tudo que lhe caía nas mãos, e os objetos surgiam nos lugares mais inesperados. Metia um ovo inteiro na boca, como se o tivesse engolido, e o capitão, sentindo brotar no bolso algo estranho, ia apalpar e espatifava num gesto brusco o ovo dentro do paletó.
- Mágica besta. Faz outra que eu te ensino.
Um dia o capitão o desafiou com a sugestão de numero inédito:
- Um mágico já engoliu meu anel e depois devolveu.
- Isso é facil, também sei fazer: me dá o anel.
Tomou o anel do capitão, levou-o à boca e o engoliu.
- Me dá meu anel - protestou o capitão, procurando-o inutilmente nos bolsos.
- Eu engoli. Amanhã devolvo.
Por mais que o capitão reclamasse, afirmava que realmente o engolira, a pedido seu. Eu não poderia jurar - o certo é que só foi devolvido no dia seguinte.
Tamanha era a sua versatilidade no gênero de distração a que se dedicara, que um dia o provocamos a bater a carteira de um desconhecido - especialidade em que também já se revelara um mestre. Aceito o desafio, já em termos de aposta, saímos a rua para escolher a vítima. No café da esquina ele se adiantou abruptamente e foi entrando:
- Com licença.
Deu um esbarrão num sujeito parado à porta, pediu desculpas, depois se acercou de nós exibindo disfarçadamente a carteira:
- Olhem aqui. Agora me paguem.
Restava devolvê-la. Nao pretendíamos que a brincadeira fosse as últimas consequências, ficando ele com a carteira. Alheio a tudo, o cidadão já se dispunha a sair, quando o tenente mágico o abordou:
- Essa carteira é sua, vou lhe explicar.
O homem não quis saber de explicações. Reteve o tenente pelo braço, chamando-o de ladrão, e começou o bate-boca. Inutilmente procuramos intervir. Um guarda acabou surgindo, tivemos de declinar nossa qualidade de oficiais do Exército. Por pouco não fomos presos assim mesmo: era um desses casos que hoje em dia terminam em pancadaria entre civis e militares, com depredação de delegacias e tudo mais. Pusemos a culpa no capitão e demos o fora.
Suas mágicas atingiram o clímax no dia em que nos revelou a mais extraordinária de suas habilidades: a tal de escapar de cordas e laços, coisas assim. A demonstração consistia no seguinte: depois de amarrado fortemente numa cadeira do quarto, com voltas e mais voltas de uma corda bem segura por muitos nos, era colocado com cadeira e tudo atrás da porta aberta do armário, em menos de dois minutos se desvencilharia, mas não podíamos ver como. E realmente ficou ali estrebuchando, suando e gemendo, para ao fim de dois minutos, controlados a relógio, saltar da cadeira. Tão grande foi nosso pasmo, que deu na cabeça do capitão à estúpida vanglória de fazer o mesmo, pediu que o amarrássemos como ao outro. Obedecemos - afinal de contas ele era capitão. Pediu que saíssemos do quarto, para tentar escapar longe de nossos olhos. Saímos e fomos jantar. Depois do jantar esquecemos o homem e fomos passear pela cidade. Só tarde da noite nos lembramos e corremos ao hotel, para encontrá-lo furibundo, tombado ao chão, ainda preso à cadeira, se esgoelando a plenos pulmões e tentando tocar a campainha da parede com o pé.
- Miseráveis. Vocês hão de ver comigo.
Não vimos coisa nenhuma. No dia seguinte o tenente mágico conseguiu o prodígio de fazer desaparecer para sempre o próprio capitão.
(SABINO, Fernando. O homem nu. - 46º ed. - Rio de Janeiro: Record, 2009.)
O pronome adjetivo possessivo precede normalmente o substantivo .que determina. No entanto, pode o referido pronome vir posposto ao substantivo, em conformidade com os termos grifados nos trechos a seguir: “Por mais que déssemos busca, não o encontrávamos - e com outro gesto seu,as cartas começavam a pingar do nariz do capitão.” (2°§) e “Por mais que o capitão reclamasse, afirmava que realmente o engolira, a pedido seu.” (12°§).
Conforme ‘preconizado por Celso Cunha e Lindley Cintra (2016), analise as afirmativas a seguir, e assinale a opção correta sobre o emprego adequado dos pronomes possessivos pospostos ao substantivo, sublinhados nos trechos acima.
Assinale a opção que apresenta a indicação incorreta do termo anterior correspondente, é:
Leia o texto a seguir.
Se os outros pensam que sou excêntrico e imprevisível, isso se dá porque minhas opiniões e ações são incompatíveis com os princípios deles, se é que os têm; asseguro-lhes que com os meus elas são compatíveis.
Assinale a afirmativa correta sobre sua estruturação.
Sobre os pronomes pessoais de tratamento, informe verdadeiro (V) ou falso (F) para as assertivas abaixo e, em seguida, marque a opção que apresenta a sequência correta.
() “É uma honra estar na presença de Vossa Santidade, cuja sabedoria e liderança inspiram a todos.” (Papa)
() “Pedimos humildemente a Vossa Eminência que ilumine nossos caminhos com sua infinita sabedoria.” (Príncipes)
() “Humildemente, dirigimo-nos a Vossa Reverendíssima, buscando sua orientação e bênçãos.” (Sacerdotes e Bispos)
() "É com grande respeito que me dirijo a Vossa Alteza, reconhecendo sua dedicação e sabedoria.” (Reis e Rainhas)
Quando da tragédia brotam heróis e lições
Por Oscar Bessi

(Disponível em: correiodopovo.com.br/blogs/oscarbessi – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando a coesão por referenciação, analise as afirmações a seguir:
1. Na linha 08, a palavra “seus” estabelece uma relação de posse entre “rios” e “cidades”.
2. Na linha 12, o pronome relativo “que” tem como referente o substantivo “heróis”.
3. Tanto a expressão “heróis anônimos” (l. 12) quanto “seres humanos iluminados” (l. 13-14) referem-se àqueles que se dedicaram a ações de solidariedade.
4. Na linha 26, o pronome “se” em “não se submete” tem como referente a palavra “homem”.
O resultado da somatória dos números correspondentes às afirmações corretas é:
"A Folha perguntou ao leitor [...]".(1° §)
A substituição do termo destacado por um pronome está correta em:
Texto 4

LAERTE. Folha de São Paulo, 24.8.24.
No trecho abaixo, a colocação do pronome obliquo “se",antes do verbo “comprar’, esta de acordo com a normaculta da língua.
“Tudo se comprava na porta: verduras, leite, doces, pães.” (5°§)
De acordo com a norma culta, a colocação do pronomeobliquo atono antes do verbo no trecho acima esta correta porque:
"(...) a entrega de dois mundos incognoscíveis feita com a confiança com que se entregariam duas compreensões." 2°§
Assinale a opção em que os vocábulos destacados acima foram classificados, respectivamente, de forma correta.
