Questões Militares Sobre morfologia - pronomes em português

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Q1334454 Português

Sobre o texto IV, responda à questão.

No título do texto – A falta delas no videogame –, o pronome “delas” refere-se a
Alternativas
Q1333262 Português

Leia o trecho seguinte e responda ao item.

“Astuta que só ela, mandou uma mensagem de volta para o sobrinho: o livro é uma tecnologia tão incrível que você precisa ser mais esperto para fazê-lo funcionar...”

Indique a alternativa que classifica morfologicamente de modo correto as palavras destacadas do trecho acima.
Alternativas
Q1330727 Português
Assinale a alternativa em que o pronome oblíquo átono em negrito e sublinhado poderia ser posicionado depois do verbo (ênclise) sem prejuízo para a norma padrão da língua: 
Alternativas
Q1329265 Português
A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. (linhas 32 e 33) De acordo com a análise do trecho acima, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q1328984 Português

Leia o Texto 01 para responder aos item.


Podemos interagir e nos comunicar com outras pessoas em diversas situações comunicativas. Algumas delas vão exigir o emprego da língua formal e outras, o da língua informal, com gírias e regionalismos, por exemplo. Nessas situações comunicativas, a posição do pronome em relação ao verbo é uma das questões a que devemos atentar. Leia os fragmentos a seguir retirados do texto:
I. “...esperando o momento em que o garfo a romperá e ela se desmanchará...” (1. 10) II. “...você levará o arroz à boca e o saboreará até o último grão molhado...” (1. 12) III. “Quem os trará de volta?” (1. 17)
Assinale a alternativa que traz a afirmação correta sobre os pronomes destacados e sua relação com o texto em que se encontram.

Alternativas
Q1327757 Português

Leia o TEXTO VII para responder aos item


Quanto à construção sintático-discursiva dos termos do TEXTO VII, marque como verdadeiras (V) ou falsas (F) cada uma das assertivas abaixo:
( ) O comportamento da mãe de Armandinho é representado pela dificuldade de colocar-se no lugar do outro. ( ) No 1º quadrinho, o garoto utilizou um vocativo para chamar o interlocutor, a mãe. ( ) No 2º quadrinho, a colocação do pronome “nos” é proclítica, pois ele foi atraído, obrigatoriamente, pela palavra de negação. ( ) Se substituirmos a locução adverbial “com certeza”, no 3º quadrinho, pelo advérbio “realmente” haverá prejuízo no sentido.
Assinale a sequência CORRETA:
Alternativas
Q1327687 Português

TEXTO II 

SOBRE A “BALEIA AZUL” E AS TECNOLOGIAS DA MORTE

O suicídio entre os jovens não é um fenômeno novo, mas a discussão ganha impulso diante de um jogo que se desdobra nas malhas tecnológicas atuais. Jovens precisam desenhar utopicamente o horizonte dos seus desejos. Quando as máquinas exercem essa tarefa por nós, nos esvaziamos de fantasias.

    O fenômeno macabro “Baleia Azul” ganha destaque, com justificada razão, entre os assuntos que vêm preocupando o mundo (guerra na Síria, eleições na França, guerra nuclear da Coreia do Norte, as já conhecidas investidas de Donald Trump). O fenômeno é dinamizado pela execução gradativa de 50 desafios que vão desde a automutilação até o suicídio.[...]

    No Brasil, algumas ocorrências assustam: uma menina de 16 anos morreu no Mato Grosso após se afogar em uma lagoa com cortes nos braços, indício de que participava do jogo da “Baleia Azul”. Em João Pessoa, estudantes participam de grupos de automutilação e morte. Em 2015, um garoto de 13 anos se enforcou na casa do pai, no litoral sul da capital paulista, em condições semelhantes às vítimas do jogo.

    Inescapavelmente, esses acontecimentos nos fazem pensar sobre um fenômeno que certamente não é novo (suicídio entre a população jovem), mas que ganha impulso renovado com um jogo que se desdobra nas malhas da tecnologia.

    São múltiplos os portões de acesso que nos levam a alguns endereços de resposta (como diria Kafka, as portas são inumeráveis, a saída é uma só, mas as possibilidades de saída são tão numerosas quanto às portas). [...]

    Engorda o escopo das justificativas o argumento, segundo o qual, são eles (adolescentes e jovens) que passam mais tempo expostos à internet e às redes sociais, o que os torna alvos fáceis dos serial killers virtuais, denominação atribuída aos desafiantes.

    Mas, pera! O que dizer dos desafios que nós adultos aceitamos, sem resistência, no tecnocosmos, ainda que a serviço do bem comum?

    A propósito, em novembro de 2015, escrevi um artigo cujo fragmento se aplica a essa questão: Não é mais novidade que a Internet, com as redes sociais na dianteira, tornou-se quase um habitat natural de campanhas e desafios que convocam temporariamente o engajamento das pessoas.

[...]

    Adicionalmente, podemos dizer que não existem distâncias telescópicas entre o tempo dispensado por jovens e adultos na internet. Uma vez que a gestão da vida passa pelos espaços digitais, mergulhamos profunda e demoradamente no oceano da cibercultura.

    Sem desconsiderar completamente esses dois fatores, a saber, que os adolescentes e jovens são influenciados mais facilmente e hoje passam mais tempo frente às telas, suponho ser necessário dar mais algumas voltas no parafuso para se chegar a um ponto em que podemos avistar algo de “novo” ou “específico” neste tipo de jogo.

[...]

Subversão da lógica dos desejos

    Nessa atmosfera de excesso de positividade, as máquinas – normalmente um smartphone – devem oferecer tudo que queremos e desejamos.

    Comentei em outro artigo, por ocasião da febre do Pokemon Go (curiosamente outro jogo), que os aparelhos nunca desligam porque precisam oferecer não somente o que desejamos, mas também precisam dizer o que desejamos, demonstrando possuir um saber sobre o nosso desejo.

    Talvez resida aí, nesse esquadrinhamento dos desejos, umas das chaves explicativas para a adesão ao jogo da morte. Jovens precisam de desenhar utopicamente o horizonte dos seus desejos (...). Quando as máquinas exercem essa tarefa por nós, nos esvaziamos de fantasias, recurso que sustenta o desejo, e um sujeito esvaziado de fantasia, ensina a psicanálise, é um sujeito débil para a produção de laço social. (...)

    Sabe-se que as tecnologias (...) vêm alimentando uma plataforma de vida assaz pesada que limita, ou até mesmo interdita, os voos das asas da nossa imaginação para outros lugares não pontuados pelas regras do super-rendimento e da hiperprodutividade.

    (...) É preciso desejar para além do que as máquinas nos oferecem (Netflix, Ifood, OpenRice, JustEat, Uber;...). Na impossibilidade de querermos algo para além do que as máquinas acreditam que queremos, só nos resta aceitar, ceder e executar, achando que temos o controle e somos empreendedores de nossa própria existência. “Sabe nada inocente”, já diria o “filósofo” compadre Washington!

    Provavelmente, esses jovens estão se dando conta dessas limitações e ousam responder a pergunta que habita as páginas do famoso livro A insustentável leveza do ser: “Então, o que escolher? O peso ou a leveza?”.

    Infelizmente, a resposta que está sendo dada pelos jogadores do “Baleia Azul” sucumbe à voracidade da máquina, a grande sequestradora dos desejos nestes tempos bicudos.

Item – Próclise é a colocação do pronome átono antes do verbo, como podemos verificar na oração destacada em:

“Engorda o escopo das justificativas o argumento, segundo o qual, são eles (adolescentes e jovens) que passam mais tempo expostos à internet e às redes sociais, o que os torna alvos fáceis dos serial killers virtuais, denominação atribuída aos desafiantes.”

Com base nesse exemplo, verifique as orações abaixo e marque a alternativa em que a próclise está CORRETA.

Alternativas
Q1327606 Português

TEXTO I (Adaptado)

A MENINA DOS FÓSFOROS

Hans Christian Andersen


    Era a última noite do ano, véspera do Ano Novo. Nevava, o frio era terrível e começava a escurecer. No frio e na escuridão, perambulava pela rua uma menina pobre, descalça, de cabeça descoberta. Ao sair de casa, trazia chinelos. Mas eles eram grandes demais para ela, pois haviam sido de sua mãe. E porque eram grandes, a menina os perdera ao atravessar a rua, correndo, no momento em que dois carros passaram, velozmente. Não conseguira encontrar um dos chinelos, que ficara enterrado na neve. E um garoto levara o outro, dizendo que o usaria como berço quando tivesse filhos.

    A menina caminhava com os pezinhos nus, arroxeados de frio. No bolso de seu velho avental, trazia fósforos e segurava alguns na mão gelada, que oferecia aos transeuntes repetidamente. Ainda era no tempo em que se vendiam fósforos soltos, e não em caixa. Durante todo o dia, ninguém lhe comprara um só palito de fósforo, nem lhe dera uma moeda. Sofrendo frio e fome, a pobrezinha, andando pela rua, parecia apavorada. Os flocos de neve caíam-lhe sobre os longos cabelos louros, que formavam graciosos cachos. Mas a menina estava longe de pensar em cabelos bonitos.

    Todas as janelas estavam iluminadas e chegava até a rua um aroma delicioso de pato assado.

    Cansada e com frio, encolheu-se num canto, entre duas casas. Uma delas avançava mais sobre a rua que a outra. Sentou-se, encolheu as perninhas, mas continuava a sentir frio. Não tendo vendido um único fósforo, não possuindo uma única moeda, não ousava voltar para casa, onde o pai certamente a espancaria. Além disso, também fazia frio na casa onde moravam, que era uma casa sem forro, com o telhado cheio de fendas, por onde o vento soprava, apesar de tentarem fechar as brechas com palha e trapos. Suas mãozinhas estavam geladas e enrugadas. O calor de um pequenino fósforo lhe faria bem. Talvez não pudesse, com os dedos duros, tirar um fósforo do pacotinho e acendê-lo. Mas conseguiu tirar um e riscou-o. O fósforo acendeu e sua chama clara e quente parecia uma velinha, dentro da concha de sua mãozinha. Era uma luz estranha. A garotinha imaginou estar sentada em frente a uma grande lareira de ferro, com adornos e um tambor de latão polido. O fogo crepitava alegremente, aquecia e reconfortava. A pequena já ia estendendo os pés, para aquecê-los também... Mas estava apenas sentada na rua, com um pedacinho de fósforo queimado na mão.

    Riscou novo fósforo, que deu luz clara e viva. Ela viu então o interior de uma casa, onde estava posta a mesa, com toalha muito branca e fina porcelana. O pato assado fumegava, recheado de ameixas e maçãs. De repente, aconteceu uma coisa extraordinária. O pato saiu da travessa e andou pela sala, com o garfo e a faca espetados nas costas. Assim, chegou até junto da menina pobre. Então o fósforo se apagou e só se via a parede, grossa e fria.

    Ela acendeu outro fósforo. Viu-se sentada sob os ramos da mais linda árvore de Natal. Era ainda maior e mais rica do que a árvore que ela vira através da porta envidraçada na sala do rico negociante, no Natal passado. Milhares de velas brilhavam nos ramos verdes e figuras coloridas, como as que adornam as vitrines das lojas, a fitavam. A pequena estendeu as mãos para o alto, mas o fósforo se apagou. As velas de Natal foram subindo, cada vez mais, e ela viu que eram estrelas cintilantes. Uma delas caiu, traçando um longo risco de fogo no céu.

    — Deve ter morrido alguém – disse a pequena.

    A velha avó, única pessoa que lhe quisera bem, mas que já estava morta, costumava dizer: "Quando uma estrela cai, sobe aos céus uma alma."

A menina tornou a riscar um fósforo contra a parede. No clarão produzido em volta, ela viu, radiante e iluminada, a velha avó, meiga e bondosa.

    — Vovó! – gritou a pequena. – Leva-me contigo! Sei que não mais estarás aí quando o fósforo se apagar. Desaparecerás como a boa lareira, o delicioso pato assado e a linda árvore de Natal! 

    Riscou apressadamente o resto dos fósforos que havia no pacotinho, para ter a avó ali a seu lado e segurá-la. O clarão dos fósforos tornou-se mais intenso que a luz do dia. Nunca a avó fora tão grande e bela. Ergueu a menina nos braços e as duas voaram, felizes, para as alturas, onde não havia frio nem fome, nem apreensões. Voaram para junto de Deus. Quando raiou a manhã, muito fria, encontraram, ali no cantinho, entre as duas casas, a menina com as faces coradas e um sorriso a brincarlhe nos lábios. Morrera de frio na última noite do ano. A aurora do Ano Novo brilhava sobre o pequenino cadáver, que jazia com os fósforos nas mãos. Um maço inteiro estava queimado. 

   — Ela quis aquecer-se – disseram.

ANDERSEN, Hans Christian. Contos de Andersen. Tradução de Guttorm Hanssen. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002. 


Considere o trecho: "A garotinha imaginou estar sentada em frente a uma grande lareira de ferro, com adornos e um tambor de latão polido. O fogo crepitava alegremente, aquecia e reconfortava. A pequena já ia estendendo os pés, para aquecê-los também..." (4o parágrafo). Nele, a palavra sublinhada refere-se 
Alternativas
Q1327526 Português

Sobre o texto 5, responda o item.

TEXTO 5


Leia as afirmações abaixo sobre a tirinha de Garfield, texto 5:

I - Posicionando o adjetivo “terrível” antes do substantivo “encontro”, a ideia expressa por John, no primeiro balão, sofrerá alteração.

II - Se substituirmos o pronome “dele” por “sua”, no terceiro quadrinho, a fala de John tornar-se-á ambígua.

III - A palavra “nós”, no segundo quadrinho da tira, recebe acento gráfico pelo mesmo motivo que “trenós”.

Está(ao) correta(s):

Alternativas
Q1319412 Português

Leia o texto para responder à questão 

[...] Mas a ciência tem o inefável dom de curar todas as mágoas; o nosso médico mergulhou inteiramente no estudo e na prática da medicina. Foi então que um dos recantos desta lhe chamou especialmente a atenção, – o recanto psíquico, o exame de patologia cerebral. Não havia na colônia, e ainda no reino, uma só autoridade em semelhante matéria, mal explorada, ou quase inexplorada. [...]

– A saúde da alma, bradou ele, é a ocupação mais digna do médico.

– Do verdadeiro médico, emendou Crispim Soares, boticário da vila, e um dos seus amigos e comensais.

A vereança de Itaguaí, entre outros pecados de que é arguida pelos cronistas, tinha o de não fazer caso dos dementes. Assim é que cada louco furioso era trancado em uma alcova, na própria casa [...]; os mansos andavam à solta pela rua. Simão Bacamarte entendeu desde logo reformar tão ruim costume; pediu licença à Câmara para agasalhar e tratar no edifício que ia construir todos os loucos de Itaguaí. [...] A ideia de meter os loucos na mesma casa, vivendo em comum, pareceu em si mesma sintoma de demência e não faltou quem o insinuasse à própria mulher do médico. 

– Olhe, D. Evarista, disse-lhe o Padre Lopes, vigário do lugar, veja se seu marido dá um passeio ao Rio de Janeiro. Isso de estudar sempre, sempre, não é bom, vira o juízo.

[...] Uma vez empossado da licença começou logo a construir a casa. Era na Rua Nova, a mais bela rua de Itaguaí naquele tempo, tinha cinquenta janelas por lado, um pátio no centro, e numerosos cubículos para os hóspedes.[...] A Casa Verde foi o nome dado ao asilo, por alusão à cor das janelas, que pela primeira vez apareciam verdes em Itaguaí. Inaugurou-se com imensa pompa; de todas as vilas e povoações próximas, e até remotas, e da própria cidade do Rio de Janeiro, correu gente para assistir às cerimônias, que duraram sete dias. Muitos dementes já estavam recolhidos; e os parentes tiveram ocasião de ver o carinho paternal e a caridade cristã com que eles iam ser tratados. [...] Itaguaí tinha finalmente uma casa de orates.

Fonte:http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000012.p dfoalienistaacessoem02/12/2019

Analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).

( ) “Foi então que um dos recantos desta lhe chamou especialmente a atenção”. O vocábulo em destaque é um pronome de referência coesiva que retoma o termo “medicina”.

( ) As palavras em destaque: “inefável dom”/ “arguida pelos cronistas”, possuem o mesmo sentido de “indescritível” e “argiva”, respectivamente.

( ) “Uma vez empossado da licença”. O vocábulo em destaque tem sua formação com o sufixo “em”, a palavra primitiva “posse”, mais o prefixo nominal “ado”.

( ) – “Do verdadeiro médico, emendou Crispim Soares, boticário da vila, e um dos seus amigos e comensais”. A expressão em destaque é classificada sintaticamente como aposto.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.

Alternativas
Q1319404 Português

Leia o texto abaixo para responder às questões.

As crônicas da vila de Itaguaí dizem que em tempos remotos vivera ali um certo médico, o Dr. Simão Bacamarte, filho da nobreza da terra e o maior dos médicos do Brasil [...]. Estudara em Coimbra e Pádua. Aos trinta e quatro anos regressou ao Brasil [...]

— A ciência, disse ele a Sua Majestade, é o meu emprego único; Itaguaí é o meu universo. Dito isso, meteu-se em Itaguaí, e entregou-se de corpo e alma ao estudo da ciência [...]. Aos quarenta anos casou com D. Evarista da Costa e Mascarenhas, senhora de vinte e cinco anos, viúva de um juiz de fora, e não bonita nem simpática. [...] Ela reunia condições fisiológicas e anatômicas de primeira ordem, digeria com facilidade [...]; estava assim apta para dar-lhe filhos robustos, sãos e inteligentes. Se além dessas prendas, — únicas dignas da preocupação de um sábio, D. Evarista era mal composta de feições, longe de lastimá-lo, agradecia-o a Deus, porquanto não corria o risco de preterir os interesses da ciência na contemplação exclusiva, miúda e vulgar da consorte.

Ela mentiu às esperanças do Dr. Bacamarte, não lhe deu filhos robustos nem mofinos. A índole natural da ciência é a longanimidade; o nosso médico esperou três anos, depois quatro, depois cinco. [...] e à sua resistência (de D. Evarista), — explicável, mas inqualificável, — devemos a total extinção da dinastia dos Bacamartes.[...] 

http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000012.pdfoalie

nistaacessoem02/12/2019(adaptado)

“Dito isso, meteu-se em Itaguaí, e entregou-se de corpo e alma ao estudo da ciência”. Quanto à classificação e emprego do vocábulo em destaque, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1319325 Português

    As crônicas da vila de Itaguaí dizem que em tempos remotos vivera ali um certo médico, o Dr. Simão Bacamarte, filho da nobreza da terra e o maior dos médicos do Brasil [...]. Estudara em Coimbra e Pádua. Aos trinta e quatro anos regressou ao Brasil [...]

    — A ciência, disse ele a Sua Majestade, é o meu emprego único; Itaguaí é o meu universo.

    Dito isso, meteu-se em Itaguaí, e entregou-se de corpo e alma ao estudo da ciência [...]. Aos quarenta anos casou com D. Evarista da Costa e Mascarenhas, senhora de vinte e cinco anos, viúva de um juiz de fora, e não bonita nem simpática. [...] Ela reunia condições fisiológicas e anatômicas de primeira ordem, digeria com facilidade [...]; estava assim apta para dar-lhe filhos robustos, sãos e inteligentes. Se além dessas prendas, — únicas dignas da preocupação de um sábio, D. Evarista era mal composta de feições, longe de lastimá-lo, agradecia-o a Deus, porquanto não corria o risco de preterir os interesses da ciência na contemplação exclusiva, miúda e vulgar da consorte.

    Ela mentiu às esperanças do Dr. Bacamarte, não lhe deu filhos robustos nem mofinos. A índole natural da ciência é a longanimidade; o nosso médico esperou três anos, depois quatro, depois cinco. [...] e à sua resistência (de D. Evarista), — explicável, mas inqualificável, — devemos a total extinção da dinastia dos Bacamartes.[...]

http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000012.pdfoalie nistaacessoem02/12/2019(adaptado)

“D. Evarista era mal composta de feições, longe de lastimá-lo, agradecia-o a Deus”. Sobre a norma de colocação pronominal utilizada, em destaque, no enunciado anterior, assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas abaixo.

Obedeceu-se à norma da _____, no exemplo destacado, porque o verbo aparece _____, a oração está na _____ e não há vocábulos ou tempo verbal que justifiquem outro tipo de colocação. 

Alternativas
Ano: 2019 Banca: UNEB Órgão: PM-BA Prova: UNEB - 2019 - PM-BA - Aspirante |
Q1319257 Português

Leia o texto 03 para responder à questão.

Texto 03.


Disponível em: http://blogdoaftm.web2419.uni5.net/charge-lixo/. Acesso em: 20 ag o .2019

Analise as afirmações a seguir, classificando-as como verdadeiras (V) ou falsas (F):

( ) A forma verbal "sabia" está no pretérito imperfeito do indicativo. Já no enunciado "Havíamos sabido" recentemente de seu comportamento irresponsável nas redes sociais"', a forma verbal "havíamos sabido" está no pretérito imperfeito composto do indicativo.

( ) A oração "que o Brasil é o quarto país" é, ao mesmo tempo, subordinada e principal.

( ) No que se refere ao vocábulo "que" rastreado na fala dos personagens, observa-se que há quatro ocorrências: duas como conjunção integrante e duas como pronome relativo.

( ) A oração "de que seríamos o primeiro'' é uma oração subordinada substantiva objetiva indireta.


A sequência correta, resultante do preenchimento dos :a'é--teses, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q1316809 Português

TEXTO 01 


O relógio


O relógio de Nasrudin vivia marcando a hora errada.

- Mas será que não dá para tomar uma providência? - alguém comentou.

- Qual providência? - falou Mullá.

- Bem, o relógio nunca marca a hora certa. Qualquer que seja a providência já será uma melhora.

Nasrudin deu uma martelada no relógio. O relógio parou.

- Você tem toda a razão - disse ele. - De fato, já dá para sentir uma melhora.

- Eu não quis dizer "qualquer providência”, assim literalmente. Como é que agora o relógio pode estar melhor do que antes?

- Bem, antes ele nunca marcava a hora certa. Agora, pelo menos, duas vezes por dia ele vai estar certo.

AL-DIN, K. N. O relógio. In: Costa, F. M. de. (org.). Os 100 melhores contos de humor da literatura universal. Rio de Janeiro: Ediouro, 2001. 

No texto, é possível observar o uso do pronome indefinido “qualquer" em duas situações: “Qualquer que seja a providência já será uma melhora.” (§4°) e Eu não quis dizer "qualquer providência”, assim literalmente." (§7°). Cada uma dessas situações indica um significado para o referido pronome. Assinale a opção que apresenta a justificativa mais adequada para a diferença semântica dessas suas frases.
Alternativas
Q1305111 Português

O apanhador de desperdícios


Uso a palavra para compor meus silêncios.

Não gosto das palavras

fatigadas de informar.

Dou mais respeito

às que vivem de barriga no chão

tipo água pedra sapo.

Entendo bem o sotaque das águas

Dou respeito às coisas desimportantes

e aos seres desimportantes.

Prezo insetos mais que aviões.

Prezo a velocidade

das tartarugas mais que a dos mísseis.

Tenho em mim um atraso de nascença.

Eu fui aparelhado

para gostar de passarinhos.

Tenho abundância de ser feliz por isso.

Meu quintal é maior do que o mundo.

Sou um apanhador de desperdícios:

Amo os restos

como as boas moscas.

Queria que a minha voz tivesse um formato de canto.

Porque eu não sou da informática:

eu sou da invencionática.

Só uso a palavra para compor meus silêncios.


(Manoel de Barros)


Fonte:<http://recantodas/>letras.com.br 

Assinale a opção em que, na reescritura do verso, o pronome NÃO substitui corretamente a expressão destacada:
Alternativas
Q1298023 Português

Sobre a Escrita...


    Meu Deus do céu, não tenho nada a dizer. O som de minha máquina é macio.

    Que é que eu posso escrever? Como recomeçar a anotar frases? A palavra é o meu meio de comunicação. Eu só poderia amá-la. Eu jogo com elas como se lançam dados: acaso e fatalidade. A palavra é tão forte que atravessa a barreira do som. Cada palavra é uma ideia. Cada palavra materializa o espírito. Quanto mais palavras eu conheço, mais sou capaz de pensar o meu sentimento.

    Devemos modelar nossas palavras até se tornarem o mais fino invólucro dos nossos pensamentos. Sempre achei que o traço de um escultor é identificável por uma extrema simplicidade de linhas. Todas as palavras que digo - é por esconderem outras palavras.     Qual é mesmo a palavra secreta? Não sei é porque a ouso? Não sei porque não ouso dizê-la? Sinto que existe uma palavra, talvez unicamente uma, que não pode e não deve ser pronunciada. Parece-me que todo o resto não é proibido. Mas acontece que eu quero é exatamente me unir a essa palavra proibida. Ou será? Se eu encontrar essa palavra, só a direi em boca fechada, para mim mesma, senão corro o risco de virar alma perdida por toda a eternidade. Os que inventaram o Velho Testamento sabiam que existia uma fruta proibida. As palavras é que me impedem de dizer a verdade.     Simplesmente não há palavras.

    O que não sei dizer é mais importante do que o que eu digo. Acho que o som da música é imprescindível para o ser humano e que o uso da palavra falada e escrita são como a música, duas coisas das mais altas que nos elevam do reino dos macacos, do reino animal, e mineral e vegetal também. Sim, mas é a sorte às vezes.

     Sempre quis atingir através da palavra alguma coisa que fosse ao mesmo tempo sem moeda e que fosse e transmitisse tranquilidade ou simplesmente a verdade mais profunda existente no ser humano e nas coisas. Cada vez mais eu escrevo com menos palavras. Meu livro melhor acontecerá quando eu de todo não escrever. Eu tenho uma falta de assunto essencial. Todo homem tem sina obscura de pensamento que pode ser o de um crepúsculo e pode ser uma aurora.

    Simplesmente as palavras do homem.

(Clarice Lispector) 

Fonte: contobrasileiro.com.br/sobre-a-escrita-conto-declarice-iispector/ 

Leia as seguintes frases: “Que é que eu posso escrever?” (§2), “Todas as palavras que digo [...]”(§3), “Sinto que existe uma palavra [...]” (§4). As palavras destacadas são respectivamente:
Alternativas
Q1298018 Português

Sobre a Escrita...


    Meu Deus do céu, não tenho nada a dizer. O som de minha máquina é macio.

    Que é que eu posso escrever? Como recomeçar a anotar frases? A palavra é o meu meio de comunicação. Eu só poderia amá-la. Eu jogo com elas como se lançam dados: acaso e fatalidade. A palavra é tão forte que atravessa a barreira do som. Cada palavra é uma ideia. Cada palavra materializa o espírito. Quanto mais palavras eu conheço, mais sou capaz de pensar o meu sentimento.

    Devemos modelar nossas palavras até se tornarem o mais fino invólucro dos nossos pensamentos. Sempre achei que o traço de um escultor é identificável por uma extrema simplicidade de linhas. Todas as palavras que digo - é por esconderem outras palavras.     Qual é mesmo a palavra secreta? Não sei é porque a ouso? Não sei porque não ouso dizê-la? Sinto que existe uma palavra, talvez unicamente uma, que não pode e não deve ser pronunciada. Parece-me que todo o resto não é proibido. Mas acontece que eu quero é exatamente me unir a essa palavra proibida. Ou será? Se eu encontrar essa palavra, só a direi em boca fechada, para mim mesma, senão corro o risco de virar alma perdida por toda a eternidade. Os que inventaram o Velho Testamento sabiam que existia uma fruta proibida. As palavras é que me impedem de dizer a verdade.     Simplesmente não há palavras.

    O que não sei dizer é mais importante do que o que eu digo. Acho que o som da música é imprescindível para o ser humano e que o uso da palavra falada e escrita são como a música, duas coisas das mais altas que nos elevam do reino dos macacos, do reino animal, e mineral e vegetal também. Sim, mas é a sorte às vezes.

     Sempre quis atingir através da palavra alguma coisa que fosse ao mesmo tempo sem moeda e que fosse e transmitisse tranquilidade ou simplesmente a verdade mais profunda existente no ser humano e nas coisas. Cada vez mais eu escrevo com menos palavras. Meu livro melhor acontecerá quando eu de todo não escrever. Eu tenho uma falta de assunto essencial. Todo homem tem sina obscura de pensamento que pode ser o de um crepúsculo e pode ser uma aurora.

    Simplesmente as palavras do homem.

(Clarice Lispector) 

Fonte: contobrasileiro.com.br/sobre-a-escrita-conto-declarice-iispector/ 

Na frase "Eu só poderia amá-la." (§2), há um exemplo de ênclise, isto é, o pronome oblíquo átono está posposto ao verbo. Marque a opção em que o pronome destacado está corretamente empregado de acordo com a norma gramatical.
Alternativas
Q1298016 Português

Sobre a Escrita...


    Meu Deus do céu, não tenho nada a dizer. O som de minha máquina é macio.

    Que é que eu posso escrever? Como recomeçar a anotar frases? A palavra é o meu meio de comunicação. Eu só poderia amá-la. Eu jogo com elas como se lançam dados: acaso e fatalidade. A palavra é tão forte que atravessa a barreira do som. Cada palavra é uma ideia. Cada palavra materializa o espírito. Quanto mais palavras eu conheço, mais sou capaz de pensar o meu sentimento.

    Devemos modelar nossas palavras até se tornarem o mais fino invólucro dos nossos pensamentos. Sempre achei que o traço de um escultor é identificável por uma extrema simplicidade de linhas. Todas as palavras que digo - é por esconderem outras palavras.     Qual é mesmo a palavra secreta? Não sei é porque a ouso? Não sei porque não ouso dizê-la? Sinto que existe uma palavra, talvez unicamente uma, que não pode e não deve ser pronunciada. Parece-me que todo o resto não é proibido. Mas acontece que eu quero é exatamente me unir a essa palavra proibida. Ou será? Se eu encontrar essa palavra, só a direi em boca fechada, para mim mesma, senão corro o risco de virar alma perdida por toda a eternidade. Os que inventaram o Velho Testamento sabiam que existia uma fruta proibida. As palavras é que me impedem de dizer a verdade.     Simplesmente não há palavras.

    O que não sei dizer é mais importante do que o que eu digo. Acho que o som da música é imprescindível para o ser humano e que o uso da palavra falada e escrita são como a música, duas coisas das mais altas que nos elevam do reino dos macacos, do reino animal, e mineral e vegetal também. Sim, mas é a sorte às vezes.

     Sempre quis atingir através da palavra alguma coisa que fosse ao mesmo tempo sem moeda e que fosse e transmitisse tranquilidade ou simplesmente a verdade mais profunda existente no ser humano e nas coisas. Cada vez mais eu escrevo com menos palavras. Meu livro melhor acontecerá quando eu de todo não escrever. Eu tenho uma falta de assunto essencial. Todo homem tem sina obscura de pensamento que pode ser o de um crepúsculo e pode ser uma aurora.

    Simplesmente as palavras do homem.

(Clarice Lispector) 

Fonte: contobrasileiro.com.br/sobre-a-escrita-conto-declarice-iispector/ 

Na sentença “Todas as palavras que digo - é por esconderem outras palavras.” (§3), a palavra sublinhada exerce na frase a função de:
Alternativas
Q1175315 Português
Assinale a alternativa em que a colocação pronominal está inadequada.
Alternativas
Q1140664 Português

      Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada que aquela moça que está naquela casa cinzenta quando lesse minha história no jornal risse, risse tanto que chegasse a chorar e dissesse – “ai meu Deus, que história mais engraçada!” E então a contasse para a cozinheira e telefonasse para duas ou três amigas para contar a história; e todos a quem ela contasse rissem muito e ficassem alegremente espantados de vê-la tão alegre. Ah, que minha história fosse como um raio de sol, irresistivelmente louro, quente, vivo, em sua vida de moça reclusa, enlutada, doente. Que ela mesma ficasse admirada ouvindo o próprio riso, e depois repetisse para si própria – “mas essa história é mesmo muito engraçada!”

      Que nas cadeias, nos hospitais, em todas as salas de espera, a minha história chegasse – e tão fascinante de graça, tão irresistível, tão colorida e tão pura que todos limpassem seu coração com lágrimas de alegria; que o comissário do distrito, depois de ler minha história, mandasse soltar aqueles bêbados e também aquelas pobres mulheres colhidas na calçada e lhes dissesse – “por favor, se comportem, que diabo! Eu não gosto de prender ninguém!” E que assim todos tratassem melhor seus empregados, seus dependentes e seus semelhantes em alegre e espontânea homenagem à minha história.

      E que ela aos poucos se espalhasse pelo mundo e fosse contada de mil maneiras, mas que em todas as línguas ela guardasse a sua frescura, a sua pureza, o seu encanto surpreendente.

      E quando todos me perguntassem – “mas de onde é que você tirou essa história?” – eu responderia que ela não é minha, que eu a ouvi por acaso na rua, de um desconhecido que a contava a outro desconhecido, e que por sinal começara a contar assim: “Ontem ouvi um sujeito contar uma história...”

      E eu esconderia completamente a humilde verdade: que eu inventei toda a minha história em um só segundo, quando pensei na tristeza daquela moça que está doente, que sempre está doente e sempre está de luto e sozinha naquela pequena casa cinzenta de meu bairro.

(Rubem Braga, Meu ideal seria escrever... Elenco de cronistas modernos. Adaptado)

Assinale a alternativa que completa a frase – ... espero que minha história seja tão engraçada que... –, empregando os verbos e os pronomes de acordo com a norma-padrão.
Alternativas
Respostas
321: C
322: B
323: B
324: E
325: E
326: A
327: C
328: B
329: B
330: B
331: D
332: A
333: E
334: C
335: C
336: E
337: B
338: A
339: B
340: B