Questões Militares
Sobre interpretação de textos em português
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I. O significado _____________ corresponde ao quê da apreensão do mundo extralinguístico, ou seja, corresponde à organização do mundo extralinguístico mediante as línguas.
II. O significado _____________ só se dá no plano da oração e corresponde ao valor existencial que se comunica ao estado de coisas designado na oração.
I. A antonímia é um fenômeno de base semântica e lexical caracterizado pelo ato de haver palavras que entre si estabelecem uma relação de oposição contraditória, ou, por outro lado, contrária, ou ainda de natureza correlativa.
II. Por outro lado, é possível também entender a antonímia, em sentido amplo, como um fenômeno semântico-lexical abrangendo outros conceitos como a complementaridade, além da relação de oposição por excelência.
III. A relação semântica existente entre pares de palavras como comprar/vender, entrar/sair, por exemplo, manifestam a antonímia por correlação, ao passo que quente/frio e pequeno/ grande demonstram a antonímia por excelência.
IV. A frase “Antônio está desempregado.", permite estabelecer uma relação de correlatividade com a frase “Antônio não tem emprego.", uma vez que a segunda frase sugere uma similaridade imediata com a primeira.
I. O tipo textual pode ser classificado como uma espécie de sequência teoricamente definida pela natureza linguística de sua composição, o que envolve aspectos relativos às relações lógicas presentes nele, bem como a aspectos de ordem sintática e lexical.
II. Os tipos textuais são categorias bastante variadas, pois podem se manifestar tanto na oralidade, como na escrita, apresentando elementos de oralidade e escrita, o que pode ser observado em textos híbridos de caráter argumentativo, descritivo e injuntivo.
III. Os gêneros textuais, por sua vez, cumprem funções específicas em situações comunicativas diversas e caracterizam-se pelas propriedades funcionais, por características sócio-comunicativas, e também por aspectos peculiares como o estilo e a composição típica.
IV. Os gêneros textuais também podem ser classificados como textos materializados em contextos comunicativos, a partir de realizações lingüísticas concretas, apresentando um conjunto diversificado, determinado, inclusive, pela função sócio-comunicativa.
( ) A escrita é uma atividade que estabelece uma relação de interdependência com a leitura, uma vez que a prática da leitura funciona como ação em contrapartida com a prática da escrita, revelando uma relação de complementaridade.
( ) Ao mesmo tempo, a escrita pode apresentar relação de dependência com a própria fala, considerando que tanto em uma modalidade comunicativa como na outra, os usuários da língua promovem uma atividade de interação verbal.
( ) Por outro lado, o processo de utilização adequada da fala e da escrita está vinculado essencialmente ao uso correto da gramática, o que pressupõe a necessidade de priorizar o ensino da norma padrão nas escolas.
( ) O ensino da norma padrão nas escolas deve ser priorizado também porque o desenvolvimento do sujeito enquanto um leitor proficiente e ativo depende primordialmente do domínio da estrutura gramatical de cada texto lido por ele.
I. Os gêneros textuais surgiram há muitos séculos, quando os povos ainda não tinham estruturado a escrita, e o processo de comunicação entre os indivíduos nas sociedades realizava-se a partir de gêneros textuais essencialmente orais.
II. Com a criação dos primeiros códigos gráficos, conhecidos como pinturas rupestres, a partir do século VII a.C., surgiram os gêneros materializados pela modalidade escrita, o que contribuiu para dinamizar e diversificar a comunicação nas sociedades antigas.
III. A partir do século XV, os gêneros textuais passaram por um período de expansão, sobretudo por causa do estabelecimento da cultura impressa, e fora impulsionado, posteriormente, pelo processo de industrialização vivido pelas sociedades a partir do século XVIII.
IV. A cultura eletrônica, caracterizada pelo uso frequente do computador, da internet, dos telefones celulares e da televisão, influenciou na criação de novos gêneros textuais orais, criando certa estagnação na criação dos gêneros textuais escritos.
No trecho acima, a palavra em destaque pode ser substituída, sem prejuízo semântico, por:
I. No trecho “O mau desempenho da educação no Brasil não é novidade para ninguém, porém um aspecto importante costuma ser relevado.", o vocábulo em destaque pode ser substituído, sem prejuízo sintático-semântico, por entretanto.
II. No trecho “Assim que você recebia o salário, você comprava tudo que precisava porque já no dia seguinte tudo estaria mais caro e no final do mês [...]", o item lexical em destaque pode ser substituído, sem prejuízo sintático-semântico, por logo.
III. No trecho “Por outro lado, com crédito farto, mas conhecimentos financeiros limitados, muitos se endividaram além das suas possibilidades.", o termo em destaque pode ser substituído, sem prejuízo sintático-semântico, por de certo modo.
IV. No trecho “Para as empresas, funcionários com problemas financeiros são muito menos produtivos porque sua atenção não está no trabalho.", a palavra em destaque pode ser substituída, sem prejuízo sintático-semântico, por em função de.
I. De acordo com as condições fisiológicas do aparelho fonador humano, as vogas caracterizam-se como fonemas que não encontram obstáculos para a sua realização, pois a cavidade bucal encontra-se livre para a passagem do ar.
II. Considerando o processo de produção fonético-fonológica, as consoantes orais são fonemas que, ao serem realizados pelo aparelho fonador humano, encontram obstáculos que impedem a passagem total do ar, o que não ocorre com as consoantes nasais.
III. De acordo com a Nomenclatura Gramatical Brasileira, a zona de articulação, a presença ou ausência de sonorização, a intensidade e o timbre são alguns dos critérios utilizados para a classificação das vogais.
IV. Quanto ao critério da intensidade, as vogais podem ser classificadas como tônicas ou átonas; já quanto ao timbre, considerado um traço distintivo das vogais, elas podem ser classificadas como abertas, fechadas e reduzidas.
I. A variação e a mudança são os objetos centrais de estudo da sociolinguística, operacionalizados pela teoria da gramática, pela metodologia e pelo sistema homogêneo.
II. O grande avanço da sociolinguística tem como fundamento básico a conceituação de língua como um sistema intrinsecamente heterogêneo em que se correlacionam tanto fatores intralingüísticos, como fatores extralingüísticos.
III. Os fatores estruturais, que dizem respeito ao estilo e ao sexo e à língua em si, e os fatores extralingüísticos, que dizem respeito à idade, etnia e classe social, por exemplo, são elementos que fundamentam os estudos sociolingüísticos.
IV. A sociolinguística contemporânea parte de um postulado baseado na premissa de que qualquer mudança de ordem diacrônica implica em uma variação sincrônica.
“A ___________________, sobretudo aquela de orientação ________________, parte de um postulado em que se explicita que qualquer ____________________ implica necessariamente em uma ______________________, e mais: que a mudança, pelo recurso utilizado do tempo aparente, permite a detecção de fatores estruturais e sociais responsáveis por condicionar tal mudança."
( ) Os tipos textuais surgem necessariamente a partir da criação de novas tecnologias, como o telefone, o rádio, a internet, a revista e o jornal impresso, por exemplo.
( ) Os novos gêneros textuais não são totalmente originais, uma vez que partem de tipos textuais mais antigos, os quais servem de base para a criação de gêneros similares a esses tipos.
( ) A tecnologia serve de base para o surgimento de formas comunicativas inovadoras, porém não totalmente novas, pois estas formas novas apresentam características de gêneros já existentes.
( ) Os gêneros textuais mais novos, surgidos no contexto das diversas mídias modernas, apresentam certo grau de hibridismo, pois podem trazer características da oralidade e da escrita.
Aumenta o número de adultos que não consegue focar sua atenção em uma única coisa por muito tempo. São tantos os estímulos e tanta a pressão para que o entorno seja completamente desvendado que aprendemos a ver e/ou fazer várias coisas ao mesmo tempo. Nós nos tornamos, à semelhança dos computadores, pessoas multitarefa, não é verdade?
Vamos tomar como exemplo uma pessoa dirigindo. Ela precisa estar atenta aos veículos que vêm atrás, ao lado e à frente, à velocidade média dos carros por onde trafega, às orientações do GPS ou de programas que sinalizam o trânsito em tempo real, às informações de alguma emissora de rádio que comenta o trânsito, ao planejamento mental feito e refeito várias vezes do trajeto que deve fazer para chegar ao seu destino, aos semáforos, faixas de pedestres etc.
Quando me vejo em tal situação, eu me lembro que dirigir, após um dia de intenso trabalho no retorno para casa, já foi uma atividade prazerosa e desestressante.
O uso da internet ajudou a transformar nossa maneira de olhar para o mundo. Não mais observamos os detalhes, por causa de nossa ganância em relação a novas e diferentes informações. Quantas vezes sentei em frente ao computador para buscar textos sobre um tema e, de repente, me dei conta de que estava em temas que em nada se relacionavam com meu tema primeiro.
Aliás, a leitura também sofreu transformações pelo nosso costume de ler na internet. Sofremos de uma tentação permanente de pular palavras e frases inteiras, apenas para irmos direto ao ponto. O problema é que alguns textos exigem a leitura atenta de palavra por palavra, de frase por frase, para que faça sentido. Aliás, não é a combinação e a sucessão das palavras que dá sentido e beleza a um texto?
Se está difícil para nós, adultos, focar nossa atenção, imagine, caro leitor, para as crianças. Elas já nasceram neste mundo de profusão de estímulos de todos os tipos; elas são exigidas, desde o início da vida, a dar conta de várias coisas ao mesmo tempo; elas são estimuladas com diferentes objetos, sons, imagens etc.
Aí, um belo dia elas vão para a escola. Professores e pais, a partir de então, querem que as crianças prestem atenção em uma única coisa por muito tempo. E quando elas não conseguem, reclamamos, levamos ao médico, arriscamos hipóteses de que sejam portadoras de síndromes que exigem tratamento etc.
A maioria dessas crianças sabe focar sua atenção, sim. Elas já sabem usar programas complexos em seus aparelhos eletrônicos, brincam com jogos desafiantes que exigem atenção constante aos detalhes e, se deixarmos, passam horas em uma única atividade de que gostam.
Mas, nos estudos, queremos que elas prestem atenção no que é preciso, e não no que gostam. E isso, caro leitor, exige a árdua aprendizagem da autodisciplina. Que leva tempo, é bom lembrar.
As crianças precisam de nós, pais e professores, para começar a aprender isso. Aliás, boa parte desse trabalho é nosso, e não delas.
Não basta mandarmos que elas prestem atenção: isso de nada as ajuda. O que pode ajudar, por exemplo, é analisarmos o contexto em que estão quando precisam focar a atenção e organizá-lo para que seja favorável a tal exigência. E é preciso lembrar que não se pode esperar toda a atenção delas por muito tempo: o ensino desse quesito no mundo de hoje é um processo lento e gradual.
SAYÃO, Rosely. Profusão de estímulos. Folha de São Paulo, 11
fev. 2014 - adaptado.
Aumenta o número de adultos que não consegue focar sua atenção em uma única coisa por muito tempo. São tantos os estímulos e tanta a pressão para que o entorno seja completamente desvendado que aprendemos a ver e/ou fazer várias coisas ao mesmo tempo. Nós nos tornamos, à semelhança dos computadores, pessoas multitarefa, não é verdade?
Vamos tomar como exemplo uma pessoa dirigindo. Ela precisa estar atenta aos veículos que vêm atrás, ao lado e à frente, à velocidade média dos carros por onde trafega, às orientações do GPS ou de programas que sinalizam o trânsito em tempo real, às informações de alguma emissora de rádio que comenta o trânsito, ao planejamento mental feito e refeito várias vezes do trajeto que deve fazer para chegar ao seu destino, aos semáforos, faixas de pedestres etc.
Quando me vejo em tal situação, eu me lembro que dirigir, após um dia de intenso trabalho no retorno para casa, já foi uma atividade prazerosa e desestressante.
O uso da internet ajudou a transformar nossa maneira de olhar para o mundo. Não mais observamos os detalhes, por causa de nossa ganância em relação a novas e diferentes informações. Quantas vezes sentei em frente ao computador para buscar textos sobre um tema e, de repente, me dei conta de que estava em temas que em nada se relacionavam com meu tema primeiro.
Aliás, a leitura também sofreu transformações pelo nosso costume de ler na internet. Sofremos de uma tentação permanente de pular palavras e frases inteiras, apenas para irmos direto ao ponto. O problema é que alguns textos exigem a leitura atenta de palavra por palavra, de frase por frase, para que faça sentido. Aliás, não é a combinação e a sucessão das palavras que dá sentido e beleza a um texto?
Se está difícil para nós, adultos, focar nossa atenção, imagine, caro leitor, para as crianças. Elas já nasceram neste mundo de profusão de estímulos de todos os tipos; elas são exigidas, desde o início da vida, a dar conta de várias coisas ao mesmo tempo; elas são estimuladas com diferentes objetos, sons, imagens etc.
Aí, um belo dia elas vão para a escola. Professores e pais, a partir de então, querem que as crianças prestem atenção em uma única coisa por muito tempo. E quando elas não conseguem, reclamamos, levamos ao médico, arriscamos hipóteses de que sejam portadoras de síndromes que exigem tratamento etc.
A maioria dessas crianças sabe focar sua atenção, sim. Elas já sabem usar programas complexos em seus aparelhos eletrônicos, brincam com jogos desafiantes que exigem atenção constante aos detalhes e, se deixarmos, passam horas em uma única atividade de que gostam.
Mas, nos estudos, queremos que elas prestem atenção no que é preciso, e não no que gostam. E isso, caro leitor, exige a árdua aprendizagem da autodisciplina. Que leva tempo, é bom lembrar.
As crianças precisam de nós, pais e professores, para começar a aprender isso. Aliás, boa parte desse trabalho é nosso, e não delas.
Não basta mandarmos que elas prestem atenção: isso de nada as ajuda. O que pode ajudar, por exemplo, é analisarmos o contexto em que estão quando precisam focar a atenção e organizá-lo para que seja favorável a tal exigência. E é preciso lembrar que não se pode esperar toda a atenção delas por muito tempo: o ensino desse quesito no mundo de hoje é um processo lento e gradual.
SAYÃO, Rosely. Profusão de estímulos. Folha de São Paulo, 11
fev. 2014 - adaptado.