Questões Militares Comentadas sobre interpretação de textos em português

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Q1993673 Português
Leia a tirinha abaixo.
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PROFISSIONAL de Cibersegurança. Vida de suporte, 17/10/2022. Disponível em: https://vidadesuporte.com.br/wp content/uploads/2022/10/Suporte_3071-1.jpg.

Com base na leitura dessa tirinha, infere-se que:  
Alternativas
Q1993670 Português
Texto para a questão.

O que fazer quando alguém “surta”?

Para a medicina, surtar é entrar em um quadro psicótico agudo. Esse quadro antigamente era chamado de loucura, mas eu não gosto dessa expressão
Arthur Guerra - 25 de outubro de 2022
Antes de mais nada, vamos diferenciar o termo médico surto do popular “surto”. Para a medicina, surtar é entrar em um quadro psicótico agudo. Esse quadro antigamente era chamado de “loucura”, mas eu não gosto dessa expressão.
O que vamos tratar aqui é do vocábulo popular, que pode ser aplicado para uma série de situações, como descontrole emocional, ataque de pânico, desajuste de comportamento.
Fiquei com vontade de falar sobre isso porque recentemente viralizou um vídeo gravado dentro de um avião em que, por algum motivo, um passageiro se descontrolava, se debatia muito, superagitado, e todos na cabine estavam sem saber o que fazer. Será que é preciso segurar essa pessoa? Controlá-la? Levá-la para o hospital tão logo quando possível?
O que fazer se alguém perto de nós entrar em um quadro parecido com o desse passageiro? Uma curiosidade. Casos como o desse homem não são tão raros. Nos Estados Unidos, por exemplo, existe uma expressão para descrever pessoas que ficam violentas, indisciplinadas e inquietas no voo: raiva aérea. Só em 2021, auge da pandemia, foram mais de 5.000 casos, sendo a maioria causados pelo uso de máscara. Bebida e, especialmente, bebida misturada com remédios também podem eventualmente fazer alguém surtar.
Em primeiro lugar, tenha muita calma e, se vocês estiverem em um ambiente fechado, procure retirar objetos que possam, sem querer, quebrar ou ferir a pessoa que está excitada. Procure conter essa pessoa, abraçandoa fortemente. Isso é importante para que ela, na sua agitação, não se machuque.
Agora, se porventura a inquietação dessa pessoa começar a aumentar ao ponto de, por exemplo, ela bater a cabeça na parede ou ter a intenção de se machucar, é fundamental levá-la para um pronto-socorro, nem que seja à força. Qualquer PS público ou privado está capacitado para atender uma pessoa assim. O Samu também está.
Se o surto acontecer durante uma viagem de avião, os comissários de bordo estão orientados a perguntar se existe um médico entre os passageiros. Os voos internacionais, cujas viagens são longas, carregam um kit médico, que, entre outros remédios, tem aqueles voltados para quadros psiquiátricos. Geralmente são drogas da classe dos calmantes, que vão ajudar a tranquilizar quem está agitado, permitindo que a viagem siga sossegada até o pouso, quando esse passageiro deverá ser encaminhado a um hospital ou médico.  


Dr. Arthur Guerra é professor da Faculdade de Medicina da USP, da Faculdade de Medicina do ABC e cofundador da Caliandra Saúde Mental.

GUERRA, Arthur. O que fazer quando alguém “surta”? Forbes Brasil, 25 de outubro de 2022. Colunas. Disponível em:
https://forbes.com.br/forbessaude/2022/10/arthur-guerra-o-que-fazerquando-alguem-surta/  
De acordo com o texto, 
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FGV Órgão: CBM-RJ Prova: FGV - 2022 - CBM-RJ - Cadete do Corpo de Bombeiro |
Q1992524 Português
Assinale a frase adequadamente composta, respeitando os valores semânticos das palavras empregadas.
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FGV Órgão: CBM-RJ Prova: FGV - 2022 - CBM-RJ - Cadete do Corpo de Bombeiro |
Q1992523 Português
Assinale a frase que mostra uma inadequação semântica entre as palavras sublinhadas.
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FGV Órgão: CBM-RJ Prova: FGV - 2022 - CBM-RJ - Cadete do Corpo de Bombeiro |
Q1992522 Português
Assinale a frase em que a substituição da locução sublinhada por um adjetivo é feita de forma adequada.
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FGV Órgão: CBM-RJ Prova: FGV - 2022 - CBM-RJ - Cadete do Corpo de Bombeiro |
Q1992521 Português
Em todas as opções abaixo há uma metáfora ou uma comparação; assinale a opção em que a razão da comparação metafórica está inadequadamente indicada.
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FGV Órgão: CBM-RJ Prova: FGV - 2022 - CBM-RJ - Cadete do Corpo de Bombeiro |
Q1992517 Português
As opções a seguir apresentam frases que trazem marcas de subjetividade, à exceção de uma. Assinale-a.
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FGV Órgão: CBM-RJ Prova: FGV - 2022 - CBM-RJ - Cadete do Corpo de Bombeiro |
Q1992516 Português
Em todas as opções abaixo as frases foram reescritas de modo a eliminar o advérbio não, mas mantendo-se o sentido original. Assinale a frase em que essa modificação foi feita de forma adequada.
Alternativas
Ano: 2022 Banca: FGV Órgão: CBM-RJ Prova: FGV - 2022 - CBM-RJ - Cadete do Corpo de Bombeiro |
Q1992515 Português
A frase a seguir refere-se à simbologia cultural dos animais, atribuindo à abelha a imagem do trabalho.
“A abelha vive fazendo cera. Sempre. E com tudo isso, como é que a abelha consegue ser a imagem do labor incessante?”
(Eno T. Wanke)

Em todas as frases abaixo há alusões implícitas a essa simbologia dos animais. Assinale a frase que mostra adequadamente o valor simbólico do animal presente na frase.
Alternativas
Q1989878 Português

Considere as informações:


•  ... é marcado por sua esfera de atuação que promove modos específicos de combinar, indissoluvelmente, conteúdo temático, propósito comunicativo, estilo e composição.

(Koch e Elias, Ler e compreender, 2011)


•  Schneuwly & Dolz desenvolvem a ideia de que ele é o meio de articulação entre as práticas sociais e os objetos escolares, particularmente no que diz respeito ao ensino da produção e compreensão de textos, escritos ou orais.

(Koch e Elias, Ler e escrever, 2011. Adaptado)


As informações apresentadas dizem respeito ao conceito de

Alternativas
Q1989877 Português

Leia a tira.

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Com base nos estudos de Koch e Elias (2011), se o pronome ISSO fosse substituído por AQUILO, ficaria comprometida a coerência

Alternativas
Q1989876 Português

        __________ os Carapicus sentiram a aproximação dos rivais, um grito de alarma ecoou por toda a estalagem e o rolo dissolveu-se de ________, sem que a ordem cessasse. Cada qual correu à casa, rapidamente, em busca do ferro, do pau e de tudo que servisse para resistir e para matar. Um só impulso os impelia a todos; já não havia ali brasileiros e portugueses, havia um só partido que ia ser atacado pelo partido contrário; os que se batiam há pouco emprestavam armas uns aos outros, limpando com as costas da mão o sangue das feridas. Agostinho, encostado ao lampião do meio do cortiço, cantava em altos berros uma coisa que lhe parecia responder à música _________ que entoavam lá fora os inimigos; a mãe dera-lhe licença, a pedido dele, para _______ um cinto de Nenê, em que o pequeno enfiou a faca da cozinha. Um mulatinho franzino, que até aí não ______ notado por ninguém no São Romão, postou-se defronte da entrada, de mãos limpas, à espera dos invasores; e todos tiveram confiança nele, ________ o ladrão, além de tudo, estava rindo.

        Os Cabeças de Gato assomaram afinal ao portão. Uns cem homens, em que se não via a arma que traziam. [...]

        – _________! Faz frente! clamavam de dentro os Carapicus.

(Aluísio Azevedo, O Cortiço. Adaptado)

Na passagem – Um mulatinho franzino [...] postou-se defronte da entrada... –, o adjetivo destacado
Alternativas
Q1989875 Português

        __________ os Carapicus sentiram a aproximação dos rivais, um grito de alarma ecoou por toda a estalagem e o rolo dissolveu-se de ________, sem que a ordem cessasse. Cada qual correu à casa, rapidamente, em busca do ferro, do pau e de tudo que servisse para resistir e para matar. Um só impulso os impelia a todos; já não havia ali brasileiros e portugueses, havia um só partido que ia ser atacado pelo partido contrário; os que se batiam há pouco emprestavam armas uns aos outros, limpando com as costas da mão o sangue das feridas. Agostinho, encostado ao lampião do meio do cortiço, cantava em altos berros uma coisa que lhe parecia responder à música _________ que entoavam lá fora os inimigos; a mãe dera-lhe licença, a pedido dele, para _______ um cinto de Nenê, em que o pequeno enfiou a faca da cozinha. Um mulatinho franzino, que até aí não ______ notado por ninguém no São Romão, postou-se defronte da entrada, de mãos limpas, à espera dos invasores; e todos tiveram confiança nele, ________ o ladrão, além de tudo, estava rindo.

        Os Cabeças de Gato assomaram afinal ao portão. Uns cem homens, em que se não via a arma que traziam. [...]

        – _________! Faz frente! clamavam de dentro os Carapicus.

(Aluísio Azevedo, O Cortiço. Adaptado)

Como pleonasmo sintático temos dois termos exercendo a mesma função (um substantivo e um pronome ou dois pronomes).

(Nilce Sant’Anna Martins, Introdução à Estilística)


A explicação sobre pleonasmo sintático é exemplificada com a seguinte passagem do texto:

Alternativas
Q1989873 Português

No capítulo desta quarta-feira (10.08.2022), o Velho do Rio, interpretado por Osmar Prado, aparecerá disfarçado para Jove, Jesuíta Barbosa, e relembrará o rapaz de que o seu lugar é ao lado de Juma. Jove, que está ajudando o pai, José Leôncio, em suas outras fazendas, juntamente com Miriam, recebe uma visita inesperada. Um homem desconhecido oferece ao rapaz ajuda.

(www.viagora.com.br. 10.08.22. Adaptado)


Garante-se a coerência semântica do texto com o seguinte título:

Alternativas
Q1989872 Português

A atividade da leitura completa a atividade da produção escrita. É, por isso, uma atividade de interação entre sujeitos e supõe muito mais que a simples decodificação dos sinais gráficos. O leitor, como um dos sujeitos da interação, atua participativamente, buscando recuperar, buscando interpretar e compreender o conteúdo e as intenções pretendidos pelo autor.

(Irandé Antunes, Aula de português, 2003)


Com base na explicação da autora, a leitura é uma prática que deve se efetivar em sala de aula

Alternativas
Q1989867 Português

Números da fome

        A nova edição do relatório “O Estado da Segurança Alimentar e da Nutrição no Mundo”, recém-divulgada pela ONU, tem um tom soturno. Constata-se ali que a recuperação econômica em 2021, após o pior momento na pandemia, não deteve a expansão global da fome.

        Com o impulso dos impactos da covid-19, a parcela da população mundial enfrentando insegurança alimentar grave – fome – subiu de 9,3% para 10,9% em 2020. Em vez de cair ou se estabilizar, a cifra foi a 11,7% no ano passado. E, como aponta o documento, ainda estão por serem computados os efeitos da guerra na Ucrânia.

        A piora é generalizada, mas os números mais alarmantes, previsivelmente, estão na África, na América Latina e na Ásia. E a desigualdade não é apenas regional.

        “Grupos desfavorecidos da população, como mulheres, jovens, trabalhadores de baixa qualificação e empregados no setor informal, foram desproporcionalmente afetados pela pandemia e pelas medidas sanitárias”, avalia o relatório das Nações Unidas.

        Dito de outro modo, os vulneráveis perderam mais quando a economia parou e recuperaram menos quando as atividades voltaram. Em resumo, as disparidades de renda se agravaram.

        O Brasil, claro, não ficaria imune a tal processo – ao qual acrescenta suas mazelas particulares.

        Ainda que seus números não se destaquem entre os piores do planeta ou do continente, o país mostra deterioração aguda quando se faz uma comparação de prazo mais longo. Entre 2014 e 2016, 1,9% dos brasileiros passavam fome; no período 2019-21, a proporção subiu a 7,3%, ou 15,4 milhões de pessoas.

        O desempenho da economia, que tem sido abaixo de medíocre há quase uma década, decerto explica grande parte da degradação. Mais recentemente, a escalada inflacionária agravou o quadro.

(Editorial. Folha de S.Paulo, 09.07.2022. Adaptado) 

Com base nos estudos de Schneuwly, Dolz e Noverraz (2004), a capacidade de linguagem dominante no editorial está relacionada à 
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Q1989866 Português

Números da fome

        A nova edição do relatório “O Estado da Segurança Alimentar e da Nutrição no Mundo”, recém-divulgada pela ONU, tem um tom soturno. Constata-se ali que a recuperação econômica em 2021, após o pior momento na pandemia, não deteve a expansão global da fome.

        Com o impulso dos impactos da covid-19, a parcela da população mundial enfrentando insegurança alimentar grave – fome – subiu de 9,3% para 10,9% em 2020. Em vez de cair ou se estabilizar, a cifra foi a 11,7% no ano passado. E, como aponta o documento, ainda estão por serem computados os efeitos da guerra na Ucrânia.

        A piora é generalizada, mas os números mais alarmantes, previsivelmente, estão na África, na América Latina e na Ásia. E a desigualdade não é apenas regional.

        “Grupos desfavorecidos da população, como mulheres, jovens, trabalhadores de baixa qualificação e empregados no setor informal, foram desproporcionalmente afetados pela pandemia e pelas medidas sanitárias”, avalia o relatório das Nações Unidas.

        Dito de outro modo, os vulneráveis perderam mais quando a economia parou e recuperaram menos quando as atividades voltaram. Em resumo, as disparidades de renda se agravaram.

        O Brasil, claro, não ficaria imune a tal processo – ao qual acrescenta suas mazelas particulares.

        Ainda que seus números não se destaquem entre os piores do planeta ou do continente, o país mostra deterioração aguda quando se faz uma comparação de prazo mais longo. Entre 2014 e 2016, 1,9% dos brasileiros passavam fome; no período 2019-21, a proporção subiu a 7,3%, ou 15,4 milhões de pessoas.

        O desempenho da economia, que tem sido abaixo de medíocre há quase uma década, decerto explica grande parte da degradação. Mais recentemente, a escalada inflacionária agravou o quadro.

(Editorial. Folha de S.Paulo, 09.07.2022. Adaptado) 

No editorial, afirma-se que o Brasil
Alternativas
Q1989865 Português

Números da fome

        A nova edição do relatório “O Estado da Segurança Alimentar e da Nutrição no Mundo”, recém-divulgada pela ONU, tem um tom soturno. Constata-se ali que a recuperação econômica em 2021, após o pior momento na pandemia, não deteve a expansão global da fome.

        Com o impulso dos impactos da covid-19, a parcela da população mundial enfrentando insegurança alimentar grave – fome – subiu de 9,3% para 10,9% em 2020. Em vez de cair ou se estabilizar, a cifra foi a 11,7% no ano passado. E, como aponta o documento, ainda estão por serem computados os efeitos da guerra na Ucrânia.

        A piora é generalizada, mas os números mais alarmantes, previsivelmente, estão na África, na América Latina e na Ásia. E a desigualdade não é apenas regional.

        “Grupos desfavorecidos da população, como mulheres, jovens, trabalhadores de baixa qualificação e empregados no setor informal, foram desproporcionalmente afetados pela pandemia e pelas medidas sanitárias”, avalia o relatório das Nações Unidas.

        Dito de outro modo, os vulneráveis perderam mais quando a economia parou e recuperaram menos quando as atividades voltaram. Em resumo, as disparidades de renda se agravaram.

        O Brasil, claro, não ficaria imune a tal processo – ao qual acrescenta suas mazelas particulares.

        Ainda que seus números não se destaquem entre os piores do planeta ou do continente, o país mostra deterioração aguda quando se faz uma comparação de prazo mais longo. Entre 2014 e 2016, 1,9% dos brasileiros passavam fome; no período 2019-21, a proporção subiu a 7,3%, ou 15,4 milhões de pessoas.

        O desempenho da economia, que tem sido abaixo de medíocre há quase uma década, decerto explica grande parte da degradação. Mais recentemente, a escalada inflacionária agravou o quadro.

(Editorial. Folha de S.Paulo, 09.07.2022. Adaptado) 

Ao discutir o impacto da falta de alimentos no cotidiano da sociedade atual, o editorial argumenta que

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Q1989859 Português

Havia baile em São Clemente

        Aurélia ali estava como sempre, deslumbrante de formosura, de espírito e de luxo. Seu trajo era um primor de elegância; suas joias valiam um tesouro, mas ninguém apercebia-se disso. O que se via e admirava era ela, sua beleza, que enchia a sala, como um esplendor.

        O baile em vez de fatigá-la, ao contrário a expandia. Semelhante às flores tropicais, filhas do sol, que ostentam o brilhante matiz nas horas mais ardentes do dia, era justamente nesse pélago de luz e paixões, que Aurélia revelava toda a opulência de sua beleza.

        Seixas a contemplava de parte.

        As outras moças, de meia-noite em diante, começavam a fanar-se; o cansaço desbotava-lhes a cor, ou afogueava-lhes o rosto. O talhe denunciava o excesso da fadiga na languidez das inflexões ou na rispidez do gesto.

        Aurélia, ao contrário, à medida que se adiantava a noite, desferia de si mais seduções, e parecia entrar na plenitude de sua graça. A correção artística de seu trajo ia desaparecendo no bulício do baile. Como o primeiro esboço que surge afinal do cinzel impetuoso do artista, ao fogo da inspiração, sua estátua recebia da admiração da turba os últimos toques.

(José de Alencar, Senhora)

A frase do terceiro parágrafo – O baile em vez de fatigá-la, ao contrário a expandia. – indica que o baile era uma forma de
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Q1989857 Português

Havia baile em São Clemente

        Aurélia ali estava como sempre, deslumbrante de formosura, de espírito e de luxo. Seu trajo era um primor de elegância; suas joias valiam um tesouro, mas ninguém apercebia-se disso. O que se via e admirava era ela, sua beleza, que enchia a sala, como um esplendor.

        O baile em vez de fatigá-la, ao contrário a expandia. Semelhante às flores tropicais, filhas do sol, que ostentam o brilhante matiz nas horas mais ardentes do dia, era justamente nesse pélago de luz e paixões, que Aurélia revelava toda a opulência de sua beleza.

        Seixas a contemplava de parte.

        As outras moças, de meia-noite em diante, começavam a fanar-se; o cansaço desbotava-lhes a cor, ou afogueava-lhes o rosto. O talhe denunciava o excesso da fadiga na languidez das inflexões ou na rispidez do gesto.

        Aurélia, ao contrário, à medida que se adiantava a noite, desferia de si mais seduções, e parecia entrar na plenitude de sua graça. A correção artística de seu trajo ia desaparecendo no bulício do baile. Como o primeiro esboço que surge afinal do cinzel impetuoso do artista, ao fogo da inspiração, sua estátua recebia da admiração da turba os últimos toques.

(José de Alencar, Senhora)

Com a leitura, conclui-se que se trata de um texto predominantemente
Alternativas
Respostas
941: E
942: D
943: D
944: E
945: E
946: B
947: D
948: E
949: A
950: B
951: A
952: C
953: D
954: B
955: D
956: D
957: C
958: B
959: C
960: A