Questões Militares
Comentadas sobre interpretação de textos em português
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O texto a seguir é referência para a questão.
A explosão das medusas em todo o mundo se deve a uma série de fatores inter-relacionados. Uma das principais causas é o excesso de pesca de seus predadores naturais, como o atum, o que ao mesmo tempo elimina a concorrência pelo alimento e o espaço de reprodução. Em paralelo, diversas atividades humanas em regiões costeiras também ajudam a explicar o fenômeno: ali onde enormes quantidades de nutrientes são jogadas no mar (em forma de resíduos agrícolas, por exemplo), produzindo grandes explosões de populações de algas e plânctons, que consomem o oxigênio da água e geram as denominadas zonas mortas. Não muitos peixes e mamíferos aquáticos conseguem sobreviver nelas, mas as medusas sim, além de encontrarem no plâncton uma fonte de alimentação abundante e ideal. Quando as populações de medusas conseguem se estabelecer, as larvas de outras espécies acabam sendo parte do cardápio também, desequilibrando a cadeia trófica.
As medusas são, além disso, um dos poucos vencedores naturais da mudança climática, já que seu ciclo reprodutivo é favorecido pelo aumento da temperatura nos ciclos oceânicos. Mas há mais fatores. Existem evidências de que certas espécies de medusa se reproduzem com mais facilidade junto a estruturas costeiras artificiais, como molhes e píeres. Por isso, é difícil saber se os esforços para deter, ou até reverter a mudança climática, representam uma solução à crescente presença de medusas nos mares, pelo menos enquanto continuem gerando problemas em ecossistemas costeiros e cadeias alimentares marinhas. [...]
No entanto – e não muito longe de Monte Hermoso – um cientista elucubra uma ideia mais interessante: se queremos resolver o problema das medusas, temos de parar de vê-las como um mal, e começar a vê-las como comida.
(Disponível em: <https://brasil.elpais.com/brasil/2018/09/18/ciencia/1537282711_864007.html>.)
Leia o trecho abaixo, retirado de I-Juca Pirama, obra de Gonçalves Dias.
Da tribo pujante,
Que agora anda errante
Por fado inconstante,
Guerreiros, nasci:
Sou bravo, sou forte,
sou filho do norte,
Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi.
Trata-se de um:
ASSIS. Machado de. Dom Casmurro. São Paulo: Ática,1999. p.55 (fragmento)
Com Dom Casmurro, obra publicada em 1899, depois de Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881) e de Quincas Borba (1891), Machado de Assis deixa marcas indeléveis de que a Literatura Brasileira vivia um novo período literário, bem diferente do Romantismo. Nessas obras, nota-se uma forma diferente de sentir e de ver a realidade, menos idealizada, mais verdadeira e crítica: uma perspectiva realista. O trecho apresentado acima representa essa perspectiva porque o narrador
I – Os ladrões estão roubando! Prendam-nos! II – Somos os assaltantes! Prendam-nos!
Assinale a alternativa cuja descrição gramatical dos termos sublinhados está correta.
A respeito das propriedades linguísticas do texto 1A12-I, julgue o item a seguir.
Na linha 20, a palavra “porém” poderia ser corretamente
substituída por mas, sem alteração da coesão e dos sentidos
do texto.
A respeito das propriedades linguísticas do texto 1A12-I, julgue o item a seguir.
Os termos “essas pacatas criaturas” (l. 16 e 17), “lhes” (l.18)
e “as” (l.18) fazem referência a termos mencionados
anteriormente e, por isso, constituem recursos de coesão
textual que permitem evitar repetições no texto.
A respeito das propriedades linguísticas do texto 1A12-I, julgue o item a seguir.
A forma verbal “assumirão” (l.10) expressa uma ação futura,
ainda não concretizada, mas que se acredita que certamente
se realizará, de acordo com os sentidos do texto.
A respeito das propriedades linguísticas do texto 1A12-I, julgue o item a seguir.
O período final do último parágrafo apresenta a conclusão
do texto, por isso o termo “entretanto” (l.21) poderia ser
substituído por portanto, sem alteração dos sentidos originais
do texto.
Acerca das ideias e dos sentidos do texto 1A12-I, julgue o seguinte item.
Depreende-se do texto a ideia de que, para garantir controle
sobre os tutelados e mantê-los em condição de menoridade,
os tutores utilizam estratégias de intimidação e aterrorização.
Acerca das ideias e dos sentidos do texto 1A12-I, julgue o seguinte item.
A palavra “espinhosa” (l.11) foi empregada no texto com
o sentido de árdua, difícil.
Acerca das ideias e dos sentidos do texto 1A12-I, julgue o seguinte item.
Conforme o texto, preguiça e covardia justificam a
permanência de certos seres humanos na condição de
menoridade e também a existência de pessoas que assumem
para si as responsabilidades de tais seres humanos.
Acerca das ideias e dos sentidos do texto 1A12-I, julgue o seguinte item.
O autor utiliza a expressão “É tão confortável ser menor!”
(l. 6 e 7) para assumir que ele mesmo está na condição
de menoridade.
Ainda a respeito de aspectos linguísticos e dos sentidos do texto 1A1-I, julgue o item que se segue.
No último parágrafo do texto, especialmente nos trechos
“estação com indecifrável plataforma”, “um cargueiro para
ignorado destino”, “Impossível adivinhar, ao certo, a direção
do nosso bilhete de partida”, “nossos corações imprecisos” e
“passageiros sem linha do horizonte”, o narrador expressa o
desnorteamento que o falecimento da mãe provocou nele e em
familiares
Ainda a respeito de aspectos linguísticos e dos sentidos do texto 1A1-I, julgue o item que se segue.
Sem prejuízo da correção gramatical e da coerência do texto,
o período “Há que experimentar o prazer para, só depois, bem
suportar a dor” (l. 13 e 14) poderia ser reescrito da seguinte
forma: É preciso experimentar o prazer para, apenas depois,
suportar bem a dor.
Ainda a respeito de aspectos linguísticos e dos sentidos do texto 1A1-I, julgue o item que se segue.
No segundo parágrafo do texto, as formas verbais “caía”,
“doía”, “curava” e “pedia” designam ações frequentes ou
contínuas no passado.

