Questões Militares
Sobre funções morfossintáticas da palavra como em português
Foram encontradas 11 questões
I A oração “que já avançaram na garantia da presença de mulheres no serviço público” (segundo parágrafo) estabelece uma condição para a ocorrência do condicionamento das mulheres a determinadas áreas.
II O segmento “assim como em até 24% a mortalidade infantil” (sexto parágrafo) constitui uma oração conclusiva.
III No penúltimo parágrafo, a oração “que ainda não foram analisadas a fundo” caracteriza, de forma restritiva, “as complexidades e variáveis”.
Assinale a opção correta.
“Nasceu o sol. E, como ela estava com tempo, sentou-se num banco do jardim. Um homem mastigava chicletes. Outro lia jornal. Uma mulher estava parada, com um saco de pão no colo. A vida era aquilo. Os minutos passavam, como passam em qualquer lugar.”
Becker, A. Armandinho. Disponível em: https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/27431-tiras-de-armandinho. Acesso em: 7 de outubro de 2024.
Com base no uso da vírgula no último período do Texto I – “Os minutos passavam, como passam em qualquer lugar” – assinale a alternativa correta:
Leia a tira a seguir para responder à questão:

(Charles M. Schulz, “Minduim Charles”. Disponível em: https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos)
(CAPPARELLI, Sérgio. 33 ciberpoemas e uma fábula digital. Porto
Alegre: L&PM, 2001.)
Leia o capítulo de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, para responder às questões de números 71 a 74.
O cimo da montanha
... folgávamos de imaginar a dor da separação, se houvesse separação, a tristeza de um e de outro, à proporção que o mar, como uma toalha elástica, se fosse dilatando entre nós; e, semelhantes às crianças, que se achegam ao regaço das mães, para fugir a uma simples careta, fugíamos do suposto perigo, apertando-nos com abraços.
No contexto, os termos se, como e para, em destaque, estabelecem, respectivamente, relações de

Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento - mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a “greve do pão dormido". De resto não é bem uma greve, é um lockout, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo.
Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:
- Não é ninguém, é o padeiro!
Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?
“Então você não é ninguém?" Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “não é ninguém, não senhora, é o padeiro". Assim ficara sabendo que não era ninguém…
Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina - e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.
Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; “não é ninguém, é o padeiro!" E assobiava pelas escadas.
(Rubem Braga. Disponível em: http://www.sul21.com.br/jornal/2013/01/100-anos-do...)
I. Em “[...] como tivera a ideia de gritar aquilo?” (4º§) a palavra destacada funciona como advérbio interrogativo.
II. No trecho “[...] eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno.” (7º§), a forma “como” atua na função de advérbio de modo.
III. No excerto “[...] o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.” (7º§), “como” é uma conjunção coordenativa.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
Leia o texto abaixo e responda a questão
