Questões Militares
Sobre concordância verbal, concordância nominal em português
Foram encontradas 619 questões
"Já Amy Orben e outros pesquisadores decidiram investigar como o uso de redes sociais influencia a satisfação com a vida apenas em certas fases de desenvolvimento [...]” (4º §)
Qual opção apresenta uma afirmativa adequada do ponto de vista da norma culta sobre a concordância verbal do trecho acima?
"Reconhecer os riscos associados à compulsividade no jogo e implementar medidas de prevenção e tratamento é passo essencial (...)". 5°§
Quanto à concordância, a forma verbal destacada foi usada corretamente. Assinale a opção em que o vocábulo sublinhado também foi empregado de forma correta.
I. Em “A humanidade já visitou mundos feitos de rochas, gelo ou gás.”, o verbo destacado está na terceira pessoa do singular, concordando com o sujeito “a humanidade”, e refere-se a um evento do passado.
II. Em “Costumo brincar que tem o formato de uma batata, porque as batatas têm vários formatos diferentes, então não estou errada”, os itens destacados tratam-se, respectivamente, de um verbo na terceira pessoa do plural e de um adjetivo uniforme.
III. Em “A missão Psyche também testará um sistema de comunicação a laser, que deverá permitir a transmissão de mais dados do que comunicações por rádio.”, os itens destacados formam uma locução verbal, cujo sujeito é “a missão Psyche” e, por isso, está na terceira pessoa do singular.
“O aperfeiçoamento da legislação esparsa e a adoção de medidas interinstitucionais são um caminho urgente e necessário [...]”.
Sobre a concordância de número no trecho, é correto afirmar que
Leia o texto para responder à questão.
O descobridor das coisas
A gente vinha de mãos dadas, sem pressa de nada pela rua. Totoca vinha me ensinando a vida. E eu estava muito contente porque meu irmão mais velho estava me dando a mão e ensinando as coisas. Mas ensinando as coisas fora de casa. Porque em casa eu aprendia descobrindo sozinho e fazendo sozinho, fazia errado e fazendo errado acabava sempre tomando umas palmadas. Até bem pouco tempo ninguém me batia. Mas depois descobriram as coisas e vivem dizendo que eu era o cão, que eu era capeta, gato ruço de mau pelo. Não queria saber disso. Se não estivesse na rua eu começava a cantar. Cantar era bonito. Totoca sabia fazer outra coisa além de cantar, assobiar. Mas eu por mais que imitasse, não saía nada. Ele me animou dizendo que era assim mesmo, que eu ainda não tinha boca de soprador. Mas como eu não podia cantar por fora, fui cantando por dentro. Aquilo era esquisito, mas se tornava muito gostoso. E eu estava me lembrando de uma música que Mamãe cantava quando eu era bem pequenininho. Ela ficava no tanque, com um pano amarrado na cabeça para tapar o sol. Tinha um avental amarrado na barriga e ficava horas e horas, metendo a mão na água, fazendo sabão virar muita espuma. Depois torcia a roupa e ia até a corda. Prendia tudo na corda e suspendia o bambu. Ela fazia igualzinho com todas as roupas. Estava lavando a roupa da casa do Dr. Faulhaber para ajudar nas despesas da casa. Mamãe era alta, magra, mas muito bonita. Tinha uma cor bem queimada e os cabelos pretos e lisos. Quando ela deixava os cabelos sem prender, davam até na cintura. Mas bonito era quando ela cantava e eu ficava junto aprendendo.
(José Mauro de Vasconcelos. O meu pé de laranja lima, 1975. Adaptado)
Considere as frases:
• Meu irmão mais velho estava de mãos dadas comigo e ensinando as coisas para mim. ______________, porém, as coisas fora de casa.
• Eu fazia errado e, fazendo errado, as pessoas sempre _____________umas palmadas.
• Meu irmão sabia assobiar. Mas eu, por mais que ____________________ , não saía nada.
De acordo com a norma-padrão, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com:
(Laerte, “Piratas do Tietê”. Folha de S.Paulo, 04.03.2024)
A regra de concordância discutida entre os personagens aplica-se à seguinte passagem do texto:
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Sim, eu era esse garção bonito, airoso, abastado; e facilmente se imagina que mais de uma dama inclinou diante de mim a fronte pensativa, ou levantou para mim os olhos cobiçosos. De todas porém a que me cativou logo foi uma... uma... não sei se diga; este livro é casto, ao menos na intenção; na intenção é castíssimo. Mas vá lá; ou se há de dizer tudo ou nada. A que me cativou foi uma dama espanhola, Marcela, a “linda Marcela”, como lhe chamavam os rapazes do tempo. E tinham razão os rapazes. Era filha de um hortelão das Astúrias; disse-mo ela mesma, num dia de sinceridade, porque a opinião aceita é que nascera de um letrado de Madri, vítima da invasão francesa, ferido, encarcerado, espingardeado, quando ela tinha apenas doze anos.
Cosas de España. Quem quer que fosse, porém, o pai, letrado ou hortelão, a verdade é que Marcela não possuía a inocência rústica, e mal chegava a entender a moral do código. Era boa moça, lépida, sem escrúpulos, um pouco tolhida pela austeridade do tempo, que lhe não permitia arrastar pelas ruas os seus estouvamentos e berlindas; luxuosa, impaciente, amiga de dinheiro e de rapazes. Naquele ano, morria de amores por um certo Xavier, sujeito abastado e tísico, — uma pérola.
Vi-a pela primeira vez, no Rocio Grande, na noite das luminárias, logo que constou a declaração da independência, uma festa de primavera, um amanhecer da alma pública. Éramos dois rapazes, o povo e eu; vínhamos da infância, com todos os arrebatamentos da juventude. Vi-a sair de uma cadeirinha, airosa e vistosa, um corpo esbelto, ondulante, um desgarre, alguma coisa que nunca achara nas mulheres puras. — Segue-me, disse ela ao pajem. E eu segui-a, tão pajem como o outro, como se a ordem me fosse dada, deixei-me ir namorado, vibrante, cheio das primeiras auroras. A meio caminho, chamaram-lhe “linda Marcela”, lembrou-me que ouvira tal nome a meu tio João, e fiquei, confesso que fiquei tonto.
(Machado de Assis. Memórias Póstumas de Brás Cubas)
Leia o texto a seguir para responder à questão.
A vida humana
Certa feita, segundo os índios bororo, a pedra e a taquara deram início a um debate para saber qual das duas se assemelhava mais à vida humana.
– Sem dúvida alguma, a vida humana se parece mais comigo – disse a pedra, categoricamente –, pois a vida humana é tão resistente sobre a Terra quanto as pedras.
Neste ponto, a taquara contestou:
– De forma alguma, amiga pedra. A vida humana se parece comigo, e não com você. Os homens morrem como as taquaras, ao invés de durarem perpetuamente como as pedras.
A pedra alterou-se ligeiramente.
– Ora, tolices! A vida humana se parece comigo! Não vê, então, como ela resiste ao frio e ao calor, não se dobrando nem ao vento, nem às intempéries?
– Não, não, enganas-te – disse a taquara. – O homem, na verdade, tem bem pouco de pedra. Ele morre como nós, as taquaras, morremos, porém renasce nos seus filhos.
Então, mostrando à pedra os seus filhos – a taquara estava dentro de um enorme e ruidoso taquaral –, ela pôs, por assim dizer, uma pedra sobre a questão:
– Veja como somos parecidos com os homens: somos maleáveis, temos a pele frágil e, finalmente, nos reproduzimos sem parar.
Então a pedra, reconhecendo a derrota, ficou muda e nunca mais disse palavra.
(Franchini, A. S. As 100 Melhores Lendas do Folclore Brasileiro)
I- “Ele tem ao pé da porta/ Uma rasgada janela,/ É da sala aonde assiste/ A minha Marília bela” (Tomás Antônio Gonzaga)
II- “É a vaidade, Fábio, nesta vida,/ Rosa que da manhã lisonjeada/ (...)/ Airosa rompe, arrasta presumida” (Gregório de Matos)
III- “Vem, ó Marília, vem lograr comigo/ Destes alegres campos a beleza,/ Destas copadas árvores o abrigo.” (Bocage)
IV- “Eis Bocage, em quem luz algum talento/ saíram dele mesmo estas verdades/ num dia em que se achou mais pachorrento.” (Bocage)
Há predicado verbo-nominal em