Questões Militares Comentadas sobre história
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Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE o nome e a localização desse campo de concentração tombado.
(WEHLING, Arno. Formação do Brasil Colonial. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1994. p. 71)
O trecho acima faz referência a um dos episódios de invasão por parte dos franceses ao litoral brasileiro. Dentre as afirmativas abaixo, assinale aquela que identifica corretamente o episódio tratado:
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. 14ª ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2024. p. 72)
Conforme afirmou Boris Fausto, a predominância do açúcar na economia nacional não significou a inexistência de outras atividades produtivas, em especial aquelas voltadas para o mercado interno. É neste sentido que podemos entender, por exemplo, o papel da pecuária na economia nacional. Sobre a pecuária durante o período colonial, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta:
(SODRÉ, Nelson Werneck. História Militar do Brasil. 2ª ed. São Paulo: Expressão Popular, 2010. p.28)
O primeiro sistema de administração do Brasil Colonial foi o chamado sistema de Capitanias Hereditárias. Este sistema conferia à empresa colonizadora o caráter de empreendimento privado – amplos poderes eram cedidos aos donatários, que os exerciam em nome da Coroa, em troca da assunção por estes dos riscos e gastos necessários. O fracasso desse sistema, porém, levaria o governo português a centralizar a administração – o que também afetou a organização da defesa da colônia. Sobre a organização militar no período colonial, assinale a afirmativa correta:
(SCHWARTZ, Stuart. Segredos internos: engenhos e escravos na sociedade colonial, 1550-1835. São Paulo: Companhia das Letras, 1988. p. 122)
A escravidão foi uma das bases das atividades desenvolvidas durante o período colonial no Brasil, tendo deixado raízes que marcaram a sociedade brasileira mesmo após a abolição da escravatura no final do século XIX. Essa dinâmica, com o predomínio da mão de obra africana, marca um traço distintivo da colonização portuguesa. Neste sentido, diversas são as razões apontadas pelos historiadores para a escolha da mão de obra africana como base do sistema escravista colonial. Dentre os enunciados abaixo, assinale a alternativa que apresenta uma razão incorreta para este predomínio:
GONDIM, Linda M. P. In: SOUZA, Simone de (org.) Uma nova história do Ceará. Fortaleza: Ed. Demócrito Rocha, 2000.
O momento histórico da vida política e social do estado do Ceará a que o trecho se refere diz respeito
I. Durante o Estado Novo, o Ceará teve apenas dois interventores: Fernandes Távora, que passou pouco tempo por não romper com as estruturas políticas tradicionais, e Menezes Pimentel, que governou por cinco anos.
II. O longo governo de Menezes Pimentel foi marcado por perseguições políticas a seus inimigos, com censura e prisões de artistas e intelectuais e até queima de livros considerados subversivos, como os de Rachel de Queiroz.
III. Fortemente influenciado pelo catolicismo da época, o governo do interventor Menezes Pimentel perseguiu e combateu praticantes de religiões de matriz afro-brasileira e indígena.
IV. Apesar de ocorrer em meio a um período ditatorial, os governos de Fernandes Távora e de Menezes Pimentel permitiram a existência de agremiações políticas divergentes como a Liga Eleitoral Católica ‒ LEC ‒, a Aliança Nacional Libertadora ‒ ANL‒ e a Ação Integralista Brasileira ‒ AIB.
É correto o que se afirma somente em
I. Francisco José do Nascimento, nacionalmente conhecido como Dragão do Mar, foi um capitão de navio mercante que se negou a transportar os escravizados que os jangadeiros insistiam em embarcar em sua nau para serem vendidos no sul do Brasil.
II. A principal data comemorativa do Ceará, a sua Data Magna, celebrada no dia 25 de março, se refere à publicação da Lei da Província que libertava os escravizados do Ceará, em 25 de março de 1884.
III. Além dos jangadeiros que fizeram a greve para não embarcar os cativos que seriam vendidos no Sudeste, também participaram daquele movimento os membros da Sociedade Perseverança e Porvir.
IV. A Sociedade Cearense Libertadora, embora originada da Sociedade Perseverança e Porvir, não tinha uma ação prática, como libertação de pessoas escravizadas por meio de alforria, limitando-se ao discurso abolicionista no jornal O Libertador.
É correto o que se afirma em
“Se a Bahia ocupava os sertões de dentro, escoavam-se para Pernambuco os sertões de fora, começando de Borborema e alcançando o Ceará, onde confluíam as correntes baiana e pernambucana”.
ABREU, João Capistrano de. Capítulos de História Colonial:1500-1800. Brasília: Ed. Senado Federal, 1998.
O aspecto da história colonial cearense a que o autor se refere no trecho citado diz respeito
I. Sendo a erva-mate uma árvore nativa das florestas regionais do Paraná, desde tempos pré-coloniais ela já era usada como bebida pelos indígenas, principalmente pelos povos guarani. Os jesuítas tentaram proibir seu uso, alegando que tinha propriedades afrodisíacas, e nas reduções do Guaíra até a chamaram de “erva do diabo”.
II. Em princípios do século XVII, apesar das resistências iniciais, os jesuítas e alguns proprietários de terras paraguaios começaram a impulsionar o comércio da erva-mate, abastecendo os mercados locais e regionais, inclusive do Prata.
III. Quando o mate paranaense começou a ser comercializado para Uruguai e Argentina, houve empecilhos devido sua baixa qualidade. Francisco de Alzagaray foi o responsável, a partir de 1820, por ensinar o modo correto do fabrico, o beneficiamento e a maneira correta de acondicionamentos de surrões de couro. Ele foi o grande incentivador da produção de mate no Paraná e fundou o primeiro engenho de soque no Paraná, na região de Paranaguá.
IV. Atualmente o Brasil é líder mundial na produção de erva-mate, chegando a produzir 953 mil toneladas em áreas nativa e plantadas, no ano de 2020. No mesmo ano, porém, o Estado do Paraná ficou atrás de Santa Catarina na produção da erva, recuperando o primeiro lugar somente no ano seguinte.
Estão corretas as afirmativas:
I. Quando ocorreu o Golpe Militar de 1964, o Cel. César Cals era governador eleito do Ceará e manteve-se no poder, com o apoio do Gal. Médici, até ser substituído pelo Cel. Adauto Bezerra, em 1971.
II. Apoiado pelo Gal. Castelo Branco, primeiro presidente da Ditadura Militar, o Cel. Virgílio Távora, que havia sido ministro no governo João Goulart, governava o Ceará desde 1963 e foi mantido no governo estadual até 1966.
III. Em 1979, com apoio do Gal. Geisel, o Cel. Adauto Bezerra, voltou ao governo do Estado e consolidou a modernização conservadora, com obras de estrutura e industriais como o sistema Pacoti-Riachão e o Distrito Industrial em Maracanaú.
IV. Dos três coronéis que conduziram a política cearense no período da Ditadura Militar, apenas Virgílio Távora foi governador em dois mandatos, o primeiro entre 1963 e 1966 e o segundo entre 1979 e 1982.
É correto o que se afirma em
Denominada pejorativamente como Guerra dos Bárbaros, esse longo episódio marcou a história do Brasil durante a colonização. Considerando esse evento histórico, analise as seguintes afirmações:
I. Foi um conflito armado entre os colonizadores portugueses e os invasores franceses que se apropriaram de uma extensa faixa de terra litorânea localizada no norte do Ceará até São Luís do Maranhão.
II. Tratou-se de uma guerra entre colonos portugueses e nativos de várias etnias que levou ao extermínio alguns grupos de indígenas e que teve no massacre dos Paiacu um dos seus episódios marcantes.
III. Marcada pela colonização portuguesa no litoral, a região que hoje é o Ceará foi poupada de conflitos violentos na Guerra dos Bárbaros, já que os indígenas locais eram pacíficos e aliados aos lusitanos.
IV. Entre os motivos que provocaram a Guerra dos Bárbaros podem ser elencadas a expansão da pecuária para o interior do nordeste e a disputa pelas terras entre colonizadores e indígenas.
É correto o que se afirma somente em
(Maria Isaura Pereira de Queiroz. “O coronelismo numa interpretação sociológica”. In: Boris Fausto (org.) História Geral da Civilização Brasileira: O Brasil Republicano: estrutura de poder e economia (1889 – 1930), 1975)
O excerto refere-se à política da Primeira República Brasileira (1889 – 1930) e
(Boris Fausto. História do Brasil, 2000)
A natureza da Independência do Brasil, referida pelo excerto,
(Emília Viotti da Costa. “Da escravidão ao trabalho livre”. In: Da Monarquia à República: momentos decisivos, 1999)
O excerto alude à
(Carlos Fico. História do Brasil Contemporâneo [da morte de Vargas aos dias atuais])
Fizeram parte das medidas adotadas pelo Plano Cruzado: