A “invenção” dessa nova anatomia política não deve
ser entendida como uma descoberta súbita. Mas como uma
multiplicidade de processos muitas vezes mínimos, de origens
diferentes, de localizações esparsas, que se recordam, que se
repetem, ou se imitam, apoiam-se uns sobre os outros e esboçam
aos poucos a fachada de um método geral. Encontramo-los
em funcionamento nos colégios, muito cedo; mais tarde, nas
escolas primárias, no espaço hospitalar e na organização militar.
FOUCAULT, M. Vigiar e punir. Petrópolis: Vozes, 2011.
O texto indica o seguinte aspecto da disciplina como ferramenta
política: