A ideia de êxodo urbano assume ares caricaturais. Pega a mais
reduzida parte da pirâmide social e projeta para todos seus desejos
defensivos. Se o êxodo urbano for compreendido como aquisição
de uma segunda residência, então não estamos, de fato, falando
de êxodo, mas da reversão de um excedente de renda de uma
pequena fração da elite para as franjas metropolitanas. Se o êxodo
urbano for compreendido como retorno aos municípios menos
povoados, então não estamos, de fato, falando de êxodo urbano,
mas de um movimento de migração de pessoas cuja estabilidade
no emprego e a elevada renda lhes permitem simular, nas ilhas
urbanas do interior agropecuário, a vida urbana metropolitana.
ARRAIS, T. A. O distópico êxodo urbano. Revista e, n. 11, maio 2021 (adaptado).
A crítica apresentada no texto evidencia uma dinâmica socioespacial
marcada pela
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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