Há experiências de lutas sociais de reapropriação cultural ...

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Q3159778 Geografia
Há experiências de lutas sociais de reapropriação cultural da natureza que são movimentos emblemáticos, como a dos seringueiros no Brasil, que da luta sindical para a comercialização da borracha chegaram a inventar o conceito de reserva extrativista e estão avançando para um novo modo de produção, uma nova racionalidade produtiva, mostrando que é possível viver bem, e não apenas sobreviver, em harmonia com a natureza que habitam. O novo planeta que podemos imaginar é feito desses territórios produtivos que não são apenas economias de autossubsistência mas economias que potencializam a produtividade ecológica de seus territórios.
LEFF, E. Discursos sustentáveis. São Paulo: Cortez, 2010 (adaptado).

O texto expõe a possibilidade de uma nova racionalidade produtiva por meio de uma gestão territorial que se baseia na 
Alternativas

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Resposta correta: Bconexão de valores fundamentados por decisões locais.

Tema central: o texto aborda a emergência de uma nova racionalidade produtiva ligada à gestão territorial baseada em saberes locais, práticas de convivência com a natureza e formas de produção que valorizam a sustentabilidade. Conhecimentos necessários: conceitos de territórios produtivos, economia sustentável/local, e movimentos socioambientais (ex.: seringueiros e reservas extrativistas).

Resumo teórico: autores como Enrique Leff discutem a importância dos saberes locais e da gestão territorial para produzir sustentabilidade, contrapondo-se a modelos puramente mercantis. A FAO e a literatura sobre agroecologia também enfatizam práticas locais que potencializam a produtividade ecológica (ver Leff, 2010; FAO, publicações sobre agroecologia).

Justificativa da alternativa B: o enunciado fala em “territórios produtivos” que não são apenas autossubsistência, mas economias que valorizam a produtividade ecológica e uma forma de viver em harmonia — isto remete a decisões e valores locais (práticas, normas comunitárias, saberes tradicionais). Assim, a alternativa B capta exatamente a ideia de valores e decisões locais como base da nova racionalidade produtiva.

Análise das alternativas incorretas:

A: “integração de mercados regidos por pressões regionais” — foco em mercado e pressões externas, contrapõe-se à ênfase do texto em gestão local e autonomia.

C: “unificação de preços delimitados por demandas nacionais” — trata de mecanismo de preços e escala nacional, tema ausente na proposta de práticas sustentáveis locais.

D: “normatização de regras construídas por instituições mundiais” — aponta para governança global/top-down, oposto à lógica de reapropriação cultural e decisões locais mencionadas.

E: “valorização de tradições orientadas por determinações globais” — contraditório: tradições locais não são orientadas por determinações globais; o texto defende autonomia e saberes locais.

Dica de interpretação: ao ler enunciados sobre sustentabilidade, destaque palavras como “território”, “valores”, “vivência” e “autonomia” para identificar respostas que valorizam práticas locais; descarte alternativas que tragam exclusivamente mercado, preços ou instituições externas.

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Comentários

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Até agora não sei porque não é A

B) conexão de valores fundamentados por decisões locais.

Justificativa:

O texto trata de experiências de lutas sociais, como a dos seringueiros, que construíram uma nova forma de produção e gestão do território. Essa nova racionalidade produtiva:

Parte de uma reapropriação cultural da natureza;

Valoriza o modo de vida e os saberes locais;

Mostra que é possível viver bem em harmonia com a natureza;

Cria economias não de mera subsistência, mas que potencializam a produtividade ecológica dos territórios.

Essa abordagem está longe de impor regras globais ou de seguir apenas lógicas de mercado. Pelo contrário, ela propõe um modelo baseado nas decisões e práticas locais, conectadas a valores culturais e ecológicos próprios dos territórios.

Por que as outras estão erradas:

A) integração de mercados regidos por pressões regionais — Foca no mercado e em pressões externas, o que o texto não prioriza.

C) unificação de preços delimitados por demandas nacionais — Refere-se a uma lógica econômica centralizada, distante da proposta ecológica e territorial.

D) normatização de regras construídas por instituições mundiais — Contraria a ênfase do texto nas soluções locais e autônomas.

E) valorização de tradições orientadas por determinações globais — É contraditório, pois valorizar tradições locais não depende de determinações globais.

Portanto, a alternativa B reflete com mais precisão a proposta do texto de Enrique Leff.

Há experiências de lutas sociais de reapropriação cultural da natureza que são movimentos emblemáticos, como a dos seringueiros no Brasil, que da luta sindical para a comercialização da borracha chegaram a inventar o conceito de reserva extrativista e estão avançando para um novo modo de produção, uma nova racionalidade produtiva, mostrando que é possível viver bem, e não apenas sobreviver, em harmonia com a natureza que habitam. O novo planeta que podemos imaginar é feito desses territórios produtivos que não são apenas economias de autossubsistência mas economias que potencializam a produtividade ecológica de seus territórios.

LEFF, E. Discursos sustentáveis. São Paulo: Cortez, 2010 (adaptado).

O texto expõe a possibilidade de uma nova racionalidade produtiva por meio de uma gestão territorial que se baseia na 

Alternativas

A integração de mercados regidos por pressões regionais.

A e C – Referem-se a aspectos econômicos ligados a mercados e preços, o que não é o foco central.

B conexão de valores fundamentados por decisões locais.

Explicação:

O texto destaca o exemplo dos seringueiros, que criaram o conceito de reserva extrativista e desenvolveram uma nova racionalidade produtiva baseada na harmonia com a natureza.

Essa gestão territorial se apoia em decisões tomadas pelas próprias comunidades locais, considerando seus valores culturais, sociais e ambientais.

Não se trata de uma imposição global ou de mercado, mas de autogestão e valorização dos saberes tradicionais como base para a sustentabilidade.

C unificação de preços delimitados por demandas nacionais.

A e C – Referem-se a aspectos econômicos ligados a mercados e preços, o que não é o foco central.

D normatização de regras construídas por instituições mundiais.

D – Não é sobre normas internacionais, mas sobre decisões comunitárias.

E valorização de tradições orientadas por determinações globais. 

E – Não fala de tradições guiadas por determinações globais, e sim de práticas locais autônomas.

questão fácil, se errar tem que fazer o Enem de novo.

O texto discute a criação de uma nova racionalidade produtiva que se afasta de modelos de exploração predatória e promove uma convivência harmônica com a natureza. Ele destaca a importância de um modelo de produção sustentável, fundamentado em decisões e valores locais, como o exemplo utilizado de seringueiros no Brasil que desenvolveram o conceito de reservas extrativistas. Esse tipo de reserva prevê o uso sustentável dos recursos. Essa nova perspectiva se baseia na valorização das práticas e conhecimentos locais, e não em pressões ou padrões globais.

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