Há experiências de lutas sociais de reapropriação cultural ...
LEFF, E. Discursos sustentáveis. São Paulo: Cortez, 2010 (adaptado).
O texto expõe a possibilidade de uma nova racionalidade produtiva por meio de uma gestão territorial que se baseia na
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Resposta correta: B — conexão de valores fundamentados por decisões locais.
Tema central: o texto aborda a emergência de uma nova racionalidade produtiva ligada à gestão territorial baseada em saberes locais, práticas de convivência com a natureza e formas de produção que valorizam a sustentabilidade. Conhecimentos necessários: conceitos de territórios produtivos, economia sustentável/local, e movimentos socioambientais (ex.: seringueiros e reservas extrativistas).
Resumo teórico: autores como Enrique Leff discutem a importância dos saberes locais e da gestão territorial para produzir sustentabilidade, contrapondo-se a modelos puramente mercantis. A FAO e a literatura sobre agroecologia também enfatizam práticas locais que potencializam a produtividade ecológica (ver Leff, 2010; FAO, publicações sobre agroecologia).
Justificativa da alternativa B: o enunciado fala em “territórios produtivos” que não são apenas autossubsistência, mas economias que valorizam a produtividade ecológica e uma forma de viver em harmonia — isto remete a decisões e valores locais (práticas, normas comunitárias, saberes tradicionais). Assim, a alternativa B capta exatamente a ideia de valores e decisões locais como base da nova racionalidade produtiva.
Análise das alternativas incorretas:
A: “integração de mercados regidos por pressões regionais” — foco em mercado e pressões externas, contrapõe-se à ênfase do texto em gestão local e autonomia.
C: “unificação de preços delimitados por demandas nacionais” — trata de mecanismo de preços e escala nacional, tema ausente na proposta de práticas sustentáveis locais.
D: “normatização de regras construídas por instituições mundiais” — aponta para governança global/top-down, oposto à lógica de reapropriação cultural e decisões locais mencionadas.
E: “valorização de tradições orientadas por determinações globais” — contraditório: tradições locais não são orientadas por determinações globais; o texto defende autonomia e saberes locais.
Dica de interpretação: ao ler enunciados sobre sustentabilidade, destaque palavras como “território”, “valores”, “vivência” e “autonomia” para identificar respostas que valorizam práticas locais; descarte alternativas que tragam exclusivamente mercado, preços ou instituições externas.
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Comentários
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Até agora não sei porque não é A
B) conexão de valores fundamentados por decisões locais.
Justificativa:
O texto trata de experiências de lutas sociais, como a dos seringueiros, que construíram uma nova forma de produção e gestão do território. Essa nova racionalidade produtiva:
Parte de uma reapropriação cultural da natureza;
Valoriza o modo de vida e os saberes locais;
Mostra que é possível viver bem em harmonia com a natureza;
Cria economias não de mera subsistência, mas que potencializam a produtividade ecológica dos territórios.
Essa abordagem está longe de impor regras globais ou de seguir apenas lógicas de mercado. Pelo contrário, ela propõe um modelo baseado nas decisões e práticas locais, conectadas a valores culturais e ecológicos próprios dos territórios.
Por que as outras estão erradas:
A) integração de mercados regidos por pressões regionais — Foca no mercado e em pressões externas, o que o texto não prioriza.
C) unificação de preços delimitados por demandas nacionais — Refere-se a uma lógica econômica centralizada, distante da proposta ecológica e territorial.
D) normatização de regras construídas por instituições mundiais — Contraria a ênfase do texto nas soluções locais e autônomas.
E) valorização de tradições orientadas por determinações globais — É contraditório, pois valorizar tradições locais não depende de determinações globais.
Portanto, a alternativa B reflete com mais precisão a proposta do texto de Enrique Leff.
Há experiências de lutas sociais de reapropriação cultural da natureza que são movimentos emblemáticos, como a dos seringueiros no Brasil, que da luta sindical para a comercialização da borracha chegaram a inventar o conceito de reserva extrativista e estão avançando para um novo modo de produção, uma nova racionalidade produtiva, mostrando que é possível viver bem, e não apenas sobreviver, em harmonia com a natureza que habitam. O novo planeta que podemos imaginar é feito desses territórios produtivos que não são apenas economias de autossubsistência mas economias que potencializam a produtividade ecológica de seus territórios.
LEFF, E. Discursos sustentáveis. São Paulo: Cortez, 2010 (adaptado).
O texto expõe a possibilidade de uma nova racionalidade produtiva por meio de uma gestão territorial que se baseia na
Alternativas
A integração de mercados regidos por pressões regionais.
A e C – Referem-se a aspectos econômicos ligados a mercados e preços, o que não é o foco central.
B conexão de valores fundamentados por decisões locais.
Explicação:
O texto destaca o exemplo dos seringueiros, que criaram o conceito de reserva extrativista e desenvolveram uma nova racionalidade produtiva baseada na harmonia com a natureza.
Essa gestão territorial se apoia em decisões tomadas pelas próprias comunidades locais, considerando seus valores culturais, sociais e ambientais.
Não se trata de uma imposição global ou de mercado, mas de autogestão e valorização dos saberes tradicionais como base para a sustentabilidade.
C unificação de preços delimitados por demandas nacionais.
A e C – Referem-se a aspectos econômicos ligados a mercados e preços, o que não é o foco central.
D normatização de regras construídas por instituições mundiais.
D – Não é sobre normas internacionais, mas sobre decisões comunitárias.
E valorização de tradições orientadas por determinações globais.
E – Não fala de tradições guiadas por determinações globais, e sim de práticas locais autônomas.
questão fácil, se errar tem que fazer o Enem de novo.
O texto discute a criação de uma nova racionalidade produtiva que se afasta de modelos de exploração predatória e promove uma convivência harmônica com a natureza. Ele destaca a importância de um modelo de produção sustentável, fundamentado em decisões e valores locais, como o exemplo utilizado de seringueiros no Brasil que desenvolveram o conceito de reservas extrativistas. Esse tipo de reserva prevê o uso sustentável dos recursos. Essa nova perspectiva se baseia na valorização das práticas e conhecimentos locais, e não em pressões ou padrões globais.
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