A alma funciona no meu corpo de maneira maravilhosa. Nele s...

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Q3159773 Filosofia
A alma funciona no meu corpo de maneira maravilhosa. Nele se aloja, certamente, mas sabe bem dele escapar: escapa para ver as coisas através da janela dos meus olhos, escapa para sonhar quando durmo, para sobreviver quando morro. Minha alma durará muito tempo e mais que muito tempo, quando meu corpo vier a apodrecer. Viva minha alma! É meu corpo luminoso, purificado, virtuoso, ágil, móvel, tépido, viçoso; é meu corpo liso, castrado, arredondado como uma bolha de sabão.

FOUCAULT, M. O corpo utópico, as heterotopias. São Paulo: Edições N-1, 2013.

Esse texto reforça uma concepção metafísica clássica que remete a um(a)
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Alternativa correta: B — pensamento dicotômico

Tema central: a questão avalia a identificação de uma concepção metafísica clássica — a separação entre alma e corpo — ou seja, um pensamento dicotômico (dualismo). Esse conhecimento é frequente em provas que cobram noções de filosofia da mente e história das ideias.

Resumo teórico rápido e progressivo: o dualismo afirma duas substâncias ou realidades distintas (ex.: alma/mente e corpo/matéria). Exemplos clássicos: Platão (Phaedo/Fédon) e Descartes (Meditações) defendem que a alma transcende o corpo e pode existir separada dele — característica evidente no texto apresentado. Conceito-chave: dicotomia ontológica entre interioridade imaterial e exterioridade corpórea.

Justificativa da alternativa B: o enunciado descreve a alma como algo que “se aloja” no corpo, “escapa” pelos olhos, sobrevive à morte e permanece quando o corpo apodrece — todos sinais claros de uma divisão radical entre duas realidades. Isso é a própria definição de pensamento dicotômico (dualismo alma/corpo).

Análise das outras alternativas:

A — pressuposto lógico: incorreta. Não se trata de uma estrutura formal de argumento ou de uma implicação lógica, mas de uma posição metafísica sobre a natureza da alma e do corpo.

C — contemplação da natureza: incorreta. O texto fala da relação entre alma e corpo humano, não de observação/valorização da natureza exterior.

D — raciocínio argumentativo: incorreta. O trecho é descritivo e afirmativo sobre uma crença metafísica, não um argumento estruturado com premissas e conclusão.

E — crítica à individualidade: incorreta. Ao contrário, o texto reforça a primazia e a permanência da alma individual, não a critica.

Dica de interpretação: procure palavras que indiquem separação (escapa, sobrevive, durará) e conecte-as a autores e termos-chave (dualismo, alma/corpo, Descartes, Platão). Quando o enunciado fala em “metafísica clássica”, pense imediatamente em dicotomias ontológicas.

Fontes indicadas: Platão — Fédon; René Descartes — Meditações; para contexto contemporâneo sobre corpo/alma, o próprio Foucault (texto citado) comenta tradições culturais — consulte também manuais de história da filosofia.

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divisão em dois.

logo podemos pensar na filosofia, divisão do corpo e da alma, o que expresso no texto

A alma funciona no meu corpo de maneira maravilhosa. Nele se aloja, certamente, mas sabe bem dele escapar: escapa para ver as coisas através da janela dos meus olhos, escapa para sonhar quando durmo, para sobreviver quando morro. Minha alma durará muito tempo e mais que muito tempo, quando meu corpo vier a apodrecer. Viva minha alma! É meu corpo luminoso, purificado, virtuoso, ágil, móvel, tépido, viçoso; é meu corpo liso, castrado, arredondado como uma bolha de sabão.

FOUCAULT, M. O corpo utópicoas heterotopias. São Paulo: Edições N-1, 2013.

Esse texto reforça uma concepção metafísica clássica que remete a um(a)

Alternativas

A pressuposto lógico.

A – Pressuposto lógico refere-se a uma premissa para dedução, o que não é o caso.

B pensamento dicotômico.

Explicação:

O texto apresenta a separação entre corpo e alma, onde a alma é descrita como algo que “escapa” do corpo, sobrevive após a morte e possui qualidades próprias.

Essa distinção é um pensamento dicotômico clássico — especialmente ligado à tradição platônica e cartesiana — que opõe duas dimensões: material (corpo) e imaterial (alma).

C contemplação da natureza.

C – Contemplação da natureza não é abordada.

D raciocínio argumentativo.

D – Raciocínio argumentativo é a construção lógica de uma defesa, mas aqui não há argumentação estruturada, e sim uma descrição.

E crítica à individualidade. 

E – Crítica à individualidade não é o foco do texto.

Acertei sem ler, só ao ver a palavra dicotômico e corpo e alma 1x1

A dicotomia corpo-alma em Antropologia Filosófica é bem antiga e presente em muitas cuturas.

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