Questões do ENEM 2025 para Exame Nacional do Ensino Médio
Foram encontradas 62 questões

RIBEIRO, A. E. Disponível em: https://rascunho.com.br.
Acesso em: 16 jan. 2024 (adaptado).

RIBEIRO, A. E. Disponível em: https://rascunho.com.br.
Acesso em: 16 jan. 2024 (adaptado).

RIBEIRO, A. E. Disponível em: https://rascunho.com.br.
Acesso em: 16 jan. 2024 (adaptado).

RIBEIRO, A. E. Disponível em: https://rascunho.com.br.
Acesso em: 16 jan. 2024 (adaptado).

RIBEIRO, A. E. Disponível em: https://rascunho.com.br.
Acesso em: 16 jan. 2024 (adaptado).

Disponível em: www.publishnews.com.br. Acesso em: 19 set. 2024.

Antes do inverno chegar.
Ela tinha olhinhos brilhantes. Os mesmos de antes. Antes da fome. Antes das 17 mudanças de cidade. Dos sete filhos e dos muitos anos de trabalho dentro e fora de casa.
Ela fazia ambrosia, bolo de fubá e pedacinhos de queijo. Antes do inverno, ela plantava flores novas e diferentes para nos esperar nas próximas férias de verão.
Ela tinha o jeito de menina. Menina sapeca, correndo na grama seca do cerrado. O mesmo jeito de antes. Antes do marido (e mesmo com o marido). Antes do cansaço dos anos. Antes da dureza do trato com a terra.
Ela tinha histórias. Compridas, curtas, divertidas e verdadeiras. Mas isso foi antes. Antes das lembranças se bagunçarem feito bolas coloridas de Natal esperando para serem montadas na árvore.
Eu era sua neta. Antes do Alzheimer chegar, eu era sua neta. Mas ela é e sempre será minha avó.
PERSON, C. R. Borboletas no estômago: porque às vezes o título precisa
ser adolescente e clichê, já que a vida exige sermos tão adultos.
São Paulo: Ed. das Autoras, 2021.
TEXTO I
A Ilha do Ferro, situada a 18 km do município de Pão de Açúcar, não é uma ilha, como o nome indica. A história do povoado é semelhante à de inúmeros outros que encontramos às margens do Rio São Francisco, entre Alagoas e Sergipe. O que torna diferente o lugar é sua gente. Hoje, dezenas de artistas populares povoam a Ilha do Ferro, trabalhando principalmente com o entalhe em madeira. Onde pessoas comuns enxergariam apenas troncos e galhos retorcidos, eles vislumbram bancos, bonecos, pássaros, cobras e bailarinas. “Às vezes, você passa por um pedaço de madeira uma vez e não vê nada, passa cinco vezes por ele e não vê nada”, conta um dos artistas, “mas, na décima vez, você consegue enxergar alguma forma nesse pedaço de madeira e transformá-lo em arte”
Disponível em: www.imaterial.art.br. Acesso em: 5 fev. 2025 (adaptado).
TEXTO II

FARIAS, Y. Bailarino entalhado em gravetos de madeira.
Artesanato em madeira, 20 × 13 × 51 cm. Ilha do Ferro (AL)
Disponível em: www.nidelins.com.br. Acesso em: 5 fev. 2025.


Pequenino morto
Tange o sino, tange, numa voz de choro,
Numa voz de choro... tão desconsolado...
No caixão dourado, como em berço de ouro,
Pequenino, levam-te dormindo... Acorda!
Olha que te levam para o mesmo lado
De onde o sino tange numa voz de choro...
Pequenino, acorda!
Que caminho triste, e que viagem!
Alas De ciprestes negros a gemer no vento;
Tanta boca aberta de famintas valas
A pedir que as fartem, a esperar que as encham...
Pequenino, acorda! Recupera o alento,
Foge da cobiça dessas fundas valas
A pedir que as encham.
CARVALHO, V. Poemas e canções. Rio de Janeiro:
Saraiva, 1962 (fragmento).