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From the sentence, you can understand that



















I. Escritos por autores baianos, os fragmentos constituem narrações com diferentes pontos de vista narrativos. O texto A apresenta um narrador onisciente, enquanto o B, uma personagem narradora.
II. O texto A é considerado novela, por apresentar, em sua totalidade, um maior número de personagens em relação ao Texto B, classificado como conto.
III. A temática narrativa dos fragmentos gira em torno da velhice e da morte, ambas situações imperativas da própria vida. No Texto A, a presença da morte dá-se de maneira sucessiva, algo premonitório na vida da personagem, tanto quanto na narrativa do Texto B.
IV. As personagens do Texto A atuam em um universo múltiplo tanto de tempo quanto de espaço, diferentemente do Texto B, em que elas agem em um espaço e tempo definidos.
V. Por meio de seus personagens avôs, a velhice apresentase como uma precursora da morte física iminente, fato que se concretiza nas duas narrativas.
A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a
“Esta cidade acabou-se”, pensou Gregório de Matos, olhando pela janela do sobrado, no terreiro de Jesus. “Não é mais a Bahia. Antigamente, havia muito respeito. Hoje, até dentro da praça, nas barbas da infantaria, nas bochechas dos granachas, na frente da forca, fazem assaltos à vista.” [...] As pessoas que caminhavam pela praça naquele momento eram, na maioria, negros, escravos ou mestiços trabalhadores. Muitos iam para as igrejas. Os sinos chamavam, repicando.
Da janela, Gregório de Matos acompanhou com os olhos a passagem do governador entre pessoas de diversos mundos e reinos distintos. Reinóis, que chamavam de maganos, fugidos de seus país ou degredados de seus reinos por terem cometidos crimes, pobres que não tinham o que comer em sua terra, ambiciosos, aventureiros, ingênuos desonestos, desesperançados, saltavam sem cessar no cais da colônia. Alguns chegavam em extrema miséria, descalços, rotos, despidos, e pouco tempo depois retornavam, ricos, com casas alugadas, dinheiro e navios. [...] Eram também persas, magores, armênios, gregos, infiéis e outros gentios. [...] A todos, a cidade dava entrada.
MIRANDA, Ana. Boca do Inferno. São Paulo: Companhia das Letras, 1989, p. 13-14.
Sobre o texto C – Boca do Inferno – comparado aos textos A e B, marque V ou F, conforme sejam verdadeiras ou falsas as afirmativas acerca deles.
( ) O texto C, com a personagem Gregório de Matos, reitera a proposta literária da obra Tenda dos Milagres, em que Pedro Arcanjo ficou conhecido, no meio acadêmico cultural, pelas suas observações sociais sobre a cidade da Bahia.
( ) O texto C apresenta-se mais rico de informações sobre o processo de formação étnica e cultural em que se construiu a sociedade da cidade da Bahia que os demais textos.
( ) As descrições que entremeiam as narrativas dos três textos, permitem dizer que as obras apresentam um mesmo contexto social e histórico da cidade da Bahia.
( ) O uso de um discurso indireto, enquanto recurso de estilo literário, está presente no texto C, assim como o de um discurso direto, no texto A.
( ) O registro de alguns deslizes no uso da língua portuguesa em relação à norma culta ocorre, indistintamente, nos três fragmentos.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a
As afirmativas que encontram respaldo nos fragmentos ou no contexto geral das suas obras estão em
I. A temática abordada nos fragmentos se estende por toda narrativa nas duas obras, tendo seu ponto alto nos desfechos, quando se concretiza o desejo das personagens principais.
II. A obra do texto A relata a vida de Arcanjo em dois tempos distintos: um como homem do povo e seu modo de vida, e outro como homem público, respeitado pela intelectualidade baiana, enquanto que, na obra do texto B, a vida de Quincas é apresentada de maneira inversa.
III. Nas duas obras, o ponto de vista da narração dá-se sob o olhar de um narrador onisciente, e suas personagens fazem uso de uma linguagem apropriada à realidade delas, diferenciando-se, porém, na intenção literária de cada.
IV. O cenário apresentado e o tempo transcorrido em que se processam as narrativas, desde seu início até o final, dão-se de maneira idêntica, entremeando passado e presente em iguais condições sociais e profissionais de seus personagens, Pedro Arcanjo e Berro D’água.
V. As circunstâncias em que se deu a morte de Pedro Arcanjo e Berro D’água, o comportamento de seus amigos em relação ao fato e o desenrolar do fluxo das narrativas, desde a morte até o final, apresenta-se, de maneira idêntica, nas duas obras.
A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a




PICASSO, Pablo. Mulher no Espelho. Disponível em: <https://www.ggoogle.com/search?q=quadro+de+picasso+mulher+no+espelho&sxsrf>. Acesso em: 13 dez. 2022.
Picasso foi pintor, escultor e desenhista espanhol, um dos principais artistas plásticos do século XX. Fundador do cubismo, ele rompeu com a estética da perfeição nas obras de arte, sendo, portanto, conhecido como o pintor da geometria.
A sua obra “A Mulher no Espelho” mantém com os poemas anteriores um diálogo. Embora se apresente em arte visual, é inegável a presença de alguns aspectos contidos na sua construção que reiteram alguns versos dos poemas de Helena Parente e Cecília Meireles.
Marque V ou F, conforme sejam verdadeiras ou falsas as afirmativas acerca das três criações artísticas.
( ) Na obra de Picasso, observa-se um antagonismo da figura feminina: a imagem refletida apresenta-se distorcida da real, reiterando a mesma percepção de Cecília sobre si mesmo.
( ) Em “A mulher no Espelho”, de Picasso, nota-se que a face da mulher real apresenta-se bipartida em duas configurações dissociadas, uma fria e outra saudável, da mesma maneira que os versos de Helena, dentro do contexto do poema, “ontem/ eu era outra/ quando vim aqui”(v. 1-3) e” outra paisagem/ embora sempre/ o seu aqui” (v. 4-6).
( ) A imagem refletida no espelho transmite a sensação de frustração e tristeza, ao apresentar-se coberta de tons mais escuros e meio escondida, identificando-se com os versos de Cecília “Que mal faz, esta cor fingida/ do meu cabelo, e do meu rosto,/ se tudo é tinta: o mundo, a vida, /o contentamento, o desgosto?” (v. 9-12).
( ) O braço, entrelaçando a imagem do espelho deformada, permite inferir que a imagem real acolhe a imagem destorcida como também sua, assim como os versos do poema Outra, de Helena “, outra somos eu/ a cada onda / noutros meus pés (v. 16-18)
( ) A imagem dos corpos mostram uma disparidade visual entre a real e a refletida no espelho, insinuando diferentes leituras, e com idêntica interpretação dos versos de Helena, “outra paisagem/embora sempre/o seu aqui” (v. 4-6).
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a


Sobre os poemas destacados, a alternativa que apresenta uma análise inadequada é a

Ficaste sozinho, a luz apagou-se, mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.” (v. 8-10).
Em relação aos recursos linguísticos dos versos destacados, há uma análise procedente em

A alternativa em que a análise desses recursos está inadequada é

Os versos do poema destacado revelam um eu poético
I. conformado, diante da vida, mas, ao mesmo tempo, cheio de coragem para lutar, a fim de sobreviver.
II. revoltado, pela ausência de sensibilidade e de fé nos corações humanos e pela necessidade de se trabalhar intensamente.
III. pessimista, ao refletir sobre a realidade da vida e a inutilidade das guerras, da fome e das discussões entre amigos.
IV. consciente, sem se desesperar, em relação à vida e à solidão, mesmo diante de circunstâncias indesejadas.
V. realista, ao enxergar a vida sem misticismo e acreditar que a humanidade saberá encontrar soluções viáveis, sem ser preciso morrer.
A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a


( ) Em “Parece não haver mais dúvidas” (l. 1) e em “cerca de seis milhões de crianças menores de cinco anos e mais outros três milhões” (l. 9-11), o vocábulo “mais”, nas duas situações, detém, semanticamente, ideia de adição.
( ) Em “especialmente o enorme contingente de excluídos gerado pela visão econômica de mundo, representada pelo atual sistema capitalista” (l. 25-28), as preposições “pela” e “pelo” exercem o mesmo sentido semântico.
( ) Em “Como bem disse dom Paulo Evaristo Arns” (l. 37) e em "como bem expressou recentemente o sociólogo francês Alain Touraine” (l. 47-48), “como” expressa, nas duas passagens, ideia de consonância.
( ) Em “Há um vazio de ideias e ações” (l. 46) e em “Edgar Morin e outros, há tempos, nos alertam.” (l. 63-64), a forma verbal “há”, nas duas passagens destacadas, poderia ser substituída por “existe” sem que haja prejuízos de ordem morfológica ou sintática.
( ) Em “O filósofo britânico John Gray resumiu bem essa nossa condição” (l. 67-68), o pronome “essa” é um marcador anafórico que faz referência à “busca de consensos e a convergência de propostas” (l. 59-60).
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a


Infere-se, da passagem transcrita, que a humanidade precisará, para o enfrentamento dos impasses, em relação ao ego, ao antropoceno e ao acaso, respectivamente,