Questões de Vestibular Comentadas

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Q1401600 Geografia

Há uma evidência cada vez maior da existência de um número significativo de formas comunitárias de apropriação de espaços, recursos naturais em várias regiões e ecossistemas brasileiros. Essas formas, até recentemente, tiveram pouca visibilidade social, seja pelo pouco poder político das comunidades locais, seja pelas agressões e investidas da grande propriedade fundiária, das empresas mineradoras e madeireiras, que frequentemente resultam na expropriação das terras de uso comunitário ou coletivo.

Disponível em: http://nupaub.fflch.usp.br. Acesso em: 4 ago. 2014.

Um exemplo dessa forma de apropriação de espaços é o(a)
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Q1401598 Geografia

Dentro de um Brasil admirado no mundo inteiro por seu desenvolvimento econômico, há outro país contaminado por um problema crônico — a aridez — que só faz piorar. A nação da Caatinga, formada por 1 482 municípios espalhados por 1,3 milhão de quilômetros quadrados, vive sua maior estiagem dos últimos trinta anos. Só na Bahia, mais de 214 cidades já declararam estado de emergência. Rios secaram, a ponto de se restringirem à areia fina.

Disponível em: www.oglobo.globo.com. Acesso em: 21 ago. 2013 (adaptado).


O problema descrito ocasionou, por boa parte do século XX, o seguinte fenômeno:
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Q1401597 Conhecimentos Gerais

O termo quilombo vem expressar alguma necessidade de parte da sociedade brasileira de mudar o olhar sobre si própria, de reconhecer as diferenças que são produzidas como raciais ou étnicas. Através da luta e de uma complexa dinâmica iniciada no período colonial, o quilombo chega até os dias atuais para falar de algo ainda por se resolver, por se definir, que é a própria cidadania dos afrodescendentes quilombolas.

LEITE, I. B. Os quilombos no Brasil: questões conceituais e normativas. Etnográfica, n. 2, 2000.

Uma ação governamental para assegurar o atendimento da demanda histórica do grupo citado é a
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Q1401596 Conhecimentos Gerais

Estado violência    

  Estado violência        

Deixem-me querer  

 Estado violência      

Deixem-me pensar 

Estado violência     

Deixem-me sentir   

 Estado violência      

Deixem-me em paz

TITÃS. Cabeça dinossauro ao vivo. Rio de Janeiro: Universal, 2012 (fragmento).

A ação do Estado na canção é reveladora de uma postura identificada em:
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Q1401595 Conhecimentos Gerais

As pesquisas indicam que os pobres são as principais vítimas da onda de criminalidade violenta, pois não têm os recursos políticos e econômicos que lhes garantam acesso à justiça e à segurança.

ZALUAR, A. Crime, medo e política. In: ZALUAR, A.; ALVITO, M. (Org.).

Um século de favela. São Paulo: Editora FGV, 2008.


Qual fator determina a situação apontada no texto?

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Q1401594 Conhecimentos Gerais

TEXTO I

Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade. Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção alguma. Todas as pessoas têm direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.

DECLARAÇÃO Universal dos Direitos Humanos. Disponível em: www.humanrights.com. Acesso em: 4 ago. 2015 (adaptado).


TEXTO II

Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Disponível em: www.planalto.gov.br. Acesso em: 21 set. 2015.

Mesmo inseridas em contextos diferentes, as duas cartas destacadas cumprem a mesma função social, que é a de garantir o(a)
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Q1401593 Conhecimentos Gerais

Construídas entre o fim do século XIX e início do século XX, as estações de trem perderam espaço ao longo do tempo. Com algumas exceções, as estações da Região Metropolitana de Campinas (RMC) ganharam novas utilidades, e a maioria foi transformada em espaços culturais.

BACCHETTI, B. Estações de trem viram espaços culturais na RMC. Correio Popular, 14 abr. 2014.


A proposta identificada no texto valoriza aspectos ligados ao conceito de paisagem cultural, pois constitui um instrumento de

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Q1401589 Conhecimentos Gerais

Ouro Preto, na região central de Minas, comemorou em 5 de setembro de 2010, trinta anos como patrimônio cultural da humanidade. O título foi concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), na quarta sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, realizada em Paris, em 1980.

Disponível em: http://portal.iphan.gov.br. Acesso em: 9 ago. 2015 (adaptado).

O título concedido ao bem cultural mencionado está associado à sua característica de cidade típica da(s)
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Q1401588 Geografia

    Criado em 2010, o projeto Eco Fun busca promover um processo eficiente, viável e inovador para reciclagem de tubos usados de pasta de dente. As embalagens vazias feitas de plástico e alumínio são utilizadas na confecção de tábuas “sustentáveis” que podem ter várias aplicações ecologicamente corretas, desde a construção de paredes, bancos e até brinquedos para praças, além de possibilitar o trabalho em educação ambiental com crianças.

Disponível em: www.construirsustentavel.com.br. Acesso em: 15 ago. 2015 (adaptado).

A viabilidade do projeto descrito tem como pressuposto a seguinte iniciativa de caráter ambiental:

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Q1401587 Geografia

É possível elaborar um quadro sobre cada fase da formação inicial do território brasileiro. Dando início com a ocupação da faixa litorânea, com poucos núcleos de fixação e economia baseada no extrativismo, e a tão próspera empresa açucareira, até a tão sonhada expansão territorial, introduzindo ainda mais a pecuária e atraindo um grande contingente de europeus e colonos em busca de metais preciosos.

OLIVEIRA, R. T.; SANTOS, F. K. S. O início da formação territorial brasileira: uma reflexão sobre o território em Suape. Revista de Geografia, n. 3, 2014 (adaptado).


A causa socioeconômica motivadora do processo de colonização descrito no texto é o(a)

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Q1401586 Geografia

Meu nome é favela

É do povo do gueto a minha raiz

Becos e vielas

Eu encanto e canto uma história feliz

De humildade verdadeira

Gente simples de primeira.

DELGADO, R. Meu nome é favela. In: CRUZ, A. Batuques e romances. Rio de Janeiro: Sony, 2011 (fragmento).


O trecho da canção faz referência a um tipo de organização espacial urbana que surge por meio da

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Q1401583 Conhecimentos Gerais

Um americano usuário de uma rede social tem usado sua conta para denunciar o que enfrenta no dia a dia. O jovem tem filmado o comportamento de atendentes de lojas de conveniência que o seguem pelos corredores e editado os flagrantes em microvídeos de sete segundos, em que as vendedoras vigiam o rapaz negro durante todo o tempo em que ele está fazendo (ou tentando fazer) compras.

O Globo, 21 jul. 2014.


Na notícia, o uso da rede social tem servido para denunciar qual prática discriminatória?

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Q1401581 História

Há várias visões da Independência do Brasil: uma de D. Pedro I como herói; outra de que foi um arranjo familiar entre D. João VI e D. Pedro I, que se acertaram e o Brasil aceitou; e uma terceira, de que foi um complô das elites para fazer a Independência e manter a escravidão.

CARVALHO, J. M. Disponível em: http://oglobo.globo.com. Acesso em: 27 jul. 2015 (adaptado).


As três visões mencionadas são elitistas, isto é, desconsideram a contribuição dos(as)

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Q1401580 Conhecimentos Gerais

TEXTO I

    É possível usar o esgoto doméstico tratado para irrigar plantações. A técnica, se feita com controle sanitário e em culturas determinadas, amplia a produtividade, economiza água e evita a contaminação de rios.

SANCHEZ, G. Uso de esgoto tratado aumenta produtividade na agricultura. Disponível em: http://g1.globo.com. Acesso em: 9 ago. 2015 (adaptado).


TEXTO II

    O orçamento participativo é um importante instrumento pois permite que o cidadão debata e defina os destinos de uma cidade. Nele, a população decide as prioridades de investimentos em obras e serviços a serem realizados a cada ano, com os recursos do orçamento da prefeitura.

BRASIL. Controladoria-Geral da União. Portal da Transparência. Orçamento participativo.

Disponível em: www.portaldatransparencia.gov.br. Acesso em: 9 ago. 2015 (adaptado).

A comparação entre os trechos identifica uma proposta comum entre eles, que propicia a
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Q1401579 História

TEXTO I

    No Brasil, com o fim da escravidão, nada foi oferecido aos libertos além da liberdade — nem escolas, nem terras e muito menos direitos civis.

PAMPLONA, M. A. Direitos suados e lembrados. Revista de História da Biblioteca Nacional,

n. 66, mar. 2011 (adaptado).


TEXTO II

    A taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade era de 13,3% para pretos em 2009, de 13,4% para pardos e de 5,9% para brancos.

Disponível em: http://educacao.uol.com.br. Acesso em: 26 abr. 2011.

A forma como ocorreu a abolição da escravidão no Brasil está relacionada à histórica desigualdade de acesso à educação entre brancos e negros no país. Tal relação se deu porque o(a)
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Q1401577 Português

Diminutivos


    Sempre pensei que ninguém batia o brasileiro no uso do diminutivo, essa nossa mania de reduzir tudo à mínima dimensão, seja um cafezinho, um cineminha ou uma vidinha. "Operação", por exemplo. É uma palavra assustadora. Pior do que "intervenção cirúrgica", porque promete uma intervenção muito mais radical nos intestinos. Já uma operaçãozinha é uma mera formalidade. Anestesia local e duas aspirinas depois. Uma coisa tão banal que quase dispensa a presença do paciente. No Brasil, usa-se o diminutivo principalmente em relação à comida.

    — Mais um feijãozinho?

    — Um pouquinho.

    — E uma farofinha?

    — Ao lado do arrozinho?

    — Isso.

    O diminutivo é também uma forma de disfarçar o nosso entusiasmo pelas grandes porções. E tem um efeito psicológico inegável.

    — E agora, um docinho.

    E surge um tacho de ambrosia que é um porta-aviões.

VERISSIMO, L. F. Comédia da vida privada:101 crônicas escolhidas. Porto Alegre: LP&M, 1994 (adaptado).

Além de indicar a redução de tamanho, as palavras usadas no diminutivo podem apresentar outros sentidos. No texto, o diminutivo também foi empregado para
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Q1401576 Português

    Amigo, não tenha quêxa,           

 Veja que eu tenho razão         

Em lhe dizê que não mêxa    

Nas coisa do meu sertão.      

Pois, se não sabe o colega   

De quá manêra se pega       

Num ferro pra trabaiá,          

Por favô, não mêxa aqui,     

   Que eu também não mêxo aí, 

Cante lá que eu canto cá.    


Repare que a minha vida     

É deferente da sua.             

A sua rima pulida                 

Nasceu no salão da rua.       

 Já eu sou bem deferente,      

Meu verso é como a simente

  Que nasce inriba do chão;      

Não tenho estudo nem arte, 

  A minha rima faz parte           

Das obra da criação.             

PATATIVA DO ASSARÉ. Cante lá que eu canto cá. Petrópolis: Vozes, 1992 (fragmento).

O registro de palavras do texto demarca a identidade do povo sertanejo. Nesse contexto, as variações linguísticas utilizadas são frutos de fatores sociais que podem desencadear preconceito, como é evidenciado nos versos:
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Q1401575 Português

    O coronel recusou a sopa.

    — Que é isso, Juca? Está doente?

    O coronel coçou o queixo. Revirou os olhos. Quebrou um palito. Deu um estalo com a língua.

    — Que é que você tem, homem de Deus?

    O coronel não disse nada. Tirou uma carta do bolso de dentro. Pôs os óculos. Começou a ler:

    — Exmo. Snr. Coronel Juca.

    — De quem é?

    — Do administrador da Santa Inácia.

    — Já sei. Geada?

    — Escute. Exmo. Snr. Coronel Juca. Respeitosas Saudações. Em primeiro lugar Saudo-vos. V.Ecia. e D. Nequinha. Coronel venho por meio desta respeitosamente comunicar para V. E. que o cafezal novo agradeceu bastante as chuvarada desta semana. E tal e tal e tal. Me acho doente diversos incômodos divido o serviço.

    — Coitado.

MACHADO, A. A. Notas biográficas do novo deputado. In: OLIVEIRA, N. Histórias de imigrantes. São Paulo: Scipione, 2007 (adaptado).

Os trechos em itálico no texto sinalizam o que foi escrito pelo remetente da carta. Embora o personagem administrador da Santa Inácia inicie o recado na norma-padrão, em outros momentos usa “as chuvarada” (sem o “s” de plural), “divido o” em lugar de “devido ao”, demonstrando
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Q1401574 Português

Pela preservação de Luziânia


    Índios, escravos, garimpeiros, pequenos comerciantes e grandes fazendeiros habitavam as terras hoje ocupadas pelo Distrito Federal muito antes da chegada dos candangos. Desse período, ainda há construções nas áreas rurais e urbanas do Entorno. No entanto, são cada vez mais raras. Um dos mais ricos acervos se concentra na rua do Rosário, em Luziânia, fundada como Santa Luzia, em 13 de dezembro de 1746, por bandeirantes em busca de ouro. Para preservar o que resiste, o Ministério Público de Goiás propôs uma ação civil pública contra a prefeitura, pedindo o fim do tráfego de veículos no centro histórico da cidade distante 70 km de Brasília.

    O trânsito de caminhões está proibido na rua do Rosário há um ano. No entanto, sem fiscalização, a norma é desrespeitada. Há apenas uma placa de advertência, mas nenhuma barreira. Com isso, os casarões e outros prédios centenários têm suas estruturas abaladas.

ALVES, R.; STACCINARI, I. Correio Braziliense, 20 jul. 2014 (adaptado).

A matéria trata da medida imposta pelo Ministério Público em relação à preservação do patrimônio histórico da cidade de Luziânia. A palavra que define a atitude dos motoristas de caminhão a respeito dessa determinação é
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Q1401573 Português

O Lavrador

    

    Esse homem deve ser de minha idade – mas sabe muito mais coisas. Era colono em terras mais altas, se aborreceu com o fazendeiro, chegou aqui ao Rio Doce quando ainda se podia requerer duas colônias de cinco alqueires “na beira da água grande” quase de graça. Brocou a mata com a foice, depois derrubou, queimou, plantou seu café.

    Explica-me: “Eu trabalho sozinho, mais o menino meu.” Seu raciocínio quando veio foi este: “Vou tratar de cair na mata; a mata é do governo, e eu sou fio do Estado, devo ter direito.” Confessa que sua posse até hoje não está legalizada: “Tenho de ir a Linhares, mas eu magino esse aguão...”

BRAGA, R. 200 crônicas escolhidas. Rio Janeiro: Record, 2004.

Nesse texto, as falas do homem descrito pelo narrador são marcadas por aspas e algumas palavras grafadas em itálico. Esses destaques caracterizam uma variedade linguística
Alternativas
Respostas
11301: A
11302: A
11303: A
11304: A
11305: C
11306: B
11307: B
11308: D
11309: B
11310: B
11311: A
11312: A
11313: A
11314: C
11315: B
11316: D
11317: C
11318: D
11319: C
11320: D