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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: FUVEST Prova: FUVEST - 2025 - FUVEST - Vestibular - 1ª Fase - Conhecimentos Gerais |
Q3946317 Saúde Pública
A vacina contra a dengue co-desenvolvida pelo Brasil, a Qdenga, começou a ser oferecida pelo SUS em 2024. Indivíduos imunocompetentes recebem vírus atenuados ao serem vacinados, adquirindo imunidade sem ficar doentes. Pessoas com imunodeficiências, indivíduos com HIV sintomático, gestantes e lactantes não podem ser vacinadas. No entanto, estas pessoas podem ser beneficiadas com a vacinação da população, pois
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: FUVEST Prova: FUVEST - 2025 - FUVEST - Vestibular - 1ª Fase - Conhecimentos Gerais |
Q3946316 Biologia
Após a confirmação da primeira morte humana por gripe aviária nos Estados Unidos, surge a dúvida sobre a possibilidade de uma nova pandemia. Embora os vírus da gripe aviária ataquem principalmente aves, eles também podem infectar outros animais, incluindo humanos. Infecções humanas com vírus da gripe aviária são raras e, normalmente, não se transmitem de pessoa para pessoa.
Os cientistas concordam que mudanças-chave na sequência genética do vírus seriam necessárias para iniciar uma pandemia. Cada vez que um vírus infecta uma célula e novas unidades virais são produzidas, erros podem ocorrer. Ocasionalmente, há uma mudança genética que ajuda o vírus a se tornar melhor em infectar células. Assim, essa versão do vírus pode superar outras, infectando novos hospedeiros ou novos tipos de hospedeiros.
Disponível em https://www.cnnbrasil.com.br/. Adaptado.

Com base no texto, as mutações no vírus da gripe aviária 
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: FUVEST Prova: FUVEST - 2025 - FUVEST - Vestibular - 1ª Fase - Conhecimentos Gerais |
Q3946311 Inglês
Nearly a century ago, Edwin Hubble discovered that the universe is getting larger. Modern measurements of how fast it is expanding disagree, however, suggesting that our understanding of the laws of physics might be off. Everyone expected the sharp vision of the James Webb Space Telescope to bring the answer into focus. But a long-awaited analysis of the telescope’s observations released late Monday evening once again gleans conflicting expansion rates from different types of data, while homing in on possible sources of error at the heart of the conflict.

Two rival teams have led the effort to measure the cosmic expansion rate, which is known as the Hubble constant, or H0. One of these teams, led by Adam Riess of Johns Hopkins University, has consistently measured H0 to be about 8 percent higher than the theoretical prediction for how fast space should be expanding, based on the cosmos’s known ingredients and governing equations. This discrepancy, known as the Hubble tension, suggests that the theoretical model of the cosmos might be missing something—some extra ingredient or effect that speeds up cosmic expansion.

Riess and his team released their latest measurement of H0 based on Webb data this spring, getting a value that agrees with their earlier estimates.

But for years a rival team led by Wendy Freedman of the University of Chicago has urged caution, arguing that cleaner measurements were needed. Her team’s own measurements of H0 have invariably landed closer than Riess’ to the theoretical prediction, implying that the Hubble tension may not be real.

Since the Webb telescope started taking data in 2022, the astrophysics community has awaited Freedman’s multipronged analysis using the telescope’s observations of three types of stars. Now, the results are in: Two types of stars yield H0 estimates that align with the theoretical prediction, while the third—the same type of star Riess uses—matches his team’s higher H0 value.


Disponível em https://wired.com/. 08 Sep 2024. Adaptado.
De acordo com o texto, a abordagem metodológica da equipe de Adam Riess¬
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: FUVEST Prova: FUVEST - 2025 - FUVEST - Vestibular - 1ª Fase - Conhecimentos Gerais |
Q3946310 Inglês
Nearly a century ago, Edwin Hubble discovered that the universe is getting larger. Modern measurements of how fast it is expanding disagree, however, suggesting that our understanding of the laws of physics might be off. Everyone expected the sharp vision of the James Webb Space Telescope to bring the answer into focus. But a long-awaited analysis of the telescope’s observations released late Monday evening once again gleans conflicting expansion rates from different types of data, while homing in on possible sources of error at the heart of the conflict.

Two rival teams have led the effort to measure the cosmic expansion rate, which is known as the Hubble constant, or H0. One of these teams, led by Adam Riess of Johns Hopkins University, has consistently measured H0 to be about 8 percent higher than the theoretical prediction for how fast space should be expanding, based on the cosmos’s known ingredients and governing equations. This discrepancy, known as the Hubble tension, suggests that the theoretical model of the cosmos might be missing something—some extra ingredient or effect that speeds up cosmic expansion.

Riess and his team released their latest measurement of H0 based on Webb data this spring, getting a value that agrees with their earlier estimates.

But for years a rival team led by Wendy Freedman of the University of Chicago has urged caution, arguing that cleaner measurements were needed. Her team’s own measurements of H0 have invariably landed closer than Riess’ to the theoretical prediction, implying that the Hubble tension may not be real.

Since the Webb telescope started taking data in 2022, the astrophysics community has awaited Freedman’s multipronged analysis using the telescope’s observations of three types of stars. Now, the results are in: Two types of stars yield H0 estimates that align with the theoretical prediction, while the third—the same type of star Riess uses—matches his team’s higher H0 value.


Disponível em https://wired.com/. 08 Sep 2024. Adaptado.
Com base no texto, a principal expectativa em relação ao telescópio James Webb estava associada a 
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: FUVEST Prova: FUVEST - 2025 - FUVEST - Vestibular - 1ª Fase - Conhecimentos Gerais |
Q3946308 Biologia
Aristóteles produziu aquela que é considerada a primeira classificação dos organismos vivos, no mundo ocidental. Nela, considerou principalmente a existência de características compartilhadas para dividir os seres vivos em distintas categorias. Atualmente, a classificação dos seres vivos pauta-se no paradigma da Escola Filogenética (cladística). Tal escola
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: FUVEST Prova: FUVEST - 2025 - FUVEST - Vestibular - 1ª Fase - Conhecimentos Gerais |
Q3946306 Português
Nossa forma de governo não entra em rivalidade com as instituições dos outros. Nosso governo não copia o de nossos vizinhos, mas é um exemplo para eles. É verdade que somos chamados de democracia, pois a administração está nas mãos de muitos e não de poucos. Mas, enquanto existe justiça igual para todos e igualmente em suas disputas privadas, a reivindicação de excelência também é reconhecida; e quando um cidadão é de alguma forma distinto, ele é preferido para o serviço público, não como uma questão de privilégio, mas como recompensa do mérito. Nem a pobreza é um obstáculo, pois um homem pode beneficiar seu país, seja qual for a obscuridade de sua condição. Não há exclusividade em nossa vida pública, e em nossos negócios privados não suspeitamos uns dos outros [...]. Enquanto estamos assim sem restrições em nossos negócios privados, um espírito de reverência permeia nossos atos públicos; somos impedidos de fazer o mal pelo respeito às autoridades e às leis, tendo uma consideração especial por aquelas que são ordenadas para a proteção dos prejudicados, bem como por aquelas leis não escritas. 
Tucídides. Oração Fúnebre de Péricles. University of Minnesota. Human Rights Library. Richard Hoocker, 1996. Adaptado.


O excerto, que pretende reproduzir o discurso fúnebre de Péricles (século V a.C.) na Guerra do Peloponeso,
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: FUVEST Prova: FUVEST - 2025 - FUVEST - Vestibular - 1ª Fase - Conhecimentos Gerais |
Q3946303 Português
No Afeganistão, em vinte anos de guerra, morreram mais de 157 mil pessoas; no Iraque, de 2003 até hoje, dez anos depois de as tropas americanas se retirarem do país, foram mortas entre 308 e 600 mil; e no Paquistão, o aliado dos Estados Unidos na Guerra ao Terror, 70 mil.
As violações de direitos humanos por militares americanos, como os abusos e a tortura de prisioneiros, muitas vezes inocentes, na prisão de Abu Ghraib, no Iraque, e na base de Guantánamo, em Cuba, geraram ainda mais ressentimento nas populações desses países.
A Guerra ao Terror provocou mais radicalização religiosa, conflitos internos, forçou milhões de pessoas a abandonar suas casas e a fugir para outros países, aumentando ainda mais o preconceito em relação a muçulmanos e árabes. Dizem que o mundo nunca mais foi o mesmo depois do Onze de Setembro.
Simone Duarte. O vento mudou de direção: o Onze de Setembro que o mundo não viu. São Paulo: Fósforo, 2021.

O excerto traz informações sobre a atuação militar norte-americana na Ásia após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 e afirma que essas investidas militares
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: FUVEST Prova: FUVEST - 2025 - FUVEST - Vestibular - 1ª Fase - Conhecimentos Gerais |
Q3946302 História
Entre os deveres de todo devoto do Islã está a obrigatoriedade de pelo menos uma vez na vida fazer uma peregrinação a Meca, cidade sagrada na qual Maomé primeiro pregou a religião. Nem todos podiam fazer a peregrinação, mas muitos faziam, geralmente juntando-se às caravanas que percorriam o Saara, chegando a Meca a partir do Cairo. Essa circulação de pessoas, que entravam em contato com os lugares nos quais era intenso o ensino do Islã, criava vínculos entre todo o mundo muçulmano do Sael, norte da África e península Arábica. Os ensinamentos islâmicos eram ainda reforçados pela ação dos ulemás, estudiosos do Alcorão que se assentavam em algumas cidades ou passavam períodos em diferentes lugares. As escolas corânicas, nas quais os meninos liam e decoravam o Alcorão, também eram lugares de atuação dos ulemás, que mantinham vivo o ensino do islã.

Marina de Mello e Souza. África e Brasil africano. São Paulo: Ática, 2007.


Ao tratar do islamismo na Idade Média, o texto caracteriza
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: FUVEST Prova: FUVEST - 2025 - FUVEST - Vestibular - 1ª Fase - Conhecimentos Gerais |
Q3946300 Português
Mwando está embasbacado com a descoberta do insólito do mundo. Como o Adão no Paraíso, a voz da serpente sugeriu-lhe a maçã, que lhe arrancou brutalmente a venda de todos os mistérios. Sim, escutou os lábios de uma mulher pronunciando em sussurros o seu nome, despertando-o do ventre fecundo da inocência. Mwando nasceu. Sente o coração a bater com força, mesmo à maneira do primeiro amor.¬¬ (…) Procurou o refúgio do quarto e fechou-se. Estava transtornado. Sentia a sua devoção abalada pela paixão. Não conseguia fugir às tramas da serpente, a Sarnau arrastava-o cada vez mais para o abismo. Paulina Chiziane.
Balada de amor ao vento.

Considerando a intertextualidade bíblica presente no excerto de Balada de amor ao vento, a experiência de Mwando é caracterizada
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: FUVEST Prova: FUVEST - 2025 - FUVEST - Vestibular - 1ª Fase - Conhecimentos Gerais |
Q3946299 Português
iii. Busca
Pelos campos fora Caminhava sempre Como se buscasse Uma presença ausente
“Onde estás tu, morte? Não posso te ver: Neste dia de Maio Com rosas e trigo É como se tu não Vivesses comigo [...] É verdade que passas Pela cidade às vezes Nos caixões de chumbo:
Mas viro o meu rosto Pois não te compreendo És um pesadelo Uma coisa inventada Que o vento desmente Com suas mãos frescas E a luz logo apaga” [...]

Sophia de Mello Breyner Andresen. O Cristo cigano.

É tão tenaz o desvio que a esquivança encobridora ante a morte exerce sobre a cotidianidade que, no ser-um-com-ooutro, seus ‘próximos’ ainda se empenham com frequência precisamente junto ao ‘moribundo’ para o persuadir de que escapa da morte e retorna em seguida à tranquila cotidianidade do mundo de suas ocupações. Tal ‘preocupação-com-o-outro’ pensa ‘consolar’ dessa maneira o ‘moribundo’. Ela quer devolvê-lo à existência, ajudando-o a encobrir ainda mais completamente sua possibilidade de ser mais própria e irremetente. A gente se ocupa dessa maneira de uma constante tranquilização sobre a morte. Mas, no fundo, ela vale tanto para o ‘moribundo’ quanto para ‘os que consolam’. E mesmo no caso do deixar de viver, a publicidade ainda não deve ser perturbada, nem inquietada pelo acontecimento na sua ocupada despreocupação. Pois não raro se vê na morte dos outros uma inconveniência social, quando não mesmo uma falta de tato, cuja publicidade deve ser poupada.

Martin Heidegger. Ser e Tempo, §51.


A escritora Sophia de Mello Breyner Andresen e o filósofo Martin Heidegger descrevem, por meio de recursos expositivos bem diferentes, uma mesma atitude geral comumente assumida por uma pessoa ante o desvelamento de sua própria mortalidade a partir da constatação da morte ou do adoecimento mortal de uma outra pessoa. Qual alternativa melhor descreve essa atitude?
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: FUVEST Prova: FUVEST - 2025 - FUVEST - Vestibular - 1ª Fase - Conhecimentos Gerais |
Q3946294 Português
Os espetáculos circenses organizados ao final do século XVIII uniam o cômico e o dramático, como historicamente já faziam outras formas de espetáculo, por meio da combinação da atuação das famílias de saltimbancos, ciganos, atores da Commedia dell’Arte, e mesclavam a pantomima e o palhaço com a acrobacia, os equilíbrios, as exibições equestres e a doma de animais em um mesmo espaço. Desde aquele momento, fica visível a emergência não somente de novos modelos de espetáculos, mas também novas estruturas de organização e produção desses espetáculos, caracterizadas pela delimitação do espaço físico das apresentações, cobrança compulsória de entradas e alternância entre exibições de equilibristas, acrobatas, artistas equestres, comediantes, pantomimas e representações diversas, ou seja, um espetáculo pautado na íntima mistura de expressões e artistas originários de diferentes espaços e formações.

LOPES, Daniel de Carvalho; SILVA, Ermínia. Circo: percursos de uma arte em transformação contínua. Cadernos do GIPE-CIT, v. 1, 2020. Adaptado.


No contexto histórico, o circo
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: FUVEST Prova: FUVEST - 2025 - FUVEST - Vestibular - 1ª Fase - Conhecimentos Gerais |
Q3946293 Português
O carnaval, para além de ser a mais importante manifestação cultural brasileira, é o exercício concreto e sensível de vários direitos conquistados e consagrados. Ele celebra o direito à cidade, à manifestação, à associação e o direito à liberdade de expressão. Como festa pagã e sincrética, afirma o direito à liberdade religiosa sem ser proselitista e, como representação cultural, amplia o espaço cívico para combiná-lo com festividade, criatividade e liberdade artística e cultural.
O carnaval, nas suas diversas facetas, é político. E essa característica não aparece somente nos debates promovidos através da festa, mas também pela possibilidade de desfrutar uma vida livre de censura de qualquer tipo por parte de pessoas de todas as regiões do país, em suas mais distintas realidades.
Ocupar as ruas é um ato político. O lazer e a folia em espaço público, o exercício do direito à fruição e de produzir e consumir conteúdos culturais diversos também são. É ainda mais relevante o ato de externalizar e amplificar histórias, memórias e narrativas sobre grupos historicamente silenciados no país, como as populações negra, indígena e de tantas outras comunidades tradicionais. A manifestação política através de brincadeiras, danças, marchinhas, cantos e fantasias é das formas mais sublimes de expressão da aliança entre luta social, cultura e expressão estética. É a possibilidade que brasileiras e brasileiros encontram de, lutando por meio da arte, fazer ecoar uma voz esquecida no cotidiano.
Artigo 19. 16/02/2024. Adaptado.

Ao afirmar que o carnaval é político, o texto objetiva
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: FUVEST Prova: FUVEST - 2025 - FUVEST - Vestibular - 1ª Fase - Conhecimentos Gerais |
Q3946292 Português
Considere os dois fragmentos a seguir:

O fundamento psicológico sobre o qual se eleva o tipo das individualidades da cidade grande é a intensificação da vida nervosa, que resulta da mudança rápida e ininterrupta de impressões [...]. Talvez não haja nenhum fenômeno tão característico da cidade grande como o caráter blasé. [...] A essência do caráter blasé é o embotamento frente à distinção das coisas [...]. Em parte por conta dessa situação psicológica, em parte em virtude do direito à desconfiança que temos perante os elementos da vida na cidade grande, que passam por nós em um contato fugaz, somos coagidos a uma reserva, em virtude da qual mal conhecemos os vizinhos que temos por muitos anos [...]. Ao mesmo tempo, essa reserva garante ao indivíduo uma espécie [...] de liberdade pessoal.
Simmel, Georg. (2005). As grandes cidades e a vida do espírito. Mana, Trad. Leopoldo Waizbort. Adaptado.

As luzes da cidade se acendiam, as cortinas de aço das portas desciam com barulho e os caixeiros, os empregados que passavam o dia sorridentes ou abstratos, por trás dos balcões [...], se transformavam em homens misteriosos, individuais, que metiam um paletó, tinham uma casa, uma rua e iam comer o seu jantar, dormir o seu sono, trancar a sua porta. [...] Todos ali tinham a sua vida isolada, sua vida particular. E, naquela hora, cortavam as amarras, cada um procurando o seu mundo pessoal, a sua pequenina ilha.
Rachel de Queiroz. Caminho de Pedras. Adaptado.

No primeiro trecho, publicado originalmente em 1903, o sociólogo Georg Simmel procurou condensar as características fundamentais da vida psíquica nas grandes cidades. Já no segundo, com que Rachel de Queiroz inicia o capítulo 7 de Caminho de Pedras, vemos como o protagonista Roberto percebe sua cidade a bordo de um bonde. Lendo-os em conjunto, é possível afirmar:
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: FUVEST Prova: FUVEST - 2025 - FUVEST - Vestibular - 1ª Fase - Conhecimentos Gerais |
Q3946291 Sociologia
Os grotões transformaram-se em jardins cortados a meio pelas avenidas e pela sombra dos viadutos não há mais sapo. Nos jardins encontrareis recintos fechados com instrutoras, dentistas, educadoras sanitárias dentro. São os parques infantis, onde as crianças proletárias se socializam aprendendo nos brinquedos o cooperativismo e a consciência do homem social.

Mário de Andrade. “Dia de São Paulo”. Revista do Arquivo Municipal. São Paulo: Departamento de Cultura, 1936, nº 19.

O excerto relata alterações na paisagem urbana paulistana com a implantação de novos equipamentos que visavam
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: FUVEST Prova: FUVEST - 2025 - FUVEST - Vestibular - 1ª Fase - Conhecimentos Gerais |
Q3946290 Geografia
No censo do IBGE 2022 foi possível perceber que, do total de 203,1 milhões de pessoas da população brasileira, 177,5 milhões (87,4%) residiam em áreas urbanas, enquanto 25,6 milhões viviam em áreas rurais. Em relação a 2010, quando o grau de urbanização foi de 84,4%, houve aumento de 16,6 milhões de pessoas morando em áreas urbanas e queda de 4,3 milhões vivendo em áreas rurais.
Já em relação à distribuição da população brasileira, o Censo 2022 trouxe uma importante constatação: o crescimento das cidades médias. Cabem nessa classificação do IBGE os municípios que contam entre 100 mil e 500 mil habitantes.
Além disso, os dados também revelam que os maiores percentuais de população urbana foram observados nas regiões Sudeste (94,44%) e Centro-Oeste (91,35%), seguidas das regiões Sul (88,24%), Norte (78,47%) e Nordeste (77,64%).
A população rural, por sua vez, apresentou pela primeira vez decréscimo em todas as regiões do Brasil. Segundo o Prof. Everaldo Melazzo, as cidades brasileiras estão ficando cada vez mais complexas e indicando algumas tendências inexistentes no Brasil até então. Este contexto de mudanças é denominado de fragmentação socioespacial [...].

Disponível em https://jornal.unesp.br/. Adaptado.

Com base no texto e em seus conhecimentos, é correto afirmar a respeito das novas tendências sobre a urbanização do Brasil:
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: FUVEST Prova: FUVEST - 2025 - FUVEST - Vestibular - 1ª Fase - Conhecimentos Gerais |
Q3946285 Meio Ambiente
Uma pesquisa realizada na Universidade de São Paulo sobre a sustentabilidade do setor têxtil destaca que “cerca de 4 milhões de resíduos têxteis são descartados todos os anos nos domicílios brasileiros, e o Brasil não tem gestão de resíduos. No ano passado, cada domicílio do País descartou cerca de 44 quilos de roupas e calçados. A estimativa é que o setor têxtil seja responsável por 2% a 8% das emissões de gases de efeito estufa em todo o mundo.”
Disponível em https://jornal.usp.br/. Adaptado.

Outro dado que corrobora com a pesquisa é o crescimento em 60% da produção de roupas nos últimos 15 anos, com custo barateado em 36%, significando um aumento considerável do consumo deste setor, no mundo. Além disso, a produção de algodão, apesar de ocupar 2,5% das áreas cultivadas no mundo, utiliza 25% dos inseticidas e 10% dos herbicidas. E, também, utiliza aproximadamente 11 bilhões de litros de água, para a lavagem e tingimento dos tecidos. Assim, segundo a Organização Mundial de Saúde, a cadeia produtiva da indústria têxtil é um setor econômico dos mais poluentes.
Géopolitique: enjeux internationaux, 2022. Adaptado.

Com base nos textos, qual alternativa explica o impacto ambiental do consumismo no setor da indústria têxtil? 
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: FUVEST Prova: FUVEST - 2025 - FUVEST - Vestibular - 1ª Fase - Conhecimentos Gerais |
Q3946281 Meio Ambiente
O conceito de mercado de carbono foi formalizado a partir do Protocolo de Kyoto, em 1997, e foi impulsionado pelo Acordo de Paris, em 2015. No Brasil, o mercado de créditos de carbono foi formalizado em dezembro de 2024. Indique a alternativa que explica corretamente a ideia central acerca dos créditos de carbono.
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: FUVEST Prova: FUVEST - 2025 - FUVEST - Vestibular - 1ª Fase - Conhecimentos Gerais |
Q3946273 História
Na documentação jesuítica quinhentista, há constantes referências ao desejo dos índios de entregarem seus filhos para que fossem ensinados pelos padres. Talvez o ensino das crianças indígenas pudesse representar, também, uma possibilidade de estabelecer alianças entre grupos indígenas e padres, revelando outra dimensão da evangelização das crianças como ‘grande meio’ para se converter o gentio. É difícil determinar ao certo qual foi a imagem a respeito dos portugueses construída pelas várias tribos indígenas e, principalmente, dos religiosos da Companhia de Jesus, mas a construção de alianças, a partir das crianças (os índios dando seus filhos), pode ter constituído uma possibilidade frutífera de relacionamento para alguns grupos.
Rafael Chambouleyron. “Jesuítas e as crianças no Brasil quinhentista”. In: Mary del Priore. História das crianças no Brasil. São Paulo: Contexto, 1999.

Com base no excerto, é correto afirmar:
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: FUVEST Prova: FUVEST - 2025 - FUVEST - Vestibular - 1ª Fase - Conhecimentos Gerais |
Q3946272 Português
O indígena sofre menos sob a República do que sob a dominação espanhola? Não existem mais corregimientos nem encomiendas, mas persistem os trabalhos forçados e os recrutamentos. O sofrimento que lhe provocamos basta para descarregar sobre nós a execração dos seres humanos. Nós o conservamos na ignorância e na servidão, o envilecemos no quartel, o embrutecemos com o álcool, o lançamos a destroçar-se nas guerras civis e, de tempos em tempos, organizamos caçadas e matanças.
Manuel González Prada. “Nuestros índios”. In: Ideas en torno de Latinoamérica. México: UNAM, 1986. Adaptado.

O excerto, extraído de um texto publicado no início do século XX pelo peruano Manuel González Prada,
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: FUVEST Prova: FUVEST - 2025 - FUVEST - Vestibular - 1ª Fase - Conhecimentos Gerais |
Q3946268 Português
A uberização nomeia um novo tipo de gestão e controle da força de trabalho. Resultando das formas contemporâneas de eliminação de direitos, transferência de riscos e custos para os trabalhadores e novos arranjos produtivos, ela em alguma medida sintetiza processos em curso há décadas, ao mesmo tempo em que se apresenta como tendência para o futuro do trabalho. O tema ganha visibilidade com a formação de enormes contingentes de trabalhadores controlados por empresas que operam por meio de plataformas digitais. O desafio contemporâneo frente a esse novo tipo de organização envolve elementos complexos e armadilhas teórico-políticas. Reside em compreender as plataformas digitais como um novo meio poderoso pelo qual as relações de trabalho vêm se reestruturando, sem, entretanto, incorrer em um determinismo tecnológico que mistifique os processos sociais que envolvem décadas de flexibilização e transformação no trabalho, e que se materializam nas plataformas digitais, embora de forma obscura. Com base nessa perspectiva, o desafio também reside na compreensão de uma tendência que precede e ultrapassa as plataformas digitais, relacionada ao elemento central da uberização, qual seja, a consolidação e gerenciamento de multidões de trabalhadores como trabalhadores just-in-time. Essa condição do trabalho envolve um novo tipo generalizável de remuneração por peça que conserva sua centralidade nas formas de exploração capitalistas, mas atualiza seus elementos, demandando a compreensão das permanências, transformações e tendências que se desenham no presente ou como futuro possível e provável do trabalho.


ABÍLIO, L. C. et al. “Uberização e plataformização do trabalho no Brasil: conceitos, processos e formas”. Sociologias, v. 23, n. 57, 2021.
A expressão just-in-time, destacada no texto, refere-se, no contexto da discussão, a uma modalidade de trabalho 
Alternativas
Respostas
41: D
42: C
43: C
44: A
45: A
46: D
47: A
48: E
49: B
50: D
51: A
52: D
53: B
54: B
55: C
56: B
57: C
58: B
59: A
60: E