Os espetáculos circenses organizados ao final do século XVIII
uniam o cômico e o dramático, como historicamente já faziam
outras formas de espetáculo, por meio da combinação da
atuação das famílias de saltimbancos, ciganos, atores da
Commedia dell’Arte, e mesclavam a pantomima e o palhaço
com a acrobacia, os equilíbrios, as exibições equestres e a
doma de animais em um mesmo espaço. Desde aquele
momento, fica visível a emergência não somente de novos
modelos de espetáculos, mas também novas estruturas de
organização e produção desses espetáculos, caracterizadas
pela delimitação do espaço físico das apresentações,
cobrança compulsória de entradas e alternância entre
exibições de equilibristas, acrobatas, artistas equestres,
comediantes, pantomimas e representações diversas, ou seja,
um espetáculo pautado na íntima mistura de expressões e
artistas originários de diferentes espaços e formações.
LOPES, Daniel de Carvalho; SILVA, Ermínia. Circo: percursos de uma arte
em transformação contínua. Cadernos do GIPE-CIT, v. 1, 2020.
Adaptado.