Questões de Vestibular
Para cecierj e cederj
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Canção de garoa
Mário Quintana
Em cima do meu telhado
Pirulin lulin lulin,
Um anjo, todo molhado,
Soluça no seu flautim.
O relógio vai bater:
As molas rangem sem fim.
O retrato na parede
Fica olhando para mim.
E chove sem saber por quê...
E tudo foi sempre assim!
Parece que vou sofrer:
Pirulin lulin lulin...
QUINTANA, Mário. Nariz de vidro. 4.ed. Editora Moderna, 1984. p. 23.
As gravatas de Mário Quintana (não basta saber uma língua para entendê-la)
Como é que uma pessoa se comunica com a outra? Como fazemos para transmitir ideias?
A resposta parece bastante óbvia: transmitimos ideias usando a língua. Assim, se vou passando na rua e vejo um avestruz (digamos que seja uma rua muito peculiar, onde o tráfego de avestruzes é intenso), digo ao meu amigo: Olha, lá vai um avestruz. Com isso, transmito determinada informação ao meu amigo; em outras palavras, passo para a mente de outra pessoa uma ideia que estava originalmente em minha mente.
Para isso, evidentemente, é preciso que as duas pessoas em questão conheçam a mesma língua, que ambas chamem aquele animal desajeitado de avestruz; que ambas saibam utilizar os verbos olhar e ir, e assim por diante. Uma vez isso arranjado, as duas pessoas se entenderão. Para que as pessoas se entendam, é necessário – e suficiente – que falem a mesma língua.
É isso mesmo? Veremos que não. Na verdade, para que se dê a compreensão, mesmo em nível bastante elementar, é necessário que as pessoas tenham muito mais em comum que simplesmente uma língua. Precisam ter em comum um grande número de informações, precisam pertencer a meios culturais semelhantes, precisam mesmo ter, até certo ponto, crenças comuns. Sem isso, a língua simplesmente deixa de funcionar enquanto instrumento de comunicação. Na verdade, a comunicação linguística é um processo bastante precário; depende de tantos fatores que falham com muita frequência, para desânimo de muitos que ficam gemendo Por que é que ele não me entendeu?
O problema é que o que a língua exprime é apenas uma parte do que se quer transmitir. Geralmente, se pensa no processo de comunicação como uma rua de mão única: a informação passa do falante para o ouvinte (ou do autor para o leitor). Se fosse assim, a estrutura linguística teria de ser suficiente para veicular a mensagem, porque, afinal de contas, a única coisa que o emissor realmente produz é um conjunto de sons (ou de riscos no papel), organizados de acordo com as regras da língua. Mesmo isso, como vimos, depende de alguma coisa por parte do receptor, a saber, o conhecimento das palavras e das regras da língua; mas poderia ser só isso, e as coisas seriam muito mais simples – e, também, talvez os seres humanos se entendessem melhor. (...)
O significado de uma frase não é simples função de seus elementos constitutivos, mas depende ainda da informação extralinguística. Ou ainda (e aqui me oponho às crenças de boa parte de meus colegas linguistas), uma frase fora de contexto não tem, a rigor, significado.
Vamos ver o exemplo: seja o sintagma as gravatas de Mário Quintana. Que significa isso? E, em especial, que tipo de relação exprime a preposição de? Evidentemente, de exprime “posse", e o sintagma equivale a as gravatas pertencem a Mário Quintana. Pode parecer, então, que computamos o significado do sintagma simplesmente juntando o significado das palavras: as gravatas + de + Mário Quintana.
Mas ainda aqui isso é só a primeira impressão. Digamos que o sintagma fosse as gravatas de Pierre Cardin; agora, para alguém que sabe quem é Pierre Cardin, a relação expressa pela preposição de já não precisa ser de posse. Na verdade, é mais provável que se entenda como “autoria", isto é, as gravatas criadas por Pierre Cardin.
Ora, a preposição é a mesma nos dois casos. De onde vem essa diferença de significado? Simplesmente do que sabemos sobre Mário Quintana (um poeta) e sobre Pierre Cardin (um estilista de moda). Se dissermos os poemas de Mário Quintana, a preposição já não exprimirá posse, mas autoria – porque, já que Mário Quintana é um poeta, é plausível que se fale dos poemas de sua autoria; além do mais, em geral, não se pensa em poemas como tendo possuidor.
Se a situação é essa, não faz sentido perguntar se o significado da preposição de é de posse ou autoria. Será posse ou autoria segundo o que soubermos dos diversos objetos ou pessoas mencionadas: se se trata de um objeto possuível, como uma gravata, ou não possuível, como um poema; e se se trata de um poeta ou de um costureiro.
(PERINI, Mário A. Sofrendo a gramática. São Paulo: Ática, 2000, páginas 57-60.)
(1) As gravatas de Mário Quintana
(2) As gravatas de Pierre Cardin
(3) Os copos de vinho
(4) Os copos de vidro
(5) A casa de campo
(6) A chegada de Paris
( ) Procedência
( ) Tipo
( ) Posse
( ) Autoria
( ) Conteúdo
( ) Matéria
As gravatas de Mário Quintana (não basta saber uma língua para entendê-la)
Como é que uma pessoa se comunica com a outra? Como fazemos para transmitir ideias?
A resposta parece bastante óbvia: transmitimos ideias usando a língua. Assim, se vou passando na rua e vejo um avestruz (digamos que seja uma rua muito peculiar, onde o tráfego de avestruzes é intenso), digo ao meu amigo: Olha, lá vai um avestruz. Com isso, transmito determinada informação ao meu amigo; em outras palavras, passo para a mente de outra pessoa uma ideia que estava originalmente em minha mente.
Para isso, evidentemente, é preciso que as duas pessoas em questão conheçam a mesma língua, que ambas chamem aquele animal desajeitado de avestruz; que ambas saibam utilizar os verbos olhar e ir, e assim por diante. Uma vez isso arranjado, as duas pessoas se entenderão. Para que as pessoas se entendam, é necessário – e suficiente – que falem a mesma língua.
É isso mesmo? Veremos que não. Na verdade, para que se dê a compreensão, mesmo em nível bastante elementar, é necessário que as pessoas tenham muito mais em comum que simplesmente uma língua. Precisam ter em comum um grande número de informações, precisam pertencer a meios culturais semelhantes, precisam mesmo ter, até certo ponto, crenças comuns. Sem isso, a língua simplesmente deixa de funcionar enquanto instrumento de comunicação. Na verdade, a comunicação linguística é um processo bastante precário; depende de tantos fatores que falham com muita frequência, para desânimo de muitos que ficam gemendo Por que é que ele não me entendeu?
O problema é que o que a língua exprime é apenas uma parte do que se quer transmitir. Geralmente, se pensa no processo de comunicação como uma rua de mão única: a informação passa do falante para o ouvinte (ou do autor para o leitor). Se fosse assim, a estrutura linguística teria de ser suficiente para veicular a mensagem, porque, afinal de contas, a única coisa que o emissor realmente produz é um conjunto de sons (ou de riscos no papel), organizados de acordo com as regras da língua. Mesmo isso, como vimos, depende de alguma coisa por parte do receptor, a saber, o conhecimento das palavras e das regras da língua; mas poderia ser só isso, e as coisas seriam muito mais simples – e, também, talvez os seres humanos se entendessem melhor. (...)
O significado de uma frase não é simples função de seus elementos constitutivos, mas depende ainda da informação extralinguística. Ou ainda (e aqui me oponho às crenças de boa parte de meus colegas linguistas), uma frase fora de contexto não tem, a rigor, significado.
Vamos ver o exemplo: seja o sintagma as gravatas de Mário Quintana. Que significa isso? E, em especial, que tipo de relação exprime a preposição de? Evidentemente, de exprime “posse", e o sintagma equivale a as gravatas pertencem a Mário Quintana. Pode parecer, então, que computamos o significado do sintagma simplesmente juntando o significado das palavras: as gravatas + de + Mário Quintana.
Mas ainda aqui isso é só a primeira impressão. Digamos que o sintagma fosse as gravatas de Pierre Cardin; agora, para alguém que sabe quem é Pierre Cardin, a relação expressa pela preposição de já não precisa ser de posse. Na verdade, é mais provável que se entenda como “autoria", isto é, as gravatas criadas por Pierre Cardin.
Ora, a preposição é a mesma nos dois casos. De onde vem essa diferença de significado? Simplesmente do que sabemos sobre Mário Quintana (um poeta) e sobre Pierre Cardin (um estilista de moda). Se dissermos os poemas de Mário Quintana, a preposição já não exprimirá posse, mas autoria – porque, já que Mário Quintana é um poeta, é plausível que se fale dos poemas de sua autoria; além do mais, em geral, não se pensa em poemas como tendo possuidor.
Se a situação é essa, não faz sentido perguntar se o significado da preposição de é de posse ou autoria. Será posse ou autoria segundo o que soubermos dos diversos objetos ou pessoas mencionadas: se se trata de um objeto possuível, como uma gravata, ou não possuível, como um poema; e se se trata de um poeta ou de um costureiro.
(PERINI, Mário A. Sofrendo a gramática. São Paulo: Ática, 2000, páginas 57-60.)
As gravatas de Mário Quintana (não basta saber uma língua para entendê-la)
Como é que uma pessoa se comunica com a outra? Como fazemos para transmitir ideias?
A resposta parece bastante óbvia: transmitimos ideias usando a língua. Assim, se vou passando na rua e vejo um avestruz (digamos que seja uma rua muito peculiar, onde o tráfego de avestruzes é intenso), digo ao meu amigo: Olha, lá vai um avestruz. Com isso, transmito determinada informação ao meu amigo; em outras palavras, passo para a mente de outra pessoa uma ideia que estava originalmente em minha mente.
Para isso, evidentemente, é preciso que as duas pessoas em questão conheçam a mesma língua, que ambas chamem aquele animal desajeitado de avestruz; que ambas saibam utilizar os verbos olhar e ir, e assim por diante. Uma vez isso arranjado, as duas pessoas se entenderão. Para que as pessoas se entendam, é necessário – e suficiente – que falem a mesma língua.
É isso mesmo? Veremos que não. Na verdade, para que se dê a compreensão, mesmo em nível bastante elementar, é necessário que as pessoas tenham muito mais em comum que simplesmente uma língua. Precisam ter em comum um grande número de informações, precisam pertencer a meios culturais semelhantes, precisam mesmo ter, até certo ponto, crenças comuns. Sem isso, a língua simplesmente deixa de funcionar enquanto instrumento de comunicação. Na verdade, a comunicação linguística é um processo bastante precário; depende de tantos fatores que falham com muita frequência, para desânimo de muitos que ficam gemendo Por que é que ele não me entendeu?
O problema é que o que a língua exprime é apenas uma parte do que se quer transmitir. Geralmente, se pensa no processo de comunicação como uma rua de mão única: a informação passa do falante para o ouvinte (ou do autor para o leitor). Se fosse assim, a estrutura linguística teria de ser suficiente para veicular a mensagem, porque, afinal de contas, a única coisa que o emissor realmente produz é um conjunto de sons (ou de riscos no papel), organizados de acordo com as regras da língua. Mesmo isso, como vimos, depende de alguma coisa por parte do receptor, a saber, o conhecimento das palavras e das regras da língua; mas poderia ser só isso, e as coisas seriam muito mais simples – e, também, talvez os seres humanos se entendessem melhor. (...)
O significado de uma frase não é simples função de seus elementos constitutivos, mas depende ainda da informação extralinguística. Ou ainda (e aqui me oponho às crenças de boa parte de meus colegas linguistas), uma frase fora de contexto não tem, a rigor, significado.
Vamos ver o exemplo: seja o sintagma as gravatas de Mário Quintana. Que significa isso? E, em especial, que tipo de relação exprime a preposição de? Evidentemente, de exprime “posse", e o sintagma equivale a as gravatas pertencem a Mário Quintana. Pode parecer, então, que computamos o significado do sintagma simplesmente juntando o significado das palavras: as gravatas + de + Mário Quintana.
Mas ainda aqui isso é só a primeira impressão. Digamos que o sintagma fosse as gravatas de Pierre Cardin; agora, para alguém que sabe quem é Pierre Cardin, a relação expressa pela preposição de já não precisa ser de posse. Na verdade, é mais provável que se entenda como “autoria", isto é, as gravatas criadas por Pierre Cardin.
Ora, a preposição é a mesma nos dois casos. De onde vem essa diferença de significado? Simplesmente do que sabemos sobre Mário Quintana (um poeta) e sobre Pierre Cardin (um estilista de moda). Se dissermos os poemas de Mário Quintana, a preposição já não exprimirá posse, mas autoria – porque, já que Mário Quintana é um poeta, é plausível que se fale dos poemas de sua autoria; além do mais, em geral, não se pensa em poemas como tendo possuidor.
Se a situação é essa, não faz sentido perguntar se o significado da preposição de é de posse ou autoria. Será posse ou autoria segundo o que soubermos dos diversos objetos ou pessoas mencionadas: se se trata de um objeto possuível, como uma gravata, ou não possuível, como um poema; e se se trata de um poeta ou de um costureiro.
(PERINI, Mário A. Sofrendo a gramática. São Paulo: Ática, 2000, páginas 57-60.)
Alice Munro’s road to Nobel literature prize was not easy

Nobel literature prize winner Alice Munro.
Alice Munro has been awarded the 2013 Nobel Prize in literature, thus becoming its 13th female recipient. It’s a thrilling honour for a major writer: Munro has long been recognised in North America and the UK, but the Nobel will draw international attention, not only to women’s writing and Canadian writing, but to the short story, Munro’s chosen literary genre and one often neglected.
The road to the Nobel wasn’t an easy one for Munro. She found herself referred to as “some housewife”, and was told that her subject matter, being too “domestic”, was boring. A male writer told her she wrote good stories, but he wouldn’t want to sleep with her. “Nobody invited him,” said Munro. Maybe as a consequence of this initial reaction towards her, when writers occur in Munro stories, they are pretentious, or exploitative of others; or they’re being asked by their relatives why they aren’t famous, or – worse, if female – why they aren’t better-looking.
The chances that a literary star would emerge from her time and place would once have been zero. Munro was born in 1931, and thus experienced the Depression as a child and the Second World War as a teenager. This was in south-western Ontario, Canada, a region that also produced equally talented writers and poets such as Robertson Davies, Graeme Gibson, James Reaney, and Marian Engel. It’s this small-town setting that features most often in her stories – the snobberies, the eccentrics, and the jeering at ambitions, especially artistic ones.
Shame is a common driving force for Munro’s characters just as perfectionism in the writing and courage in her profession have been driving forces for her.
As in much else, Munro is essentially Canadian. Faced with the Nobel, she will be modest, she won’t get a swelled head. The rest of us, on this magnificent occasion, will just have to do that for her.
Besides Alice Munro's talent and courage, what other quality of this Nobel Prize winner is emphasized in the article?
Alice Munro’s road to Nobel literature prize was not easy

Nobel literature prize winner Alice Munro.
Alice Munro has been awarded the 2013 Nobel Prize in literature, thus becoming its 13th female recipient. It’s a thrilling honour for a major writer: Munro has long been recognised in North America and the UK, but the Nobel will draw international attention, not only to women’s writing and Canadian writing, but to the short story, Munro’s chosen literary genre and one often neglected.
The road to the Nobel wasn’t an easy one for Munro. She found herself referred to as “some housewife”, and was told that her subject matter, being too “domestic”, was boring. A male writer told her she wrote good stories, but he wouldn’t want to sleep with her. “Nobody invited him,” said Munro. Maybe as a consequence of this initial reaction towards her, when writers occur in Munro stories, they are pretentious, or exploitative of others; or they’re being asked by their relatives why they aren’t famous, or – worse, if female – why they aren’t better-looking.
The chances that a literary star would emerge from her time and place would once have been zero. Munro was born in 1931, and thus experienced the Depression as a child and the Second World War as a teenager. This was in south-western Ontario, Canada, a region that also produced equally talented writers and poets such as Robertson Davies, Graeme Gibson, James Reaney, and Marian Engel. It’s this small-town setting that features most often in her stories – the snobberies, the eccentrics, and the jeering at ambitions, especially artistic ones.
Shame is a common driving force for Munro’s characters just as perfectionism in the writing and courage in her profession have been driving forces for her.
As in much else, Munro is essentially Canadian. Faced with the Nobel, she will be modest, she won’t get a swelled head. The rest of us, on this magnificent occasion, will just have to do that for her.
In the third paragraph, in the sentence “This was in south-western Ontario", the pronoun “this" refers to
Alice Munro’s road to Nobel literature prize was not easy

Nobel literature prize winner Alice Munro.
Alice Munro has been awarded the 2013 Nobel Prize in literature, thus becoming its 13th female recipient. It’s a thrilling honour for a major writer: Munro has long been recognised in North America and the UK, but the Nobel will draw international attention, not only to women’s writing and Canadian writing, but to the short story, Munro’s chosen literary genre and one often neglected.
The road to the Nobel wasn’t an easy one for Munro. She found herself referred to as “some housewife”, and was told that her subject matter, being too “domestic”, was boring. A male writer told her she wrote good stories, but he wouldn’t want to sleep with her. “Nobody invited him,” said Munro. Maybe as a consequence of this initial reaction towards her, when writers occur in Munro stories, they are pretentious, or exploitative of others; or they’re being asked by their relatives why they aren’t famous, or – worse, if female – why they aren’t better-looking.
The chances that a literary star would emerge from her time and place would once have been zero. Munro was born in 1931, and thus experienced the Depression as a child and the Second World War as a teenager. This was in south-western Ontario, Canada, a region that also produced equally talented writers and poets such as Robertson Davies, Graeme Gibson, James Reaney, and Marian Engel. It’s this small-town setting that features most often in her stories – the snobberies, the eccentrics, and the jeering at ambitions, especially artistic ones.
Shame is a common driving force for Munro’s characters just as perfectionism in the writing and courage in her profession have been driving forces for her.
As in much else, Munro is essentially Canadian. Faced with the Nobel, she will be modest, she won’t get a swelled head. The rest of us, on this magnificent occasion, will just have to do that for her.
Alice Munro’s road to Nobel literature prize was not easy

Nobel literature prize winner Alice Munro.
Alice Munro has been awarded the 2013 Nobel Prize in literature, thus becoming its 13th female recipient. It’s a thrilling honour for a major writer: Munro has long been recognised in North America and the UK, but the Nobel will draw international attention, not only to women’s writing and Canadian writing, but to the short story, Munro’s chosen literary genre and one often neglected.
The road to the Nobel wasn’t an easy one for Munro. She found herself referred to as “some housewife”, and was told that her subject matter, being too “domestic”, was boring. A male writer told her she wrote good stories, but he wouldn’t want to sleep with her. “Nobody invited him,” said Munro. Maybe as a consequence of this initial reaction towards her, when writers occur in Munro stories, they are pretentious, or exploitative of others; or they’re being asked by their relatives why they aren’t famous, or – worse, if female – why they aren’t better-looking.
The chances that a literary star would emerge from her time and place would once have been zero. Munro was born in 1931, and thus experienced the Depression as a child and the Second World War as a teenager. This was in south-western Ontario, Canada, a region that also produced equally talented writers and poets such as Robertson Davies, Graeme Gibson, James Reaney, and Marian Engel. It’s this small-town setting that features most often in her stories – the snobberies, the eccentrics, and the jeering at ambitions, especially artistic ones.
Shame is a common driving force for Munro’s characters just as perfectionism in the writing and courage in her profession have been driving forces for her.
As in much else, Munro is essentially Canadian. Faced with the Nobel, she will be modest, she won’t get a swelled head. The rest of us, on this magnificent occasion, will just have to do that for her.
Alice Munro’s road to Nobel literature prize was not easy

Nobel literature prize winner Alice Munro.
Alice Munro has been awarded the 2013 Nobel Prize in literature, thus becoming its 13th female recipient. It’s a thrilling honour for a major writer: Munro has long been recognised in North America and the UK, but the Nobel will draw international attention, not only to women’s writing and Canadian writing, but to the short story, Munro’s chosen literary genre and one often neglected.
The road to the Nobel wasn’t an easy one for Munro. She found herself referred to as “some housewife”, and was told that her subject matter, being too “domestic”, was boring. A male writer told her she wrote good stories, but he wouldn’t want to sleep with her. “Nobody invited him,” said Munro. Maybe as a consequence of this initial reaction towards her, when writers occur in Munro stories, they are pretentious, or exploitative of others; or they’re being asked by their relatives why they aren’t famous, or – worse, if female – why they aren’t better-looking.
The chances that a literary star would emerge from her time and place would once have been zero. Munro was born in 1931, and thus experienced the Depression as a child and the Second World War as a teenager. This was in south-western Ontario, Canada, a region that also produced equally talented writers and poets such as Robertson Davies, Graeme Gibson, James Reaney, and Marian Engel. It’s this small-town setting that features most often in her stories – the snobberies, the eccentrics, and the jeering at ambitions, especially artistic ones.
Shame is a common driving force for Munro’s characters just as perfectionism in the writing and courage in her profession have been driving forces for her.
As in much else, Munro is essentially Canadian. Faced with the Nobel, she will be modest, she won’t get a swelled head. The rest of us, on this magnificent occasion, will just have to do that for her.
2SO3(g)
2SO2(g) + O2(g)Assinale a alternativa que apresenta, para a reação dada, a expressão da constante de equilíbrio em termos de pressão parcial:
CS2(l) + 3O2(g) → CO2(g) + 2SO2(g)
H3C-(CH2 )2 -CH(CH3 )-CH(C2H5 )-CH=C(C3 H7 )2
Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação correta sobre esse composto.
Assinale a sentença correta:
é igual a 
https://www.google.com.br/search?q=ditadura+militar+no+brasil.Acesso em: 09 out. 2014.
Segundo o historiador Carlos Fico, “a abordagem propriamente histórica da ditadura militar é recente. Poderíamos dizer que se trata de uma espécie de movimento de incorporação, pelos historiadores, de temáticas outrora teorizadas quase exclusivamente por cientistas políticos e sociólogos e narradas pelos próprios partícipes" (FICO, Carlos. “Versões e controvérsias sobre 1964 e a ditadura militar". http://www.scielo.br/pdf/rbh/v24n47/ a03v2447.pdf). Acesso em: 09 out. 2014.
Apesar das distintas interpretações, os historiadores e demais cientistas sociais são unânimes em afirmar que a ditatura militar