As áreas de alta densidade demográfica no mundo, caracteriza...

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Ano: 2010 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: UNB Prova: CESPE - 2010 - UNB - Vestibular 2° Semestre 2010 - Primeiro Dia |
Q216149 Geografia
Os progressos da bacteriologia, da química e da biologia
determinaram mudança radical na marcha da população no
mundo. Teria sido a explosão demográfica que se verifica
atualmente o produto da aplicação parcial e, portanto,
inadequada, da tecnologia, não acompanhada da aplicação de
outras técnicas capazes de promover o verdadeiro
desenvolvimento econômico e a integração real dessas
populações marginalizadas pela miséria e pela fome em escala
universal? Seria a fome um fenômeno irremediável, uma
fatalidade, como procurou demonstrar Malthus, ao publicar, no
fim do século XVIII, a sua lei do crescimento das populações? A
resposta que a ciência, hoje, nos fornece para essa interrogação
é um “não” categórico.

Anna Maria de Castro. Fome: um tema proibido – últimos escritos de Josué de
Castro
. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003, p. 45-7 (com adaptações).

Considerando o texto acima, julgue os itens

As áreas de alta densidade demográfica no mundo, caracterizadas, essencialmente, pela presença de populações com baixo padrão de qualidade de vida — altos índices de subnutrição e fome —, confirmam, ainda que excepcionalmente, a teoria de Malthus.
Alternativas

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Resposta: E — Errado

Tema central: entendimento crítico da teoria malthusiana (fome como consequência inevitável do crescimento populacional) e das causas reais da subnutrição e da fome em áreas de alta densidade demográfica.

Resumo teórico essencial

Thomas Malthus (1798) afirmou que a população cresce de forma geométrica e os recursos alimentares de forma aritmética, tornando a fome uma consequência natural do crescimento demográfico. A crítica moderna contrapõe essa visão: o problema da fome é sobretudo social, econômico e político — distribuição desigual, pobreza, falta de infraestrutura e acesso são determinantes. Modelos como a transição demográfica explicam queda das taxas de natalidade com desenvolvimento socioeconômico. Fontes recomendadas: Malthus (1798); Notestein/Thompson sobre transição demográfica; relatórios da FAO/ONU sobre fome e segurança alimentar.

Por que a alternativa está correta (E — Errado):

A afirmação do item diz que áreas de alta densidade com baixa qualidade de vida "confirmam, ainda que excepcionalmente, a teoria de Malthus". Isso é incorreto porque:

  • Correlação não implica causalidade: concentração populacional e escassez não provam que a fome seja uma fatalidade natural.
  • Existem exemplos históricos e dados atuais mostrando que a produção mundial de alimentos é suficiente em termos agregados; a fome decorre de má distribuição, pobreza e políticas inadequadas (ver FAO).
  • O avanço tecnológico (agricultura, saúde pública) e políticas de desenvolvimento podem reduzir mortalidade e, posteriormente, natalidade — ou seja, nem sempre o crescimento leva à catástrofe prevista por Malthus.
  • Autores como Josué de Castro mostram que fome é fenômeno social e político, não uma lei natural inevitável.

Dica de interpretação para provas

Procure palavras-chave que transformam uma alternativa em "pegadinha": "confirmam", "essencialmente", "ainda que excepcionalmente". Questione se há explicação alternativa (distribuição, pobreza, políticas). Em questões sobre população, sempre diferencie capacidade produtiva de acesso/redistribuição.

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Comentários

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GABARITO: ERRADO

Teoria Malthusiana, ou Malthusianismo, foi elaborada por Thomas Robert Malthus no ano de 1798 e defendia que a população cresceria em ritmo acelerado, superando a oferta de alimentos, o que resultaria em problemas como a fome e a miséria.

A mecanização da produção de alimentos no mundo contemporâneo é capaz de produzir alimentos em escala suficiente para alimentar a população global; as população que estão submetidas à fome e subnutração não estão nessas condições por falta de produção, mas por outras causas socioeconômicas diversas.

RESPOSTA - ERRADA- As áreas de alta densidade demográfica no mundo, caracterizadas, essencialmente, pela presença de populações com baixo padrão de qualidade de vida — altos índices de subnutrição e fome —, confirmam, ainda que excepcionalmente, a teoria de Malthus.

1)Por que a teoria malthusiana não deu certo?  

-Processo de urbanização: filhos são gastos e mulher no mercado de trabalho. 

-A revolução verde, a qual teve como característica a mecanização e uso de fertilizantes no campo, ou seja, aumentou a produção (tecnologia). 

Logo, nota-se que há alimentos, mas não são igualmente distribuídos e por isso a questão está errada, JÁ QUE malthus dizia que faltaria alimentos, mas na verdade o falta é a distribuição deles igualmente.

Teoria Malthusiana

Formulada por Thomas Malthus, no final do século XVIII. Segundo ele, haveria um desequilíbrio entre o crescimento populacional e a disponibilidade de alimentos. Esse desequilíbrio levaria a um quadro de fome, pois Malthus acreditava que a população crescia em progressão geométrica (2, 4, 8, 16, 32, 64…), enquanto a produção de alimentos, em progressão aritmética (1, 2, 3, 4, 5, 6…). O equívoco dessa teoria consiste no fato de que Malthus não previu que os avanços tecnológicos na agricultura e na indústria seriam capazes de aumentar a produção de alimentos, que se tornou muito além de necessária para sustentar a população.

Teoria Malthusiana: população cresce em ordem geométrica e os alimentos em ordem aritmétrica. (o que nao considerou o desenvolvimento da produção agricola) - essa teoria, tambem, prega o controle da natalidade e relaciona fenomenos da natureza como forma de conter o crescimento da populção. É valido ressaltar que Malthus era contra o aborto e só procria quem tem condições reais de manter o filho.

Teoria Neomalhusiana: Culpa o pobre pela pobreza, controle da natalidade com métodos contraceptivos e, de forma mais drástica, através do aborto.

Teoria Reformista: Tendencias Marxistas, defende que a pobreza é fruto da desigualdade social.

Teorial Ecomalthusiana: Traz consigo o desenvolvimento da população atrelado ao uso de forma sustentável do recursos.

não é porque eu tenho uma megacidade que eu tenho pobreza

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